Resultados de Pesquisa

.

11 de jun. de 2008

Ibope de "Pantanal" cresce 46% no 2º capítulo; Globo cai

Ibope de "Pantanal" cresce 46% no 2º capítulo; Globo cai

MIGUEL ARCANJO PRADO da Folha Online

Silvio Santos comemora os bons números no Ibope da novela "Pantanal", exibida na grade do SBT desde a última segunda (9). Ontem, a trama de Benedito Ruy Barbosa, exibida originalmente pela extinta TV Manchete em 1990, cresceu 46% em audiência, em relação ao capítulo de estréia.

Divulgação
Cena da novela "Pantanal": Cristiana Oliveira
"Pantanal" é a nova menina dos olhos de Silvio Santos

Nesta terça-feira, o segundo capítulo do folhetim protagonizado por Cristiana Oliveira marcou dez pontos de média, com pico de 12, no Ibope da Grande São Paulo.

No capítulo de estréia, a novela já tinha dado ao SBT sete pontos de média, número que foi 68% maior do que o que o canal obtinha no mesmo dia e horário, uma semana antes.

Apesar de ainda permanecer em primeiro lugar no Ibope da Grande São Paulo, durante a exibição de "Pantanal", a Globo viu sua audiência despencar de 31 pontos na segunda (9) para 24 pontos nesta terça (10). Na terça (3), quando a novela não estava no ar, a Globo tinha 27 pontos de média no mesmo horário, contra sete pontos do SBT.

A Record marcou, no horário de "Pantanal", 15 pontos na segunda e 16 na terça, mantendo a vice-liderança. Mesmo com o sucesso da novela, o SBT fica em terceiro lugar.

Horários

De acordo com a assessoria de imprensa do SBT, o horário de início da novela "Pantanal" é às 22h, mas pode variar durante a semana começando às 22h10 ou às 22h20. Segundo a emissora, os horários podem mudar devido às programações das concorrentes.

Concorrência

Principal novela da Globo, "A Favorita" não consegue sair do ibope ruim que vem tendo desde a estréia. Ontem, a trama de João Emanuel Carneiro marcou 35 pontos de média. "Ciranda de Pedra" também mantém audiência baixa e ontem teve média de 21 pontos. "Beleza Pura" marcou 27 pontos de média.

Na Record, ontem, "Amor e Intrigas" marcou 17 pontos de média e "Os Mutantes" atingiu 19 pontos.

Filme lidera

O filme "O Vingador", que foi exibido após "Pantanal" no SBT nesta terça, manteve boa parte da audiência da novela e registrou nove pontos de média para o "Cine Espetacular", que ficou em segundo lugar entre 23h01 e 1h10. Com o longa, o SBT chegou a ficar 23 minutos em primeiro lugar no Ibope, com pico de 12 pontos. No horário do filme, a Globo marcou 15 pontos de média, mantendo a liderança; a Record ficou em terceiro, com oito pontos.

www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u411182.shtml

10 de jun. de 2008

McCain defende livre-comércio e acusa Obama de querer aumentar impostos Publicidade

McCain defende livre-comércio e acusa Obama de querer aumentar impostos

da France Presse da Folha Online

O provável candidato republicano à Casa Branca, John McCain, acusou nesta terça-feira seu adversário democrata, Barack Obama, de querer aumentar os impostos de todos os norte-americanos em um momento em que a economia é o principal tema de preocupação dos eleitores.

"Com o plano fiscal de Obama, os impostos dos americanos de todas as condições sociais serão aumentados", afirmou McCain, durante um encontro com pequenos empresários em Washington.

Uma pesquisa divulgada pela Opinion Research Poll nesta segunda-feira aponta que a economia está no topo das preocupações dos eleitores norte-americanos -- 78% dos entrevistados dizem acreditar que a situação econômica atual é mal ou muito mal, apenas 19% dizem que a situação é aceitável e uma porcentagem ainda menor, 3%, afirma que a economia está bem.

"As pessoas de mais idade, as famílias, os pequenos empresários e todos aqueles que realizaram pequenos investimentos na bolsa serão afetados pelas altas dos impostos", afirmou McCain, no discurso focado na economia.

