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26 de jan. de 2026

Os perversos e seus ais



Se o leitor não sabia, assim foi no princípio quando Deus manifestou sua vontade à primeira nação que escolheu na face da terra, era e ainda é este o seu nome; Israel, atualmente. Deus elegeu os filhos de Israel como povo seu, separados dentre os demais povos, constituiu seus direitos e deveres como nação santa, porém, eles quebraram a lei do seu Deus praticando as perversidades que existiam entre as demais nações. Vejamos os fatos apresentados neste texto da Bíblia Sagrada.

Is 5.8-10“Ai dos que ajuntam casa a casa, reúnem campo a campo, até que não haja mais lugar, e ficam como únicos moradores no meio da terra! ​A meus ouvidos disse o SENHOR dos Exércitos: Em verdade, muitas casas ficarão desertas, até as grandes e belas, sem moradores. ​E dez jeiras de vinha não darão mais do que um bato, e um ômer cheio de semente não dará mais do que um efa.”

O primeiro ai que veio sobre Israel como consequência da cobiça aos bens totalmente materiais por eles preferidos; como, casas e mais casas,  com avidez adquiriram o máximo que cada indivíduo podia abraçar tomaram para si. Eles foram separados como povo santo, mas, desprezaram ao seu Deus virando as costas para aquele que os conduziu por quarenta anos no deserto protegendo-os do calor e do frio exorbitante. Em razão do desprezo do povo, Deus os entregou nas mãos dos seus inimigos e da fome. Deus quase que tirou deles totalmente o produto a da terra que os alimentava.

​Is 5. 11-17 “Ai dos que se levantam pela manhã e seguem a bebedice e continuam até alta noite, até que o vinho os esquenta! ​Liras e harpas, tamboris e flautas e vinho há nos seus banquetes; porém não consideram os feitos do SENHOR, nem olham para as obras das suas mãos. ​Portanto, o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento; os seus nobres terão fome, e a sua multidão se secará de sede. ​Por isso, a cova aumentou o seu apetite, abriu a sua boca desmesuradamente; para lá desce a glória de Jerusalém, e o seu tumulto, e o seu ruído, e quem nesse meio folgava. ​Então, a gente se abate, e o homem se avilta; e os olhos dos altivos são humilhados. ​Mas o SENHOR dos Exércitos é exaltado em juízo; e Deus, o Santo, é santificado em justiça. ​Então, os cordeiros pastarão lá como se no seu pasto; e os nômades se nutrirão dos campos dos ricos lá abandonados.”

O segundo ai, demonstra a situação espiritual do povo israelita naqueles dias diante do Deus eterno, passavam desde a manhã e entravam pela noite, o dia todo alcoolizados e ouvindo musicas enquanto bebiam vinho. Esqueceram as obras e benefícios de Deus, até que seu inimigo; o rei da Babilônia os levou para o cativeiro, porém, os rebeldes de Jerusalém morreram de fome, sede e ao fio da espada: porque não confiaram no Deus que os tirou do Egito com braço forte, caíram em juízo por falto de entendimento.  

​Is 5. 18-19 “Ai dos que puxam para si a iniquidade com cordas de injustiça e o pecado, como com tirantes de carro! ​E dizem: Apresse-se Deus, leve a cabo a sua obra, para que a vejamos; aproxime-se, manifeste-se o conselho do Santo de Israel, para que o conheçamos.”

O grito do terceiro ai trazia a imensa dor pela colheita dos frutos localizados em suas almas entrelaçadas pela injustiça, o pecado os segou e não mais podiam ver a benevolência de Deus e voltarem para o Santo de Israel que foi rejeitado pelo povo iníquo, que desprezou e sua terra, brusca e involuntariamente por ignorar os mandamentos de sua constituição nacional e espiritual; o Templo foi destruído, a gloria da cidade de Jerusalém desapareceu, Nabucodonosor levou os nobres cativos, e a cidade foi deixada para os nômades por décadas.   

​ Is 5. 20 “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!”

O quarto ai, abateu-se sobre o povo que se fez incapacitado de ver e poder discernir o bem e o mal um do outro, ao mal chamavam bem e ao bem mal, a luz e as trevas, para eles as duas coisas eram iguais, pela incapacidade de discernir que adquiriram. Não distinguiam o santo do profano, ímpio do sagrado, tudo isto acontecia pela distancia que estavam do amor de Deus e do seu temor.  

​Is 5. 21 “Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!”

