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4 de jun. de 2007

EUA: Pré-candidatos democratas discordam sobre Iraque

Os candidatos democratas à nomeação para a eleição presidencial dos Estados Unidos em 2008, mostraram no domingo divergências quanto a soluções para o problema do Iraque, no segundo debate televisivo nacionalmente difundido.
O debate realizou-se no Saint Anselm College, em Manchester, no estado de New Hamshire (Costa Leste) e teve a presença da senadora por Nova Iorque, Hillary Clinton, do senador pelo Illinois, Barack Obama e do antigo senador pela Carolina do Norte, Jack Edwards.
Todos eles criticaram a política do actual Presidente, George W. Bush, mas não manifestaram opiniões coincidentes quanto à solução para a crise iraquiana.
John Edwards criticou mesmo a recente decisão do Congresso, já vetada por Bush, por estabelecer uma data para o início da retirada norte-americana do Iraque. «É a diferença entre a liderar e legislar», disse.
Edwards foi imediatamente visado por Obama, que lembrou ter-se oposto à guerra desde o início e que o seu interlocutor tinha «quatro anos e meio de atraso no que respeita a autoridade para se pronunciar sobre a matéria». Edwards votou a favor da invasão do Iraque em 2002.
Hillary Clinton, favorita nas sondagens entre os democratas, disse ser «importante sublinhar que se trata de uma guerra de George W. Bush. Ele é responsável pela guerra, ele começou a guerra, ele geriu mal a guerra e recusa-se a pôr fim à guerra.»
Hillary Clinton e Barack Obama votaram favoravelmente a decisão do Congresso vetada por Bush e criticada por Edwards.
No que respeita à luta contra o terrorismo, voltaram a emergir diferenças. Edwards disse que a guerra global contra o terrorismo é um «slogan político, um autocolante, e é tudo».
Hillary Clinton não concordou. Disse que, como senadora por Nova Iorque, viu «em primeira-mão o terrível dano que pode ser infligido ao país por um pequeno bando de terroristas». No entanto, disse, «vivemos num mundo mais seguro do que antes.»
Obama discordou de Hillary Clinton: «Vivemos num mundo mais perigoso, em parte em consequência das acções deste Presidente.»
Hillary Clinton lembrou que os três candidatos têm «perspectivas diferentes», mas que as suas diferenças «são menores, enquanto as divergências com os republicanos são maiores».
Diário Digital / Lusa

Bomba atómica: Nagasaki junta 1.139 à lista de vítimas

A cidade japonesa de Nagasaki vai juntar 1.139 nomes à lista das vítimas mortais provocadas pela bomba atómica lançada pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, anunciou hoje a agência noticiosa Kyodo.
As mais de mil novas vítimas foram reconhecidas nos últimos dez meses como tendo falecido na sequência da explosão da bomba atómica, a 09 de Agosto de 1945, elevando para 140.144 o número de mortes.
No próximo dia 09 de Agosto os novos livros com os nomes escritos à mão, com a caligrafia tradicional japonesa, vão ser entregues no Centro Nacional da Paz de Nagasaki, uma instituição que recorda as vítimas da bomba atómica.
Diário Digital / Lusa

3 de jun. de 2007

Tuma pode virar relator do processo contra Renan

Agencia Estado
O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, Sibá Machado (PT-AC), deve convidar o corregedor da Casa, Romeu Tuma (DEM-SP), para relatar o processo disciplinar que será aberto contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Transformar o corregedor em relator é o caminho mais curto para encerrar a polêmica aberta pela representação do PSOL contra Renan, tirando o senador peemedebista da pauta negativa do Congresso.
Amigos de Renan apostam em Tuma na relatoria do Conselho, convencidos de que a solução tem serventia dupla. Além de apressar o desfecho do caso, a escolha de Tuma pode conter as críticas do PSOL e de parte da oposição que, desde a semana passada, protestam contra o "arquivamento sumário" da representação, a partir da investigação preliminar do corregedor.
Os correligionários do presidente do Congresso avaliam que só Tuma pode produzir um relatório nos próximos dias e levá-lo à votação no colegiado, para que Renan se livre da acusação de ter despesas pessoais pagas pelo lobista de uma empreiteira. O corregedor é o único conselheiro que teve acesso à documentação bancária e fiscal do presidente do Senado e já está fazendo uma "investigação preliminar" do caso.
O problema é que desde que recebeu os extratos bancários, certidões e declarações de renda de Renan na quarta-feira, das mãos do advogado Eduardo Ferrão, Tuma virou alvo da oposição. "Isto é uma usurpação de função", protesta o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). "Os documentos deveriam estar nas mãos dos conselheiros, e não do corregedor", insiste o deputado do Democratas, ao lembrar que, pelas normas regimentais e constitucionais, cabe ao corregedor investigar apenas os atos praticados pelos senadores nas dependências do Congresso.
Depois do noticiário do fim de semana, quando a revista IstoÉ divulgou a transcrição de gravações de diálogos entre Renan e a jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha de três anos, o senador Demóstenes considera que houve um "enfraquecimento do mérito" das denúncias feitas inicialmente pela revista Veja. Ele destaca que, embora não seja crime gravar conversa própria, "para terceiros isto dá a impressão de que ela se preparou para fazer chantagem e achou agora o momento oportuno". Além disso, lembra que, se não há provas cabais da origem dos recursos pagos por Renan à Mônica, para bancar a pensão alimentícia da filha de ambos, também não apareceu nenhum documento provando que o dinheiro poderia vir do lobista ou da empreiteira Mendes Júnior.
O advogado da jornalista, Pedro Calmon Filho, nega a chantagem e afirma que a jornalista não gravou suas conversas íntimas com o senador. Ele promete interpelar Renan ainda nesta segunda-feira junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), para que ele esclareça se houve ou não chantagem, já que não negou o fato à revista.
Seja qual for o desfecho de mais este embate, o processo disciplinar terá de ser aberto e o deputado Sibá Machado pretende fazê-lo na reunião do conselho já convocada para quarta-feira. Ele afirma que o relator ainda não está escolhido e deixa claro que terá a cautela de fazer as sondagens necessárias para não se surpreender com recusas. Ele antecipa apenas que deve se encontrar amanhã com Tuma para saber como poderá ter acesso aos documentos que estão sob segredo de Justiça. "Mesmo que não tenha valor regimental, o relatório do corregedor é um começo", diz Sibá. "Temos que abrir um processo no Conselho, é claro, mas quero apensar à representação do PSOL alguns documentos que podem ajudar os conselheiros a compreender melhor os fatos", argumenta o presidente do colegiado.

