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9 de jun. de 2008

Obama inicia campanha em Estados republicanos

Agencia Estado
O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, começou hoje a buscar votos em Estados onde os republicanos são mais fortes, procurando marcar um contraste de propostas com o rival John McCain - especialmente sobre a cambaleante economia americana. McCain, que deverá ser oficializado candidato republicano em setembro, fará uma série de visitas para arrecadar fundos de campanha no Estado da Virgínia e na capital, Washington, agora que a campanha presidencial começou de fato, após a suspensão da pré-candidatura da senadora democrata Hillary Clinton e o seu apoio a Obama.
Obama arrecadou US$ 264 milhões em 16 meses. McCain arrecadou menos da metade que seu rival, US$ 115 milhões, em 17 meses. A nível partidário, os republicanos têm sido mais eficientes: o Comitê Nacional Republicano arrecadou US$ 166 milhões nos últimos 17 meses, enquanto o Comitê Nacional Democrata arrecadou US$ 82,3 milhões no mesmo período.
Hoje, Obama viajou à Carolina do Norte - um Estado que não vota em um candidato democrata para a presidência desde 1976 - para falar de economia a um eleitorado crescentemente irritado com suas perspectivas econômicas. A economia americana tem sido afetada nos últimos doze meses pela crise no crédito imobiliário, o desemprego em alta e os custos cada vez maiores da gasolina. Ainda hoje, o candidato democrata seguirá ao Missouri, que votou em um democrata para presidente pela última vez em 1966. O senador democrata por Illinois também visitará em seguida a Virginia, onde os democratas venceram para presidente pela última vez em 1964.
Ao viajar por Estados "republicanos", Obama pode forçar McCain a gastar tempo e dinheiro para defender um eleitorado tradicional do seu partido. Na eleição presidencial americana, o vencedor leva todos os votos do Estado. Ao mesmo tempo, Obama enfrenta o enorme desafio de cortejar e conquistar o eleitorado de Hillary. As primeiras pesquisas feitas após as primárias democratas mostram que parte do eleitorado de Hillary - formado pelas mulheres e o operariado branco - está mais propenso a votar em McCain do que em Obama.
www.atarde.com.br/mundo/noticia.jsf?id=899304

8 de jun. de 2008

Barack Obama e John McCain dão início à corrida pela Casa Branca

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WASHINGTON (AFP) — O candidato democrata Barack Obama e o republicano John McCain entraram na última fase da disputa pela presidência dos Estados Unidos, que será concluída na votação do dia 4 de novembro com a escolha do 44º chefe de Estado americano.

Obama, que pode fazer história ao se tornar o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, tem agora o republicano McCain - que, se vencer, será o presidente mais velho dos Estados Unidos - como único rival, depois que a senadora Hillary Clinton anunciou sua desistência no sábado e declarou apoio integral à candidatura do senador por Illinois.

Tanto Hillary quanto Obama haviam prometido que, independente de quem vencesse, o partido estaria unido na hora de lutar contra John McCain. Contudo, muitos dos 17 milhões de eleitores que apoiaram a senadora durante as prévias ainda não estão convencidos a votar pelo senador por Illinois.

"A maneira de continuar nossa luta agora, de alcançar os objetivos que desejamos é dedicar nossa energia, nossas paixões e nossas forças e fazer tudo o que pudermos para ajudar a eleger Barack Obama como o próximo presidente dos Estados Unidos", disse Hillary, muito aplaudida pelos milhares de partidários que acompanhavam seu discurso de despedida da campanha.

Para vencer em novembro, Obama precisa agora atrair o eleitorado da ex-primeira-dama, composto principalmente por mulheres, trabalhadores da classe média branca, idosos e hispânicos.

Ao optar por lançar Barack Obama como seu candidato à presidência, o Partido Democrata faz uma aposta arriscada para o pleito de novembro, uma vez que, segundo alguns especialistas, o fato de ser negro pode encontrar uma forte barreira no racismo de grande parte dos eleitores americanos.

