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27 de out. de 2007

Vale estuda ter frota própria de navios

Empresa de transporte marítimo ajudaria a reduzir custo de frete

Alessandra Saraiva

Com a falta de navios e a disparada nos preços do frete, a Vale do Rio Doce já estuda criar uma empresa de transporte marítimo para minimizar os problemas de logística enfrentados hoje por seus clientes. O diretor executivo de Finanças da mineradora, Fábio Barbosa, não revela o modelo que vem sendo desenvolvido, mas adianta que a subsidiária seria dedicada ao transporte de produtos entre o Brasil e a China.

A mineradora ainda não decidiu se vai entrar no negócio sozinha ou em parceira. Entre os potenciais interessados estariam siderúrgicas estrangeiras que compram minério da Vale. As siderúrgicas chinesas absorvem atualmente cerca de 400 milhões de toneladas de minério de ferro e pelotas, sendo que cerca de 100 milhões são vendidos pela companhia brasileira. ''''Nossos clientes que são expostos ao mercado ''''spot'''' (à vista) têm lidado com custos crescentes de fretes'''', revelou.

A questão geográfica amplia os gargalos logísticos no transporte marítimo. Como a maior parte das vendas é para a Ásia, a viagem leva em média 45 dias entre o embarque do minério no Brasil e a chegada no porto chinês. Isso ocupa os navios por mais tempo, o que reduz ainda mais a oferta de embarcações disponíveis para contratação.

''''Há uma forte expansão na produção de navios, todos os estaleiros no mundo estão ocupados'''', afirmou Barbosa.

A Vale financia a construção de cinco grandes navios graneleiros para a comercialização de seus produtos. Além disso, ainda tem em carteira três embarcações herdadas da antiga Docenave. O diretor não vê um arrefecimento na procura por navios nos próximos anos por conta do aquecimento na demanda mundial por minério de ferro. A expectativa é de que o mercado transoceânico movimente cerca de 750 milhões de toneladas por ano.

Ao comentar sobre o aquecimento do mercado asiático, o diretor não descartou a possibilidade de que a empresa, em breve, atinja a marca de embarque de 100 milhões de toneladas de minério de ferro e pelotas para a China.

Nos primeiros nove meses do ano as vendas desses produtos para a China atingiram 70 milhões de toneladas, um crescimento de 22,7% ante igual período do ano passado.

Em 2006, a Vale fechou o ano com embarque de 75,7 milhões de toneladas para aquele país. ''''Estamos caminhando para atingir um embarque de 100 milhões para a China'''', disse, acrescentando que essa marca ''''pode acontecer mais cedo do que se imagina''''.

Segundo ele, ''''nada indica que o crescimento chinês vai desacelerar'''', disse, comentando ainda que a China já conta com reservas internacionais de US$ 1,6 trilhão, aproximadamente. Na avaliação do executivo, os próximos resultados chineses de PIB e produção industrial garantirão uma demanda aquecida para a compra de minério.

NÍQUEL

A queda do preço do níquel no mercado internacional não atrapalha os planos da Vale para uma das novas estrelas do seu portfólio. Na avaliação de Fábio Barbosa, a demanda dos países emergentes vai garantir o preço do metal.

Ele destacou que o níquel divide com o minério a maior parte da receita da empresa, e essa diversificação ajuda a equilibrar o resultado financeiro da companhia.

''''No segundo trimestre tivemos problemas com embarque de minério e o níquel foi muito bem, e no terceiro trimestre o minério foi muito bem... essa diversificação ajuda a lidar com as flutuações de curto prazo'''', explicou.

COM REUTERS

NÚMEROS

400 milhões de toneladas de minério de ferro e pelotas é a demanda anual das siderúrgicas chinesas

100 milhões de toneladas devem ser fornecidas à China este ano

70 milhões de toneladas de minério foram vendidas pela Vale à China de janeiro a setembro, 22,7%a mais que no mesmo período do ano passado

26 de out. de 2007

Olmert e Abbas voltam a se encontrar nesta sexta-feira

Reunião entre Olmert e Abbas termina com avanços

JERUSALÉM (AFP) — O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, e o presidente palestino, Mahmud Abbas, mostraram-se dispostos a elaborar um documento conjunto "significativo" para uma solução para o conflito da região antes da reunião internacional do final de 2007 em Annapolis, perto de Washington.

Os dois se encontraram novamente nesta sexta-feira durante duas horas e meia para tentar fazer avançar as negociações.

O presidente palestino e Olmert encarregaram suas equipes de negociadores de elaborar um documento conjunto para ser apresentado na reunião internacional desejada pelos Estados Unidos.

Este documento, que servirá de base às conversações sobre um tratado de paz, deve abordar questões importantes do conflito: as fronteiras do futuro Estado palestino, o destino dos refugiados, as colônias judaicas e Jerusalém.

Segundo o porta-voz de Olmert, Miri Eisin, o encontro, o segundo desde o início do mês, aconteceu na residência oficial de Olmert em Jerusalém, num clima desfavorável, devido à decisão de Israel de endurecer as sanções contra a população civil na Faixa de Gaza.

Uma equipe israelense e outra palestina de negociadores havia se reunido na quarta-feira para tentar acertar um documento conjunto visando à conferência de paz no Oriente Médio patrocinada pelos Estados Unidos.

Segundo a imprensa local, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, aprovou ontem um pacote de sanções contra a Faixa de Gaza, com cortes no forneciento de energia elétrica e combustível, além de restrições à movimentação de palestinos. A medida seria uma represália a ataques com foguetes.

