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21 de mar. de 2007

Com PIB maior, Mantega destaca melhora dos indicadores

Com PIB maior, Mantega destaca melhora dos indicadores Exemplo disso é a relação dívida/PIB, que caiu de 51,5% para 46,5%
Adriana Chiarini Andre Dusek/AE
"Estamos tendo um crescimento maior, um déficit nominal menor, uma dívida mais baixa e a inflação sob controle", comemorou o ministro da Fazenda, Guido Mantega
RIO - A revisão da metodologia para o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) apontou um crescimento econômico maior para o período de 2002 a 2005. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, destacou que isso deve provocar uma melhora dos indicadores feitos como proporção do PIB, como os indicadores de carga tributária, dívida pública, superávit primário, gastos públicos de educação e saúde e outros. Por outro lado, a má notícia foi a alteração da taxa de investimentos em relação ao PIB - Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF). Para se ter uma idéia, em 2005, dado mais recente disponível, a taxa passou de 19,9% para 16,3%.
Pelos novos números do IBGE, a carga tributária de 2005 foi revisada e caiu de 37,4% para 33,7% do PIB em 2005. Em compensação, o superávit primário do setor público - arrecadação menos as despesas, exceto o pagamento de juros - em 2005 caiu, pela mesma razão, de 4,83% para 4,35% do PIB. "Temos algumas notícias boas e outras ruins", reconheceu. Para 2006, o ministro não quis fazer nenhuma projeção de quanto ficaria o resultado final com a nova metodologia do IBGE. Ele vai aguardar a divulgação, na próxima semana, do PIB de 2006, calculado já com base na nova metodologia. No ano passado, o superávit primário do setor público ficou em 4,33% do PIB, pelo cálculo antigo. A meta do superávit era de 4,25% do PIB para o ano passado.
O fato é que, com as novas informações que foram incluídas na pesquisa do IBGE, descobriu-se que o PIB dos anos passados era maior do que se pensava e, assim, a base para o crescimento do ano passado, para este e o que se espera para os próximos também. O PIB de 2005 na série anterior era de R$ 1,997 trilhão e passou para R$ 2,148 trilhão. Como o total de tributos arrecadados, por exemplo, não se alterou, quando se divide isso pelo novo número do PIB, a carga tributária cai em relação aos números anteriores.
Na outra ponta, o ministro comemorou a queda do déficit nominal - arrecadação menos as despesas, inclusive os juros - do setor público em 2005, de 3,18% para 2,96% do PIB. Outra boa notícia, segundo Mantega, foi a queda da dívida líquida do setor público, de 51,5% para 46,5% do PIB. "Ficamos mais próximos da condição de investment grade (investimento com baixo risco de crédito). Estamos tendo um crescimento maior, um déficit nominal menor, uma dívida mais baixa e a inflação sob controle", comemorou.
De fato, as condições da dívida de um país são determinantes para que se chegue ao investment grade. Se o Brasil conseguir este patamar de avaliação, poderá ser o destino de muitos investimentos estrangeiros, que hoje não são feitos devido ao risco de crédito dos títulos da dívida do País.
{Costa}

Velocimetro

Depois de denúncia, a coroa do Imperador vai ser periciada

Jóia foi avaliada em um milhão de dólares, pela CEF, em 1989. Joalheria investiu R$ 1,3 milhão na confecção da réplica.
Alba Valéria Mendonça
Para acabar de vez com as dúvidas com relação à autenticidade da coroa imperial usada por Dom Pedro II – peça mais valiosa de todo o acervo histórico brasileiro – a diretora do Museu Imperial, que fica em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, vai pedir que a Caixa Econômica Federal faça uma perícia na peça. Além de reavaliar o valor venal da peça, a diretora Maria de Loures Parreiras Horta quer ter em mãos um laudo técnico que confirme que a originalidade da coroa. Há cerca de duas semanas, o Ministério Público Federal recebeu uma denúncia anônima informando que as jóias originais da coroa tinham sido trocadas, em 2004, na época em que foi feita uma réplica feita pela joalheria Amsterdam Sauer. O denunciante diz também que a cópia da coroa imperial foi feita sem autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Segundo a diretora, entre 1988 e 1989, a CEF fez a última perícia na coroa imperial. Na época, peritos avaliaram a peça em um milhão de dólares. A coroa usada por Dom Pedro II pesa quase dois quilos. Ela é toda confeccionada em ouro brasileiro, cravejada por 636 brilhantes nacionais e 77 pérolas raras que pertenceram à imperatriz Leopoldina Carolina Josefa, esposa de D.Pedro I e mãe de D.Pedro II.
“A réplica era um desejo antigo da equipe do museu. A Amsterdam Sauer teve a iniciativa e confeccionou a cópia da coroa, sem qualquer custo para a União. Em troca do investimento de R$ 1,3 milhão para fazer a réplica, firmamos um termo de autorização com a empresa para podermos usar a peça durante três meses por ano, em exposições itinerantes. Todo o trabalho dos ourives foi acompanhado por técnicos do museu. A coroa está, desde 1943, no Museu Imperial, de onde nunca saiu”, enfatizou Maria de Lourdes. Autonomia para permitir réplica
Saiba mais
» MP investiga suposta falsificação de coroa de d. Pedro II A diretora diz que as denúncias são uma manobra suja para tentar macular seu trabalho à frente da instituição. Ela é diretora do Museu Imperial há 16 anos. A diretora desconfia das intenções do denunciante, que além de não se identificar - usou uma carta anônima – esperou três anos para se manifestar.
“Como diretora de museu, tenho autonomia técnica e administrativa para decidir pela réplica das peças. A pessoa que fez a denúncia, o fez por pura maldade, para denegrir o trabalho que estamos fazendo no museu. Tenho suspeitas, mas não tenho provas. Estou tranqüila, porque tenho o respaldo e o apoio dos meus superiores”, disse Maria de Lourdes, acrescentando que toda a equipe do museu ficou ofendida com a suspeita levantada.
Diante da dúvida levantada pela denúncia, Maria de Lourdes entrou em contato com a diretoria da joalheria para estudar a possibilidade de fazer uma exposição das duas coroas no Museu Imperial. O público poderia assim comparar os trabalhos de ourivesaria e identificar as sutis diferenças entre a original e a réplica.
“O departamento de marketing da joalheria vai estudar a proposta”, informou a diretora do museu, lembrando que desde a sua criação a réplica da coroa fica exposta na sede da Amsterdam Sauer, no Rio.
{Costa}

