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11 de novembro de 2022

O quarto animal

 

Veremos  um rápido  comentário  dos  versículos  sete  a  quinze  de Daniel capítulo sete, tratando sobre “o quarto animal” segundo a visão do profeta, esta revelação traz também clareza do domínio de Deus sobre nosso  mundo,  nada  aqui  acontece fora da permissão ou vontade de Deus como alguém pode pensar.

Dn.7. 7 Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível, espantoso e sobremodo forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez chifres. O quarto animal segundo o profeta Daniel é o império romano. Ele era diferente dos demais animais que apareceram antes dele, em sua forma física ele possuía dez chifres (Ap.12.3). Os reinos simbolicamente são esses animais que representavam os grandes e poderosos impérios da terra como, Babilônia, Média e Pérsia juntas, Grécia e Roma. Esses reinos são chamados de animais pelo fato de sua nocividade sem limites em seu avanço contra as demais nações (Dn. 2.40; 7.5). Eles se estenderam através de Roma até o fim do domínio do domínio romano, eram destruidores como animais irracionais da paz dos povos de então, e até ao fim do poder de Roma sabendo-se que em menor escala, isso respingará até ao fim da raça humana, quando não só eles, mais a humanidade inteira será julgada pelo Criador de todas as coisas, por rejeitarem a verdade e abraçarem a mentira, querendo empola-la a todos os habitantes da terra.

Dn.7. 8 Estando eu a observar os chifres, eis que entre eles subiu outro pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava com insolência. O chifre pequeno faz guerra aos judeus aproveitando suas revoltas e destrói a força do povo santo, do Deus Altíssimo, isso aconteceu bem antes do nascimento de Jesus. As revoltas de Israel contra Roma se estenderam até a destruição de Jerusalém e do templo em 70 da era cristã (Mt. 24.20). O povo judeu como nação, é simbolicamente representado na Bíblia por uma mulher desde Gênese até Apocalipse (Gn. 37.9,10 Ap. 12.1,2), os judeus foram espalhado na diáspora entre as nações, em cumprimento às profecias bíblicas como na visão apocalíptica, a nação de Israel fugindo para o deserto, Ap. 12.6 indo para o lugar que lhe estava preparado por Deus para à receber e sustentar por mil e duzentos e sessenta dias. Será que já não estamos exatamente vivendo esse tempo que a visão nos apresenta (Ap. 11.1 Mt. 24.20)!

Dn.7. 9 Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias se assentou; sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a pura lã; o seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente. A visão aqui informa detalhes do trono de Deus e sua justiça, Jesus hoje estar assentado à direita do Pai como Salvador, Senhor e justo juiz de toda terra. Porém, quando Jesus nasceu e começou seu ministério entre os homens, não foi aceito por sua nação como sendo seu libertador e salvador, ele só foi reconhecido como enviado de Deus, por poucos da nação, enquanto que as autoridades do povo preferiram tê-lo como inimigo em sua maioria,  e só depois de sua morte e ressurreição foi que muitos do povo creu nele (1Co. 15.4-6). 

Dn.7. 10 Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades estavam diante dele; assentou-se o tribunal, e se abriram os livros. Aqui somos reportados para um momento depois de sua segunda vinda à terra para socorrer seu reino, o povo santo e comprado com o próprio sangue de Jesus, além disso, vem também julgar a maldade do mundo inteiro nessa ocasião, tanto aos vivos como os mortos que não creram na palavra do evangelho para a salvação, e sim na operação do erro para a perdição, e por isso serão condenados ao lago de fogo que arde com enxofre onde sofrerão a segunda morte Ap. 19.20; 20.10,14,15). 

Dn.7. 11 Então estive olhando, por causa da voz das insolentes palavras que o chifre proferia; estive olhando e vi que o animal foi morto, e o seu corpo desfeito e entregue para ser queimado. As ações do pequeno chifre acontecem durante o império romano para os judeus, iniciado a partir deste ponto contra os chamados santos, a perseguição no deserto Dn. 8.23-26 Ap. 12.6), os santos existiram mesmo antes do reino de Deus ser anunciado por João Batista e pelo próprio Jesus Cristo. Muitos judeus foram mortos em revoltas contra os romanos até eliminá-los de sua própria terra segundo as “Escrituras Sagradas”, no ano 70 da era cristã, eles partiram para o deserto como hoje se ver).