Anthony Greenwald, professor de psicologia da Universidade de Washington, comparou as pesquisas pré-eleitorais com os votos obtidos por Obama nas primárias democratas e concluiu que há um comportamento claramente racista.

"A raça continua sendo um fator determinante nas eleições americanas", afirmou.

Em contrapartida, os republicanos vão precisar fazer malabarismos nos próximos meses para afastar seu candidato da imagem impopular de George W. Bush.

A esta altura, as pesquisas são ainda muito pouco confiáveis. Uma média calculada pelo site especializado RealClearPolitics.com dá a Obama uma vantagem estatisticamente insignificante de um ponto sobre McCain a nível nacional.

McCain, de 71 anos, é um obstinado sobrevivente da guerra do Vietnã, pouco ortodoxo no Partido Republicano, que deve conquistar tanto os independentes quanto consolidar o apoio da base mais conservadora de seu partido.

Para Obama, assim como para McCain, será crucial a escolha do candidato a vice-presidente.

No sábado, depois do anúncio da desistência de Hillary, Obama declarou que a ex-primeira-dama "estará no primeiro plano" da luta do Partido Democrata para as eleições presidenciais de novembro, mas não falou nada sobre convidá-la ou não para ser sua companheira de chapa.

Quanto a McCain, o mais sábio a fazer seria escolher um vice mais jovem, que teria a função de afastar eventuais temores sobre sua idade avançada.

http://afp.google.com/article/ALeqM5iPoGRoEuORhfXYdyQDcYCKgFfDwg

7 de jun. de 2008

Oposição cobra Dilma sobre denúncias do caso Varig

Oposição cobra Dilma sobre denúncias do caso Varig

Senador Demóstenes Torres diz que ministra-chefe deixou o 'prejuízo' para União e o contribuinte

Fabio Graner e Leonencio Nossa, da Agência Estado

BRASÍLIA - Senadores da oposição ao governo cobram da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, esclarecimento sobre pressões que livraram o comprador da VarigLog do pagamento de uma dívida tributária calculada, há dois anos, em R$ 2 bilhões. O senador Demóstenes Torres (PSDB-GO) afirma que Dilma e a secretaria-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, que comandou reuniões do processo de venda da companhia, deixaram o "prejuízo" para a União e o contribuinte. Ao comentar reportagem publicada pelo Estado na sexta-feira, 6, sobre essas pressões, Torres disse que está "claro" o "jogo de influência" no governo. "Quando se vende uma coisa se vende tudo, a parte boa e a parte ruim", afirmou. "Sem a exigência da responsabilidade pela dívida, o prejuízo ficou para a União, isto é, para todos nós."

Veja também:

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linkJuiz pede que procuradoria investigue Dilma no caso Varig

Demóstenes Torres avalia que, a partir do depoimento de Denise Abreu no Senado, a oposição terá condições de abrir caminho para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. "Se a Denise Abreu confirmar as denúncias estará aberto o caminho para a CPI da Dilma ou da Varig", disse. "Essa CPI deve investigar toda a rede de influências, inclusive o cumpadre", completou, referindo-se ao advogado Roberto Teixeira, que atua no setor aéreo, e tem relação pessoal com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Senadores oposicionistas sugerem que Dilma Rousseff se antecipe e dê explicações ao Congresso sobre a venda da VarigLog ao fundo americano Matlin Patterson e três sócios brasileiros. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), lembra que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, criou um novo padrão, que deveria ser seguido, ao se antecipar a um convite e se explicar sobre denúncias feitas de envio de armas para Venezuela.

