A Bíblia nos dá uma
ligeira noção sobre como a criação do universo aconteceu, embora haja várias
teorias referentes este assunto muito claro, é nosso dever respeitar o direito
de cada indivíduo de pensar e de expor o que lhe convier à sociedade, diante
disto, a cristandade com certeza sintoniza-se no que a Bíblia relata.
Assim está
escrito no livro de Gêneses: “No princípio, criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo;
e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.” (Gn 1.1-2).
Os capítulos
um e dois do livro de Gêneses relatam com brevidade a história da criação: “E disse Deus: Haja luz. E houve luz. E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as
trevas. Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou
Noite. E foi a tarde e a manhã: o
dia primeiro” (Gn
1.3-5).
No segundo dia Deus cria a grandiosa expansão
como está escrito: E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e
haja separação entre águas e águas. E fez Deus a expansão e fez separação entre
as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a
expansão. E assim foi. E chamou Deus à expansão Céus; e foi a tarde e a manhã:
o dia segundo (Gn 1.6-8).
No Terseiro
dia encontramos nos versículos nove a treze, Deus reunindo as águas
debaixo dos céus em um lugar, a terra com suas ervas verde, criando ervas que
dão sementes, e as arvores diversas frutíferas sobre a terra segundo sua
espécie, e foi a tarde e a manhã: o dia terceiro (Gn 1.13).
No quarto dia; E disse Deus: “Haja
luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e
sejam eles para sinais e para tempos {ou estações} determinados e para dias e
anos. E sejam
para luminares na expansão dos céus, para alumiar a terra. E assim foi. E fez
Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o
luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas. E Deus
os pôs na expansão dos céus para alumiar a terra, e para
governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas. E viu
Deus que era bom. E foi a tarde e a manhã: o dia quarto” (Gn 1.14-19).
No quinto dia da criação do universo foi assim. “E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis {ou criaturas viventes, que se movem} de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus. E Deus criou as {ou os monstros dos mares} grandes baleias, e todo réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies, e toda ave de asas conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom. E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra. E foi a tarde e a manhã: o dia quinto” (Gn 1.20-23).
No sexto dia: “E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis, e bestas-feras da terra conforme a sua espécie. E assim foi. E fez Deus as bestas-feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom.
E disse Deus: Façamos
o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre
as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que
se move {ou roja} sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à
imagem de Deus o criou; macho
e fêmea os criou. E Deus
os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra,
e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e
sobre todo o animal que se move sobre a terra. E disse
Deus: Eis que vos tenho dado toda erva que dá semente e que está sobre a face
de toda a terra e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente;
ser-vos-ão para mantimento. E a todo animal da terra, e a toda ave
dos céus, e a todo réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde
lhes será para mantimento. E assim foi. E viu
Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã:
o dia sexto” (Gn 1.24-31).
Assim, os céus, e a terra, e todo o seu exército foram acabados. E, havendo Deus acabado no dia sétimo a sua obra, que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra, que Deus criara e fizera (Gn 2.1-3).
Havendo Deus encerrado a obra da criação no sexto dia, no sétimo descansou. Agora nos transportaremos a considerar que estando Israel no deserto rumo a terra prometida, Moisés mandou espias a ver como seria terra de sua pretensa posse prometida por Deus ao patriarca Abraão e sua descendência.
Entendendo que Deus trabalhou seis dias e descansou no sétimo dia, também temos um descansou após seis dias de trabalho. Os que não creram não entraram no descanso mas, os que creram entraram depois de quarenta anos de peregrinação do deserto (hb 4.3-4), nosso descanso é na eternidade junto a Jesus e Deus.
Nossos seis dias de trabalho são as nossas vidas na terra, saindo dela, os que creem tomam posse do descanso como Deus como ele descansou do seu trabalho, porém, os demais, não entraram no descanso, pereceram no deserto (Sl 95.11).
Considerando que Deus converteu os quarenta dias usados pelos espias da terra de Canaã até retornar a Moisés em quarenta anos de peregrinação a caminho da terra prometida (Nm 13.25-26; 14.34; 32.13), outra vez ocorreu conversão de dias em anos Ezequiel (Ez 4.7).
O calendário hebraico registra atualmente cinco mil setecentos e oitenta e cinco anos, o calendário gregoriano já confere o ano dois mil e vinte e cinco, somados aos quatro mil anos conferidos ante de Cristo, portanto o (mundo dos homens) já completam-se seis mil e vinte e quatro anos da criação de Deus.
Lembremo-nos que o profeta Isaias disse que o Messias apregoaria o ano aceitável do Senhor, consideremos que o
próprio Messias confirma isto no Evangelho
de Lucas (Lc 4.18-19).
Sabemos que o ano aceitável do Senhor é aquele coberto pelo evangelho do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e que já cobre dois mil anos desde o tempo que Jesus apregoou cara a cara aos homens, este o tempo determinado para que os pecadores aceitem a salvação em Cristo Jesus, arrependendo-se dos seus pecados durante o reinado do próprio Cristo, como ele mesmo disse, porque o reino de Deus está perto disse ele (Mt 3.2; Lc 9.27; 21.29-33).
Assim como Deus fez o mundo em seis dias e descansou no sétimo, e convencionou para Israel no deserto um dia para um ano, plausível é considerarmos mil como um dia, tendo em vista que o Apóstolo Pedro já fez isto considerando a eternidade de Deus, me parece claro que seis mil anos sejam a nossa semana de trabalho, e o sétimo milênio, o nosso dia de descanso das nossas obras realizadas no mundo, e só para encerrar como afirma o Apóstolo Pedro: “Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o SENHOR é como mil anos, e mil anos como um dia”. (II Pe 3.8).
E agora convido ao meu leitor a viver hoje para Deus como se já fosse o seu último dia de vida entre os humanos, é só Jesus que nos salva, é só Jesus mesmo, não há outro que possa fazer isto.
Domingos
Teixeira Costa