O
homem pede Sl 103
1 SENHOR, ouve a minha oração, e chegue a
ti o meu clamor.
2 Não escondas de mim o teu rosto no dia da
minha angústia; inclina para mim os teus ouvidos; no dia em que eu clamar,
ouve-me depressa.
3 Porque os meus dias se consomem como
fumaça, e os meus ossos ardem como lenha.
4 O meu coração está ferido e seco como a
erva, pelo que até me esqueço de comer o meu pão.
5 Já os meus ossos se pegam à minha pele, em
virtude do meu gemer doloroso.
6 Sou semelhante ao pelicano no deserto;
sou como um mocho nas solidões.
7 Velo e sou como o pardal solitário no
telhado.
8 Os meus inimigos me afrontam todo o dia;
os que contra mim se enfurecem me amaldiçoam.
9 Pois tenho comido cinza como pão e
misturado com lágrimas a minha bebida,
10 por causa da tua ira e da tua indignação,
pois tu me levantaste e me arremessaste.
11 Os meus dias são como a sombra que
declina, e como a erva me vou secando.
14 Porque os teus servos têm prazer nas suas
pedras e se compadecem do seu pó.
15 Então, as nações temerão o nome do
SENHOR, e todos os reis da terra, a sua glória,
24 Dizia eu: Deus meu, não me leves no meio
dos meus dias, tu, cujos anos alcançam todas as gerações.
O Senhor Deus responde
12 Mas tu, SENHOR, permanecerás para sempre,
e a tua memória, de geração em geração.
13 Tu te levantarás e terás piedade de Sião;
pois o tempo de te compadeceres dela, o tempo determinado, já chegou.
16 quando o SENHOR edificar a Sião, e na sua
glória se manifestar,
17 e atender à oração do desamparado, e não
desprezar a sua oração.
18 Isto se escreverá para a geração futura;
e o povo que se criar louvará ao SENHOR,
19 porquanto olhara desde o alto do seu
santuário; desde os céus, o SENHOR observou a terra,
20 para ouvir o gemido dos presos, para
soltar os sentenciados à morte;
21 a fim de que seja anunciado o nome do
SENHOR em Sião, e o seu louvor, em Jerusalém,
22 quando os povos todos se congregarem, e
os reinos, para servirem ao SENHOR.
23 Abateu a minha força no caminho; abreviou
os meus dias.
25 Desde a antiguidade fundaste a terra; e
os céus são obra das tuas mãos.
26 Eles perecerão, mas tu permanecerás;
todos eles, como uma veste, envelhecerão; como roupa os mudarás, e ficarão
mudados.
27 Mas tu és o mesmo, e os teus anos nunca
terão fim.
28 Os
filhos dos teus servos continuarão, e a sua descendência ficará firmada perante
ti.
Conclusão
Se tratando do carnal e do espiritual, o carnal vem primeiro e por último o espiritul. Considerando o homem e Deus, Deus é antes de todas coisas, e por isso o carnal querendo alcançar o espiritual roga a Deus. Seguindo a regra, o salmista Davi roga a Deus em reconhecimento ao Deus Criador dos céus e da tarra contando-lhe o seu estado de sofrimento, humilhando-se a Deus diante do seu quadro de sofrimento no mundo dos carnais.
O homem espiritual roga pedindo vitórias neste mundo que julga e condena o justo sem motivo, em um processo que parace não ter fim e este chaga a dizer; até me esqueço de comer, em vez de pão como cinza, a bebida é misturada em minhas lágrimas. Não é facil a vida do justo no no mundo dos ímpios, Jesus é a única saida segura.
Domingos Teixeira Costa