Justiça anula processo contra viúva e filhos de Pinochet

Colaboração para a Folha Online

A família do ditador Augusto Pinochet teve uma vitória na Justiça chilena nesta sexta-feira. A Corte de Apelações de Santiago anulou os processos por suposto desvio de dinheiro público contra a viúva e quatro filhos do ditador, morto em dezembro passado.

Os processos foram apresentados em 4 de outubro pelo juiz Carlos Cerda, que investiga a origem da fortuna de Pinochet estimada em mais de US$ 20 milhões e mantida em contas no exterior, principalmente no Banco Riggs.

AP Jacqueline Pinochet (e) e Lucia pinochet (d), filhas do ex-ditador, em carro da polícia

Na ocasião, o juiz ordenou a detenção da família, que passou dois dias na cadeia, à exceção da viúva, Lucía Hiriart, que se sentiu mal e cumpriu prisão preventiva em um hospital militar.

O tribunal acolheu recurso a favor de Hiriart e dos filhos Marco Antonio, Lucía, Verónica e Jacqueline. O primogênito, Augusto Pinochet Hiriart, não havia recorrido e segue processado. Vários colaboradores do regime também escaparam.

O principal fundamento para a anulação é que o juiz, ao ouvir os acusados, não perguntou especificamente sobre o dinheiro.

Pinochet foi líder da junta militar que derrubou o presidente socialista Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973. Ele morreu aos 92 anos sem responder por seus crimes.

Até 1990, Pinochet esteve à frente do regime que prendeu mais de 130 mil pessoas, muitas mortas, outras, torturadas --como a atual presidente do Chile, Michelle Bachelet, 56.

25 de out. de 2007

Prevenção de HIV e sífilis em bebês

Governo quer reduzir transmissão de mãe para filho O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, lançou nesta quarta-feira o Plano Nacional de Redução da Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis. Com o plano, o governo federal, estados e municípios assumem o compromisso de reduzir as taxas de transmissão vertical (da mãe para o bebê) do HIV e da sífilis até 2011.

O Ministério da Saúde investe hoje R$ 38,8 milhões na aquisição de medicamentos para gestantes e bebês soropositivos, inibidores de lactação, fórmula infantil e testes para HIV e sífilis. Para ampliar as ações, estão previstos mais R$ 16 milhões no repasse anual para estados e municípios.

Mais examesO objetivo é aumentar de 2,1 milhões para 4,8 milhões o número de testes de sífilis realizados em gestantes. Os exames VDRL, usados para detectar a sífilis, são disponibilizados no Sistema Único de Saúde (SUS) pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. No caso dos testes anti-HIV, o número passará de 1,4 milhão para 2,3 milhões.

Medidas preventivas e tratamento adequado reduzem as chances de transmissão vertical do HIV de 25% para perto de 1% e são essenciais para garantir a eliminação da sífilis congênita também.

BC teme que aquecimento da economia aumente inflação

Do Diário OnLine

O temor de aumento da inflação, impulsionado pelo aquecimento da demanda interna, pautou a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de manter inalterada a taxa básica de juros, em 11,25% ao ano, em sua última reunião, realizada na terça e quarta-feira da semana passada.

“Os dados referentes à atividade econômica indicam que o ritmo de expansão da demanda continua bastante robusto, podendo elevar a probabilidade de observarmos pressões significativas sobre a inflação no curto prazo”, afirma o Banco Central na ata da reunião divulgada nesta quinta-feira.

Em sua última reunião, o Copom surpreendeu economistas e analistas de mercado ao interromper o processo de redução dos juros, iniciado em setembro de 2005. Muitos acreditavam que ainda haveria espaço para o corte de 0,25 ponto percentual na taxa até o final do ano.

“O Copom resolveu fazer uma pausa no processo de flexibilização da política monetária. Essa decisão visa preservar as conquistas no combate à inflação e assegurar que o fortalecimento da atividade econômica continue se dando em bases sólidas. Assim, o Comitê decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 11,25% ao ano, sem viés”, diz o documento.

Na avaliação do BC, a atuação cautelosa os membros do Copom tem sido determinante para o controle da inflação. A meta oficial do governo para este ano é de um IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 4,5%, com tolerância de dois pontos a mais ou a menos.

Dívida líquida do setor público sobe para 43,5% do PIB

ANA PAULA RIBEIRO

Da Folha Online, em Brasília

A dívida líquida do setor público em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) apresentou uma alta de meio ponto percentual no mês passado, para 43,5% do PIB (Produto Interno Bruto), contra 43% no mês anterior. Os dados foram divulgados hoje pelo Bano Central.

Essa dívida totalizava R$ 1,120 trilhão no mês passado.

A valorização cambial de setembro foi responsável pela elevação de R$ 13,6 bilhões no endividamento líquido total.

No ano, a relação entre dívida e PIB apresenta uma queda de 1,4 ponto percentual --em dezembro de 2006 era 44,9%. Contribuíram na redução da dívida o superávit primário de R$ 91,223 bilhões dos primeiros nove meses do ano e o efeito do crescimento do PIB.

No sentido contrário, tiveram impacto sobre a dívida o pagamento de juros (R$ 103,889 bilhões), o ajuste da apreciação do real frente ao dólar de 14% no acumulado do ano e o ajuste de paridade da cesta de moedas que compõem a dívida externa.