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26 de agosto de 2017

O SONHADOR



Os sonhos de José ainda em Canaã, foram revelações de Deus para a descendência de Abraão em meio as nações da época, de imediato, foram utilizados por seus irmãos como instrumentos de ciúmes e perseguições ao sonhador, mas também foi sombra para futuras revelações de Deus a todos os povos da terra. Tendo em vista que o segundo sonho tem uma semelhança com o capítulo 12 do Livro de Apocalipse (Gn 37.5-10 Ap 12.1-18), que trás detalhes para os nossos dias, no mundo inteiro, assim como foi para Canaã e África naquela época.

O primeiro sonho apontava para uma situação futura que se abateria sobre José e sua família, onde ele seria mais importante que seus irmãos, diante do qual todos eles se curvariam em um futuro muito próximo. O fato cumpriu-se no Egito, diante da fome que atingiu a África e Oriente Médio.

No segundo sonho, José via que o sol, a lua e as estrelas, se curvavam a ele. Seus irmãos desde o sonho anterior já ficaram enciumados, e logo entenderam que seu pai era representado pelo sol, sua mãe pela lua, e eles pelas estrelas. Como se fosse possível evitar o futuro, imaginaram tirar a vida do sonhador, como se isso fosse a solução que evitaria o cumprimento do que já estava determinado por Deus, porém, o sonho não foi uma criação de José, veio de Deus, como aviso, e querendo o Senhor, quem poderá impedi-lo? Ninguém o poderá.

Certo dia Seu irmãos decidiram matar a José, mas a ideia não era igual em todos, porém, precisavam livrar-se do rapaz que já era de dezessete anos de idade (Gn 37.2). Então resolveram vede-lo. O jovem foi parar em uma prisão no Egito, os sonhos se cumpriram e José salvou a eles e seu pai, da fome que veio sobre os povos da época, e a descendência de Abraão prosperou e habitou no Egito durante quatrocentos e trinta anos (Ex 12.40,41), e tornou-se uma grande nação sobre a terra, como projeto de Deus para o mundo, de geração em geração, até ao fim da humanidade.

Em Apocalipse capítulo doze estar escrito: “E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça. E estando grávida, gritava com as dores do parto, sofrendo tormentos para dar à luz.” Quanto a este texto, entendo que a mulher durante certo tempo represente a nação de Israel, e depois o simbolismo seja duplo: O povo hebreu e a Igreja do Deus Eterno.

Se tratando de Israel como nação; vai desde a saída do Egito até o triunfar de Jesus sobre a morte. Daí até a volta de Jesus, se trata da Igreja.

A mulher vestida do sol, em Apocalipse doze, não se pode negar que não seja a nação de Israel. Criada por Deus para trazer luz ao mundo, para revelar as grandezas de Deus a todas as nações da terra, a fim de que os povos conhecessem através deles a vontade do Deus eterno para com a  humanidade.

Seu posicionamento tendo a Lua debaixo dos pés, isto indica o propósito de Deus de formar a nação, firmada na lei e no conhecimento dos mandamentos e promessas de Deus. Tendo-se em mente que a Lua não tem luz própria e apenas reflete a luz que recebe do Sol, assim era a lei de Moisés, considerando-se o que escreve o autor da carta aos hebreus: "PORQUE tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam." (He 10.1). As doze estrelas sobre a cabeça da mulher; simbolizam a nação, que é formada por doze tribos geradas dos doze filhos de Jacó, são eles as estrelas da nação descendente de Abraão como promessa de Deus em Canaã. A nação foi estabelecida e protegida por Deus, em especial, entre as demais da terra, para que por ela a luz de Deus brilhasse, e o mundo conhecesse seu Criador.

O texto diz que a mulher estava grávida, e gritava com as dores do parto, sofrendo tormentos para dar à luz Ap 12.2. No verso 5 a mulher dar a luz conforme está escrito: “E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.”

Quando contextuamos o tema, não encontramos dificuldade alguma diante do que estar escrito no salmo 2.6-9 “Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião. Proclamarei o decreto: o SENHOR me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão. Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro.”

Em Oséias 5.2-4 o profeta diz: ”Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. Portanto os entregará até o tempo em que a que está de parto tiver dado à luz; então o resto de seus irmãos voltará aos filhos de Israel. E ele permanecerá, e apascentará o povo na força do Senhor, na excelência do nome do Senhor seu Deus; e eles permanecerão, porque agora ele será grande até os fins da terra.”

Estar registrado em Ap 2. 25-27 “mas o que tendes, retende-o até que eu venha.  Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com vara de ferro as regerá, quebrando-as do modo como são quebrados os vasos do oleiro, assim como eu recebi autoridade de meu Pai;” o nosso Senhor dar direito aos santos de juntamente com ele também regerem as nações com vara de ferro (I Co 6.2 Ap 3.21). "E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso." (Ap 19. 15).

O verso 5 diz que a mulher deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono. Isto é certo, o filho da mulher é Jesus, ele após a ressurreição realmente voltou para seu trono e de lá voltará para arrebatar sua Igreja e imediatamente com ela ao seu lado julgará as nações pelas impiedades que cometeram, rejeitando o Evangelho da salvação.

A mulher permaneceu grávida até o nascimento de Jesus, o Messias de Deus. Quando o filho da mulher retorna para seu trono, finda a primeira parte da história da nação de Israel. A ida da mulher para o deserto depois que o filho dela volta para Deus, é o começo da segunda parte da história do povo de Israel, por que a salvação vem dos judeus (Jo 4.22). Ela vai para o deserto cumprindo parte do processo determinado por Deus a respeito dela.

