Resultados de Pesquisa

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25 de mar. de 2007

Professor morre após ser atingido por bala perdida no Rio

Em um baile funk, um jovem ficou ferido após ser baleado e uma pessoa morreu vítima de espancamento; casos foram próximo da favela de Manguinhos
Nicola Pamplona
RIO - Duas pessoas foram atingidas por balas perdidas nas proximidades da favela de Manguinhos, zona norte do Rio, na madrugada deste domingo, 25. Uma das vítimas foi o professor de educação física Vladimir Novaes de Araújo, de 28 anos, que morreu com um tiro na cabeça. Um adolescente de 16 anos ficou ferido após ser atingido por um tiro na saída de um baile funk, onde uma outra pessoa morreu vítima de espancamento.
Vladimir estava a caminho de casa, em uma van, quando foi baleado. Ele foi levado ao Hospital Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu aos ferimentos. No momento do disparo, a van passava pela Avenida dos Democráticos, em Manguinhos. Vladimir era filho do jornalista Lênin Novaes, diretor da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Baile funk
Já o adolescente foi atingido no final da madrugada, enquanto saía de um baile funk na favela. Levado ao Hospital Salgado Filho, no Méier, o adolescente passa bem. À polícia, ele disse não ter percebido de onde veio o tiro.
No mesmo local, Josué Barbosa da Silva, de 27 anos, foi espancado até a morte depois de abordar uma mulher. Ele chegou a ser levado a um posto médico, mas não sobreviveu. Quatro amigos de Josué também sofreram ferimentos durante a briga e foram levados ao hospital Souza Aguiar, no Centro, mas já foram liberados.
{Costa}

Ex-Febem de São Vicente-SP tem fuga em massa

Agencia Estado
Sessenta e cinco menores fugiram no início da tarde de hoje da unidade do Centro de Atendimento Sócio Educativo ao Adolescente (Casa), antiga Febem, de São Vicente. Até o fim da tarde, 30 haviam sido capturados.
De acordo com a assessoria da imprensa da entidade, pouco antes das 14 horas, 52 internos participavam de atividades esportivas no pátio de uma ala quando, de repente, partiram para cima dos funcionários, que, impedidos de andar armados, acabaram sendo dominados e foram trancados no banheiro.
Os adolescentes se armaram de tampas de panelas e vassouras e partiram para outro módulo da unidade. Lá, se aliaram a outros colegas e fugiram pela porta. Apesar da ação dos menores, ninguém ficou ferido. A unidade de São Vicente é considerada modelo e não registrava fugas há três anos e meio.
{Costa}

24 de mar. de 2007

Estudo mostra que o Brasil é a 8ª economia mundial

23 de Março de 2007 A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda divulgou nesta quinta-feira (22/3) um estudo mostrando que o Brasil já pulou, de fato, para a oitava posição no ranking das maiores economias do mundo, com a revisão dos números do PIB, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor do PIB brasileiro em 2005, de acordo com os cálculos da Fazenda, teria atingido U$ 1,804 trilhão, convertendo os reais para dólares com base na chamada técnica da "paridade do poder de compra" (PPP). Esse tipo de técnica é empregada pelo Banco Mundial e outros organismos internacionais para tornar mais realista a comparação dos PIBs de diversos países, considerando não apenas a taxa de câmbio, como também as diferentes condições de demanda, preço e hábitos. Com a simples conversão pelo câmbio, o PIB brasileiro não passa de US$ 882 bilhões, mas, com a ponderação do poder de compra, torna-se duas vezes maior. O exemplo mais popular de aplicação da "paridade do poder de compra" é o índice Big Mac (o sanduíche mais conhecido da rede McDonalds), da revista The Economist. O preço em dólares do Big Mac é diferente em cada país do mundo: é muito mais barato na China do que nos Estados Unidos, por exemplo. Por isso, se essas diferenças de preço forem usadas para ponderar a taxa de câmbio, podemos comparar o PIB dos Estados Unidos com o da China. Não por acaso, o PIB da China pula de US$ 2,228 trilhões para US$ 8,572 trilhões quando usado o critério da paridade do poder de compra, ficando logo abaixo do PIB dos Estados Unidos. Em países onde o custo de vida é mais caro, como Japão e Reino Unido, o uso da PPP tem um efeito contrário, de reduzir o valor do PIB. Estatísticas do Banco MundialAs estatísticas do Banco Mundial, que usam esse critério de conversão, ainda apresentam o Brasil com o nono maior PIB do mundo, atrás da Itália, que tem um PIB de US$ 1,667 trilhão. O Brasil aparece com US$ 1,627 trilhão de PIB em 2005, mas isso antes da mudança de cálculo promovida pelo IBGE, que elevou as estimativas em 10,9%. O Ministério da Fazenda aplicou esse porcentual de ajuste para chegar aos US$ 1,804 trilhão em 2005. Com essa atualização, o PIB brasileiro ficaria próximo do francês, que está em US$ 1,829 trilhão. Para ultrapassar a França no ranking do Banco Mundial, é preciso que os números ainda extra-oficiais de 2006 mostrem o Brasil crescendo pelo menos 1,5% a mais do que a economia francesa. Confira abaixo a lista dos países com maiores PIBs, de acordo com o critério de Paridade do Poder de Compra e também pelo critério nominal. Os valores estão reproduzidos em bilhões de dólares. {Costa}

