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1 de mai. de 2007

Declarações entregues à Receita somaram 23,270 mil

A Receita Federal anunciou que foram entregues 23,270 milhões de declarações do Imposto de Renda de Pessoa Física referentes ao ano de 2006, um volume recorde. O montante é 6% superior ao entregue dentro do prazo no ano passado.
O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, disse que, deste volume, 22,9 milhões foram entregues pela internet, sendo 383 mil pelo formulário online. Outras 370 mil deverão ser enviadas em formulário pelos Correios.
Segundo ele, o aumento da renda do trabalhador se refletiu em um volume maior de entrega das declarações.
De acordo com a Receita, quem perdeu o prazo pagará multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido. A declaração em atraso só poderá ser feita pela internet, mas somente a partir das 8h da próxima quarta-feira.
Mas o contribuinte terá que baixar um outro programa de preenchimento da declaração na página da Receita já que, a partir desta quarta-feira, a Receita Federal passará a se chamar Receita Federal do Brasil.
O prazo, que começou no dia 1º de março, terminou às 20h desta segunda-feira.
O volume de declarações recebidas pela Receita, durante a tarde, chegava a 200 mil formulários por hora.
O horário para a entrega das declarações em disquete nas agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica terminou às 16h deste segunda-feira.
O contribuinte deve fazer a declaração no site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br).
Desde o dia 1 de março, especialistas do IOB, empresa de consultoria com 39 anos de experiência, tiraram as dúvidas dos leitores do Globo Online. Até esta sexta-feira, mais de 600 perguntas foram respondidas. Os internautas ainda poderão tirar suas dúvidas fazendo buscas por assunto entre as questões já respondidas, onde está incluído também um banco de perguntas e respostas elaborado pela IOB.
Da Agência O Globo
{Costa}

Nacionalização na Bolívia não afeta o Brasil, diz ministro

Segundo Silas Rondeau, negociações sobre refinarias seguem normalmente. Ministro de Minas e Energia diz que Bolívia está disposta a conversar.
Do G1, em São Paulo
A nacionalização do setor de petróleo e gás na Bolívia, oficializada nesta terça-feira (1º) pelo presidente do país, Evo Morales, não afetará o Brasil no curto prazo, de acordo com o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. O ministro diz que o ato de nacionalização previsto para a manhã desta quarta-feira (2) é tão somente a concretização dos decretos de estatização assinados por Morales em outubro de 2006 e com os quais a Petrobras já havia concordado.
COMENTE ESTA NOTÍCIA Segundo ele, as negociações com a Bolívia agora estão focadas na questão do ressarcimento pela nacionalização das duas refinarias que a Petrobras tem no país. "A situação na Bolívia está normal, sem inquietação", frisou Rondeau.
Ele lembrou que o ministro boliviano dos Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, está disposto a negociar o preço da transferência dos ativos da Petrobras para a Bolívia - o desacordo, até agora, reside no fato de os bolivianos estarem dispotos a pagar o preço contábil das refinarias, enquanto os brasileiros querem receber o valor de mercado.
Novas mudanças?
O ministro também afirmou que os executivos da Petrobras não têm indícios de que uma nova mudança de regras na participação de empresas estrangeiras no mercado de petróleo e gás da Bolívia esteja a caminho. "Não temos qualquer indicação de medida unilateral da Bolívia", ressalta. "No curto prazo, não há risco de desabastecimento de gás natural", afirma.
Haverá um desligamento simbólico das exportações de gás às 6h desta sexta-feira (horário de Brasília), informou a estatal boliviana YPFB, mas tanto membros do governo brasileiro quanto do governo boliviano afirmam que isso não afetará o abastecimento do produto nos países importadores.
O presidente Evo Morales anunciou as nacionalizações em discurso feito em praça pública - ele afirmou que, além do setor de petróleo e gás, as medidas também afetarão o setor de telefonia - com a nacionalização de uma companhia administrada pela Telecom Italia - e a criação de um banco de fomento no estilo do BNDES.
Entretanto, por conta de questões burocráticas, o presidente da YPFB, Guillermo Aruquipa, admitiu que nem todos os 44 contratos envolvendo empresas privadas puderam ser efetivados até o Dia do Trabalho. Três acordos que ainda não foram concretizados envolvem negociações com a Petrobras. O motivo, segundo a YPFB, seria um erro na formulação dos documentos.
Petrobras
A Petrobras negocia atualmente com a YPFB o preço do ressarcimento de duas refinarias que a Bolívia nacionalizou: os bolivianos querem pagar o valor contábil dos ativos, enquanto o lado brasileiro quer receber o valor de mercado.
Entretanto, a empresa não deve ser afetada diretamente pela nacionalização desta quarta-feira, uma vez que já concordou com a reestatização dos ativos de petróleo e gás na Bolívia no fim do ano passado. A nacionalização afetará multinacionais de outros países, como a espanhola Repsol-YPF, a francesa Total e a britânica British Gas.
O especialista em energia Adriano Pires, que acompanha de perto a questão Brasil-Bolívia, afirmou que as mudanças não atingem diretamente a Petrobras, pois estão inseridos dentro de um contexto já aceito pela empresa. Segundo Pires, a "instabilidade regulatória" boliviana continuará a existir, o que pode significar riscos de mudanças de regras sem aviso prévio.
Sem pressa
Embora o governo boliviano, por causa das comemorações do Dia do Trabalho, quisesse fechar o acordo com a Petrobras ainda nesta terça-feira, a Petrobras não está interessada em acelerar as negociações - até o presidente Lula inteveio para garantir que as negociações não fossem apressadas. O diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, afirmou em Nova York que não há uma data-limite para o fim das conversas com a Bolívia.
Ele disse também que a Petrobras pode inclusive continuar a operar as refinarias. "Há um interesse em manter a operação nos padrões que elas têm hoje", disse. O diretor informou ainda que nesta fase das conversas estão sendo definidas as formas de compensação pelos ativos da empresa brasileira. "Não estamos impondo nenhuma condição de pagamento. Estamos sendo bastante flexíveis", disse.
Cerveró disse também que, caso a Bolívia tomasse uma decisão unilateral, as negociações seriam interrompidas e o governo brasileiro poderia usar mecanismos de arbitragem para evitar prejuízos.
(Com informações da Reuters, Globo News e Jornal Hoje)
{Costa}