Para Virgílio, há uma superproteção da base aliada no Congresso em torno da ministra-chefe da Casa Civil. "E o mais grave é que ela demonstra precisar disso, pois as denúncias estão ficando irrespondíveis", afirma o líder tucano. Ele não considera que a pressão política sobre Dilma decorreria da possibilidade de eventual candidatura dela à Presidência. "Isso está ocorrendo porque ele não está procedendo. Porque agiu errado", diz

Na avaliação do senador, uma eventual instalação de CPI para investigar o caso dependerá do noticiário dos próximos dias e, principalmente, da postura do governo no Congresso em torno das audiências das pessoas envolvidas no episódio. Segundo ele, se pessoas chaves não comparecerem para depor na Comissão de Infra-estrutura por pressão do governo, a criação de CPI será necessária.

O senador Heráclito Fortes (Dem-PI) sugere que Dilma Rousseff explique as denúncias antes mesmo do depoimento que Denise Abreu, ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), na Comissão de Infra-Estrutura do Senado. O depoimento de Denise ainda não está marcado. "Se ela (Dilma) for sabida, vai antes", disse o senador. "Ela precisa urgentemente esclarecer essa história da Varig."

A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), disse por meio de sua assessoria de imprensa "estar cansada dessa criação de factóides", em uma referência à postura da oposição em torno do assunto. Ela afirma que a oposição nesses momentos sempre tenta desgastar o governo e atingir a ministra Dilma, que tem se destacado politicamente e é citada como possível candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para 2010.

www.estadao.com.br/nacional/not_nac185586,0.htm

6 de jun. de 2008

Inquérito leva à renúncia de líderes da Força Aérea americana

Secretário da Defesa obriga dois alto líderes a renunciarem após mau manejamento de material nuclear

The New York Times

NOVA YORK - O secretário da Força Aérea americana Michael W. Wynne e o chefe do Estado-maior Michael Moseley foram obrigados a renunciar pelo secretário da Defesa Robert Gates nesta quinta-feira, 5, seguindo um inquérito oficial para investigar o mau manejamento de armas nucleares e seus componentes, informaram oficiais do Pentágono. A investigação apontou que os dois eram responsáveis por "falhas sistemáticas e culturais em como a Força Aérea cumpriu sua importante missão de assegurar a segurança do arsenal nuclear da nação", informaram oficiais da Defesa.

Ainda segundo as fontes, nunca antes um secretário da Defesa obrigou dois militares nestes cargos a renunciar. Desde que assumiu o posto, há 18 meses, Gates confiou a questão a seu cargo. Ele também demitiu um alto oficial do Exército, após revelações das más condições do Walter Reed Army Medical Center, o hospital para soldados feridos.

O inquérito envolvendos a Força Aérea foi um esforço para determinar como quatro fusíveis de mísseis foram enviados a Taiwan no lugar de baterias para helicópteros. O erro foi descoberto em março - um ano e meio depois da remessa equivocada.

Mais problemático, disseram os oficiais do Pentágono, foi o pouco que foi feito para melhorar a segurança de infra-estrutura das armas nucleares, após ser descoberto no ano passado que a Força Aérea permitiu que um bombardeiro B-52 voasse sob os Estados Unidos levando seis mísseis nucleares armados.

O mau manejamento dos mísseis foi visto como outra indicação da falta de disciplina com a infra-estrutura nuclear americana, e foi outro embaraço para os responsáveis pelas armas. Isso coloca a administração Bush em uma posição difícil, enquanto o governo americano se esforça para prevenir que a tecnologia das armas nucleares se espalhe para as nações que ainda não a tem, e critica a Coréia do Norte e o Irã por suas ambições nucleares. Os EUA ainda criticam a Rússia por não guardar eficientemente sua matéria-prima nuclear.

Após o incidente dos fusíveis ser descoberto, Gates disse aos secretários do Exército e da Força Aérea "para conduzirem uma revisão de todas as políticas e procedimentos, além de um inventário de todo material nuclear em seus respectivos programas". Kirkland H. Donald, líder da investigação, entregou suas conclusões a Gates na semana passada.

