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26 de ago. de 2007

Iraque: Um morto e seis feridos durante peregrinação xiita

Uma mulher morreu e seis outras pessoas foram hoje feridas num ataque contra peregrinos que se deslocavam de Bagdad para a cidade santa xiita de Kerbala, a sul da capital do Iraque, para participar numa cerimónia religiosa.

Segundo informou a agência iraquiana de notícias Asuat Al Irak, que cita fontes da polícia, o ataque foi lançado por um grupo armado na zona de Al Sayedia.

Após a agressão, as forças de segurança iraquianas intensificaram a sua presença na zona e iniciaram uma operação de perseguição aos atacantes, referiram as fontes.

Por seu turno, testemunhas locais asseguraram que os atacantes abriram fogo contra os peregrinos a partir de telhados de alguns edifícios, segundo a agência.

As autoridades iraquianas proibiram sábado o tráfego de furgões, motocicletas e bicicletas em Bagdad, para prevenir contra eventuais atentados contra fiéis xiitas que se dirigem para Kerbala, numa peregrinação anual.

A medida entrou em vigor sábado, às 18:00 locais (15:00 em Lisboa) e vigorará por prazo indefinido, informou o general Qassem Ataa al-Musawi, porta-voz do comando operacional encarregado do plano de segurança para Bagdad.

A proibição tem por objectivo proteger os milhares de fiéis que já começaram a dirigir-se para Kerbala para participar nas cerimónias do dia 15 do mês muçulmano de Shaaban, que decorre na próxima terça-feira.

Este ano essa data coincide também com a comemoração do aniversário do nascimento do imã Mohamed Al-Mahdi, na próxima quarta-feira.

O imã Al-Mahdi, que nasceu no ano 868 depois de Cristo, é o último dos 12 imãs do credo xiita, que segundo a tradição deste ramo do Islão desapareceu e voltará no final dos tempos transformado num messias.

Centenas de pessoas foram mortas nos últimos quatro anos em ataques com automóveis-bomba durante as comemorações religiosas celebradas em santuários xiitas de Bagdad e nas cidades santas de Kerbala e Najaf, situada a sul da capital.

Diário Digital / Lusa

Massa vence na Turquia e ajuda a "dobradinha" da Ferrari

O brasileiro Felipe Massa repetiu o triunfo da última época no GP da Turquia em Fórmula 1, uma corrida que terminou com a "dobradinha" da Ferrari. Lewis Hamilton foi quinto, mas mesmo assim segurou a liderança do Mundial de Pilotos,

O brasileiro Felipe Massa garantiu, este domingo, o triunfo no GP da Turquia em Fórmula 1, numa corrida em que a Ferrari fez a "dobradinha", graças ao segundo lugar conseguido pelo finlandês Kimi Raikonnen.

Massa, que saiu da "pole position" para esta prova, repetiu desta forma o triunfo conseguido em Istambul na época passada numa corrida em que o pódio foi fechado pelo actual campeão do mundo, o espanhol Fernando Alonso.

Pior fez o líder do Mundial de Pilotos, o britânico Lewis Hamilton, que não foi além da quinta posição, depois de o piloto da McLaren-Mercedes ter perdido bastante tempo com um furo no pneu da frente do seu monolugar na 43ª volta.

O azar de Hamilton, piloto que mesmo assim segurou a liderança do Mundial de Pilotos, permitiu ao alemão Nick Heidfeld ficar com o quarto posto, como finlandês Kovalainen, o alemão Nico Rosberg e o polaco Robert Kubica ficarem nas restantes posições pontuáveis.

Com este resultado e cinco provas do final da época, a luta pelo triunfo no Mundial de Pilotos ficou ao rubro, uma vez que Lewis Hamilton ficou com 84 pontos apenas mais 16 que o quarto classificado do campeonato, o finlandês Kimi Raikkonnen.

Nos construtores, a luta entre a McLaren-Mercedes e a Ferrari também ficou mais acesa, dado que as duas escuderias ficaram agora separadas por apenas 11 pontos com vantagem para a equipa britânica, liderada por Ron Dennis.

