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24 de abr. de 2007

Corpo de Yeltsin será velado em catedral de Moscou

Da BBC Brasil
O corpo do ex-presidente russo Boris Yeltsin será velado nesta terça-feira na Catedral de Cristo o Salvador, reconstruída durante seu governo e um símbolo da era pós-comunista.
A catedral havia sido destruída em 1931 sob o comunismo, mas foi reerguida nos anos 90. Yeltsin, que tinha um histórico de problemas no coração, morreu de insuficiência cardíaca, aos 76 anos, em um hospital da capital russa na segunda-feira.
De acordo com a agência de notícias russa Tass, o atual presidente russo Vladimir Putin fez um tributo ao ex-presidente, dizendo que sob a liderança de Yeltsin a Rússia entrou em “uma total nova era”.
Putin disse também que seu antecessor deixou como herança um Estado em que “o poder pertence verdadeiramente ao povo”.
Luto
Correspondentes dizem que as pessoas já estão se reunindo ao redor da catedral onde o corpo de Yeltsin será velado. A população poderá visitar o corpo antes do funeral de quarta-feira, que foi declarado um dia oficial de luto.
Três bispos da Igreja Ortodoxa Russa irão coordenar o serviço religioso, no primeiro funeral cristão de um líder do país desde 1917, quando aconteceu a Revolução Russa.
O enterro será transmitido ao vivo pela televisão. Yeltsin será então enterrado no cemitério Novodevichye - onde também estão enterrados outros russos importantes - ao invés de ser colocado nas paredes do Kremilin, onde os líderes soviéticos eram normalmente enterrados.
Privatizações e Chechênia
Foi durante o governo de Yeltsin que a Rússia viveu um processo de privatizações que fez surgir uma poderosa oligarquia no país.
Algumas das principais estatais soviéticas foram vendidas para investidores russos, hoje bilionários. Até hoje, a forma como ocorreram as privatizações gera críticas de analistas, dentro e fora do país.
O ex-presidente também é lembrado por ter lançado, em 1994, a primeira ofensiva militar na Chechênia, a república separatista do Cáucaso. A ofensiva terminou sem vitória russa e com centenas de mortos.
Yeltsin admitiu que as mortes na Chechênia eram o maior peso na consciência que ele tinha que enfrentar, mas salientou que ele não tinha alternativa a não ser agir contra os ativistas chechenos.
“Eu não posso me eximir da culpa pela Chechênia, pela dor de numerosas mães e pais”, disse Yeltsin em uma entrevista a um canal de TV russo em 2000. “Eu tomei a decisão, de forma que sou eu o responsável.”
Liberdade e bebida
Por outro lado, de acordo com o analista de assuntos relativos à Rússia da BBC Steven Eke, sob a liderança de Yeltsin o país viveu o período de maior liberdade política de sua história.
Os meios de comunicação, especialmente a televisão, podiam criticar as autoridades, até mesmo o presidente, de uma forma que as próprias autoridades não consideravam possível, disse Eke.
Outra característica de Yeltsin era seu carisma e comportamento por vezes excêntrico. Durante sua campanha pela reeleição em 1996, ele chegou a dançar rock em um palco – uma cena transmitida à exaustão pelas TVs de todo o mundo.
Yeltsin também não escondia o fato de gostar de beber e o hábito pode ter colaborado para piorar sua saúde.
{Costa}

PF apura vazamento de informações da Operação Têmis

Agencia Estado
A Polícia Federal abriu inquérito ontem para investigar o vazamento de informações privilegiadas da Operação Têmis - missão integrada da Polícia Federal e Procuradoria da República que rastreia os passos de uma organização envolvida em suposto esquema de venda de sentenças em favor de bingos e empresas devedoras do Fisco.
A PF quer identificar quem alertou alguns dos principais alvos da Têmis, que na sexta-feira deflagrou uma ofensiva em 80 endereços de advogados, empresários e servidores públicos, inclusive juízes federais e desembargadores do Tribunal Regional Federal (TRF). A PF descobriu que, dias antes, o empresário Sidney Ribeiro, investigado por suposta operação de empresas fantasmas, trocou todos os discos rígidos dos computadores do seu escritório por peças novas. Quando a PF chegou, não havia mais registros de nenhuma informação relevante à investigação. Os federais vasculharam escritórios e casas dos investigados, mas em muitos alvos encontraram documentos de pouca importância. Três policiais civis estão na mira da Têmis. Eles teriam recebido a informação de um funcionário da Telefônica.
O desembargador Roberto Haddad também teria tentado ludibriar a PF. Colecionador de carros antigos, ele mandou retirar da garagem do prédio onde mora no Itaim-Bibi, zona sul de São Paulo, dez carros da frota, apenas um dia antes da operação. A manobra foi flagrada por câmeras de circuito interno do edifício. Haddad não teria assinado nenhuma decisão favorável aos interesses da suposta quadrilha, mas sim servido de intermediador entre o advogado Luís Roberto Pardo e outros desembargadores.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
{Costa}