Kevin Lamarque/Reuters
Provável candidato republicano John McCain discursa sobre economia para pequenos empresários, em Washington
John McCain discursa sobre economia em Washington

O republicano também criticou a vontade de seu adversário de querer aumentar o salário mínimo. "Isso agregará outros custos [para os diretores de empresas] e vai desacelerar a criação de postos de trabalho", disse.

O discurso --um dia após Obama defender o aumento das cobranças de impostos sobre as indústrias petrolíferas-- traz uma mudança de tom de McCain. O senador por Arizona sempre foi contrário no Congresso às propostas do presidente George W. Bush de diminuir os impostos para as famílias de classe média, argumentando que o orçamento não comportaria a perda de receita.

Agora candidato a suceder Bush, McCain promete manter os benefícios fiscais.

Barack Obama, por sua vez, se oferece para reduzir os impostos das classe média e baixa e aumentá-los para quem tiver renda superior a US$ 250 mil (R$ 410,5 mil) anuais.

No que diz respeito ao seguro de saúde, o McCain repete que aprovará uma restituição de impostos para que as pessoas possam fazer um seguro particular ao invés de privilegiar um seguro de saúde universal, como propõe seu adversário.

"Acho que a melhor maneira de ajudar os pequenos empresários e os assalariados a obter um seguro de saúde acessível não consiste em aumentar o controle do governo sobre os serviços de saúde e sim em enquadrar melhor o custo dos serviços e dar às pessoas a opção de ter um seguro de saúde de sua escolha", argumentou McCain.

Nos Estados Unidos, cerca de 47 milhões de habitantes não têm cobertura médica.

Acordos comerciais

No discurso em Washington, McCain afirmou aos presentes que honrará o Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), o qual Obama prevê renegociar.

"Lamentavelmente, o senador Obama tem o costume de menosprezar o valor de nossas exportações e de nossos acordos comerciais", disse McCain, que apontou os acordos como solução pára a crise econômica vivida pelo país.

Para McCain, Obama "propôs uma renegociação unilateral do Nafta", o acordo dos EUA com o México e o Canadá que representa 33% das exportações nacionais. Este seria um exemplo das "fortes discrepâncias" entre McCain e Obama, diferenças que ambos querem ressaltar agora que a campanha pelas eleições gerais começou oficialmente.

"Se for eleito presidente, este país honrará seus acordos internacionais, entre eles Nafta, e esperamos o mesmo dos outros", explicou. "Em tempos de incerteza para os operários norte-americanos, não vamos acabar com anos de ganhos em acordos", completou.

McCain aproveitou a oportunidade para defender os acordos de livre-comércio, tema que tem inspirado críticas dos democratas. Não apenas Obama criticou os acordos --seguindo os argumentos dos eleitores operários brancos de que os acordos causaram a mudança das fábricas e a perda de empregos--, mas os legisladores democratas recusaram no Congresso (onde são a maioria) vários acordos negociados, como o Tratado de Livre-Comércio com a Colômbia.

"Quero acabar com as barreiras comerciais estrangeiras, para que as pequenas empresas norte-americanas possam competir lá fora", explicou McCain. "A força da economia norte-americana oferece uma vida melhor às sociedades com as quais fazemos comércio e o bem que regressa a nós vem de várias maneiras, mediante melhores empregos, salários mais altos e preços mais baixos", completou.

Obama

Obama fez da economia o primeiro tema no confronto contra McCain, ao iniciar nesta segunda-feira, uma viagem de duas semanas pelo país para propor soluções para a crise nacional.

O provável candidato democrata viaja por Estados tradicionalmente inclinados a votar nos republicanos e deve fazer da economia um dos temas decisivos das eleições de novembro.

Na cidade de Raleigh, Carolina do Norte, Obama criticou McCain, acusando-o de querer dar continuidade à política econômica do governo Bush. O argumento --usado desde o início da disputa das primárias-- deve ser um dos principais temas da campanha democrata.