A próxima prova do Mundial de Fórmula 1, a 13ª do campeonato, realiza-se dentro de duas semanas, no circuito italiano de Monza.

25 de ago. de 2007

Bolsa fecha com alta de 9,14% na semana

Após um mês de nervosismo, balanço indica retorno à normalidade

São Paulo – A recuperação deu o tom no mercado na semana. A Bolsa de Valores de São Paulo acumulou forte valorização de 9,14% na semana, enquanto o dólar recuou 4,09%, indo ontem a R$ 1,944. Para a Bovespa, esta foi a melhor semana desde outubro de 2002. Das 60 ações que compõem o índice Ibovespa, o mais relevante da Bolsa, 55 terminaram a semana com valorização acumulada. O risco-país cravou 200 pontos, com recuo de 3,38%. Analistas advertem que ainda não é possível prever o fim da turbulência e esperam mais volatilidade.

A Bovespa fechou na máxima do dia, com elevação de 2,22%. Mas, desde o início da crise que afeta os mercados financeiros globais, que ontem completou um mês, a Bovespa ainda apresenta queda acumulada de 8,68%.

Dados econômicos divulgados nos EUA foram fundamentais para os mercados terminarem com novos ganhos. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova Iorque, subiu 1,08% ontem e 2,29% na semana. A Bolsa eletrônica Nasdaq teve alta de 1,38% no dia.

O resultado das vendas de imóveis residenciais novos nos EUA deixou os investidores mais otimistas. O Departamento de Comércio divulgou que em julho as vendas desse segmento imobiliário subiram 2,8%, embora analistas previssem queda no indicador.

Outro dado considerado animador mostrou ampliação de 5,9% – bem acima das projeções – nas encomendas de bens duráveis nos EUA em julho, especialmente por ter vindo em um momento em que são grandes os temores dos efeitos negativos da atual crise no desempenho da economia.

Os mercados acionários da Europa também encerraram o último pregão da semana em alta – com exceção de Frankfurt, que recuou 0,06%. Londres teve alta de 0,37%. Em Paris, a valorização da Bolsa foi de 0,83%.

“Após uma semana relativamente calma e bem positiva para o mercado acionário mundial e, conseqüentemente, local, a próxima semana deve apresentar maior volatilidade. A atenção será para a forte agenda econômica prevista para os Estados Unidos, com destaque para os dados do mercado imobiliário e inflacionário”, afirma Júlio Martins, diretor da Prosper Gestão de Recursos.

A semana menos tensa se refletiu também nas taxas futuras de juros. Em um dos contratos mais negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o DI que vence daqui a 30 meses, a taxa caiu de 12,03% na sexta passada para 11,85% anuais ontem.

piora do mercado e a elevação dos juros futuros fez com que o mercado brasileiro passasse a discutir se ainda seria oportuno o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a taxa básica de juros, que está em 11,5% ao ano. O Copom se reúne entre 4 e 5 de setembro.

Há um mês, o mercado financeiro global tem sofrido com pregões de forte instabilidade devido à crise que se abateu sobre o setor de crédito imobiliário americano de alto risco. O temor maior é o de essa crise localizada se espalhar, afetando o sistema financeiro e o desempenho da economia real.

Na busca por papéis que haviam perdido valor de forma exagerada nesse período de crise, os investidores foram às compras e fizeram com que algumas ações tivessem alta impressionante na semana.

No topo ficou a ação ordinária da Cyrela Commercial Properties, que disparou 40,95% na semana. A empresa tem participações em shoppings, prédios comerciais e galpões, e suas ações estrearam no Novo Mercado da Bovespa há duas semanas, no meio da crise.

24 de ago. de 2007

Hamilton coloca McLaren na frente na 2.ª sessão de treinos

Brasileiro Felipe Massa é o 5.º colocado, enquanto Rubens Barrichello fica apenas na 15.ª posição

Oliver Weiken/Efe

Hamilton lidera a Fórmula 1 com 80 pontosISTAMBUL - A McLaren deu o troco na Ferrari e fez o melhor tempo na segunda sessão de treinos livres da Fórmula 1 para o Grande Prêmio da Turquia, que acontecerá neste domingo no Circuito de Istambul.