Pai de João Hélio diz que pena é “ridícula”

Menor envolvido em morte ficará até três anos internado Rio de Janeiro – Embora tenha sido a medida mais dura prevista no Estatudo da Criança e do Adolescente (ECA), a sentença de internação por no máximo três anos, com avaliações a cada quatro meses, para o menor que participou do assassinato brutal do menino João Hélio Vieites desagradou o pai da vítima. “A pena de três anos é muito pouco diante do crime brutal que aconteceu com o nosso filho. Por isso que a gente está lutando para mudar o Estatuto da Criança e do Adolescente, endurecer a legislação. A pena máxima prevista em lei é ridícula diante da monstruosidade que este menor cometeu. Para a gente, é muito difícil aceitar”, lamentou o pai de João Hélio, Elson Vieites.
“Brincadeira”
O advogado dos pais do garoto, Gilberto Fonseca, reforçou o discurso: “É uma brincadeira este Estatuto da Criança e do Adolescente, é uma agressão ao povo”, afirmou. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio, Wadih Damous, disse que o clamor popular não pode embaçar um outro lado do problema igualmente trágico: “A sentença é tecnicamente correta. Este menor infrator vai sofrer a pena de internação, a mais grave do ECA. Mas, independentemente do tempo, que poderia ser de seis meses, oito meses ou três anos, ele ficará internado, vai fazer pós-graduação em criminalidade, vai voltar à sociedade mais ressentido, revoltado, alguém que aprendeu ‘cientificamente’ a ser criminoso. Esta é a nossa tragédia. O Brasil precisa se olhar no espelho. Não acho que resolveria o nosso problema o menor passar 30 anos no Padre Severino (unidade de internação). Ele é, ao mesmo tempo, algoz e vítima do que fez. Esta é a triste realidade do nosso país.
”O secretário de Justiça de São Paulo, Luiz Antônio Marrey, afirmou que a polêmica mostra a necessidade que o governador José Serra e os governadores da Região Sudeste têm defendido: a possibilidade no aumento do prazo de internação de adolescentes excepcionalmente violentos.
{Costa}