A viagem de Obama deverá incluir também a Pensilvânia, Ohio e Flórida --três campos de batalha que podem ser decisivos no dia 4 de novembro.

www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u410846.shtml

9 de jun. de 2008

Obama inicia campanha em Estados republicanos

Agencia Estado
O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, começou hoje a buscar votos em Estados onde os republicanos são mais fortes, procurando marcar um contraste de propostas com o rival John McCain - especialmente sobre a cambaleante economia americana. McCain, que deverá ser oficializado candidato republicano em setembro, fará uma série de visitas para arrecadar fundos de campanha no Estado da Virgínia e na capital, Washington, agora que a campanha presidencial começou de fato, após a suspensão da pré-candidatura da senadora democrata Hillary Clinton e o seu apoio a Obama.
Obama arrecadou US$ 264 milhões em 16 meses. McCain arrecadou menos da metade que seu rival, US$ 115 milhões, em 17 meses. A nível partidário, os republicanos têm sido mais eficientes: o Comitê Nacional Republicano arrecadou US$ 166 milhões nos últimos 17 meses, enquanto o Comitê Nacional Democrata arrecadou US$ 82,3 milhões no mesmo período.
Hoje, Obama viajou à Carolina do Norte - um Estado que não vota em um candidato democrata para a presidência desde 1976 - para falar de economia a um eleitorado crescentemente irritado com suas perspectivas econômicas. A economia americana tem sido afetada nos últimos doze meses pela crise no crédito imobiliário, o desemprego em alta e os custos cada vez maiores da gasolina. Ainda hoje, o candidato democrata seguirá ao Missouri, que votou em um democrata para presidente pela última vez em 1966. O senador democrata por Illinois também visitará em seguida a Virginia, onde os democratas venceram para presidente pela última vez em 1964.
Ao viajar por Estados "republicanos", Obama pode forçar McCain a gastar tempo e dinheiro para defender um eleitorado tradicional do seu partido. Na eleição presidencial americana, o vencedor leva todos os votos do Estado. Ao mesmo tempo, Obama enfrenta o enorme desafio de cortejar e conquistar o eleitorado de Hillary. As primeiras pesquisas feitas após as primárias democratas mostram que parte do eleitorado de Hillary - formado pelas mulheres e o operariado branco - está mais propenso a votar em McCain do que em Obama.
www.atarde.com.br/mundo/noticia.jsf?id=899304

8 de jun. de 2008

Barack Obama e John McCain dão início à corrida pela Casa Branca

Envie um e-mail para mim!

WASHINGTON (AFP) — O candidato democrata Barack Obama e o republicano John McCain entraram na última fase da disputa pela presidência dos Estados Unidos, que será concluída na votação do dia 4 de novembro com a escolha do 44º chefe de Estado americano.

Obama, que pode fazer história ao se tornar o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, tem agora o republicano McCain - que, se vencer, será o presidente mais velho dos Estados Unidos - como único rival, depois que a senadora Hillary Clinton anunciou sua desistência no sábado e declarou apoio integral à candidatura do senador por Illinois.

Tanto Hillary quanto Obama haviam prometido que, independente de quem vencesse, o partido estaria unido na hora de lutar contra John McCain. Contudo, muitos dos 17 milhões de eleitores que apoiaram a senadora durante as prévias ainda não estão convencidos a votar pelo senador por Illinois.

"A maneira de continuar nossa luta agora, de alcançar os objetivos que desejamos é dedicar nossa energia, nossas paixões e nossas forças e fazer tudo o que pudermos para ajudar a eleger Barack Obama como o próximo presidente dos Estados Unidos", disse Hillary, muito aplaudida pelos milhares de partidários que acompanhavam seu discurso de despedida da campanha.

Para vencer em novembro, Obama precisa agora atrair o eleitorado da ex-primeira-dama, composto principalmente por mulheres, trabalhadores da classe média branca, idosos e hispânicos.

Ao optar por lançar Barack Obama como seu candidato à presidência, o Partido Democrata faz uma aposta arriscada para o pleito de novembro, uma vez que, segundo alguns especialistas, o fato de ser negro pode encontrar uma forte barreira no racismo de grande parte dos eleitores americanos.

Anthony Greenwald, professor de psicologia da Universidade de Washington, comparou as pesquisas pré-eleitorais com os votos obtidos por Obama nas primárias democratas e concluiu que há um comportamento claramente racista.

