Resultados de Pesquisa

.

24 de abr. de 2007

Meta é imunizar 70% da população idosa contra a gripe

Campo Grande (MS) – No próximo sábado, 28 de abril, data estabelecida pelo Ministério da Saúde como o “Dia D” de Vacinação do Idoso 2007, acontecem em todo o país atividades de mobilização da campanha contra a gripe. A vacina será disponibilizada em postos fixos e volantes em locais de grande concentração populacional. “Será o dia da grande promoção, da convocação nacional para que os idosos tomem a vacina”, reforça o superintendente de Vigilância em Saúde, Eugênio Barros.
O objetivo da campanha nacional, segundo o superintendente, é proteger esse grupo mais suscetível às complicações da gripe. Nos idosos, ocorrem as formas mais graves da doença e suas complicações, como a pneumonia. Cerca de 90% das mortes causadas pela gripe acontecem com pessoas idosas. A recomendação é para que a vacinação seja feita antes da chegada do inverno. “Caso o idoso deixe para mais tarde, ele poderá ser infectado; é necessário se proteger antes”, enfatiza Eugênio Barros.
De acordo com a Coordenadoria de Epidemiologia e Promoção à Saúde, responsável pela organização da campanha no Estado, os municípios elaboraram várias estratégias de mobilização e de atendimento à população-alvo da vacinação como, por exemplo, a divulgação em rádios e jornais de circulação local e o uso de faixas e alto-falantes. A meta é imunizar, no mínimo, 70% da população idosa, o que corresponde a 122.152 pessoas.
Para Mato Grosso do Sul foram distribuídas cerca de 264.500 mil doses de vacinas. No ano passado, foram vacinadas 142.206 pessoas, ou seja, 82,57% do total de 172.218 idosos residentes no Estado. A expectativa é ultrapassar os números alcançados em 2006 e levar a vacina aos atuais 174.503 idosos.Durante a campanha, a vacina contra o vírus influenza – causador da gripe –será disponibilizada nas unidades básicas de saúde, unidades de Saúde da Família e postos volantes, a fim de alcançar populações em locais de difícil acesso, com limitações físicas ou que residem em casas geriátricas e asilos nos 78 municípios. O idoso não pode se esquecer de levar a carteira de vacinação.
Keyla Tormena
{Costa}

Tropas federais fazem cerco nas entradas do Rio de Janeiro

Operação faz parte da ajuda federal para a segurança no Estado do Rio
Bruno Lousada
Fabio Motta/AE
Policiais fazem patrulha em estradas que dão acesso à capital fluminense
RIO - A Polícia Rodoviária Federal (PRF) inicia na manhã desta terça-feira, 24, um cerco aos principais acessos federais da cidade do Rio de Janeiro. Cem agentes da PRF vão ter apoio de 28 carros e dois helicópteros na chamada operação Centurião, que tem como intenção combater a entrada de drogas, armas e munições na cidade, e faz parte da ajuda do governo federal na segurança do Estado.
O envio dos policiais ao Rio foi anunciado na semana passada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, em reunião com o governo Sérgio Cabral, e faz parte do esforço do governo federal de ajudar no combate à criminalidade na região metropolitana fluminense.
Os 100 agentes fazem parte da Divisão de Combate ao Crime (DCC), sediada em Brasília, e dos Núcleos de Operações Especiais (NOE) de 11 Estados e vão ficar em trechos das rodovias Presidente Dutra, Washington Luís e Niterói-Marinha.
O patrulhamento intensivo será feito 24 horas, com os policiais se revezando em três turnos, até os Jogos Pan-Americanos, que começam dia 13 de julho. Os policiais federais que começam a atuar nesta terça vão ajudar na capacitação técnica dos agentes que vão fazer a segurança durante o Pan.
Segundo informações da PRF, policiais de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul foram chamados para a operação, já que têm experiência no combate ao crime em fronteiras. Na segunda-feira, 23, os policiais fizeram treinamento para esta operação e, segundo informações da PRF, 15 mil cartuchos 762, um tipo de munição, e quatro granadas que seguiriam para o Rio foram apreendidos no Paraná.
Pedido
O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), formalizou o pedido de envio das tropas federais ao Estado no dia 11 de abril. Cabral entregou um documento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que as Forças Armadas atuassem nas ruas da capital do Estado. O anúncio foi feito depois que o governador deixou o velório do policial militar Guaraci Oliveira da Costa, de 28 anos, morto na manhã de domingo.
Antes da entrega do pedido, o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que era contra a presença das Forças nas ruas, já que elas não são treinadas para combater a violência. A decisão fica nas mãos do presidente Lula, que já afirmou que deve atender o pedido de Cabral. “Se o Cabral pedir, com o maior carinho vamos trabalhar para atendê-lo”, disse Lula.
Em outra ocasião, o ministro da Defesa, Waldir Pires, apontou que apesar de ser possível atender ao pedido do governador do Rio, tinha certas resistências ao envio. "As Forças Armadas são essencialmente para garantir a soberania nacional", declarou o ministro.
Resposta
O pedido de Cabral foi analisado em uma reunião na segunda-feira, 16, quando o governador se reuniu com os ministros Tarso Genro, Waldir Pires, comandantes das Forças Armadas e auxiliares da Secretaria de Segurança do Estado.
Apesar de ter pedido a presença da Aeronáutica, do Exército e da Marinha, foi anunciado que Cabral teria que se contentar com 400 policiais da Força Nacional de Segurança e com 200 a 300 membros da PRF - o que sinaliza que mais agentes devem chegar ao Estado.
Na ocasião, Tarso anunciou que, em 45 dias o efetivo da FNS no Rio chegaria a 6 mil policiais, numa nova antecipação da sua vinda para o Estado, prevista para os Jogos Pan-Americanos, e que já sofrera uma primeira antecipação no início de 2007.
Atualmente, já há 435 integrantes da Força no Estado, com resultados modestos no combate à criminalidade. De acordo com Cabral, os novos 400 policiais anunciados teriam sua chegada antecipada em mais de 30 dias em relação ao cronograma original.
{Costa}

