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29 de fev. de 2008

Brasil/Polícia prende ladrões de equipamentos

RIO e BRASÍLIA - Acabou o mistério do furto de equipamentos que conteriam informações sigilosas da Petrobras. Foi apenas um roubo comum e não um caso de espionagem industrial envolvendo a bilionária indústria petrolífera mundial. A Polícia Federal (PF) prendeu ontem, às 5h da manhã, quatro vigilantes da Bric Log, proprietária do terminal no Porto do Rio, e parte dos equipamentos roubados. O superintendente da Polícia Federal do Rio, Valdinho Jacinto Caetano, ao anunciar ontem a prisão dos envolvidos, afirmou que eles não tinham a menor idéia do que tinham roubado. Algumas peças foram para uso próprio dos ladrões e outras, como um notebook, foi vendido por R$1.500. “ Descartamos neste momento inteiramente a possibilidade de espionagem industrial. Eles não tinham a menor idéia do que estavam furtando”, afirmou Jacinto Caetano ao informar que um dos ladrões chegou a destruir os equipamentos que estavam com ele.

O delegado Jacinto Caetano explicou que as equipes da PF continuam à procura de pessoas que teriam sido receptadoras dos componentes roubados. Até ontem tinham sido recuperados apenas quatro notebooks, uma impressora, um monitor, quatro aparelhos celulares, uma mochila e uma maleta com ferramentas. Dos dois HDs, disco rígido contendo informações da Petrobras, um teria sido destruído por um dos ladrões, segundo o delegado. O outro continua desaparecido. A Petrobras continuou mantendo o silêncio a respeito do caso, limitando-se a divulgar uma nota na qual informa ter sido comunicada ontem, às 8h, pela PF, da prisão dos responsáveis pelo roubo dos equipamentos que “continham informações consideradas importantes para a companhia”.

O superintendente da PF explicou que as apreensões dos materiais foram feitas em três locais do Rio; Vila Kosmos, Parada de Lucas e São Gonçalo. O delegado explicou que alguns equipamentos roubados foram instalados nos computadores dos próprios ladrões, outros foram passados para parentes próximos. Segundo Jacinto Caetano, um dos ladrões quebrou os equipamentos que estavam com ele ao ver a repercussão do caso. O delegado explicou também que os quatro funcionários praticavam pequenos roubos, que não eram percebidos pela Petrobras, desde setembro do ano passado. Os presos são: Alexandro De Araujo Maia, Éder Rodrigues da Costa, Michel Mello da Costa e Cristiano da Silva Tavares.

Em Brasília, os ministros da Justiça, Tarso Genro, e do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Félix, se reúnem na próxima segunda-feira para fazer um balanço das investigações sobre o roubo dos computadores. Os diretores da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda, também participarão. O sumiço dos computadores da Petrobras deixou o governo preocupado com possíveis falhas de segurança no sistema de proteção de dados da estatal. Alguns dias depois da abertura do inquérito pela PF, Tarso Genro levantou a hipótese de que a Petrobras estaria sendo vítima de interesses “geopolíticos”. (AG)

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Equipes localizam corpo de mais uma vítima

SÃO PAULO - As equipes que procuram vítimas de um acidente com helicóptero que prestava serviço para a Petrobras confirmaram ontem a localização de mais um corpo no fundo do mar, no litoral fluminense. Com isso, sobe para quatro o número de mortos, sendo três identificados. O corpo de outro ocupante do aparelho ainda é procurado. Ao todo, 20 pessoas estavam a bordo da aeronave que afundou nas águas da Bacia de Campos após uma tentativa de pouso, na terça-feira. Do total, 15 foram resgatadas com vida. O acidente aconteceu a 109km da costa, logo depois de o helicóptero, um Super Puma L2, prefixo PP-MUM, decolar da P-18 – no campo de Marlim, Bacia de Campos – com destino a Macaé (RJ).

