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17 de jun. de 2008

No Congresso, oposição discute estratégia contra 'nova CPMF'

Deputados e senadores debatem forma de derrubar a CSS e derrotar o governo. Câmara aprovou novo tributo, mas ainda falta a votação de quatro destaques.
Eduadro Bresciani Do G1, em Brasília

Os líderes da oposição na Câmara e no Senado farão uma reunião na noite desta terça-feira (17) para decidir a melhor estratégia para derrotar a Contribuição Social para a Saúde (CSS), tributo no mesmo molde da extinta CPMF.

Na semana passada a Câmara aprovou a criação da CSS, mas falta a votação de quatro destaques ao texto. Enquanto não define o rumo, a oposição mantém a tática da obstrução, ajudada por uma Medida Provisória que tranca a pauta na Câmara. A oposição está dividida sobre a melhor estratégia para vencer o governo nesta questão. O líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), defende que a oposição trabalhe para acelerar a votação, fazendo com que o Senado decida o tema antes das eleições municipais. Ele acredita que dessa forma diversos senadores da base aliada votarão contra o tributo. Mais reticente, o líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), defende que seja mantida a obstrução para mobilizar os setores contrários ao tributo. Ele acredita que o governo deverá jogar de qualquer jeito a votação no Senado para depois das eleições e a oposição perderia a mobilização de seu discurso até lá. Aníbal, ACM Neto e outras líderanças de DEM, PSDB e PPS na Câmara se reuniram nesta tarde, mas o consenso não veio. Por isso eles mantém a estratégia, até que sejam ouvidos os senadores. “A oposição continua obstruindo e irá decidir em reunião mais tarde com o Senado qual a melhor estratégia”, anunciou ACM Neto. Na estratégia atual está a idéia de constranger os governistas na votação de um dos quatro destaques que faltam. A proposta retira a base de cálculo da CSS e inviabiliza o tributo. “Com esta votação nós vamos fazer um segundo turno, que não estava previsto”, observou o líder do DEM. Na semana passada, o destaque que criou a CSS teve apenas dois votos acima dos 257 necessários.

Base aliada confiante
A base aliada na Câmara está confiante de que vá concluir a votação da CSS nesta semana. A intenção dos governistas é votar nesta noite a Medida Provisória que tranca a pauta e concluir as votações de todos os destaques até esta quarta-feira (18). A visão deles é que o placar das próximas votações será mais favorável do que o da semana passada. “Quem queria marcar posição contrária já votou assim na semana passada. Acho que o quórum vai ser maior”, acredita o líder do PP, Mário Negromonte (BA). “No PMDB eu tenho certeza que vamos ter mais votos”, concorda o líder Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). O líder do PT, Maurício Rands (PE), está confiante de que seja possível avançar na votação de alguns destaques ainda nesta noite. “Vamos tentar votar alguns hoje, mas se não der fica para amanhã sem maiores problemas”. Os governistas correm contra o tempo nesta semana porque a previsão é de quórum baixo nas próximas semanas devido as festas juninas, nas quais os deputados do Nordeste são presença garantida. http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL604612-5601,00-NO+CONGRESSO+OPOSICAO+DISCUTE+ESTRATEGIA+CONTRA+NOVA+CPMF.html

16 de jun. de 2008

União Européia discutem 'não' da Irlanda em referendo

Três dias depois de os irlandeses terem rejeitado o Tratado de Lisboa, que estabelecia importantes reformas na União Européia (UE), o bloco de 27 nações começou nesta segunda-feira (16) a buscar uma saída para a nova crise de confiança sobre a integração européia. A maioria dos eleitores da Irlanda optou pelo "não" na sexta-feira, quando foi levado a votação popular o documento que buscava aperfeiçoar o processo de tomada de decisões do bloco.

O Tratado de Lisboa precisa ser ratificado pelos 27 países para poder entrar em vigor. A Irlanda foi a única nação da UE a levar o texto a referendo. Todos os demais países do bloco optaram por submeter o complicado documento a ratificação pelos parlamentos nacionais.

O ministro de Relações Exteriores irlandês, Michael Martin, disse que o 'não' criou "uma situação incerta", mas que o resultado da consulta popular deve ser respeitado. "É a decisão democrática do povo irlandês", disse ele a repórteres ao chegar para um encontro de ministros de Relações Exteriores da UE em Luxemburgo.