O quinto ai, veio como causa da ganância da alma deles, e falta de domínio próprio de cada indivíduo, ninguém cuidava do que pertencia ao próximo, a falta de escrúpulo os impedia de ver o seu próximo como seu semelhante; o rico tomava sem piedade para si o era do pobre, a deslealdade era incontrolável entre eles. 

​Is 5. 22-25 “Ai dos que são heróis para beber vinho e valentes para misturar bebida forte, ​os quais por suborno justificam o perverso e ao justo negam justiça! ​ Pelo que, como a língua de fogo consome o restolho, e a erva seca se desfaz pela chama, assim será a sua raiz como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porquanto rejeitaram a lei do SENHOR dos Exércitos e desprezaram a palavra do Santo de Israel. ​Por isso, se acende a ira do SENHOR contra o seu povo, povo contra o qual estende a mão e o fere, de modo que tremem os montes e os seus cadáveres são como monturo no meio das ruas. Com tudo isto não se aplaca a sua ira, mas ainda está estendida a sua mão.”

O sexto ai, vem em consequência da manipulação de bebidas praticada em Jerusalém, transformando vários produtos em um. O vinho era real, mas, aqui, vamos usá-lo como sendo a ignorância ou cegueira que tenta adicionar o bem ao mal, reduzindo os dois em um só produto, o que é impossível, considerando que se trata da justiça e da injustiça, os dois são como água e óleo opostos entre si. Só uma mente muito danificada pelo mal, pode servir-se unicamente dos ímpetos naturais adquiridos por meios conscientes da ganância. Assim foi idealizado o mal dando a entender que não mais exista justiça e nem injustiça, querem eles que tudo seja segundo o seu desejo, pensam eles prevalecer a justiça, sendo estas as únicas condições desejasdas suas vontades, aí já não cabe mais a tolerância de Deus, e consequentemente o juízo se manifesta como fogo consumidor para restabelecer a justiça novamente. 

​Is 5. 26-30 “Ele arvorará o estandarte para as nações distantes e lhes assobiará para que venham das extremidades da terra; e vêm apressadamente. ​Não há entre elas cansado, nem quem tropece; ninguém tosqueneja, nem dorme; não se lhe desata o cinto dos seus lombos, nem se lhe rompe das sandálias a correia. ​As suas flechas são agudas, e todos os seus arcos, retesados; as unhas dos seus cavalos dizem-se de pederneira, e as rodas dos seus carros, um redemoinho. ​O seu rugido é como o do leão; rugem como filhos de leão, e, rosnando, arrebatam a presa, e a levam, e não há quem a livre. ​Bramam contra eles naquele dia, como o bramido do mar; se alguém olhar para a terra, eis que só há trevas e angústia, e a luz se escurece em densas nuvens.”

Nesta parte da mensagem Deus manifesta a intenção de resgatar os cativos, não só os que estavam na Babilônia naqueles dias, mais ainda os que depois de voltarem para sua terra e reabilitarem-se em Jerusalém novamente por algumas centenas de anos por eles desconhecidas, outra vez seriam espalhados entre todas as nações da terra outra vez, e depois serão recolhidos para sua terra e nela guardados fixamente e abençoados pelo reconhecimento do reinado de Davi (Jesus Cristo) sobre o trono de Israel entre  as nações; Deus está falando  do reinando de Cristo estabelecido nos céus e na terra ao mesmo tempo, onde está seu corpo (a Igreja). Agora israelitas e gentios crentes, juntos e voltados para o seu Criador pelo Messias, alegres e conscientes da sua salvação por Cristo Jesus, como leões rosnam entre as nações por ser este o tempo determinado nas Escrituras como falou o profrta Daniel (Dn 2.44), este é o tempo certo destes fatos bíblicos acontecerem e só não ver quem não quer, e ninguém os espanta, hoje Israel é uma pedra pesada para todos os povos, assim falou o profeta Zacarias a respeito de Jerusalém.

Os ais de Israel apontavam para o fim iminente de um período sobre os filhos de Jacó. O povo cobiçou o que não era seu, hoje não é diferente entre as nações, ainda acontecem as mesmas coisas atualmente, os de má índole encontram a maneira mais fácil para nos furtar, querem tudo para si, e com as vítimas não se preocupam como elas ficam. Imagine o seu estado social! Aqueles sofreram penalidade de setenta anos no cativeiro, e os de hoje! Deus sabe, Ele ainda é o mesmo. Pratiquemos a justiça e seremos exaltados por Deus, Ele não despreza os humildes e limpos de coração. As nações se rebelarão e cairão, porém, o nosso socorro vem do Senhor que fez os céus e a terra.

 

Domingos Teixeira Costa

 







 

 


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