Ontem, a Petrobras informou também que legistas do IML (Instituto Médico-legal) de Macaé identificaram os corpos de duas vítimas. Além de Marcelo Manhães dos Santos, da empresa Sparrows BSM Engenharia, que teve o corpo resgatado na terça-feira e já havia sido identificado, foram reconhecidos os corpos de Durval Barros da Silva, da empresa De Nadai Serviços de Alimentação, e Adinoelson Simas Gomes, empregado da Petrobras. Os dois corpos que foram reconhecidos haviam sido retirados do interior da aeronave no fundo do mar, a 820m de profundidade, por robôs submarinos. A identificação, segundo a Petrobras, foi feita por intermédio de reconhecimento dos corpos pelos familiares.

Ontem, o quarto corpo foi resgatado das águas, mas ainda não identificado. As duas vítimas restantes são: Paulo Roberto Veloso Calmon, piloto do helicóptero da empresa BHS, e Guaraci Novaes Soares, da empresa De Nadai Serviços de A-limentação. (Folhappress)

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Equipes localizam corpo de mais uma vítima

SÃO PAULO - As equipes que procuram vítimas de um acidente com helicóptero que prestava serviço para a Petrobras confirmaram ontem a localização de mais um corpo no fundo do mar, no litoral fluminense. Com isso, sobe para quatro o número de mortos, sendo três identificados. O corpo de outro ocupante do aparelho ainda é procurado. Ao todo, 20 pessoas estavam a bordo da aeronave que afundou nas águas da Bacia de Campos após uma tentativa de pouso, na terça-feira. Do total, 15 foram resgatadas com vida. O acidente aconteceu a 109km da costa, logo depois de o helicóptero, um Super Puma L2, prefixo PP-MUM, decolar da P-18 – no campo de Marlim, Bacia de Campos – com destino a Macaé (RJ).

Ontem, a Petrobras informou também que legistas do IML (Instituto Médico-legal) de Macaé identificaram os corpos de duas vítimas. Além de Marcelo Manhães dos Santos, da empresa Sparrows BSM Engenharia, que teve o corpo resgatado na terça-feira e já havia sido identificado, foram reconhecidos os corpos de Durval Barros da Silva, da empresa De Nadai Serviços de Alimentação, e Adinoelson Simas Gomes, empregado da Petrobras. Os dois corpos que foram reconhecidos haviam sido retirados do interior da aeronave no fundo do mar, a 820m de profundidade, por robôs submarinos. A identificação, segundo a Petrobras, foi feita por intermédio de reconhecimento dos corpos pelos familiares.

Ontem, o quarto corpo foi resgatado das águas, mas ainda não identificado. As duas vítimas restantes são: Paulo Roberto Veloso Calmon, piloto do helicóptero da empresa BHS, e Guaraci Novaes Soares, da empresa De Nadai Serviços de A-limentação. (Folhappress)

www.correiodabahia.com.br/poder/noticia.asp?codigo=148611

Taxa de desemprego cresce para 8% no mês de janeiro

índice, porém, foi o mais baixo para o período

Rio - A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do país subiu para 8% em janeiro, ante 7,4% em dezembro, mas foi a mais baixa apurada para um mês de janeiro na série histórica da pesquisa, iniciada em março de 2002. O aumento no número de vagas com carteira assinada foi o destaque positivo. Para Cimar Azeredo, gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE, o cenário do mercado de trabalho esteve “muito favorável” no primeiro mês do ano.

Ele argumenta que o aumento da taxa em janeiro em relação a dezembro responde a um movimento puramente sazonal, já que são dispensados os funcionários temporários contratados para o final do ano, reduzindo o número de ocupados. “Não há economia aquecida que evite que a taxa suba em janeiro”, afirmou. Segundo Azeredo, as perspectivas são favoráveis em 2008. “Vamos ter que esperar os resultados dos próximos meses, mas a entrada no ano foi favorável e, à luz desses dados de janeiro, a expectativa para os próximos meses, até o momento, é positiva”, afirmou.