Martin apontou ressalvas sobre a possibilidade de se tentar uma solução rápida para salvar o tratado. "É muito cedo, na minha opinião, para começar a pensar em soluções." O Tratado de Lisboa pretende alterar significativamente os poderes, o processo de tomada de decisões e as instituições, como forma de adaptar o bloco à expansão da UE. Esta passou de 15 membros, em 2004, para 27 atualmente, reunindo hoje 495 milhões de cidadãos. Esse documento substitui uma falida proposta de Constituição européia, rejeitada por França e Holanda.

A rejeição irlandesa a esse tratado, firmado em Lisboa no ano passado por todos os líderes da UE, causou perturbações em todas as capitais do bloco. Cresceu a desconfiança sobre a capacidade da UE de assumir um papel político no mundo equivalente ao seu peso econômico.

Foi a segunda vez que a Irlanda rejeitou uma revisão do Tratado de Roma, de 1957, que estabeleceu as bases para o que seria a União Européia. Em um referendo em 2001, os irlandeses rejeitaram o Tratado de Nice, forçando uma nova votação em 2002, que aprovou o tratado após Dublin barganhar o acréscimo de um apêndice que enfatizasse a neutralidade militar do país.

No encontro desta segunda-feira, houve um consenso sobre a importância de se dar tempo à Irlanda para o fim do impasse. "O governo e o povo da Irlanda não serão forçados" a nada, disse o ministro de Relações Exteriores britânico, David Miliband.

Para ele, o bloco terá o desafio de enfrentar problemas como o crescente custo dos alimentos e dos combustíveis ao mesmo tempo em que concede espaço para a Irlanda decidir sobre sua situação. O Tratado de Lisboa já foi aprovado em parlamentos de 18 nações. Bélgica, Chipre, Espanha, Grã-Bretanha, Holanda, Itália, República Checa e Suécia ainda não aprovaram o texto.

O processo de ratificação deve prosseguir, reafirmaram os ministros nesta segunda-feira. O ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, disse que "havia apenas uma alternativa: continuar o processo de ratificação".

"Não é uma situação simples...nós temos que encontrar uma saída junto com a Irlanda." Steinmeier acredita que não há sentido em estabelecer um prazo para a solução do impasse. "Nós não deixaremos um amigo para trás", concordou Alexander Stubb, ministro de Relações Exteriores da Finlândia. "Tenho certeza de que encontraremos uma solução...o tratado (da UE) não está morto."

Após a rejeição irlandesa, há vários cenários em discussão. Entre eles existe a possibilidade de uma "UE em duas velocidades", no qual as nações que desejam mais integração se aprofundariam nesse aspecto.

Essa alternativa já levou países como Grã-Bretanha, Dinamarca, Irlanda e outros a rechaçarem projetos considerados "ambiciosos demais", como políticas comuns de imigração e asilo, e o euro, moeda usada por 15 países da UE.

O Tratado de Lisboa ampliaria os poderes do presidente da Comissão Européia e do chefe de política externa do bloco. Além disso, reduziria de 27 para 18 membros a comissão e reduziria as áreas em que os países podem bloquear decisões tomadas pela UE.

Em 2005, franceses e holandeses, preocupados com a falta de prestação de contas da UE, rejeitaram um rascunho de Constituição européia em referendos nacionais. A derrota da carta levou os governos europeus a diminuírem a abrangência do texto, resultando no Tratado de Lisboa.