Ibama autoriza transposição do rio São Francisco

Umberto Campos, da sucursal de Brasília,Regina Bochicchio,Agência Estado O presidente do Instituto Brasileiros do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Marcus Barros, assinou ontem, no final da manhã, em Brasília, a licença de instalação para o Projeto de Integração das Bacias do São Francisco com o Nordeste Setentrional, mais conhecido como Transposição do Rio São Francisco, autorizando o início das obras. Ao comentar a decisão, o ministro da Integração Nacional, o baiano Geddel Vieira Lima, disse, por meio de sua assessoria, que “a decisão do Ibama é um avanço”, mas garantiu que continua de mãos atadas, porque não há qualquer recurso liberado para o início das obras do projeto de transposição. “Não posso fazer nada enquanto o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não for aprovado no Congresso Nacional e o orçamento não for liberado”, disse Geddel. Segundo ele, o PAC destinará R$ 1,3 bilhão para as obras no próximo ano e cerca de R$ 400 milhões para este ano. O ministro prometeu encontrar-se na semana que vem com o presidente Lula e apresentar sugestões que, segundo ele, poderão minimizar a polêmica em torno das obras. Segundo fontes ligadas ao ministro, ele teria criticado o seu antecessor, Pedro Brito, que, segundo Geddel, teria se precipitado ao abrir licitações apenas três dias antes de deixar a pasta. “O ministro Brito assinou um pacote de licitações três dias antes da minha posse”, comentou Geddel com assessores. Na cerimônia de transmissão de cargo, o próprio Pedro Brito afirmou, em seu discurso, que o governo federal poderia dar início às obras em curto prazo e que soldados do Exército estariam prontos para a execução dos trabalhos logo que a licença do Ibama fosse expedida. Ibama – A autorização do Ibama só passa a valer após a publicação da licença no Diário Oficial, o que só deve acontecer na segunda-feira. O texto da licença também não foi divulgado, mas o próprio Ibama anunciou que foram estabelecidas mais de 50 condicionantes a serem cumpridas pelo governo na execução da obra. A Procuradoria da República no Distrito Federal havia recomendado ao presidente do Ibama, Marcus Barros, que não expedisse a licença de instalação para a transposição. Segundo o procurador Francisco Guilherme V. Bastos, a licença prévia só deveria ser concedida após análise dos projetos executivos pelo Ibama, com novas audiências públicas para “debater os estudos ambientais complementares que foram exigidos”. Wagner – O governador Jaques Wagner estava em trânsito, viajando para o Japão, quando foi divulgado que o Ibama havia concedido licença ambiental para início das obras de transposição do Rio São Francisco. Mas o representante da Superintendência de Recursos Hídricos (SRH), Júlio Rocha, também coordenador do grupo de trabalho criado segunda-feira para acompanhar o encaminhamento das obras de transposição junto às comunidades ribeirinhas, disse para A TARDE que “o governador tem externado a posição de que considera que a água é um direito fundamental para todos”. Rocha, que já ocupou a diretoria regional do Ibama, disse, ainda, que “o governador Wagner tem um alinhamento com o governo do presidente Lula”. Para bom entendedor, é a favor das obras de transposição do rio. O grupo de trabalho formado por representantes de 11 secretarias estará se reunindo na segunda-feira, às 9 horas, na SRH, para dar início aos trabalhos. O superintendente reconhece que haverá resistência de alguns movimentos sociais e do próprio bispo Luiz Flávio Cappio, do município de Barra. Mas a postura é defensiva: “Essa é uma obra do governo federal, não do governo do Estado. O que faremos é dar o máximo de suporte e acompanhamento para as comunidades”.
A TARDE tentou, mas não conseguiu falar com o bispo Luiz Flávio Cappio. A diocese do município de Barra informou que ele teria partido na quinta-feira rumo a Brasília. Na diocese de Brasília, Cappio ainda não tinha aparecido até o início da noite de ontem.
Em Belo Horizonte, cerca de 500 manifestantes protestaram contra o projeto do governo federal. O protesto foi promovido por organizações não-governamentais de defesa do meio ambiente. Eles levavam faixas e cartazes e tradicionais carrancas do São Francisco. Os manifestantes levaram três caixões e promoveram o enterro simbólico de ministros do governo do presidente Lula.
Entrevista
Enquete O que você está achando do ensino de filosofia e sociologia no terceiro ano?Participe! Blog Julgamento real na Uesc 24/03/2007 às 11:19 A Universidade Estadual de Santa Cruz [Uesc] anunciou ontem que um julgamento real irá ocorrer, pela primeira vez, nas dependências da instituição. A iniciativa é do Departamento de Ciências Jurídica...