Aqueles incidentes específicos apenas aumentaram o senso de frustração do secretário da Defesa, que já estava desapontado com algumas aquisições da Força Aérea, orçamentos e execuções de missões no Iraque a Afeganistão, segundo as fontes do Pentágono. Gates disse que estava se esforçando há meses para levar mais vigilância às zonas de combate no Iraque e Afeganistão.

www.estadao.com.br/internacional/not_int184660,0.htm

4 de jun. de 2008

Vencemos os EUA - e agora?

Quase seis anos depois de iniciar o debate, o Brasil conseguiu mais uma vitória - definitiva, espera-se - contra a política americana de subsídios a produtores e exportadores de algodão. Para que servirá essa vitória ainda não se sabe: nos processos da OMC, quem ganha nem sempre leva, principalmente quando o perdedor é o país mais poderoso do mundo. Neste caso, há quem acuse o governo brasileiro de ter deixado a história arrastar-se por muito tempo. As consultas preliminares começaram em 2002, o processo foi aberto em 2003, os Estados Unidos foram condenados em 2004, recorreram e perderam em 2005. O Brasil ganhou o direito de impor uma retaliação no valor de US$ 4 bilhões, mas preferiu negociar e dar um tempo para os EUA mudarem sua política. Dois anos foram perdidos. Novo processo foi aberto e a posição brasileira mais uma vez prevaleceu. Até agora o Itamaraty não informou se pedirá autorização ao painel arbitral para impor retaliação.
Dentro de um mês o painel da OMC deverá determinar o valor das contramedidas aplicáveis pelo Brasil aos EUA. Mas o governo brasileiro, segundo nota do Itamaraty, espera das autoridades americanas medidas legislativas para eliminação das práticas condenadas pela OMC. Não está claro se Brasília pretende mais uma vez contemporizar ou se ainda não definiu a melhor forma de aproveitar a nova vitória.
O empresário Pedro Camargo Neto, ex-secretário de Produção do Ministério da Agricultura e iniciador, em 2002, da disputa com os EUA, demonstra ceticismo e frustração. O governo, segundo ele, errou ao dar um prazo às autoridades americanas depois da vitória de 2005. De acordo com o ex-secretário, os negociadores brasileiros tinham a esperança de ver o assunto resolvido na Rodada Doha. Perderam a aposta e a oportunidade. “O correto seria o inverso, pressionar no contencioso para acelerar a Rodada Doha”, sustenta Camargo Neto.
A situação agora é mais complicada. O Congresso americano aprovou uma nova lei agrícola e manteve um enorme volume de subsídios à agricultura. Os produtores de algodão, grandes financiadores de campanhas políticas, mais uma vez conseguiram manter suas vantagens. O presidente George W. Bush vetou a lei, mas os congressistas derrubaram o veto.
Segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, o Brasil poderá renunciar à aplicação de sanções, se os americanos admitirem reduzir os subsídios agrícolas na Rodada Doha. Mas a rodada continua emperrada, não só por causa da questão agrícola, mas também por falta de entendimento sobre o comércio de bens industriais. O mediador das negociações sobre indústria, Don Stephenson, interrompeu mais uma vez o trabalho da comissão na segunda-feira.
Deixar o assunto do algodão para ser resolvido na Rodada Doha pode ser a repetição de um erro, especialmente porque a evolução das negociações é muito incerta. De toda forma, será possível ter uma idéia mais clara sobre isso até o fim do mês. Se não houver o acordo mínimo necessário para uma reunião ministerial em junho, dificilmente haverá condições para qualquer avanço em 2008, por causa das eleições americanas.
Mas é no mínimo estranho deixar para as negociações globais de comércio a solução definitiva do problema do algodão. A condenação da política americana pelo Órgão de Solução de Controvérsias da OMC deveria ser suficiente para liquidar o assunto. Não teria sentido, num mundo de regras com razoável eficácia, incluir em negociações globais uma prática já condenada por sua ilegalidade. O sistema comercial terá sempre um funcionamento precário enquanto as decisões dos árbitros dependerem, para ser aplicadas, do poder de retaliação do país vencedor do processo. Nenhuma reforma do comércio internacional será inteiramente bem-sucedida enquanto o sistema, operado pela OMC, não dispuser de um poder supranacional de enforcement, isto é, de imposição das normas. Enquanto isso não ocorrer, o vencedor de um processo contra uma grande potência naquela organização será sempre forçado a escolher entre a solução ousada e a composição prudente - ou até mesmo a contentar-se com uma vitória moral.
http://txt.estado.com.br/editorias/2008/06/04/edi-1.93.5.20080604.3.1.xml