Fonte: Agência Estado

http://jc.uol.com.br/2008/06/16/not_171616.php

15 de jun. de 2008

Wilma retoma agenda de governo na segunda

A governadora Wilma de Faria (PSB) retomará a agenda administrativa na segunda-feira e irá votar no congresso do PSB em Natal. O secretário de Comunicação do governo do estado, Rubens Lemos Filho, disse que, na primeira noite após a prisão do seu filho, empresário Lauro Maia, pela Polícia Federal e da denúncia da existência de um esquema de fraude de licitações com desvio da ordem de R$ 36 milhões, a governadora dormiu ‘‘relativamente bem’’ e acordou pouco depois das 9h neste sábado. Pela manhã, ela recebeu a visita de familiares, do suplente de deputado estadual Cláudio Porpino (PSB) e dele.
A governadora estava preocupada em relação ao filho porque não tinha informações sobre ele. ‘‘Havia a expectativa de que ele deporia ontem (sexta), mas não aconteceu’’, disse. Em relação à prisão de membros do governo do estado - secretário-adjunto de Esporte, João Henrique Lins Bahia Neto; procuradora do Estado, Rosa Maria da Apresentação Figueiredo Caldas Câmara; o chefe da Unidade de Saúde da Sesap, Marco Antônio França de Oliveira; a coordenadora de Programação e Acompanhamento Orçamentário da Sesap, Maria Eleonora Lopes de Albuquerque Castim; servidor da Procuradoria Geral do Estado, Francenildo Rodrigues de Castro - e às denúncias, o secretário de Comunicação disse que o governo ainda aguarda informações. ‘‘Não temos conhecimento dos acontecimentos em detalhe e nem dos depoimentos, o que disseram à Polícia Federal’’, afirmou Rubens Lemos Filho.
A esposa do deputado estadual Lavoisier Maia (PSB), Terezinha Gomes Pereira Maia, disse neste sábado que, diante da prisão do filho, Lauro Maia, houve uma preocupação natural das pessoas em relação a saúde do parlamentar. Desde a sexta-feira, ele tem recebido várias visitas e manifestações de solidariedade. ‘‘Houve uma preocupação com o estado de saúde dele, mas, graças a Deus, ele está bem, está acompanhando tudo através da imprensa e aguardando que as coisas serão esclarecidas e que tudo vai dar certo. Claro que como pai, ele se preocupa, é normal, mas está aguardando os acontecimentos. Ele está junto com a governadora, nesse momento, e acompanhando tudo junto com o advogado’’, afirmou. A esposa do deputado Lavoisier Maia afirmou que, apesar da situação, ele está tranqüilo porque tem certeza da inocência do filho.
http://diariodenatal.dnonline.com.br/site/materia.php?idsec=2&idmat=172151

14 de jun. de 2008

Eike inaugura nova era no petróleo

Com a OGX, Eike pode se tornar um dos 20 homens mais ricos do mundo

Patrícia Cançado e Tatiana Freitas

O maior IPO da história da Bolsa de Valores de São Paulo tem como protagonista uma empresa que não tem atividade operacional: a OGX Petróleo e Gás, do empresário Eike Batista. Com um plano de negócios, uma equipe de técnicos tarimbada e os direitos de exploração de 21 blocos nas bacias de Campos, Santos, Espírito Santo e Pará-Maranhão, ela captou ontem R$ 6,7 bilhões em uma oferta primária de ações, quase metade do volume levantado por todas as empresas que abriram o capital em 2006 no Brasil.

A OGX vai explorar 14 desses blocos, o que faz dela a primeira grande companhia privada de capital nacional a atuar como operadora - a empresa estima encontrar 4,8 bilhões de barris de óleo. Existem empresas de menor porte explorando óleo em poços em terra, nas regiões Norte e Nordeste. A Vale está presente em alguns consórcios em parceria com a Petrobrás, mas não como operadora.

A nova petrolífera também entra para a história como a primeira grande empresa nacional a se arriscar em um mercado altamente dominado pela estatal Petrobrás. “Eike inaugurou uma era. A Petrobrás nunca teve competidores tão agressivos. O que ele gastou na nona rodada (R$ 1,4 bilhão) foi mais do que todos os leilões anteriores somadas”, diz o consultor John Forman, ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP). “A grande diferença é que ele acreditou no potencial do petróleo do Brasil. Grandes petroleiras têm estado ausentes dos leilões da ANP.”

Segundo Forman, as gigantes vão buscar petróleo em lugares onde ele já está descoberto, como o Golfo do México, Nigéria e Angola. No Brasil, preferem fazer parceria com a Petrobrás, como forma de diluir os riscos. “A OGX foi de peito aberto. Fez um bom plano de negócios, buscou gente capacitada na Petrobrás e pagou bônus inéditos para ficar com as reservas”, diz Forman. “Logo após o leilão, Eike declarou que as chances de sucesso eram da ordem de 30%, o que é razoável - nem alto nem baixo. Ele convidou o mercado a correr riscos com ele.”

PROCURA O mercado topou correr os riscos. A demanda pelos papéis da OGX superou em dez vezes a oferta, segundo o presidente do grupo EBX, Eike Batista. “A procura totalizou US$ 30 bilhões, bem acima da expectativa, que era de US$ 20 bilhões”, disse durante a estréia das ações. “Não somos uma promessa. Ou não teríamos 363 instituições mundiais, fundos de pensão, comprando o nosso negócio, porque cada um deles possui um especialista em petróleo e fazem a operação concreta em cima de dados”, afirmou.