Brasil tem 153 milhões de desconectados

JOICE SOLANO E ANA PAULA PEDROSA Apesar de crescer vertiginosamente nos último anos, o acesso à Internet no Brasil ainda é algo desconhecido para 79% dos brasileiros com dez anos ou mais de idade. Esse percentual corresponde a um universo de 153 milhões de pessoas, conforme dados complementares da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) referentes a 2005 e divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Do total da população nesta faixa etária, apenas 32,1 milhões de brasileiros (21%) utilizaram a rede em todo país. De acordo com o IBGE, a escolaridade e o rendimento foram fundamentais para determinar o acesso do indivíduo à Internet. Os internautas, diz o levantamento, tinham em média 28 anos de idade, 10,7 anos de estudo e um rendimento médio mensal de R$ 1.000. Em outra ponta, as pessoas que nunca utilizaram computadores conectados à rede tinham em média 37,5 anos de idade, 5,6 anos de estudos e recebiam aproximadamente três vezes menos do que os que têm acesso. “Nós percebemos que quanto mais jovem, maior a escolaridade e mais elevado é o rendimento, maior é o acesso à Internet”, avalia a gerente da Pnad, Maria Lúcia Vieira. A diarista Luísa Gonzaga dos Reis faz parte da grande maioria que nunca utilizou um computador. Aos 50 anos, ela jamais usou uma máquina e tem apenas uma idéia do que seja a Internet. “Eu sei que as pessoas descobrem muita coisa pela Internet”, arrisca. Mesmo com pouca intimidade com a tecnologia, a diarista tem vontade de ter um micro em casa, para que os filhos tenham a oportunidade que ela mesma não teve, de estudar e se informar. “Eu só estudei até a 4ª série (do ensino fundamental) e depois tive que parar para trabalhar”, diz. O maior índice dos que usam a Internet está na faixa entre 15 e 17 anos (33,9%). Logo atrás, vem o grupo de brasileiros de 10 a 14 anos, com 24,4%. Além disso, metade dos internautas utilizou a rede no domicílio em que morava e 39,7% em seu local de trabalho. A conexão discada à Internet mostrou-se mais difundida que a banda larga, 52,1% contra 41,2%. Dentre os homens, o acesso é mais comum do que entre as mulheres. No lado masculino, 22% já entraram na rede mundial de computadores, cerca de 16,2 milhões. Dentre as mulheres, o percentual cai para 20,1%, ou 15,9 milhões. O levantamento nacional do IBGE – cujos dados majoritários foram divulgados em setembro de 2006 – entrevistou 408.148 pessoas em 142.471 domicílios brasileiros em 2005. Segundo o Instituto, esta mostra representativa corresponde a uma população brasileira estimada em pouco mais de 188 milhões de pessoas. Educação é o principal motivo de acesso O sucesso dos sites de relacionamento e o avanço de tecnologias de comunicação como as de voz sobre IP, conversa via Internet, não foram suficientes para colocar o entretenimento como principal razão para uso da web. No topo da lista dos motivos que levam o internauta à rede de computadores, está educação e aprendizado, que foram citados por 71,7% dos usuários. De acordo com o IBGE, 35,9% dos estudantes acessaram a rede em 2006, mais que o dobro dos não-estudantes (16%). Como cada pessoa acessa a Internet com mais de uma finalidade, a soma dos motivos é superior a 100%. Em segundo lugar apareceu a comunicação (68,6%), seguida por atividades de lazer (54,3%), leitura de jornais e revistas (46,9%) e interação com as autoridades públicas (19,1%). Na lanterninha apareceu a compra de bens e serviços, com 13,7%. Apesar do baixo percentual, o comércio on-line movimentou R$ 2,5 bilhões em 2005, cifra que deve chegar a R$ 6,4 bilhões neste ano, segundo a ebit, empresa e pesquisa e marketing on-line. Se a educação é o principal motivo para o brasileiro acessar a Internet, é na escola que muitos têm o primeiro contato com o mundo virtual. Em Belo Horizonte, por exemplo, das 181 escolas municipais, cem já contam como salas de informática, com cerca de 16 computadores em cada. A estrutura deve ser levada a outras 56 escolas até o meio do ano. “Qualquer processo de educação passa pelo acesso à informação e a Internet é o meio mais dinâmico para conseguir essas informações”, diz o gerente de Planejamento e Informação da Secretaria de Educação, Hércules Macedo. Ele completa que a informática é usada como complemento, e não pode substituir os meios tradicionais de pesquisa. Jovens também usam mais o celular Os jovens, que são a maioria da população que utiliza a Internet, também dominam o percentual de 36,7% dos brasileiros que usam celulares. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, o número de pessoas com telefone móvel ultrapassa o de usuários de linhas fixas convencionais. Em 2005, 48,1% dos domicílios tinham telefone fixo, enquanto 59,3% registravam a presença de celular. Em Minas Gerais, o número de linha fixa por domicílio era de 48,3%, contra 57,8% de celulares. O Estado, segundo a gerente da Pnad, Maria Lúcia Vieira, foi o único da região Sudeste que apresentou índices para a portabilidade de celular inferiores ao percentual nacional. Avaliando por sexo, os homens usam mais o celular do que as mulheres, 38,2% e 35,4%, respectivamente. Pela primeira vez na história da telefonia no país, o percentual de moradias com celular subiu de 47,8%, em 2004, para 59,3% em 2005. E o dos domicílios com linha fixa passou de 48,9% para 48,1%. “Muitas pessoas estão substituindo o telefone fixo pelo celular para ter custos menores. Em 2005, é visível essa tendência. Esse foi o primeiro ano em que o número de celulares superou o de fixos”, avalia Maria Lúcia. Grau de instrução Entre as pessoas sem instrução ou com menos de quatro anos de estudo, 11,8% tinham telefone móvel celular para uso pessoal, enquanto, entre os com 15 anos ou mais de estudo, eram 82,9%. Quanto ao rendimento mensal domiciliar per capita, a proporção de pessoas que tinham telefone móvel situouse em 10,4% (na faixa de sem rendimento até um quarto do salário mínimo) e em 82,1% (na faixa de mais de cinco salários mínimos). (JS com Agências) {Costa}