Se o leitor não sabia, assim foi no princípio quando Deus manifestou sua
vontade à primeira nação que escolheu na face da terra, era e ainda é este o
seu nome; Israel, atualmente. Deus
elegeu os filhos de Israel como povo seu, separados dentre os demais povos,
constituiu seus direitos e deveres como nação santa, porém, eles quebraram a
lei do seu Deus praticando as perversidades que existiam entre as demais
nações. Vejamos os fatos apresentados neste texto da Bíblia Sagrada.
Is
5.8-10“Ai dos que ajuntam casa a casa, reúnem campo a campo, até que não haja
mais lugar, e ficam como únicos moradores no meio da terra! A meus ouvidos
disse o SENHOR dos Exércitos: Em verdade, muitas casas ficarão desertas, até as
grandes e belas, sem moradores. E dez jeiras de vinha não darão mais do que um
bato, e um ômer cheio de semente não dará mais do que um efa.”
O primeiro ai que veio sobre Israel
como consequência da cobiça aos bens totalmente materiais por eles preferidos; como,
casas e mais casas, com avidez adquiriram
o máximo que cada indivíduo podia abraçar tomaram para si. Eles foram separados
como povo santo, mas, desprezaram ao seu Deus virando as costas para aquele que
os conduziu por quarenta anos no deserto protegendo-os do calor e do frio
exorbitante. Em razão do desprezo do povo, Deus os entregou nas mãos dos seus
inimigos e da fome. Deus quase que tirou deles totalmente o produto a da terra
que os alimentava.
Is
5. 11-17 “Ai dos que se levantam pela manhã e seguem a bebedice e continuam até
alta noite, até que o vinho os esquenta! Liras e harpas, tamboris e flautas e
vinho há nos seus banquetes; porém não consideram os feitos do SENHOR, nem
olham para as obras das suas mãos. Portanto, o meu povo será levado cativo,
por falta de entendimento; os seus nobres terão fome, e a sua multidão se
secará de sede. Por isso, a cova aumentou o seu apetite, abriu a sua boca
desmesuradamente; para lá desce a glória de Jerusalém, e o seu tumulto, e o seu
ruído, e quem nesse meio folgava. Então, a gente se abate, e o homem se
avilta; e os olhos dos altivos são humilhados. Mas o SENHOR dos Exércitos é
exaltado em juízo; e Deus, o Santo, é santificado em justiça. Então, os
cordeiros pastarão lá como se no seu pasto; e os nômades se nutrirão dos campos
dos ricos lá abandonados.”
O segundo ai, demonstra a situação espiritual do povo israelita naqueles dias
diante do Deus eterno, passavam desde a manhã e entravam pela noite, o dia todo
alcoolizados e ouvindo musicas enquanto bebiam vinho. Esqueceram as obras e
benefícios de Deus, até que seu inimigo; o rei da Babilônia os levou para o
cativeiro, porém, os rebeldes de Jerusalém morreram de fome, sede e ao fio da espada:
porque não confiaram no Deus que os tirou do Egito com braço forte, caíram em juízo
por falto de entendimento.
Is
5. 18-19 “Ai dos que puxam para si a iniquidade com cordas de injustiça e o
pecado, como com tirantes de carro! E dizem: Apresse-se Deus, leve a cabo a
sua obra, para que a vejamos; aproxime-se, manifeste-se o conselho do Santo de
Israel, para que o conheçamos.”
O grito do terceiro ai trazia a imensa dor pela colheita dos
frutos localizados em suas almas entrelaçadas pela injustiça, o pecado os segou
e não mais podiam ver a benevolência de Deus e voltarem para o Santo de Israel que
foi rejeitado pelo povo iníquo, que desprezou e sua terra, brusca e involuntariamente
por ignorar os mandamentos de sua constituição nacional e espiritual; o Templo
foi destruído, a gloria da cidade de Jerusalém desapareceu, Nabucodonosor levou
os nobres cativos, e a cidade foi deixada para os nômades por décadas.
Is 5. 20 “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade
luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!”
O
quarto ai, abateu-se sobre o povo
que se fez incapacitado de ver e poder discernir o bem e o mal um do outro, ao mal chamavam
bem e ao bem mal, a luz e as trevas, para eles as duas coisas eram iguais, pela
incapacidade de discernir que adquiriram. Não distinguiam o santo do profano, ímpio
do sagrado, tudo isto acontecia pela distancia que estavam do amor de Deus e do
seu temor.
Is
5. 21 “Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio
conceito!”