IPC-S regional mostra recuo de preços em 5 de 7 capitais

Economia
Apenas São Paulo, a cidade com maior peso no índice, e Salvador tiveram alta

Alessandra Saraiva

RIO - A inflação na cidade de São Paulo registrou leve aceleração, no âmbito do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S). Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), os preços na cidade subiram 0,56% na semana até 22 de abril, ante aumento de 0,55% no IPC-S anterior, medido até 15 de abril.

Porém, em contrapartida, de acordo com a FGV, das sete cidades pesquisadas para cálculo do índice, cinco registraram desaceleração ou queda de preços no mesmo período. É o caso de Belo Horizonte (de 0,56% para 0,45%); Brasília (de 0,45% para 0,31%); Porto Alegre (de 1,10% para 0,82%); Recife (de 0,85% para 0,57%); e Rio de Janeiro (de 0,09% para -0,03%).

Além de São Paulo, apenas Salvador registrou aceleração (de 0,22% para 0,23%) no período. Nesta terça-feira, 24, a FGV anunciou os resultados regionais de inflação das sete capitais usadas para cálculo do IPC-S até 22 de abril, cuja taxa completa (de 0,38%) foi anunciada na última segunda. A cidade de São Paulo é a de maior peso na formação do indicador.

{Costa}

Toyota supera GM como maior montadora de automóveis do mundo

AFP
O grupo japonês Toyota se tornou no primeiro trimestre de 2007 a maior montadora de automóveis do mundo, superando a concorrente americana General Motors (GM) em vendas e em produção.
A empresa japonesa anunciou nesta terça-feira que vendeu 2.348.000 veículos em todo o planeta no primeiro trimestre de 2007, superando assim a GM, que registrou vendas de 2.260.000 automóveis, como número um mundial em vendas.
A Toyota também superou a GM em produção no primeiro trimestre, já que 2.367.000 veículos saíram de suas fábricas, contra 2.335.000 da empresa com sede em Detroit.
No final de dezembro, a Toyota anunciou a meta de produzir 9.420.000 veículos em 2007, o que deve permitir à empresa manter por algum tempo o novo título de número um mundial à frente da General Motors.
O grupo com sede em Toyota City, perto de Nagoya (região central do Japão), que controla 15,7% do mercado americano, deve seu êxito aos sólidos resultados comerciais nos Estados Unidos, onde seus veículos de baixo consumo - em particular os modelos híbridos, dos quais a montadora é pioneira - registram ótimas vendas nos momentos de alta dos preços dos combustíveis.
Todos os analistas esperavam que a Toyota, que goza de enorme sucesso nos Estados Unidos, onde os fabricantes locais atravessam dificuldades, assumisse a posição de liderança no decorrer de 2007.
"Era quase certo que a Toyota se tornaria o número um mundial este ano em termos de vendas de unidades. Em termos de lucros e de balanço, a Toyota já é o fabricante mais forte do mundo há muito tempo", explicou à AFP Tatsuya Mizuno, analista da Fitch Ratings em Tóquio.
O grupo deve anunciar em 9 de maio o quinto lucro líquido recorde consecutivo, desta vez para o exercício 2006-2007, que se encerrou em 31 de março. O lucro de exploração deve ser superior dois trilhões de ienes (12,5 bilhões de euros ou 16,97 bilhões de dólares), um nível jamais alcançado antes por uma empresa japonesa em qualquer setor.
Já a GM sofreu um prejuízo de dois bilhões de dólares em 2006, por causa dos fortes gastos de reconstrução na América do Norte, onde o grupo pretende suprimir 35.000 postos de trabalho. Mas para o novo líder mundial, que em 2007 completa 70 anos, o resultado deve ser comemorado com modéstia.
"Existe um conto sobre três dentistas: o primeiro diz que é o melhor dentista do mundo. Outro diz que é o melhor dentista do país. O terceiro diz que é o melhor dentista da cidade", declarou em março Akio Toyoda, vice-presidente do grupo e descendente dos fundadores da Toyota, em uma entrevista ao jornal econômico Nikkei.
"Finalmente os pacientes elegem o melhor dentista da cidade. Eu sempre digo: sejamos o melhor fabricante de automóveis da cidade", acrescentou.
A prioridade da Toyota continua sendo a redução dos custos e a melhoria da qualidade dos carros, acrescentou.
{Costa}