Claudia Oshiro, da Tendências Consultoria, concorda que os resultados de janeiro projetam um desempenho positivo em 2008. “Para os próximos meses esperamos continuidade da melhora dos indicadores de mercado de trabalho em relação ao ano passado”, disse. A estimativa da analista é de uma taxa de desemprego média neste ano de 8,8%, ante 9,3% em 2007. O rendimento médio real dos trabalhadores registrou bons resultados em janeiro, chegando a R$1.172,50, estável em relação a dezembro, mas 3,4% maior do que em janeiro do ano passado. (AE)

www.correiodabahia.com.br/economia/noticia.asp?codigo=148565

27 de fev. de 2008

PF apura outros furtos de dados da Halliburton

A Polícia Federal já sabe que outros furtos ocorreram em equipamentos da Halliburton no ano passado, dentro do terminal Poliporto, uma área portuária privada, no Rio. Nessa terça-feira (26), o delegado da 17ª Delegacia de Polícia (São Cristóvão), José de Moraes Ferreira, informou que não houve nenhum registro naquela área em 2007. Mas, segundo a PF, que investiga se teria sido este o local do furto dos dados da Petrobras, os casos não teriam tido realmente registro policial no Rio, mas sim no destino final da carga.

Agentes federais procuram agora levantar, em outras empresas, ocorrências de desaparecimento de equipamentos que possam ter acontecido no terminal de contêineres. A polícia está cada vez convencida de que o furto teria sido crime comum, mas ainda não está afastada a possibilidade de espionagem industrial. Nessa terça, o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, reforçou que a hipótese de furto comum não foi descartada, a exemplo de declarações feitas segunda pelo ministro da Justiça, Tarso Genro.

"O que temos de ter presente é que, havendo um furto numa instituição que tem uma marca que se confunde com a imagem do País, tem de apurar. Não vamos antecipar. O superintendente (da PF no Rio, Valdinho Jacinto Caetano) foi muito claro nisso em sua entrevista: não estamos desconsiderando nenhuma delas", disse Corrêa. Segundo ele, a afirmação de que o caso tenderia mais para espionagem foi "interpretação da imprensa".

Fonte: Agência Estado

http://jc.uol.com.br/2008/02/27/not_161922.php

Em decadência, saúde e educação de Cuba são prioridade para Raúl

Fuga de cérebros, principalmente de médicos, prejudicou ensino e medicina preventiva, antes tidos como modelos