"A raça continua sendo um fator determinante nas eleições americanas", afirmou.

Em contrapartida, os republicanos vão precisar fazer malabarismos nos próximos meses para afastar seu candidato da imagem impopular de George W. Bush.

A esta altura, as pesquisas são ainda muito pouco confiáveis. Uma média calculada pelo site especializado RealClearPolitics.com dá a Obama uma vantagem estatisticamente insignificante de um ponto sobre McCain a nível nacional.

McCain, de 71 anos, é um obstinado sobrevivente da guerra do Vietnã, pouco ortodoxo no Partido Republicano, que deve conquistar tanto os independentes quanto consolidar o apoio da base mais conservadora de seu partido.

Para Obama, assim como para McCain, será crucial a escolha do candidato a vice-presidente.

No sábado, depois do anúncio da desistência de Hillary, Obama declarou que a ex-primeira-dama "estará no primeiro plano" da luta do Partido Democrata para as eleições presidenciais de novembro, mas não falou nada sobre convidá-la ou não para ser sua companheira de chapa.

Quanto a McCain, o mais sábio a fazer seria escolher um vice mais jovem, que teria a função de afastar eventuais temores sobre sua idade avançada.

http://afp.google.com/article/ALeqM5iPoGRoEuORhfXYdyQDcYCKgFfDwg

7 de jun. de 2008

Oposição cobra Dilma sobre denúncias do caso Varig

Oposição cobra Dilma sobre denúncias do caso Varig

Senador Demóstenes Torres diz que ministra-chefe deixou o 'prejuízo' para União e o contribuinte

Fabio Graner e Leonencio Nossa, da Agência Estado

BRASÍLIA - Senadores da oposição ao governo cobram da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, esclarecimento sobre pressões que livraram o comprador da VarigLog do pagamento de uma dívida tributária calculada, há dois anos, em R$ 2 bilhões. O senador Demóstenes Torres (PSDB-GO) afirma que Dilma e a secretaria-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, que comandou reuniões do processo de venda da companhia, deixaram o "prejuízo" para a União e o contribuinte. Ao comentar reportagem publicada pelo Estado na sexta-feira, 6, sobre essas pressões, Torres disse que está "claro" o "jogo de influência" no governo. "Quando se vende uma coisa se vende tudo, a parte boa e a parte ruim", afirmou. "Sem a exigência da responsabilidade pela dívida, o prejuízo ficou para a União, isto é, para todos nós."

Veja também:

linkESPECIAL: Veja as turbulências da Varig e entenda as denúncias especial

linkPressões livraram Varig de dívidas

linkGaribaldi diz não ver razão para criar CPI sobre venda da Varig

linkComissão aprova convocação de Denise, Zuannazzi e Teixeira

linkEx-diretores confirmam pressão sobre a Anac

linkAgência considera ilegal controle de estrangeiros

linkJuiz pede que procuradoria investigue Dilma no caso Varig

Demóstenes Torres avalia que, a partir do depoimento de Denise Abreu no Senado, a oposição terá condições de abrir caminho para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. "Se a Denise Abreu confirmar as denúncias estará aberto o caminho para a CPI da Dilma ou da Varig", disse. "Essa CPI deve investigar toda a rede de influências, inclusive o cumpadre", completou, referindo-se ao advogado Roberto Teixeira, que atua no setor aéreo, e tem relação pessoal com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Senadores oposicionistas sugerem que Dilma Rousseff se antecipe e dê explicações ao Congresso sobre a venda da VarigLog ao fundo americano Matlin Patterson e três sócios brasileiros. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), lembra que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, criou um novo padrão, que deveria ser seguido, ao se antecipar a um convite e se explicar sobre denúncias feitas de envio de armas para Venezuela.