A segunda parte desta história consta também de outro sinal que surge no céu. Era um grande dragão vermelho com sete cabeças e dez chifres e sete diademas. A calda dele lançou por terra um terço das estrelas do céu, e parou diante da mulher, para devorar seu filho ao nascer. O diabo enganou-se, Jesus nasceu e não foi devorado polo dragão, fez a obra recomendada por seu Pai, indo ao Calvário, ofereceu-se por mim, e por ti também. Esta perseguição aconteceu do início da nação hebráica e foi até a ascensão de Jesus para seu trono celestial.

Deste ponto em diante, diz o versículo seis que a mulher fugiu para o deserto, onde já havia lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias. Depois da ascensão do Senhor Jesus para o Pai o povo do príncipe que há de vir (da besta) Dn 9.26, veio e destruiu o templo e Jerusalém e a Diáspora expulsou Israel de sua terra até o ano de 1948. Esta foi a fuga da mulher para o deserto, e que deserto! De repente, ficar sem pátria sendo expulso para o meio de todas as nações da terra. Acabou-se a perseguição à nação, o povo hebreu estava agora sem pátria, guardado conforme os versículos 6 e 14, fora da vista da serpente sustentada e guardada por Deus. No verso 15 diz que a antiga serpente, que se chama o Diabo e Satanás, lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para fazer que ela fosse arrebatada pela corrente. Entendo que isto significa; que a serpente incitou as nações a destruir o povo hebreu, como entre outros casos, sito o mais próximo; a segunda guerra mundial que eliminou da terra a vida de milhões de hebreus e cristãos. O domínio dessa situação, veio pela mão das nações vencedoras da segunda guerra mundial, em 1945, e quase três anos mais tarde, em maio de 1948, o povo hebreu tem o seu território de volta. O versículo 16; diz que a terra abriu sua boca e tragou o rio que a serpente lançara atrás da mulher; a perseguição a um povo sem pátria. Terminada esta fase, e vem a terceira parte da história de Israel.

A terceira e ultima parte da história de Israel, é também a última desta dispensação do mundo. Começa com Israel possuindo e administrado novamente sua Pátria. Como o dragão sempre imprimiu ataques e carnificina a Israel, agora inclui também à Igreja de Deus, o corpo de Cristo na terra.

Cristo nunca deixou de ser perseguido aqui na terra (At 9.4,5). Enquanto durar esta dispensação, sempre haverá perseguição, guerras, e opressão aos mais fracos, e aos pobres, por isso o profeta diz: “E este será a nossa paz. Quando a Assíria entrar em nossa terra, e quando pisar em nossos palácios, então suscitaremos contra ela sete pastores e oito príncipes dentre os homens. Esses consumirão a terra da Assíria à espada, e a terra de Ninrode nas suas entradas. Assim ele nos livrará da Assíria, quando entrar em nossa terra, e quando calcar os nossos termos. E o resto de Jacó estará no meio de muitos povos, como orvalho da parte do Senhor, como chuvisco sobre a erva, que não espera pelo homem, nem aguarda a filhos de homens. Também o resto de Jacó estará entre as nações, no meio de muitos povos, como um leão entre os animais do bosque, como um leão novo entre os rebanhos de ovelhas, o qual, quando passar, as pisará e despedaçará, sem que haja quem as livre. A tua mão será exaltada sobre os teus adversários e serão exterminados todos os seus inimigos”. (Mq 5.5-9).

O verso 17 diz que o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra aos demais filhos dela. Desta vez, a guerra não é só contra o povo hebreu, mas alcança também a Igreja de Deus, por professar o nome de Jesus o nazareno, e guardar os mandamentos de Deus, e manterem o testemunho de Jesus. Ele mesmo disse: “Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos; porque a salvação vem dos judeus.” Adoramos a Jesus e resistimos o reinado do anti-cristo, o príncipe que virá segundo a eficácia de satanás, esse é oitavo rei Ap 17.11), ele tem apoio no mundo inteiro, mas não alcançará a todos, em todas as nações, porque quando Jesus chegar à terra matará todos os ímpios, e os que receberam a marca da besta, e de todas as nações da terra muitas pessoas serão galardoadas com o direito de continuar com vida, para ingressar no Milênio, e só os que não receberam algum sinal ou marca da besta, serão agraciados com o direito de continuarem com a vida sobre a terra e ingressarão na nova dispensação. Ao contrário, todos os que receberem a marca, nome ou sinal da besta serão mortos pela espada que sai da boca do Cordeiro que foi morto, mas, está vivo. Ele, no fim da grande tribulação arrebatará sua Igreja e ao seu lado governar as nações com vara de fero verso 5, porém, antes limpará da terra a maldade de todos os tempos.
     
Este é um simples relato histórico, para a humanidade tomar conhecimento de uma realidade que nunca quis saber, onde tudo é decidido pela justiça divina, o juízo será praticado pelo homem Jesus, o qual foi o mais injustiçado nesta terra.

A nova dispensação começa no fim desta, com as pessoas que passaram no crivo da justiça para entrarem e viverem na nova dispensação, com o dever se cultivar a terra e servir a Deus, bem distante das maldades que existiram nas dispensações anteriores, qualquer coisa parecida com elas, é morte certa, as pessoas nesse tempo viverão coma as arvores.

Não haverá mais guerra entre as nações, satanás estará preso, e não poderá afetar os homens com seu mau. O desejo da humanidade será servir àquele que os preservou com vida para ele mesmo.

Quanto ao Milênio, é a última dispensação da humanidade na terra. Quando chegar o tempo do fim, satanás será solto e tentará novamente a humanidade e enganará a muitos dos habitantes da terra, e pelo fogo que desce de Deus o Eterno, eliminará os que cederem ao engano de satanás. E Deus fará novo céu e nova terra, onde habita a justiça para sempre, eternamente.



Domingos Teixeira Costa




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