O quinto ai, veio como causa da ganância da alma deles, e falta de domínio próprio
de cada indivíduo, ninguém cuidava do que pertencia ao próximo, a falta de
escrúpulo os impedia de ver o seu próximo como seu semelhante; o rico tomava
sem piedade para si o era do pobre, a deslealdade era incontrolável entre eles.
Is
5. 22-25 “Ai dos que são heróis para beber vinho e valentes para misturar
bebida forte, os quais por suborno justificam o perverso e ao justo negam justiça!
Pelo que, como a língua de fogo consome o restolho, e a erva seca se desfaz
pela chama, assim será a sua raiz como podridão, e a sua flor se esvaecerá como
pó; porquanto rejeitaram a lei do SENHOR dos Exércitos e desprezaram a palavra
do Santo de Israel. Por isso, se acende a ira do SENHOR contra o seu povo,
povo contra o qual estende a mão e o fere, de modo que tremem os montes e os
seus cadáveres são como monturo no meio das ruas. Com tudo isto não se aplaca a
sua ira, mas ainda está estendida a sua mão.”
O sexto ai, vem em consequência da manipulação de bebidas praticada em
Jerusalém, transformando vários produtos em um. O vinho era real, mas, aqui,
vamos usá-lo como sendo a ignorância ou cegueira que tenta adicionar o bem ao
mal, reduzindo os dois em um só produto, o que é impossível, considerando que
se trata da justiça e da injustiça, os dois são como água e óleo opostos entre
si. Só uma mente muito danificada pelo mal, pode servir-se unicamente dos
ímpetos naturais adquiridos por meios conscientes da ganância. Assim foi idealizado o mal dando a entender que não mais exista justiça e nem
injustiça, querem eles que tudo seja segundo o seu desejo, pensam eles prevalecer a justiça, sendo
estas as únicas condições desejasdas suas vontades, aí já não cabe mais a tolerância de Deus, e consequentemente
o juízo se manifesta como fogo consumidor para restabelecer a justiça novamente.
Is
5. 26-30 “Ele arvorará o estandarte para as nações distantes e lhes assobiará
para que venham das extremidades da terra; e vêm apressadamente. Não há entre
elas cansado, nem quem tropece; ninguém tosqueneja, nem dorme; não se lhe
desata o cinto dos seus lombos, nem se lhe rompe das sandálias a correia. As
suas flechas são agudas, e todos os seus arcos, retesados; as unhas dos seus
cavalos dizem-se de pederneira, e as rodas dos seus carros, um redemoinho. O
seu rugido é como o do leão; rugem como filhos de leão, e, rosnando, arrebatam
a presa, e a levam, e não há quem a livre. Bramam contra eles naquele dia,
como o bramido do mar; se alguém olhar para a terra, eis que só há trevas e
angústia, e a luz se escurece em densas nuvens.”
Nesta parte da mensagem Deus manifesta
a intenção de resgatar os cativos, não só os que estavam na Babilônia naqueles
dias, mais ainda os que depois de voltarem para sua terra e reabilitarem-se em
Jerusalém novamente por algumas centenas de anos por eles desconhecidas, outra vez seriam
espalhados entre todas as nações da terra outra vez, e depois serão recolhidos
para sua terra e nela guardados fixamente e abençoados pelo reconhecimento do
reinado de Davi (Jesus Cristo) sobre o trono de Israel entre as nações; Deus está falando do reinando de Cristo estabelecido nos céus e na
terra ao mesmo tempo, onde está seu corpo (a Igreja). Agora israelitas e gentios crentes,
juntos e voltados para o seu Criador pelo Messias, alegres e conscientes da sua
salvação por Cristo Jesus, como leões rosnam entre as nações por ser este o
tempo determinado nas Escrituras como falou o profrta Daniel (Dn 2.44), este é o tempo certo destes fatos bíblicos
acontecerem e só não ver quem não quer, e ninguém os espanta, hoje Israel é uma pedra pesada para todos os
povos, assim falou o profeta Zacarias a respeito de Jerusalém.
Os ais de Israel apontavam
para o fim iminente de um período sobre os filhos de Jacó. O povo cobiçou o que não era seu, hoje não é
diferente entre as nações, ainda acontecem as mesmas coisas atualmente, os de má índole encontram
a maneira mais fácil para nos furtar, querem tudo para si, e com as vítimas não
se preocupam como elas ficam. Imagine o seu estado social! Aqueles sofreram
penalidade de setenta anos no cativeiro, e os de hoje! Deus sabe, Ele ainda é o mesmo. Pratiquemos
a justiça e seremos exaltados por Deus, Ele não despreza os humildes e limpos
de coração. As nações se rebelarão e cairão, porém, o nosso socorro vem do Senhor que fez
os céus e a terra.
Domingos
Teixeira Costa
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