Roberto Lameirinhas, HAVANA

  • Entre os principais objetivos das reformas estruturais sugeridas no discurso do novo presidente de Cuba, Raúl Castro, estão a manutenção e o custeio das meninas dos olhos do regime cubano: os serviços públicos e gratuitos de educação e saúde. A crise econômica dos anos 90 que se seguiu ao colapso da União Soviética, que o regime de Fidel Castro chamou de "período especial", pôs em risco os dois sistemas - até então, considerados modelo pelo restante do mundo.
Os programas sobreviveram, mas a demanda pelos serviços aumentou numa proporção maior do que a capacidade financeira do Estado de ampliá-los e modernizá-los. Boa parte das instalações e equipamentos hospitalares e escolares está deteriorada e a busca por melhores salários no exterior levou à fuga de cérebros, principalmente no caso dos médicos.
Com isso, ficaram prejudicadas algumas áreas de excelência, como a qualidade do ensino básico e das pesquisas acadêmicas, no caso da educação, e os programas de medicina preventiva massificados e as investigações de ponta para a cura de doenças como leishmaniose e vitiligo.
Na semana passada, Dayse Salgar, professora de filosofia da Escola de Ciências Sociais e ferrenha defensora da revolução, reconheceu "equívocos e contradições" que têm causado o desânimo dos jovens e o declínio na qualidade da educação cubana.
"Houve um grande esforço para massificar a educação universitária e, em nome da quantidade, o sistema educacional perdeu algo em termos de qualidade", disse ao Estado. "É preciso recordar que somos um país sob um rígido bloqueio (referência ao embargo comercial por parte dos EUA) e isso causa distorções e contradições na sociedade cubana. Às vezes é difícil convencer um jovem a dedicar-se a seu trabalho acadêmico quando ele vê seus colegas doutores trabalhando como motoristas de táxi, camareiras e cozinheiros em hotéis para turistas."
A situação do ensino básico também põe o governo em alerta. "Poucas escolas têm sido construídas e as que existem apresentam problemas de estrutura", diz Antonio, guia turístico de 45 anos e pai de três filhos. "Muitas vezes, os pais se cotizam para comprar material de construção e fazem mutirões para realizar reformas nos edifícios", diz. "Além disso, a ?tablita? (a cota mensal de gêneros de primeira necessidade vendidos em peso nacional) não cobre todo o material escolar necessário e temos de comprá-lo no mercado negro, em pesos conversíveis."
Mesmo apresentando indicadores sociais ainda invejáveis, como analfabetismo zero, a menor taxa de mortalidade infantil e a maior expectativa de vida na América Latina, os sinais de declínio têm preocupado o regime a ponto de Raúl ter anunciado em seu discurso de domingo que adotará medidas para aumentar a eficiência dos serviços do Estado.
Em Cuba, um médico pode ganhar US$ 20 por mês. No fim dos anos 90, como forma de aliviar o problema dos baixos salários, o regime intensificou os programas de cooperação de saúde com outros países, dando aos profissionais a oportunidade de ganhar em moedas mais fortes. Milhares foram para nações africanas ou outras partes da América Latina, incluindo o Brasil.
Só na Venezuela, eles são mais de 12 mil. Cerca de um terço dos profissionais de saúde da ilha hoje trabalha em projetos do presidente Hugo Chávez como parte de um acordo em que os serviços dos cubanos são pagos com petróleo subsidiado.
Nos hospitais de Cuba, as filas cresceram. "Há dentistas que chegam a atender em oito postos de saúde diferentes por falta de profissionais", disse ao Estado o economista cubano Carmelo Mesa-Lago, professor da Universidade de Pittsburgh (EUA), e autor de dezenas de estudos sobre os serviços públicos da ilha.
Os relatos dos cubanos confirmam o problema. "Para conseguir rapidez na realização de um exame, por exemplo, ajuda conhecer o médico que está tratando do caso e levar para ele um presentinho ou alguma comida", diz Javier, técnico em construção civil em uma das filas do Hospital Calixto García, de Havana, para tratamento de um problema de coluna. "Que fique entre nós, não sei onde Fidel está se tratando, mas duvido que esteja aqui", brinca.
Embora nenhum cubano admita isso publicamente, os líderes do regime utilizam centros médicos mais sofisticados e bem equipados. Causou surpresa, em dezembro de 2006, o fato de o governo ter trazido da Espanha um especialista em infecções quando o quadro de saúde de Fidel se agravou, depois da cirurgia intestinal a que se submetera quando transferiu o poder para o irmão, em julho.
No Calixto García, grande parte do corpo médico é composta por uma "legião estrangeira", que substituiu os profissionais cubanos que foram para o exterior. Na verdade, são residentes de outros países da América Latina que se formam em medicina nas universidades cubanas.
NÚMEROS
30% dos profissionais da área de saúde de Cuba trabalham na Venezuela
12 mil médicos cubanos trabalham em hospitais e postos de saúde venezuelanos
6,2% do PIB cubano são investidos na área de saúde
13,1% do PIB do país são investidos em educação
8 postos de saúde é o número de locais atendidos por um único dentista em Havana
www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080227/not_imp131236,0.php

Obama abre 16% de vantagem sobre Hillary em pesquisas nacionais

da Folha Online

O favoritismo do pré-candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, é cada vez maior sobre sua rival, a ex-primeira-dama Hillary Clinton. É o que apontam duas pesquisas de intenção de voto divulgadas nesta terça-feira nos Estados Unidos.

Obama supera Hillary por 54% a 38% nacionalmente, segundo um levantamento divulgado pelo jornal "The New York Times" e pela emissora de televisão CBS. Em janeiro, o senador por Illinois tinha 27% da preferência dos eleitores, enquanto a senadora por Nova York tinha 42%.

