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14 de fev. de 2008

Na reta final das prévias, Hillary diz que Obama não tem preparo

da Folha Online

Com as prévias da corrida pela candidatura à Casa Branca se aproximando do final, a democrata Hillary Clinton disse que seu rival, Barack Obama, "não tem preparo" para ser presidente dos Estados Unidos, durante discurso para seus partidários no Texas.

A ex-primeira-dama afirmou que Obama é um "ótimo orador", mas "não tem preparo para ajudar os EUA nas questões internacionais e nos problemas econômicos".

"Eu apresento soluções", declarou a ex-primeira-dama nessa quarta-feira (13) para mais de 4.000 pessoas em Robstown, Texas. "Meu adversário apresenta apenas promessas", completou Hilary.

Reuters/Efe
Barack Obama e Hillary Clinton; a ex-primeira-dama diz que o rival não tem preparo
Obama e Hillary; a ex-primeira-dama diz que apresenta soluções, e que o rival não tem preparo para ser presidente dos EUA

Hillary, que até pouco tempo era a favorita entre os candidatos democratas nas prévias presidenciais, ficou com oito delegados a menos que Obama nas votações realizadas no distrito de Colúmbia e nos Estados de Virginia e Maryland na última terça-feira (12).

Uma pesquisa divulgada nessa quinta-feira mostra Hillary com 55% da preferência entre os eleitores de Ohio, contra 34% de Obama. Na Pensilvânia, a ex primeira-dama tem 52% e Obama, 36%.

A pesquisa foi realizada nos dois Estados, onde as prévias ainda não ocorreram, pela Universidade Quinnipiac entre 6 e 12 de fevereiro e tem uma margem de erro de 4,1%, para cima ou para baixo.

Segundo a agência Associated Press, os dois são Estados industriais e enfrentam problemas econômicos.

Críticas a Obama

As críticas de Hillary a seu rival se somam às do republicano John McCain, que cumpre o quarto mandato como senador pelo Arizona e aponta a "falta de experiência" de Obama--ele ocupa pela primeira vez o cargo no Senado.

"Encorajar um país apenas com retórica, em vez de idéias concretas e comprovadas não é uma promessa de esperança, é uma superficialidade", disse McCain em referência a Obama.

Em resposta aos adversários, Obama anunciou nessa quarta-feira (13) que pretende investir U$ 210 bilhões [R$ 365,8 bilhões] para criar empregos na construção civil e indústrias ambientais. Ele acrescentou que a economia dos EUA enfrenta problemas graças à Guerra do Iraque, aprovada por senadores como Hillary e McCain.

"É em Washington que políticos como John McCain e Hillary Clinton votaram pela Guerra do Iraque, que nunca deveria ser autorizada e custou aos americanos milhares de vidas e bilhões de dólares", disse Obama em comício no Estado de Wisconsin, onde a prévia do Partido Democrático acontece nesta sexta-feira (15).

Resultados

A vitória de terça-feira dá a Obama a liderança entre os delegados, mas não garante que ele será escolhido como o candidato democrata. Após cerca de 2,5 mil delegados terem sido consultados, ele tem 1.275 votos, uma vantagem de 55 votos sobre Hillary, que tem 1.220. Cerca de 1.500 delegados ainda faltam ser consultados.

McCain lidera a corrida entre os republicanos com 843 delegados, contra 242 de Mike Huckabee, ex-governador de Arkansas. Um total de 1.191 delegados são necessários para a nomeação republicana.

As propostas do senador republicano surpreendem a agenda conservadora dos republicanos. Ele é a favor dos direitos dos homossexuais e pretende facilitar a integração dos imigrantes ilegais nos EUA.