Para Virgílio, há uma superproteção da base aliada no Congresso em torno da ministra-chefe da Casa Civil. "E o mais grave é que ela demonstra precisar disso, pois as denúncias estão ficando irrespondíveis", afirma o líder tucano. Ele não considera que a pressão política sobre Dilma decorreria da possibilidade de eventual candidatura dela à Presidência. "Isso está ocorrendo porque ele não está procedendo. Porque agiu errado", diz

Na avaliação do senador, uma eventual instalação de CPI para investigar o caso dependerá do noticiário dos próximos dias e, principalmente, da postura do governo no Congresso em torno das audiências das pessoas envolvidas no episódio. Segundo ele, se pessoas chaves não comparecerem para depor na Comissão de Infra-estrutura por pressão do governo, a criação de CPI será necessária.

O senador Heráclito Fortes (Dem-PI) sugere que Dilma Rousseff explique as denúncias antes mesmo do depoimento que Denise Abreu, ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), na Comissão de Infra-Estrutura do Senado. O depoimento de Denise ainda não está marcado. "Se ela (Dilma) for sabida, vai antes", disse o senador. "Ela precisa urgentemente esclarecer essa história da Varig."

A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), disse por meio de sua assessoria de imprensa "estar cansada dessa criação de factóides", em uma referência à postura da oposição em torno do assunto. Ela afirma que a oposição nesses momentos sempre tenta desgastar o governo e atingir a ministra Dilma, que tem se destacado politicamente e é citada como possível candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para 2010.

www.estadao.com.br/nacional/not_nac185586,0.htm

6 de jun. de 2008

Inquérito leva à renúncia de líderes da Força Aérea americana

Secretário da Defesa obriga dois alto líderes a renunciarem após mau manejamento de material nuclear

The New York Times

NOVA YORK - O secretário da Força Aérea americana Michael W. Wynne e o chefe do Estado-maior Michael Moseley foram obrigados a renunciar pelo secretário da Defesa Robert Gates nesta quinta-feira, 5, seguindo um inquérito oficial para investigar o mau manejamento de armas nucleares e seus componentes, informaram oficiais do Pentágono. A investigação apontou que os dois eram responsáveis por "falhas sistemáticas e culturais em como a Força Aérea cumpriu sua importante missão de assegurar a segurança do arsenal nuclear da nação", informaram oficiais da Defesa.

Ainda segundo as fontes, nunca antes um secretário da Defesa obrigou dois militares nestes cargos a renunciar. Desde que assumiu o posto, há 18 meses, Gates confiou a questão a seu cargo. Ele também demitiu um alto oficial do Exército, após revelações das más condições do Walter Reed Army Medical Center, o hospital para soldados feridos.

O inquérito envolvendos a Força Aérea foi um esforço para determinar como quatro fusíveis de mísseis foram enviados a Taiwan no lugar de baterias para helicópteros. O erro foi descoberto em março - um ano e meio depois da remessa equivocada.

Mais problemático, disseram os oficiais do Pentágono, foi o pouco que foi feito para melhorar a segurança de infra-estrutura das armas nucleares, após ser descoberto no ano passado que a Força Aérea permitiu que um bombardeiro B-52 voasse sob os Estados Unidos levando seis mísseis nucleares armados.

O mau manejamento dos mísseis foi visto como outra indicação da falta de disciplina com a infra-estrutura nuclear americana, e foi outro embaraço para os responsáveis pelas armas. Isso coloca a administração Bush em uma posição difícil, enquanto o governo americano se esforça para prevenir que a tecnologia das armas nucleares se espalhe para as nações que ainda não a tem, e critica a Coréia do Norte e o Irã por suas ambições nucleares. Os EUA ainda criticam a Rússia por não guardar eficientemente sua matéria-prima nuclear.

Após o incidente dos fusíveis ser descoberto, Gates disse aos secretários do Exército e da Força Aérea "para conduzirem uma revisão de todas as políticas e procedimentos, além de um inventário de todo material nuclear em seus respectivos programas". Kirkland H. Donald, líder da investigação, entregou suas conclusões a Gates na semana passada.

Aqueles incidentes específicos apenas aumentaram o senso de frustração do secretário da Defesa, que já estava desapontado com algumas aquisições da Força Aérea, orçamentos e execuções de missões no Iraque a Afeganistão, segundo as fontes do Pentágono. Gates disse que estava se esforçando há meses para levar mais vigilância às zonas de combate no Iraque e Afeganistão.

www.estadao.com.br/internacional/not_int184660,0.htm