Fidel Castro ataca projeto de etanol do Brasil

CubaFidel
O presidente de Cuba, Fidel Castro, afirmou na segunda-feira que é preciso fazer uma "revolução energética", mas criticou o plano desenvolvido por Brasil e Estados Unidos para produzir etanol.
Em seu quarto artigo publicado pela imprensa cubana nos nove meses de recuperação, o "Comandante", que sofreu uma grave cirurgia intestinal, pede que o projeto de biocombustíveis de Brasil e Estados Unidos seja alvo de uma análise, por ocasião do Dia Internacional do Trabalho.
"O que precisamos é de uma revolução energética", disse Fidel Castro sobre o plano firmado pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush.
Castro destaca que este 1º de Maio “é um bom dia para fazer que estas reflexões cheguem aos trabalhadores e a todos os pobres do mundo"
.Ele também atacou a política de produção de etanol firmada entre Brasil e Estados Unidos, como já tinha feito diretamente no dia 29 de março, e indiretamente em 4 de abril. "Nada me anima contra o Brasil (...) mas alguns não param de martelar argumentos em um sentido ou outro, capazes de confundir as pessoas tradicionalmente amigas de Cuba"
.Castro afirma que "ficar quieto diante do plano de biocombustíveis" assinado por Lula e o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, é o mesmo que "optar entre a idéia de uma tragédia mundial e um suposto benefício para o povo desta grande Nação".Fonte:
Diário do Grande ABC / AFP
{Costa}