Com Associated Press

www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u372389.shtml

Líder do PT nega intenção do governo de "partidarizar" CPI dos Cartões

GABRIELA GUERREIRO

RENATA GIRALDI

da Folha Online, em Brasília

O líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PE), negou nesta quinta-feira que a escolha do deputado Luiz Sérgio para relator da CPI dos Cartões Corporativos tenha como objetivo "blindar" o governo federal nas investigações de irregularidades no uso dos cartões. Após anunciar o nome de Sérgio na relatoria, Rands disse que o duplo comando governista não partidariza a comissão.

"Como é uma comissão mista, um dos cargos é da maior bancada no Senado, outro da maior bancada na Câmara. Nós não tememos investigações, nem o presidente Lula. Queremos cada vez mais transparência nas contas do governo", afirmou.

Além do PT, o PMDB anunciou oficialmente nesta quinta-feira o senador Neuto de Conto (SC) para presidir a comissão. Com as indicações, o governo passa a ter o controle sobre o comando da CPI, o que levantou suspeitas do DEM e o PSDB.

Segundo Rands, a "chiadeira" da oposição para conquistar a relatoria ou a presidência da comissão não tem base na tradição do Congresso. "As regras para a distribuição de cargos na CPI são pela proporção das bancadas. Eu tenho comigo a relação das CPIs no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas em oito anos o PT nunca conquistou a presidência ou a relatoria", afirmou.

O líder petista desafiou a oposição a instalar uma CPI na Assembléia Legislativa de São Paulo para investigar irregularidades no uso do cartão do Estado, que é governado pelo tucano José Serra. "O governo não teme a CPI, a base aliada também não teme as investigações. Tanto que assinamos o requerimento de criação. Mas em São Paulo, a base aliada do Serra não está permitindo a instalação da CPI", criticou.

www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u372419.shtml

13 de fev. de 2008

Venezuela suspende fornecimento de petróleo para Exxon Mobil

Reuters/Brasil Online

CARACAS - A Venezuela suspendeu na terça-feira as exportações de petróleo para a Exxon Mobil, intensificando a briga do governo do país com a gigante petrolífera norte-americana, em torno da compensação para um projeto de petróleo pesado nacionalizado pelo presidente Hugo Chávez.

A petrolífera estatal venezuelana PDVSA informou que suspendeu as relações comerciais e cortou o fornecimento de petróleo e derivados para a empresa norte-americana.

"Diante da perturbação legal-econômica iniciada pela Exxon Mobil contra a PDVSA, e como ato de reciprocidade, a PDVSA decidiu suspender as relações comerciais", informou a empresa venezuelana em comunicado.

Em 2007 o governo de Chávez aumentou o controle estatal sobre vários projetos na região petrolífera de Orinoco e forçou a saída do país da Exxon Mobil e da ConocoPhilips.

Na semana passada, a Exxon Mobil anunciou que conseguiu na Justiça o congelamento temporário de até 12 bilhões de dólares de ativos petrolíferos da Venezuela no exterior.

No comunicado, a PDVSA afirma que respeitará os contratos vigentes que regem investimentos compartilhados entre o governo venezuelano e a Exxon, mas se reserva ao direito de romper contratos cujos termos permitam um rompimento.

A Exxon informou que não pode comentar a notícia imediatamente.

Mais cedo na terça-feira, a Exxon Mobil informou que estava interessada em manter conversações substanciais com a Venezuela, para negociar uma compensação justa pelo projeto de Orinoco.

http://oglobo.globo.com/economia/mat/2008/02/13/venezuela_suspende_fornecimento_de_petroleo

Dinamarquês é esfaqueado por ladrão em Copacabana

O Globo

RIO - Um turista dinamarquês foi esfaqueado no braço numa tentativa de assalto na manhã de terça, em Copacabana. O engenheiro Claes Christian Agerup, de 66 anos, se encaminhava a um quiosque para tomar água de coco - e depois fotografar a orla - quando foi atacado, por volta das 7h30m, por dois menores, na Avenida Atlântica, na altura da Rua Francisco Sá. Ele se feriu ao reagir à tentativa de assalto. Apesar do corte e de ter levado 22 pontos, Claes mostrou-se bem-humorado. Disse que adora o Brasil e que voltará ao país.