Com o novo negócio, Eike vai multiplicar sua riqueza. Segundo a revista Forbes, ele já é o terceiro homem mais rico do Brasil, com patrimônio de US$ 6,6 bilhões, atrás apenas de Antonio Ermírio de Moraes e família e Joseph Safra. A publicação colocou o empresário na lista dos novatos notáveis, composta pelos dez homens de negócios que construíram suas fortunas mais rapidamente.

Antes do IPO da OGX, Eike calculava sua fortuna em US$ 17 bilhões. Agora, as contas do empresário devem ultrapassar US$ 20 bilhões, o que o coloca entre os 20 maiores bilionários do mundo e mais perto de sua meta. Ele já declarou que quer ultrapassar Bill Gates em cinco anos. O valor de mercado da OGX é de cerca de R$ 36 bilhões, ou 8% do da Petrobrás, a empresa mais valiosa do País.

A postura exibicionista e agressiva de Eike, rara entre empresários brasileiros, divide opiniões. Para alguns, ele é megalomaníaco e aventureiro. Para outros, a sua agressividade é típica dos homens visionários. Eike já declarou à revista Época Negócios que lê o jornal de 2015.

O banqueiro José Olympio Pereira, diretor do Credit Suisse, que esteve à frente do IPO da MMX e da OGX, vê em Eike o empresário que melhor soube tomar partido da nova dinâmica do capitalismo brasileiro. “Ele sabe jogar o jogo do mercado e tem visão de longo prazo”, diz Pereira.

Para ele, o sucesso do OGX é resultado de quatro fatores: petróleo a US$ 140, descobertas em série de petróleo na costa brasileira, as 22 licenças de exploração adquiridas no leilão, o time montado com profissionais de grande credibilidade e o hístórico de resultados das empresas do Eike. “O investidor que comprou os papéis da mineradora MMX há dois anos, quando ela abriu o capital, já multiplicou o dinheiro por seis. Ele mostrou uma criação de valor extraordinária”, diz o banqueiro.

Uma das características de Eike é se cercar dos melhores profissionais em cada área. Para tirá-los das empresas onde estão, faz propostas irrecusáveis e ainda oferece bônus ou ações. Foi assim com Paulo Mendonça, que foi gerente de exploração e produção da Petrobrás por 34 anos, e Luiz Rodolfo Landim, outro alto executivo da Petrobrás e hoje presidente da OGX.

Um de seus maiores estrategistas é o próprio pai, Eliezer Batista, ex-ministro de Minas e Energia no governo João Goulart, ex-presidente da Vale e hoje presidente honorário do grupo EBX. Por causa dessa íntima ligação, muitos dizem que ele teria sido privilegiado pelas dicas dada pelo pai. O empresário sempre negou a versão.

http://txt.estado.com.br/editorias/2008/06/14/eco-1.93.4.20080614.28.1.xml

13 de jun. de 2008

Semente mais velha do mundo, com 2.000 anos, dá origem a palmeira saudável

Semente mais velha do mundo, com 2.000 anos, dá origem a palmeira saudável

Tâmara plantada em Israel originou-se de semente encontrada na fortaleza de Masada. Planta provavelmente foi deixada lá por soldados por volta do século 1 de nossa era.
Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo
Foto: Guy Eisner/
Guy Eisner/"Science"
A plantinha com 26 meses e 1,21 m de altura (Foto: Guy Eisner/Science)

Uma semente que sobreviveu ao governo do rei Herodes e a uma batalha sangrenta entre judeus e romanos é a mais antiga a germinar no mundo, afirmam pesquisadores israelenses. Apelidada de "Matusalém", homenageando o mais idoso personagem da Bíblia, a muda de tamareira brotou de um genitor com cerca de 2.000 anos de idade, e pode até ajudar no melhoramento genético das tâmaras modernas, se tudo correr bem.

A história cinematográfica da tamareira Matusalém está na edição desta semana da revista especializada americana "Science". A semente que deu origem à plantinha, hoje com três anos de idade, veio da fortaleza de Masada, perto do mar Morto, no atual estado de Israel. A fortaleza foi construída pouco antes do nascimento de Cristo pelo rei Herodes e, décadas mais tarde, durante a guerra entre romanos e judeus, foi atacada pelo exército de Roma. Nenhum dos defensores judeus sobreviveu ao ataque.