Acossado por críticas, Olmert recusa-se a renunciar

Umja investigação acusa o premier de ter cometido erros de julgamento ao iniciar e conduzir o conflito no Líbano, em 2006. Os jornais já pedem sua renúncia Associated Press JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, enfrenta um bombardeio de críticas e pedidos para que renuncie, depois que um comitê emitiu um relatório extremamente crítico à forma como o governo conduziu a guerra de 2006 no Líbano. Um ministro do gabinete, desiludido com a liderança do premier, deixou o cargo nesta terça-feira, 1º. Olmert declara que não deixará o cargo, a despeito das conclusões do comitê, divulgadas na segunda-feira, 30. A investigação acusa o premier de ter cometido erros de julgamento ao iniciar e conduzir o conflito. A porta-voz de Olmert, Miri Eisin, afirma que ele está confiante na capacidade de reerguer sua liderança. "Ele tem total consciência da falta de confiança do público, mas sente que, em vez de entrar em um período de confusão, deve se responsabilizar por resolver os problemas", disse Eisin. "Ele acredita que, por meio de suas ações, o apoio (público) virá". O desafio de Olmert é grande. Editoriais e articulistas de jornais exigem sua renúncia, afirmando que povo de Israel não confia mais nele. O relatório do comitê "não contém nenhuma palavra piedosa à qual o primeiro-ministro possa se agarrar para prorrogar seu mandato", diz o editorial do jornal Haaretz. O diário Maarriv diz na manchete: "De saída". No momento, Olmert parece seguro no cargo. A despeito do clamor público, ele continua a liderar uma ampla coalizão de governo, cujos membros parecem relutar em pôs os próprios mandatos em risco, convocando eleições. Pesquisas de opinião pública indicam que o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do partido direitista Likud, arrebataria a vitória no caso de uma nova eleição. Pessoas próximas ao premier dizem que apenas um grande movimento popular poderá forçá-lo a renunciar. Seu partido, o Kadima, tem a opção de retirá-lo do comando. Se renunciar, Olmert pode ou dissolver o Parlamento e convocar eleições, ou manter o legislativo intacto e pedir ao presidente que escolha um novo chefe de governo. O atual ministro das Relações Exteriores, Tzipi Livni, é visto como um forte candidato, nesse segundo cenário. {Costa}

Suposta morte do líder da Al-Qaeda é investigada

Da France Presse
U.S. Military/AP
Líder da Al-Qaeda teria sido morto em confrontos internos
O governo iraquiano investiga declarações sobre suposta morte do chefe da Al-Qaeda no Iraque, Abu Ayub al-Masri, em combates internos. "Recebemos informações segundo as quais combates opuseram membros da Al-Qaeda. Masri teria sido executado nesta ocasião. Nossas forças não têm nada a ver com isso. Essas informações ainda devem ser verificadas, mas são confiáveis", disse o general Abdel Karim Khalaf, porta-voz do ministério do Interior, à rede de televisão pública Iraqia.
Segundo o exército americano, Abu Ayub al-Masri, também conhecido como Abu Hamza al-Muhajer, teria sucedido em junho de 2006 a Abu Mussab al-Zarqawi, morto durante um bombardeio americano. Os Estados Unidos ofereceram uma recompensa de cinco milhões de dólares por sua captura. De acordo com o governo norte-americano, Masri se juntou em 1982 à Jihad Islâmica egípcia, então liderada por Ayman al-Zawahiri, o atual número dois da Al-Qaeda.
Ele teria conhecido Zarqawi em 1999 no campo de treinamento Al-Faruk, no Afeganistão, onde teria se tornado um especialista em explosivos, antes de viajar ao Iraque depois da queda do regime talibã. Antes da morte de Zarqawi, Mujaher era um comandante da Al-Qaeda para o sul do Iraque. Ele trabalhou estreitamente com tenentes de Zarqawi em Fallujah, antigo feudo sunita a oeste de Bagdá, fornecendo camicases e carros-bombas.
Para o exército americano, ele é um dos fundadores da Al-Qaeda no Iraque e um dos últimos associados de Zarqawi ainda vivos. A morte de Abu al-Masri já havia sido anunciada em outubro de 2006, antes de ser desmentida pelo exército americano e pelas autoridades iraquianas.
{Costa}

Ex-bispo da Diocese de Colatina é um dos favoritos para presidir CNBB

Marcelo BaltarCerca de 330 religiosos de todo o Brasil estão reunidos em Indaiatuba, no interior de São Paulo, na 45ª Assembléia Geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para definirem quem será o próximo presidente da entidade.
O ex-bispo da Diocese de Colatina e atual arcebispo de Vitória da Conquista, na Bahia, Dom Geraldo Lyrio Rocha, é um dos nomes mais cotados para presidir a CNBB pelos próximos quatro anos. Além dele, também concorre ao cargo máximo da Igreja Católica no Brasil o novo arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Schere. A previsão é que o resultado saia até o início da próxima semana. O eleito tem direito a uma reeleição.
A Assembléia Nacional é o órgão supremo da CNBB e se reúne uma vez por ano. Também serão eleitos o vice, o secretário-geral e os presidentes das dez comissões que compõem o Conselho Permanente da CNBB. O atual presidente da entidade, Dom Geraldo Majella, não poderá ser reeleito. Neste ano, a reunião deve contar com 334 bispos, sendo 36 bispos eméritos, além de teólogos e assessores da CNBB. A posse da nova presidência acontece antes do término da assembléia, no dia 9 de maio.
{Costa}