O caso foi registrado na Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat). Claes acredita que os assaltantes eram menores de idade. Ele chegou a tentar identificá-los no álbum da delegacia com suspeitos de ataques na orla da Zona Sul, mas não conseguiu reconhecer os agressores. De acordo com informações de testemunhas, ao perceber que seria assaltado, Claes teria dado um chute entre as pernas de um dos assaltantes, que o feriu com uma faca.

O turista foi socorrido no Hospital Miguel Couto e depois foi à Deat. Os assaltantes não conseguiram levar dinheiro ou objetos do dinamarquês, que está no Rio desde segunda-feira, acompanhado de um grupo de amigos e da mulher. Ele, que pela segunda vez visita o Brasil, deverá permanecer na cidade até sexta-feira.

Em 14 de agosto do ano passado, o turista português André Costa Ramos Bordalo, de 19 anos, foi morto com uma facada na Praia de Copacabana. O jovem, que estudava engenharia aeroespacial em Lisboa, estava com os pais quando, por volta das 8h30m, um homem roubou sua mochila. Ele gritou e foi esfaqueado. O ladrão, Claudeci Bezerra da Silva, de 23 anos, foi preso na Rua Constante

Assine O Globo e receba todo o conteúdo do jornal na sua casa http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/02/12/dinamarques_esfaqueado_por_ladrao_em_copacabana

Vale deve elevar oferta para comprar a Xstrata

Da FolhaNews

A Vale viu sua proposta de compra da mineradora anglo-suíça Xstrata ser rejeitada pelos principais acionistas da empresa porque o preço oferecido -US$ 76 bilhões- foi considerado insuficiente. Mas nem por isso desistiu da aquisição. Pelo contrário, a Vale deve apresentar nova proposta. Desta vez, melhorada.
A expectativa no mercado é que a mineradora brasileira possa pagar entre US$ 80 bilhões e US$ 90 bilhões pelo controle da Xstrata, um ativo estratégico para a Vale. Esses são os valores atribuídos por especialistas à companhia.
Analistas que acompanham a empresa e executivos do setor acreditam que a Vale não deve desistir tão facilmente e tende a melhorar sua oferta. Pela proposta inicial, rejeitada pelos acionistas da Xstrata, a Vale pagaria até US$ 50 bilhões em dinheiro e o restante em ações preferenciais da companhia. Primeiro, falou-se em US$ 40 bilhões em dinheiro.
Os recursos para a parte destinada ao pagamento em espécie seriam amealhados em um "pool" de bancos estrangeiros, entre os quais estariam o Citibank, o Santander e o HSBC. O financiamento poderia chegar a US$ 50 bilhões, dependendo da necessidade da Vale.
Mesmo que melhore sua oferta, a Vale terá de contornar um outro problema: o fato de parte da proposta ser em ações preferenciais, que não dão direito a voto no Conselho de Administração da companhia. Ou seja: caso seja aceita, exclui os atuais acionistas da Xstrata do controle da mineradora brasileira, compartilhado hoje por Previ, Bradesco, BNDES e a trading japonesa Mitsui.
As ações preferenciais são um instrumento exclusivo do Brasil e visto com desconfiança por investidores estrangeiros. A Vale, porém, não tem alternativa: o governo rejeita a possibilidade de desnacionalização da companhia ou aumento de participação do capital estrangeiro no controle da empresa e nas decisões estratégicas.
Juntos, BNDES e Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) têm a maior parte dos assentos do conselho da Vale e podem barrar qualquer decisão que passe pelo órgão, como aquisições. Sem saída, só resta à Vale elevar o valor da oferta em dinheiro vivo para tentar convencer os acionistas da Xstrata. E é isso o que ela deve fazer, dizem analistas.
A Vale tem até o dia 21 de março para apresentar uma nova proposta aos acionistas da Xstrata -o principal deles é a trading suíça Glencore. Se não apresentar nova oferta, fica sujeita a uma "quarentena" de seis meses. Só depois poderia dar um novo lance.
http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2732991&sub=Economia