Corpo de Yeltsin será velado em catedral de Moscou

Da BBC Brasil
O corpo do ex-presidente russo Boris Yeltsin será velado nesta terça-feira na Catedral de Cristo o Salvador, reconstruída durante seu governo e um símbolo da era pós-comunista.
A catedral havia sido destruída em 1931 sob o comunismo, mas foi reerguida nos anos 90. Yeltsin, que tinha um histórico de problemas no coração, morreu de insuficiência cardíaca, aos 76 anos, em um hospital da capital russa na segunda-feira.
De acordo com a agência de notícias russa Tass, o atual presidente russo Vladimir Putin fez um tributo ao ex-presidente, dizendo que sob a liderança de Yeltsin a Rússia entrou em “uma total nova era”.
Putin disse também que seu antecessor deixou como herança um Estado em que “o poder pertence verdadeiramente ao povo”.
Luto
Correspondentes dizem que as pessoas já estão se reunindo ao redor da catedral onde o corpo de Yeltsin será velado. A população poderá visitar o corpo antes do funeral de quarta-feira, que foi declarado um dia oficial de luto.
Três bispos da Igreja Ortodoxa Russa irão coordenar o serviço religioso, no primeiro funeral cristão de um líder do país desde 1917, quando aconteceu a Revolução Russa.
O enterro será transmitido ao vivo pela televisão. Yeltsin será então enterrado no cemitério Novodevichye - onde também estão enterrados outros russos importantes - ao invés de ser colocado nas paredes do Kremilin, onde os líderes soviéticos eram normalmente enterrados.
Privatizações e Chechênia
Foi durante o governo de Yeltsin que a Rússia viveu um processo de privatizações que fez surgir uma poderosa oligarquia no país.
Algumas das principais estatais soviéticas foram vendidas para investidores russos, hoje bilionários. Até hoje, a forma como ocorreram as privatizações gera críticas de analistas, dentro e fora do país.
O ex-presidente também é lembrado por ter lançado, em 1994, a primeira ofensiva militar na Chechênia, a república separatista do Cáucaso. A ofensiva terminou sem vitória russa e com centenas de mortos.
Yeltsin admitiu que as mortes na Chechênia eram o maior peso na consciência que ele tinha que enfrentar, mas salientou que ele não tinha alternativa a não ser agir contra os ativistas chechenos.
“Eu não posso me eximir da culpa pela Chechênia, pela dor de numerosas mães e pais”, disse Yeltsin em uma entrevista a um canal de TV russo em 2000. “Eu tomei a decisão, de forma que sou eu o responsável.”
Liberdade e bebida
Por outro lado, de acordo com o analista de assuntos relativos à Rússia da BBC Steven Eke, sob a liderança de Yeltsin o país viveu o período de maior liberdade política de sua história.
Os meios de comunicação, especialmente a televisão, podiam criticar as autoridades, até mesmo o presidente, de uma forma que as próprias autoridades não consideravam possível, disse Eke.
Outra característica de Yeltsin era seu carisma e comportamento por vezes excêntrico. Durante sua campanha pela reeleição em 1996, ele chegou a dançar rock em um palco – uma cena transmitida à exaustão pelas TVs de todo o mundo.
Yeltsin também não escondia o fato de gostar de beber e o hábito pode ter colaborado para piorar sua saúde.
{Costa}