Após polêmica, assessor de Lula sai em defesa de Chávez

Para Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência, venezuelano ´não fez nada de ilegal´ ao não renovar a concessão da RCTV, canal mais antigo de TV
Denise Chrispim Marin
Celso Junior/AE Marco Aurélio Garcia
NOVA DÉLHI - Diante de mais uma reação destemperada do presidente da Venezuela ao pedido do Senado brasileiro para que reveja a cassação da licença de funcionamento do mais antigo canal de televisão RCTV e da convocação ao Itamaraty do embaixador venezuelano em Brasília, o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, ministro Marco Aurélio Garcia, saiu em defesa do regime de Hugo Chávez neste domingo, 3.
Em entrevista coletiva concedida na capital indiana, Garcia afirmou que, ao rejeitar a prorrogação da concessão para a Rádio Caracas de Televisão (RCTV), "Chávez não fez nada de ilegal" nem violou os princípios democráticos de defesa da liberdade de expressão.
"Não julgamos que tenha sido violada nenhuma regra democrática. Andei não poucas vezes pela Venezuela. Em raros países eu vi a imprensa falar com tanta liberdade quanto na Venezuela", afirmou o assessor especial da Presidência. "Constatação: todas as vezes que estive lá eu vi a imprensa falar cobras e lagartos (de Chávez)", insistiu, ao relatar que os canais de televisão anunciavam manifestações contra Chávez até mesmo durante as populares novelas, por meio de legendas.
As atividades da RCTV, cuja linha editorial era claramente de oposição ao governo venezuelano, foram encerradas no último dia 28 por ordem de Chávez. Quarta-feira passada, o Senado aprovou uma moção pedindo que o governo venezuelano revisse a decisão, o que levou Chávez, em entrevista a uma emisisora de TV, a enviar "pêsames" ao povo brasileiro por contar com um Congresso que "repete como um papagaio" as posições dos EUA.
Chávez também aconselhou os parlamentares brasileiros a se ocupar "dos problemas internos". "Que triste para o povo brasileiro!", declarara. No dia seguinte, de Londres, Lula revidou: em nota oficial, divulgada pelo Itamaraty, o presidente expressou seu "repúdio" às declarações de Chávez, qualificadas como "manifestações que (põem) em questão a independência, a dignidade e os princípios democráticos" das instituições brasileiras. O general Júlio García Montoya, embaixador da Venezuela em Brasília, foi convocado ao Itamaraty para dar explicações oficiais sobre as declarações do presidente venezuelano.
´Grosseiro´
No último sábado, Chávez voltou à carga. "O Congresso do Brasil emitiu um comunicado grosseiro, que me obrigou a respondê-lo. Não aceitamos a ingerência de ninguém em assuntos internos", afirmou, em uma manifestação em Caracas de apoio à decisão de fechar a RCTV. Na entrevista concedida em Nova Délhi, onde acompanha Lula em visita oficial à Índia, Marco Aurélio Garcia teve o cuidado de, ao elogiar o governo Chávez, não confrontar diretamente o discurso e a nota oficiais do presidente Lula emitidos na última sexta-feira, em Londres.
Ao ser abordado sobre a nova reação de Chávez, neste domingo, Lula defendeu que "o Congresso não foi grosseiro" ao aprovar uma moção de censura contra a decisão do governo venezuelano de fechar a RCTV. "A nota do Congresso pede a compreensão, apenas", rebateu Lula, que informou também ter havido uma conversa por telefone entre Chávez e o embaixador do Brasil em Caracas, João Carlos de Souza-Gomes. "A moção do Senado não foi ofensiva", alinhou-se o assessor Marco Aurélio Garcia para, em seguida, elogiar o regime de Chávez.
Garcia admitiu, também, que, nesse episódio, Chávez valeu-se de um "tom inadequado". Acrescentou que o governo Lula não está interessado em "esquentar" esse episódio e não gostaria de ver críticas provenientes do exterior, por exemplo, à sua iniciativa de criar a rede nacional de TV pública. "Os interesses políticos e econômicos bilaterais e os projetos de integração da América do Sul e de ampliação do Mercosul são importantes demais e justificam a decisão do Brasil de apaziguar sua relação com a Venezuela", argumentou.
Mesmo quando confrontado com a versão de que a concessão da RCTV valeria até 2022 e com a situação de domínio absoluto de Chávez sobre as decisões da Justiça venezuelana, o assessor de Lula manteve sua posição.
OEA: ´bobagens dos anos 60´
A nova bateria de declarações de brasileiros e venezuelanos em torno da RCTV foi disparada justamente no dia da abertura da Assembléia-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), na Cidade do Panamá. A assembléia deve esquentar por conta da decisão do governo Chávez sobre a RCTV, os riscos à democracia venezuelana e de toda a região.
Ao ser questionado sobre o posicionamento brasileiro nesses possíveis debates, Garcia afirmou que não espera ver nenhum país "reeditar a OEA das exceções dos anos 60", em clara referência à assembléia de 1962, na qual Cuba foi suspensa da organização por recusar os princípios democráticos - uma clara pressão dos Estados Unidos.
"Não me venham agora a fazer as bobagens dos anos 60, quando a OEA partidarizou-se muito", afirmou. "O Insulza é um homem sensato. Foi eleito com o voto do Brasil e da Venezuela", completou, ao referir-se ao secretário-geral da OEA, o chileno José Miguel Insulza, que terá o desafio de conduzir essa questão na assembléia.