No entanto, escavações arqueológicas nos anos 1960 acharam as tâmaras debaixo dos escombros da fortaleza. Sarah Sallon e seus colegas do Instituto Louis Borick de Medicina Natural, em Jerusalém, conseguiram datar duas das sementes, comprovando que elas tinham cerca de 2.000 anos de idade. Uma terceira semente foi plantada e, aos 15 meses de vida, pedacinhos de sua casca que ainda estavam aderidos à muda também foram datadas. A idade obtida foi cerca de 200 anos mais recente -- o que era de se esperar quando se considera o grau de contaminação com carbono mais recente, absorvido do ar e do solo durante o crescimento da plantinha.

Calor e secura

Os pesquisadores dizem acreditar que o clima único da região do mar Morto, extremamente quente e seco, ajudou na preservação da semente de Matusalém. A saúde da mudinha parece muito boa, com exceção de algumas manchas brancas nas folhas -- provavelmente ligadas a uma falta de nutrientes na semente. O grupo também aproveitou para fazer uma análise genética da tamareira, comparando-a com plantas atuais da mesma espécie, oriundas do Egito, do Marrocos e do Iraque.

A surpresa é a semelhança genética relativamente baixa entre a planta-Matusalém e as atuais -- provavelmente porque as modernas são plantadas de forma clonal, sem cruzamento entre os indivíduos. Se Matusalém produzir frutos, seu DNA poderá trazer "sangue novo" (ou seria sangue velho?) às tamareiras modernas, já que os judeus da época de Jesus tinham desenvolvido plantações de alta qualidade da espécie.

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL599030-5603,00-SEMENTE+MAIS+VELHA+DO+MUNDO+COM+ANOS+DA+ORIGEM+A+PALMEIRA+SAUDAVEL.html

12 de jun. de 2008

Oposição 'canta vitória' e conta 8 senadores da base contra CSS

Oposição 'canta vitória'

'Se eu tinha alguma dúvida na votação da CPMF, na CSS eu não tenho nenhuma', diz José Agripino

Andréia Sadi, do estadao.com.br

Na foto, Agripino (e) com Virgílio, líder tucano

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Na foto, Agripino (e) com Virgílio, líder tucano

SÃO PAULO - O líder do DEM no Senado, José Agripino, disse nesta quinta-feira, 12, que pelo menos oito senadores que votaram pela CPMF no ano passado votarão contra a Contribuição Social para a Saúde (CSS) no Senado. Em entrevista ao estadao.com.br, Agripino disse que o governo gastou os "últimos cartuchos" na sessão que aprovou a nova CPMF na Câmara, na última quarta-feira.

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"Não vai passar (no Senado), de maneira nenhuma. Pelo menos oito senadores da base com quem conversei já se declararam clararamente contra a CSS. Disseram que não votam pela CSS de jeito nenhum. Estes votaram a favor da CPMF, mas votarão contra a CSS", disse.

Mesmo com maioria, o governo aprovou a CSS na Câmara com um placar apertado. Conseguiu 259 votos quando o mínimo era 257. Para ser aprovada no Senado, como é uma lei complementar, precisa de 41 votos a favor de um total de 81 senadores.

Ele disse que o partido já fechou questão contra o novo tributo e apesar da indefinição do PSDB, acredita no apoio tucano. "Não sei (sobre o PSDB), mas não tenho dúvida que ele votará contra maciçamente. Se tinha duvidas contra a CPMF, na CSS não tenho", afirmou.

Agripino disse que a votação na Câmara "custou caro" ao governo. "Gastaram os últimos cartuchos. Mesmo com a maioria, conseguiu apenas dois a mais que o necessário", disse.

Com alíquota proposta de 0,1% sobre as movimentações financeiras a ser cobrada a partir de janeiro de 2009, a CSS, com destinação exclusiva à saúde, substitui a extinta CPMF, que tinha alíquota de 0,38% e se destinava a diversos fins. Se aprovada, segundo cálculos do Ministério da Saúde, a CSS deve arrecadar mais de R$ 10 bilhões por ano para o setor.

www.estadao.com.br/nacional/not_nac188480,0.htm