PF apura vazamento de informações da Operação Têmis

Agencia Estado
A Polícia Federal abriu inquérito ontem para investigar o vazamento de informações privilegiadas da Operação Têmis - missão integrada da Polícia Federal e Procuradoria da República que rastreia os passos de uma organização envolvida em suposto esquema de venda de sentenças em favor de bingos e empresas devedoras do Fisco.
A PF quer identificar quem alertou alguns dos principais alvos da Têmis, que na sexta-feira deflagrou uma ofensiva em 80 endereços de advogados, empresários e servidores públicos, inclusive juízes federais e desembargadores do Tribunal Regional Federal (TRF). A PF descobriu que, dias antes, o empresário Sidney Ribeiro, investigado por suposta operação de empresas fantasmas, trocou todos os discos rígidos dos computadores do seu escritório por peças novas. Quando a PF chegou, não havia mais registros de nenhuma informação relevante à investigação. Os federais vasculharam escritórios e casas dos investigados, mas em muitos alvos encontraram documentos de pouca importância. Três policiais civis estão na mira da Têmis. Eles teriam recebido a informação de um funcionário da Telefônica.
O desembargador Roberto Haddad também teria tentado ludibriar a PF. Colecionador de carros antigos, ele mandou retirar da garagem do prédio onde mora no Itaim-Bibi, zona sul de São Paulo, dez carros da frota, apenas um dia antes da operação. A manobra foi flagrada por câmeras de circuito interno do edifício. Haddad não teria assinado nenhuma decisão favorável aos interesses da suposta quadrilha, mas sim servido de intermediador entre o advogado Luís Roberto Pardo e outros desembargadores.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
{Costa}

IPC-S regional mostra recuo de preços em 5 de 7 capitais

Economia
Apenas São Paulo, a cidade com maior peso no índice, e Salvador tiveram alta

Alessandra Saraiva

RIO - A inflação na cidade de São Paulo registrou leve aceleração, no âmbito do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S). Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), os preços na cidade subiram 0,56% na semana até 22 de abril, ante aumento de 0,55% no IPC-S anterior, medido até 15 de abril.

Porém, em contrapartida, de acordo com a FGV, das sete cidades pesquisadas para cálculo do índice, cinco registraram desaceleração ou queda de preços no mesmo período. É o caso de Belo Horizonte (de 0,56% para 0,45%); Brasília (de 0,45% para 0,31%); Porto Alegre (de 1,10% para 0,82%); Recife (de 0,85% para 0,57%); e Rio de Janeiro (de 0,09% para -0,03%).

Além de São Paulo, apenas Salvador registrou aceleração (de 0,22% para 0,23%) no período. Nesta terça-feira, 24, a FGV anunciou os resultados regionais de inflação das sete capitais usadas para cálculo do IPC-S até 22 de abril, cuja taxa completa (de 0,38%) foi anunciada na última segunda. A cidade de São Paulo é a de maior peso na formação do indicador.

{Costa}

Toyota supera GM como maior montadora de automóveis do mundo

AFP
O grupo japonês Toyota se tornou no primeiro trimestre de 2007 a maior montadora de automóveis do mundo, superando a concorrente americana General Motors (GM) em vendas e em produção.
A empresa japonesa anunciou nesta terça-feira que vendeu 2.348.000 veículos em todo o planeta no primeiro trimestre de 2007, superando assim a GM, que registrou vendas de 2.260.000 automóveis, como número um mundial em vendas.
A Toyota também superou a GM em produção no primeiro trimestre, já que 2.367.000 veículos saíram de suas fábricas, contra 2.335.000 da empresa com sede em Detroit.
No final de dezembro, a Toyota anunciou a meta de produzir 9.420.000 veículos em 2007, o que deve permitir à empresa manter por algum tempo o novo título de número um mundial à frente da General Motors.
O grupo com sede em Toyota City, perto de Nagoya (região central do Japão), que controla 15,7% do mercado americano, deve seu êxito aos sólidos resultados comerciais nos Estados Unidos, onde seus veículos de baixo consumo - em particular os modelos híbridos, dos quais a montadora é pioneira - registram ótimas vendas nos momentos de alta dos preços dos combustíveis.
Todos os analistas esperavam que a Toyota, que goza de enorme sucesso nos Estados Unidos, onde os fabricantes locais atravessam dificuldades, assumisse a posição de liderança no decorrer de 2007.
"Era quase certo que a Toyota se tornaria o número um mundial este ano em termos de vendas de unidades. Em termos de lucros e de balanço, a Toyota já é o fabricante mais forte do mundo há muito tempo", explicou à AFP Tatsuya Mizuno, analista da Fitch Ratings em Tóquio.
O grupo deve anunciar em 9 de maio o quinto lucro líquido recorde consecutivo, desta vez para o exercício 2006-2007, que se encerrou em 31 de março. O lucro de exploração deve ser superior dois trilhões de ienes (12,5 bilhões de euros ou 16,97 bilhões de dólares), um nível jamais alcançado antes por uma empresa japonesa em qualquer setor.
Já a GM sofreu um prejuízo de dois bilhões de dólares em 2006, por causa dos fortes gastos de reconstrução na América do Norte, onde o grupo pretende suprimir 35.000 postos de trabalho. Mas para o novo líder mundial, que em 2007 completa 70 anos, o resultado deve ser comemorado com modéstia.
"Existe um conto sobre três dentistas: o primeiro diz que é o melhor dentista do mundo. Outro diz que é o melhor dentista do país. O terceiro diz que é o melhor dentista da cidade", declarou em março Akio Toyoda, vice-presidente do grupo e descendente dos fundadores da Toyota, em uma entrevista ao jornal econômico Nikkei.
"Finalmente os pacientes elegem o melhor dentista da cidade. Eu sempre digo: sejamos o melhor fabricante de automóveis da cidade", acrescentou.
A prioridade da Toyota continua sendo a redução dos custos e a melhoria da qualidade dos carros, acrescentou.
{Costa}