Dn.7. 12 Quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; todavia, foi-lhes dada prolongação de vida por um prazo e um tempo. (O que o profeta Daniel chama de animais, são os impérios que dominaram o mundo até Roma. O império romano do ocidente morreu no ano 476 d.C. porém, os demais permaneceram não mais como poderosos impérios, tendo-se em vista que o império que subia destruía o anterior. Porém, eles continuaram como reinos dos homens através da perna chamada reino oriental romano, eles permanecerão até a segunda vinda de Jesus. Entende-se segundo o profetizou Daniel, que a Pedra que foi cortada do monte sem mãos, ela é quem destruirá os reinos dos homens, ala possui nome, é o Senhor Jesus e seu reino, em sua segunda vinda, o chamado Rei dos reis e Senhor dos senhores. Quanto o “prazo,” conforme o profeta, é o espaço de tempo entre o fim do império romano e a aparição do anticristo o filho da perdição no senário mundial. Quanto o  “tempo,” trata-se do período de ação do anticristo perseguindo os que seguem a palavra de Deus, até a vinda de Jesus em glória para livrar seu reino da fúria do dragão, e eliminá-lo  juntamente com o reino dos homens. O pecado será eliminado pela raiz eternamente, e lançando o sedutor das nações no lago de fogo e enxofre preparado para o Diabo e seus anjos Mt 25.41). 

Dn.7. 13 Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. O profeta Daniel aqui fala da descida do Filho de Deus do céu à terra, para operar em favor da libertação dos escravos do pecado para a salvação pela fé, em sua mensagem para o arrependimento e acesso ao reino de Deus (Mc. 1.15), como sua mensagem não foi aceita, seu ministério terminou com sua crucificação na cruz do Calvário, mas, ao ressuscitar no terceiro dia, venceu a morte para sempre, e tendo se apresentado aos seus discípulos disse-lhes: “é me dado todo poder nos céu e na terra”. Em seguida Ele volta ao seu lugar no céu, a assentar-se à direito de Deus em seu trono com o Pai(Ap. 3.21; 12.5).

Dn.7. 14 Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído. Aqui, o profeta Daniel fala do reino de Cristo sobre todas as nações, Jesus logo em seguida à sua ressurreição disse aos seus discípulos, é me dado todo poder no céu e na terra (Mt. 28.18). Quarenta dias depois de ressuscitar (At. 1.3), tendo Jesus voltado para o céu ao seu lugar(Ap. 12.5), toda a criação lhe foi submetida tanto o céu como a terra são o seu domínio é eterno. A terra como atualmente é, tem sua existência sujeita à ser transformada a partir da vinda de Jesus para a liberdade da glória de Deus, a Igreja será integrada aos exércitos celestiais e a terra será purificada segundo a esperança da vinda de Jesus em glória (Mt. 24.30 2Pe 3.10-13 Rm 8.18-23).

Dn.7. 15 Quanto a mim, Daniel, o meu espírito foi alarmado dentro de mim, e as visões da minha cabeça me perturbaram. O Profeta diante da visão fica perplexo, e sua falta de entendimento referente a tudo que via e não compreendia, sentiu seu espirito desassossegado achando-se como se fosse uma pessoa muitíssima insignificante, pois coisa nenhuma entendia de tudo que a visão lhe fazia ver.

Para concluir, Deus nos revela sua vontade quanto os habitantes da terra politicamente, declarando-nos o que acontecerá ao mundo pelo fato deste ser composto pelo bem e o mal, a fim de que seus habitantes tenham oportunidade  para escolherem o que preferirem, sabendo-se que cada indivíduo  será responsável por suas pretensas escolhas. Saibam todos os moradores da terra que Deus prometeu levantar na terra um reino para si nos dias desses reis, e sejam todos conscientes que ele já criou através de seu Filho Jesus Cristo o reino que prometeu, ouçam-no o evangelho por Ele pregado dizendo, arrependei-vos e crede no evangelho.

 

Domingos Teixeira Costa