Em três dias, 14 soldados americanos morrem no Iraque

Atentado mais sangrento, com quatro mortos, teria acontecido no noroeste de Bagdá
EFE
BAGDÁ - Quatorze soldados americanos morreram nos últimos três dias em diferentes lugares do Iraque, quatro deles num único ataque perpetrado neste domingo, 3, segundo um comunicado militar americano.
O comunicado diz que o atentado mais sangrento envolvendo militares americanos ocorreu neste domingo, no noroeste de Bagdá, quando uma bomba explodiu durante a passagem de uma patrulha que participava de uma batida.
Também neste domingo, outros dois soldados - junto com um intérprete iraquiano - morreram e cinco ficaram feridos em dois ataques não relacionados, em Bagdá e em seus arredores.
No sábado, em outra operação militar no oeste da capital, um outro militar morreu e outros oito ficaram feridos.
Comunicados militares emitidos anteriormente tinham reconhecido a morte de sete soldados em ataques não relacionados, a maior parte deles em Bagdá.

2 de jun. de 2007

Bebê ´roubado´ será enterrado hoje

Policial - Paraná
O corpo de Nicole Eduarda Ponfrecki Guedes, de 1 mês, vai ser enterrado às 10h deste sábado (2), no Cemitério São Gabriel, em Colombo, no Paraná. Nem mesmo a chuva afastou as mais de 100 pessoas, entre amigos e familiares, que acompanharam o velório durante a madrugada. A família mudou o horário do sepultamento, que estava previsto para às 8h30. A medida foi tomada para que parentes de outras cidades cheguem a tempo para a cerimônia.
A mãe de Nicole, Karla Cassiane Ponfrecki, de 19 anos, não compareceu, pois está presa. A Secretaria de Segurança Pública do Paraná informou que ela confessou nesta sexta-feira (1º) ter inventado a história do roubo de sua filha. Segundo a secretaria, ela disse que deixou a criança cair enquanto amamentava. Depois de perceber que a menina estava morta, ela teria ficado com medo da reação da família e abandonado a filha em um terreno.
Karla deve responder por homicídio, ocultação de cadáver e falsa comunicação de crime, segundo a secretaria. Somadas, as penas podem ultrapassar 23 anos de reclusão. O corpo de Nicole foi encontrado na manhã desta sexta-feira em uma valeta, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Segundo a polícia, o bebê não estava enterrado e foi encontrado de bruços, coberto com o cobertor rosa, vestindo touca rosa e uma blusa branca e azul - as mesmas roupas descritas pela mãe no momento do desaparecimento.
Na quarta-feira (30), Karla disse à polícia que a filha tinha sido roubada dos braços dela por um homem, que em seguida fugiu num carro modelo Kadet de cor preta onde estavam outras duas pessoas. Com essas informações, a polícia começou a investigar o caso. Uma das hipóteses levantadas era de que Nicole teria sido levada por uma quadrilha especializada nesse tipo de crime. A polícia chegou a divulgar um retrato falado do suspeito.
O corpo do bebê foi reconhecido pelo pai da criança, Alex Thiago Ribeiro Guedes, de 20 anos. A delegada Daniele de Oliveira Serigheli, titular do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), pediu a prisão preventiva de Karla.
Fonte : Globo Online