Para o jornal "USA Today", em pesquisa realizada com o instituto Gallup, Obama lidera a preferência democrata com 51%, enquanto Hillary tem 39% das intenções de voto em escala nacional.

Em 4 de março, os dois candidatos se enfrentam nas primárias de Ohio e Texas. Hillary precisa vencer nos dois Estados para continuar na corrida à candidatura presidencial dos EUA.

Em Ohio, Hillary --que já teve uma vantagem de 20 pontos-- lidera nas pesquisas, com 49,2% da preferência, na frente de Obama, que tem 41,8%, segundo o site independente Real Clear Politics, que agrega o resultado das pesquisas eleitorais americanas.

No Texas, os dois estão em empate técnico, mas Obama apresenta pela primeira vez uma pequena vantagem, com 47,8% ante 46,3% de Hillary.

Debate

Os dois pré-candidatos democratas participaram nesta terça-feira de um debate em Cleveland, Ohio, onde se acusaram mutuamente de divulgar informações falsas sobre as respectivas propostas de planos de saúde.

O debate é a última chance de Hillary de conter o crescente apoio a Obama na corrida pela nomeação do partido. Rhode Island e Vermont também realizarão primárias na próxima terça-feira (4), quando 370 delegados estarão em jogo.

O senador por Illinois venceu as últimas 11 disputas, e mesmo alguns dos membros da campanha de Hillary afirmam que ela tem de vencer tanto em Ohio quanto no Texas --principais Estados em jogo nas próximas prévias- para continuar com força no páreo.

Segundo a rede de TV CNN, Obama conta com 1.360 delegados, enquanto Hillary conseguiu 1269. Para obter a nomeação do Partido Democrata na convenção nacional da legenda, um dos candidatos precisa obter no mínimo 2.025 delegados.

Saúde

'O senador (por Illinois) Obama disse repetidas vezes que eu forçaria as pessoas a terem planos de saúde independente de elas poderem pagar ou não', disse Hillary, insistindo que tal afirmação não é verdade.

Respondendo rapidamente, Obama contra-atacou dizendo que a ex-primeira-dama afirmou repetidas vezes que o plano de Obama 'deixaria 15 milhões de pessoas descobertas (...) Eu contesto isso e creio que seja impreciso', afirmou o senador por Illinois.

'Dezesseis minutos de debate sobre sistema de saúde é um começo', afirmou o mediador, ao tentar evitar que um dos dois pré-candidatos insistisse mais uma vez no tema.

Os dois rivais, os únicos sobreviventes das prévias democratas, se sentaram lado a lado em uma mesa sobre um palco na universidade do Estado de Cleveland.

Roupa tribal

Hillary afirmou ainda que até onde ela sabia, sua campanha não tinha nada a ver com a fotografia de Obama divulgada nesta segunda-feira, onde ele aparece com roupas tribais africanas no Quênia, que circulou junto a boatos de que o pré-candidato seja muçulmano.

O site de notícias e fofoca The Drudge Report postou a imagem na segunda e afirmou que ela estava sendo divulgada por membros da equipe de Hillary.

'Não sabemos de onde ela veio', disse Hillary, afirmando que esse não é o tipo de comportamento que ela quer em sua campanha.

'Acredito na palavra da senadora (por Nova York) Clinton de que ela não tinha nada a ver com o foto', declarou Obama.

'Nos últimos debates, parece que eu sempre sou a primeira a responder as perguntas. Eu não me importo, ficarei feliz em respondê-las', disse Hillary ao ser questionada sobre o Nafta. 'Acho curioso, se alguém viu 'Saturday Night Live' (programa humorístico de TV), talvez devesse pperguntara Barack se ele está confortável e precisa de outro travesseiro'. A platéia fez uma breve vaia.

Hillary tentou fazer um brincadeira relacionada ao episódio do programa do último sábado, quando o programa fez um quadro que mostrava a imprensa pegando leve com Obama, e um mediador perguntava durante um debate com Hillary se ele estava confortável e precisava de outro travesseiro.

Nafta

Hillary acusou Obama de distorcer suas posições sobre o Nafta (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio) e disse ser favorável a uma reavaliação do tratado. 'Precisamos consertar o Nafta', disse a ex-primeira-dama.