O inglês Lewis Hamilton cravou o tempo de 1min28s469 e colocou a equipe inglesa na ponta. Ele foi seguido pelo finlandês Kimi Raikkonen, da Ferrari, com 1min28s762.

Raikkonen, no entanto, deixa Istambul com o melhor tempo desta sexta-feira. Na primeira sessão, ele havia cravado 1min27s988 - foi o único piloto que conseguiu andar abaixo de 1min28.

O brasileiro Felipe Massa não conseguiu um bom desempenho nessa sessão e acabou na quinta posição, com 1min28s884.

Porém, assim como Raikkonen, Massa conseguiu um tempo melhor do que Hamilton na primeira sessão, quando havia estabelecido 1min28s391.

O espanhol Fernando Alonso, que pode não continuar na McLaren na próxima temporada por causa de desentendimentos com Hamilton, foi apenas o sexto.

Já Rubens Barrichello continua enfrentando problemas com a Honda. Ele foi apenas o 15.º colocado.

Os pilotos voltam à pista neste sábado para definir o grid de largada.

Classificação da segunda sessão de treinos:

1.º Lewis Hamilton (ING/McLaren) - 1min28s469

2.º Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) - 1min28s762

3.º Ralf Schumacher (ALE/Toyota) - 1min28s773

4.º Jarno Trulli (ITA/Toyota) - 1min28s874

5.º Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1min28s884

6.º Fernando Alonso (ESP/McLaren) - 1min28s947

7.º Nico Rosberg (ALE/Williams) - 1min28s995

8.º Heikki Kovalainen (FIN/Renault) - 1min29s025

9.º Alexander Wurz (AUS/Williams) - 1min29s093

10.º Robert Kubica (POL/BMW Sauber) - 1min29s368

11.º David Coulthard (ESC/Red Bull) - 1min29s435

12.º Giancarlo Fisichella (IRA/Renault) - 1min29s456

13.º Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber) - 1min29s792

14.º Jenson Button (ING/Honda) - 1min29s945

15.º Rubens Barrichello (BRA/Honda) - 1min30s055

16.º Takuma Sato (JAP/Super Aguri) - 1min30s104

17.º Mark Webber (AUS/Red Bull) - 1min30s315

18.º Anthony Davidson (ING/Super Aguri) - 1min30s530

19.º Vitantonio Liuzzi (ITA/Toro Rosso) - 1min30s702

20.º Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso) - 1min30s801

21.º Adrian Sutil (ALE/Spyker) - 1min31s153

22.º Sakon Yamamoto (JAP/Spyker) - 1min31s175

Brasil perde da Holanda e praticamente dá adeus ao título do GP

Agencia Estado

A fabricante de brinquedos Gulliver informou que fará, a partir de 1º de setembro, a troca de 15 tipos de brinquedos da linha Magnetix que têm ímãs que podem se descolar. Ao todo, cerca de 35 mil unidades estão sujeitas a problemas. O produto, fabricado na China pela empresa canadense MegaBrands, é importado pela Gulliver para ser vendido no Brasil. A empresa ainda não sabe informar quantos estavam nas lojas e quantos já foram vendidos.

Nos Estados Unidos, houve acidentes com crianças que engoliram pequenos ímãs que se soltaram das peças do Magnetix, o que desencadeou um recall naquele país no ano passado e neste ano. Apesar de não ter confirmado se fará um recall no Brasil, a Gulliver afirmou que os clientes que possuírem os brinquedos pertencentes aos lotes com problemas poderão trocá-los em lojas e postos de troca nas principais capitais do Brasil. A empresa prometeu anunciar os endereços até o dia 29. Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a Gulliver tem a obrigação de realizar um recall.

Para identificar se um brinquedo faz parte do lote, o consumidor deve ligar para o serviço de atendimento ao consumidor da Gulliver (0800-770-2650) e informar o código do produto. Ontem, porém, as atendentes da empresa ainda não tinham informações atualizadas sobre o recall. A empresa afirmou que o problema seria resolvido. Alguns detalhes presentes na embalagem dos brinquedos também auxiliam a identificação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Renan Calheiros depõe sem apresentar fatos novos

Valor Online

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não apresentou ontem, aos relatores do processo contra ele no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, explicações convincentes para as inconsistências em sua evolução patrimonial, apontadas pela perícia realizada pela Polícia Federal nos documentos de sua defesa.

