Trataremos aqui das
setenta semanas que o anjo Gabriel anunciou ao profeta Daniel, ainda cativo sob o domínio
do império medo-persa. Este é um assunto sobre ocorrências passadas e que ainda sobrevirão ao
mundo nos últimos dias, que nada mais são do que penalidades devidas pelo fruto da
maldade dos habitantes da terra, os quais culminarão em juízo por rejeição a
Deus e seu Filho Jesus Cristo.
“Sabe e entende: desde
a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao
Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações
se reedificarão, mas em tempos angustiosos” (Dn 9.25).
Na visão das setenta semanas
profetizada por Daniel, o anjo Gabriel diz ao profeta que ele deveria entender
a visão, e dar detalhes do que haveria de acontecer entre o povo judeu desde a
ordem do rei autorizando aos judeus a voltarem do cativeiro em que se encentravam na Babilonia.
“Depois das sessenta e
duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que
há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até
ao fim haverá guerra; desolações são determinadas” (Dn 9.26).
O anjo explica nos
versículos 25 e 26 que depois de sete semanas e sessenta e duas semanas o
Messias seria morto e não mais estaria, e um príncipe com seu povo entraria em
Jerusalém e destruiria a cidade e seu Templo, e a história realmente registra
esse fato ocorrido no ano setenta da era cristã.
“Ele fará firme aliança
com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a
oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a
destruição que está determinada se derrame sobre ele” (Dn 9.27).
O príncipe entrou em Jerusalém e fez alianças com muitos por uma semana e a quebrou no meio da semana, segundo a profecia é o que se pode entender, logo estamos vivendo já na septuagésima semana, e logo virá o desfecho da grande tribulação como disse Jesus. A aliança foi desfeita pelo príncipe invasor, ele destruiu a cidade e o Templo, os judeus que escaparam foram dispersos para toda terra.
Agora vemos a fuga da
mulher para o deserto conforme Ap 12.5-6 restando apenas mil e duzentos e sessenta
dias proféticos segundo entendo; a mulher em fuga já se encontra onde será escondida por mil e duzentos e sessenta dias, são os judeus ortodoxos e os cristãos
que escaparam com vida da destruição da cidade de Jerusalém.
A explicação do anjo, resgistrada em Daniel 9.25-27, permite a interpretação a quem assim entender, que as setenta semanas anunciadas ao profeta, não encontrará outro entendimento que explique a visão fielmente, ou polo menos próximo da realidade, deixando de entender que já estamos vivendo na septuagesima semana, sem o sem o acordo do engano, que o mundo ainda espera, porém, nada mais resta senão apenas a manifestação do homem da iniquidade, ainda detido pelo tempo da última parte da última semana anunciada por Daniel. É certo que entre os estudiosos deste tema, existe diferentes pontos de vista, porém, o tempo trará o desfecho real dos fatos.
Domingos Teixeira
Costa