3 de jun. de 2008

Milícia some de favela depois da chegada de PMs

Apesar do policiamento, moradores do Batan, onde jornalistas foram torturados, continuam com medo

Marcelo Auler e Pedro Dantas

A milícia formada por policiais militares e civis que dominava, desde julho de 2007, a Favela do Batan, no bairro de Realengo, na zona oeste da cidade, saiu de cena ontem. No lugar da vigilância ostensiva que ela fazia apavorando os 50 mil moradores, surgiram policiais militares fardados. Uma caminhonete com três soldados permaneceu na entrada da comunidade e um carro policiava as ruas. Também circularam pela região uma camionete Blazer com oficial e soldados do serviço secreto do 14º Batalhão.

Mas a comunidade permanece assustada e evita comentários. Todos arranjam desculpas para demonstrar desconhecimento sobre as bárbaras torturas que uma repórter, um fotógrafo e um motorista do jornal O Dia, além de um morador que tomava cerveja com parte da equipe, sofreram em 14 de maio, quando os jornalistas foram descobertos pela milícia morando na favela.

Os profissionais do jornal estão em lugares seguros, fora da cidade. Receberam tratamento médico e acompanhamento psicológico. A família do motorista, residente na favela, foi retirada da comunidade pelo jornal e hoje reside em outro local. Mas não há informação sobre o morador para o qual, segundo o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, não houve pedido de proteção. Suspeita-se que ele possa estar morto.

No Largo do Chuveirão, onde o fotógrafo, o motorista e o morador foram presos pelos milicianos durante um churrasco na noite do dia 14, continua montado o palco usado para as festas no bairro. Nem quem mora ali fala sobre o que aconteceu. A casa de número 291 da Rua São Dagoberto, onde no sábado PMs recolheram armas, botijões de gás e material de clonagem dos sinais de TV a cabo, está vazia. Ali, segundo a polícia, era uma das sedes dos milicianos. Mas a casa mais usada por eles fica na Rua Pedro Nava: tem muros altos, piscina e ar-condicionado. Pertenceu a um comerciante já falecido. Foi ocupada por traficantes e tomada pela milícia.

Beltrame pediu prazo à opinião pública para uma investigação com qualidade. “A polícia tem a obrigação de trazer um resultado objetivo sobre essa barbaridade e para garantir o sucesso da investigação. Em breve, vamos apresentar resultados. Falar seria contraproducente, já que estamos em processo adiantado para elucidar o caso.”

MEMÓRIA Ontem, na Cinelândia, no centro da cidade, o Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) realizaram ato lembrando o 6º aniversário da morte do jornalista Tim Lopes. Eles cobram providências para o caso da violência contra repórteres de O Dia. Na carta aos jornalistas, as duas entidades “protestam contra a decisão da empresa de expor seus trabalhadores a tamanho risco. É inaceitável que a tragédia de Tim Lopes, da TV Globo, não tenha conscientizado as empresas de que nenhuma denúncia ou prêmio vale uma vida”.

Em carta dirigida ao presidente Lula, ao ministro da Justiça, Tarso Genro, e ao governador do Rio, Sérgio Cabral, a ONG Repórteres Sem Fronteiras, com sede em Paris, cobrou enérgica punição aos responsáveis a partir da apuração do caso por “uma comissão de investigação federal, em conexão com as autoridades estaduais”.

http://txt.estado.com.br/editorias/2008/06/03/cid-1.93.3.20080603.11.1.xml