Renan alegou não ter declarado à Receita Federal empréstimos com a locadora Costa Dourada, de R$ 178 mil, que diz ter contratado em 2004 e 2005 para completar sua renda, porque quis evitar que viessem à tona despesas pessoais que até então eram reservadas - com Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento. A PF apontou irregularidades no suposto empréstimo. A locadora pertence a Tito Uchôa, denunciado pelo usineiro João Lyra como laranja de Renan na compra de rádios em Alagoas.

Sem levar documentos novos, Renan limitou-se a dar a versão dele , segundo Renato Casagrande (PSB-ES), um dos relatores. Por duas horas, o presidente do Senado prestou depoimento aos três relatores - Casagrande, Marisa Serrano (PSDB-MS) e Almeida Lima PMDB-SE). Aliado do presidente do Senado, Almeida foi o único a sair da reunião dizendo que as dúvidas foram esclarecidas. Renan disse estar vivendo um calvário , que não atingiria só a ele, mas a toda a instituição .

O relatório será entregue no dia 30. A tendência é que haja dois pareceres diferentes: um de Almeida, pedindo arquivamento da representação contra Renan, e outro de Casagrande e Serrano, propondo a cassação do mandato.

Questionado sobre a falta de registro, em seus documentos, de gastos com custeio de fazendas - como pagamento de funcionários -, Renan atribuiu essas despesas ao espólio do pai.

Para tentar justificar a lucratividade alegada por ele com atividade rural, Renan contestou, por exemplo, o fato de a perícia ter considerado que matrizes de gado reproduzem a partir de 36 meses. Segundo o pemedebista, hoje as matrizes reproduzem depois dos 18 meses.

Renan é investigado por ter usado um lobista da empreiteira Mendes Júnior - o amigo Cláudio Gontijo - como intermediário de pagamentos a Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento. A suspeita levantada pela representação do P-SOL, que gerou o processo no Conselho de Ética, é que os recursos usados não seriam de Renan.

A documentação apresentada pela defesa (notas fiscais, Guias de Transporte Animal, guias de vacinação e outros) visavam comprovar que o senador tinha rendimentos para arcar com as despesas. Mas a perícia da PF concluiu que os documentos não provam sua capacidade econômico-financeira .

Aliados de Renan, convencidos de que os relatores irão pedir a cassação do seu mandato, articulam para que a votação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar seja secreta.

Segundo avaliação do grupo, são quase nulas as chances de absolvição no conselho se a sessão for aberta, com a opinião pública atenta aos votos dos integrantes do conselho - 15, além do presidente, Leomar Quintanilha (PMDB-TO).

O presidente do conselho pretende colocar o parecer dos relatores em votação o mais rápido possível - de preferência, no mesmo dia 30.

Desde o início do processo, o caráter da decisão no conselho nunca foi objeto de controvérsia. A opinião predominante no Senado apontava pela votação aberta. Era uma espécie de consenso que a decisão seria fechada apenas no plenário.

O regimento da Casa é omisso. Casagrande defende o voto aberto. Se não for, vai criar ruídos em relação à decisão , disse.

Almeida Lima, o relator aliado de Renan, disse ter dúvidas, mas apresenta argumentos favoráveis à votação secreta. Quem vota aberto no conselho, chega no plenário a descoberto , disse. A decisão caberá a Quintanilha. Ontem, ele disse que ainda não sabe.

Para defender o voto secreto, pemedebistas tomarão como base a votação do processo contra o ex-senador Luiz Estevão (então PMDB), do Distrito Federal, em 2000. Ele foi o primeiro e único senador cassado pela Casa até hoje.

Na ocasião, o então secretário-geral da Mesa, Raimundo Carrero, hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), elaborou parecer orientando pela votação secreta no conselho. O argumento básico era o seguinte: como a Constituição estabelece que cassação de mandato parlamentar tem que ser decidida em votação secreta no plenário, esse sigilo deve ser preservado em todas as etapas do processo.