"Tropa de Elite" gera mais ódios que amores em Berlim

SILVANA ARANTES

Enviada especial a Berlim, da Folha de S.Paulo

O concorrente brasileiro ao Urso de Ouro no Festival de Berlim, "Tropa de Elite", de José Padilha, exibido anteontem, teve uma recepção da crítica dividida entre amores e ódios. Mais ódios do que amores.

A revista norte-americana "Variety", que recentemente incluiu Padilha numa restrita lista de dez diretores em quem se deve prestar atenção, foi especialmente dura com o filme.

Em resenha assinada por Jay Weissberg, a "Variety" atribui a "Tropa de Elite" um "estilo Rambo" e sustenta que ele faz "uma monótona celebração da violência gratuita que funciona como um filme de recrutamento de seguidores fascistas".

Divulgação
Cena de "Tropa de Elite", com direção de José Padilha; filme recebeu críticas em Berlim
Cena de "Tropa de Elite", com direção de José Padilha; filme recebeu críticas em Berlim

Weissberg afirma ainda que, segundo o filme, "só o Bope pode salvar a cidade [do Rio], mas isso requer, antes, a remoção cirúrgica de qualquer coisa que se pareça com um coração".

Leitores brasileiros da versão online da revista escreveram no site mensagens de protesto e atacaram o autor da crítica.

A "Hollywood Reporter" publicou entrevista e reportagem sobre o filme, com destaque em sua capa da edição de ontem, mas chamou-o de "um filme constrangedor sobre policiais assassinos".

A crítica afirma que "o pressuposto básico do roteiro escrito por Padilha, Rodrigo Pimentel e Bráulio Mantovani é que todo mundo no Rio é corrupto, especialmente as autoridades".

A revista inglesa "Screen", por sua vez, deu ao filme a nota máxima --quatro estrelas, correspondente a "excelente"--, numa crítica farta de elogios.

"A montagem corajosa, a incansável câmera na mão e essa espécie de tom quente e realista conhecido desde "Cidade de Deus" e "Amores Brutos" produzem uma mistura que é mais funcional do que inovadora, embora seja eficiente".

A crítica do jornal francês "Le Monde", publicada no blog de cinema do diário, acusa o filme de fazer apologia da tortura: ""Tropa de Elite" é feito segundo a receita do neoconservadorismo hollywoodiano --montagem frenética, câmera epiléptica, narrativa que não deixa nenhum espaço à ambivalência. Não é preciso ser hipersensível para ver no filme uma apologia da tortura e das execuções extrajudiciais", afirma o crítico Thomas Sotinel.

A reação da imprensa alemã foi desigual. O jornal "Berliner Zeitung" avaliou o filme como "excitante e original", disse que ele apresenta "os diversos lados da questão" e o faz com bom "equilíbrio entre os aspectos ficcional e documental".]

Já o "Der Tagesspiegel" disse que, no retrato do "mundo pavoroso e sem lei" que o filme faz, "não há zonas brancas e negras; tudo é escuro". Os dois jornais, no entanto, ressaltaram que "Tropa de Elite" não é fascista. "E nisso [fascismo], como você sabe, somos especialistas", comentou o jornalista alemão.

Padilha acredita que os críticos estrangeiros que atribuíram ao filme um caráter fascista foram influenciados por colegas brasileiros que reprovam "Tropa de Elite" desde a sua estréia no Brasil.

Sobre as resenhas publicadas ontem, o diretor afirmou: "Uns nos acharam inteligentes, outros fascistas. Na verdade, não me preocupo com isso".

www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u371897.shtml