Os dois debateram o tratado de livre comércio com o Canadá e o México, que é muito impopular entre a classe operária, cujos votos são vitais na prévia de Ohio, no próximo dia 4, mostrando posições semelhantes.

Nenhum dos dois disse que sairia do tratado, mas ambos afirmaram que ameaçariam sair para pressionar o México por mudanças. 'Eu disse que eu iria renegociar o Nafta', disse Hillary. 'Eu direi ao México que irei sair do Nafta se não renegociarmos'.

Obama disse que a senadora por Nova York é aambíguasobre o assunto, elogiando o acordo em Estados agrícolas onde o tratado é popular, enquanto o critica em Estados como Ohio.

Com Associated Press

www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u376388.shtml

26 de fev. de 2008

'Eduardo escapou de ter a perna amputada'

Declaração é do médico do Arsenal sobre a lesão do atacante brasileiro

Eduardo da Silva vai demorar pelo menos nove meses para voltar a jogar futebol. É o que estima o Arsenal, time do atacante brasileiro naturalizado croata, segundo boletim médico publicado em seu site ontem. A equipe médica do clube londrino espera que Eduardo consiga correr em seis meses.

Mas a possibilidade de retorno de Eduardo aos gramados chegou a ficar bastante ameaçada. De acordo com Tim Allardyce, médico do Arsenal e especialista em ortopedia esportiva, o atacante correu riscos de ter parte da perna esquerda amputada. “Ele poderia ter perdido o pé”, declarou à Rádio BBC. “Quando o pé é deslocado daquela maneira, a circulação sangüínea no local pode ficar comprometida. Se não realizássemos a cirurgia logo, a amputação seria a única opção.”

Eduardo sofreu fratura da fíbula da esquerda, após ter sido agredido, com um carrinho violento, pelo zagueiro Martin Taylor, do Birmingham. Imediatamente, o jogador foi levado ao hospital.

Ainda de acordo com Allardyce, o choque com o zagueiro provocou outras lesões. “Em locais como tendões, ligamentos e tecidos”, acrescentou.

Ontem, o atacante completou 25 anos. Mas não comemorou. “Não vai ter festa”, disse. “O mais importante é que estou tendo apoio da minha família e dos meus companheiros. É o melhor presente que eu poderia ganhar agora.”

Apesar da gravidade da lesão - que vai tirá-lo do restante da temporada pelo Arsenal e da Euro-2008, em que defenderia a Croácia -, Eduardo afirmou que perdoa seu agressor. “Ainda não sei se ele veio me visitar, porque eu estava sedado”, disse o jogador ontem. “Mas, se ele viesse, o deixaria entrar sem problemas.”

Segundo o atacante do Arsenal, esse tipo de jogada acontece a todo momento. “Eu o perdôo, porque tenho certeza de que não fez isso de propósito.” Inicialmente, o atacante havia dito que “Tayor entrou na maldade”. Depois, afirmou que não queria nem sequer rever o lance pela televisão.

Martin Taylor não teve o mesmo tipo de compreensão por parte de torcedores do Arsenal e da seleção da Croácia. O zagueiro do Birmingham foi ameaçado de morte em fóruns de seguidores do clube londrino. Tudo para “vingar” o jogador brasileiro. Taylor também teve de fugir de jornalistas croatas, que tentaram entrevistá-lo “de maneira ostensiva” após o treino do Birmingham ontem. Em nota, o clube lamentou a lesão de Eduardo da Silva e repetiu que Taylor entrou no lance sem intenção de machucar.

O técnico do Birmingham, Alex McLeish, defendeu seu jogador. “Ele está muito triste com o que aconteceu”, disse. “Taylor não é esse tipo de jogador violento.” McLeish também lembrou o caso do sueco Henrik Larson, que teve uma perna quebrada em lance semelhante em 1999, mas voltou um ano depois.

http://txt.estado.com.br/editorias/2008/02/26/esp-1.93.6.20080226.10.1.xm