Prodi vai apoiar Ségolène Royal em passeata nesta semana

PARIS (Reuters) - O primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, vai apoiar a candidata socialista francesa à Presidência, Ségolène Royal, em uma grande passeata nesta semana, disse ela nesta terça-feira, trazendo o segundo líder europeu em uma semana para aumentar suas chances no pleito.
A socialista Royal, que está atrás do rival de direita Nicolas Sarkozy nas pesquisas para o segundo turno em 6 de maio, disse que Prodi ofereceu-se para juntar-se a ela no cidade de Lyon na sexta-feira. "É uma contribuição muito importante porque nós talvez tenhamos de reconstruir a Europa sobre novas bases", disse Royal sobre Prodi, que lidera um governo de centro-esquerda na Itália.
Tanto Sarkozy quanto Royal precisam cortejar partidários do candidato centrista que ficou em terceiro lugar no primeiro turno no domingo, Francois Bayrou, se quiserem ganhar a eleição. Prodi louvou Bayrou como um "corajoso europeu" antes do primeiro turno da eleição. Na segunda-feira, ele fez um apelo para Royal forjar uma aliança com o centrista, dizendo: "Isto daria alguma claridade e ordem para a cena política francesa".
Royal reiterou uma oferta a Bayrou na terça-feira para tomar parte em um debate público para ver se eles compartilham visões comuns no núcleo político. Bayrou deve dar uma coletiva na quarta-feira, mas aliados dizem que é improvável que ele apoie algum dos candidatos.
A viagem de Prodi à Lyon acontece apenas uma semana depois de o primeiro-ministro espanhol, José Luís Rodriguez Zapatero, ter elogiado as qualidade de Royal em um evento da campanha na cidade de Toulouse.
{Costa}

Na véspera de encontro com UE, Irã evita fazer concessões

Por Fredrik Dahl
TEERÃ (Reuters) - A insistência iraniana em manter seu programa nuclear praticamente elimina a esperança de avanços nas negociações de quarta-feira com a União Européia.
O encontro será na Turquia, onde o bloco de 27 países pretende convencer Teerã a suspender o enriquecimento de urânio em troca do fim das sanções da ONU ao país.
Mas o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse na segunda-feira à Reuters que a República Islâmica não vai aceitar essa "dupla suspensão."
Na terça-feira, um porta-voz do governo repetiu essa posição. "A questão não vai recuar, e seguimos o caminho legal para o progresso do país", afirmou Gholamhossein Elham.
O Irã afirma ter o direito de produzir combustível para usinas nucleares civis, o que permitiria que o país exportasse mais gás e petróleo. Mas o Ocidente teme que o programa atômico esconda o desenvolvimento de armas nucleares.
A reunião de quarta-feira será a primeira entre UE e Irã desde que a ONU impôs o segundo pacote de sanções ao país, em março.
O chefe da diplomacia européia, Javier Solana, disse na segunda-feira que decidiu fazer essa nova tentativa porque julgou que "a situação amadureceu o suficiente."
O primeiro contato, em setembro, fracassou por causa da recusa iraniana em suspender o enriquecimento.
Reunidos em Luxemburgo, os chanceleres europeus aprovaram uma regulamentação das sanções da ONU contra indivíduos e entidades envolvidos no programa nuclear iraniano, ampliando uma lista de pessoas sem direito a visto e de bens a serem congelados.
Mas o Irã não dá sinais de ceder à pressão, e neste mês anunciou o início do enriquecimento de urânio em escala industrial. A notícia foi recebida com ceticismo por especialistas, mas atraiu condenação internacional.
Grandes potências --EUA, UE, Rússia e China-- haviam oferecido a Teerã um pacote de incentivos econômicos, nucleares e de segurança em troca da suspensão das principais atividades atômicas.
"Oferecemos a eles tudo o que eles dizem querer em termos de acesso a energia nuclear civil, e gostaríamos de vê-los voltar às negociações nessas bases", afirmou a chanceler britânica, Margaret Beckett, que se disse pessimista com a nova rodada de negociações.
A posição atual do Irã é de que seu programa nuclear é um fato consumado que o Ocidente deve aceitar. "A questão da suspensão já esteve em discussão, mas hoje em dia a situação mudou", afirmou o negociador iraniano, Ali Larijani, à agência de notícias Isna.
{Costa}