Secretaria da Saúde realiza semana de prevenção à Tuberculose

Dia 24 de março é o Dia Mundial de Combate à Tuberculose. Pensando nisso, a Secretaria de Saúde realiza, de 22 a 30 de março, uma programação em combate a enfermidade. Durante uma semana os postos de saúde estarão fazendo o trabalho de prevenção e esclarecendo a população.
A partir de amanhã tem início a programação com a capacitação dos profissionais da rede municipal, as atividades nas unidades de saúde irão enfatizar a importância de detectar e tratar a tuberculose. Visitas também serão feitas em empresas e escolas para ministrar palestras.
“A tuberculose é uma doença das vias respiratórias, os sintomas são tosse com expectorações por mais de três semanas. A doença é curável e tem como prevenir; em Criciúma há em média 80 casos por ano”, disse o coordenador do programa, enfermeiro Paulo Hansen.
A tuberculose é infecciosa e contagiosa, causada por microorganismo conhecido como bacilo de Koch e é transmitido através da tosse ou espirro. A doença também está ligada a questões socioeconômicas, sendo uma das enfermidades mais antigas de que se tem relato. É um grave problema de saúde pública e foi incluída na lista das prioridades do Ministério da Saúde, que segundo estimativas concluem que um terço da população brasileira esteja infectada pelo bacilo da tuberculose e 5% a 10% das pessoas irão adoecer.
Blog Jornal A Tribuna
{Costa}

20 de mar. de 2007

Ex-vice de Saddam Hussein enforcado

O Ex-vice-presidente de Saddam Hussein foi enforcado, esta terça-feira, pelo homicídio de 148 xiitas, sendo o quarto homem a ser executado por este crime. O enforcamento ocorreu no dia do quarto aniversário da invasão norte-americana no Iraque.
O antigo vice-presidente do executivo de Saddam Hussein foi enforcado, na madrugada desta terça-feira, pela morte de 148 xiitas, no dia em que se cumpre o quarto aniversário da invasão norte-americana do Iraque.
Taha Yassine Ramadan foi o quarto homem a ser executado pelo homicídio de 148 xiitas, que ocorreram depois da tentativa de assassínio em 1982 contra o antigo líder iraquiano na cidade de Dujail.
Ramadan foi condenado à morte por enforcamento a 12 de Fevereiro pelo Alto Tribunal iraquiano, tendo sido inicialmente condenado a prisão perpétua em Novembro do ano passado, no âmbito do processo de Dujail.
O vice-presidente do Iraque foi também um dos mais críticos dos inspectores de desarmamento das Nações Unidas e foi ainda acusado de crimes contra ahumanidade, nomeadamente pela sua participação no assassínio de centenas de curdos em 1988.
Este curdo sunita fundou em 1970 «o exército popular», a milícia do partido Baas, e era também membro do Conselho do Comando da Revolução, a mais alta instância dirigente do Iraque.
Saddam Hussein foi enforcado a 30 de Dezembro, enquanto o seu meio-irmão Barzan al-Tikriti, antigo patrão dos serviços secretos, e o ex-presidente do tribunal revolucionário Awad al-Bandar foram executados a 15 de Janeiro.
{Costa}

18 de mar. de 2007

Taleban entrega jornalista italiano a chefes tribais

O Taleban disse que entregou o jornalista italiano seqüestrado no Afeganistão há duas semanas a líderes tribais neste domingo, mas ameaçou recapturá-lo caso o governo afegão não atenda às exigências do grupo.
A Itália respondeu que todas as condições impostas pelos seqüestradores foram cumpridas, mas acrescentou que a crise agora está em "uma fase extremamente delicada".
O jornalista do "La Repubblica", Daniele Mastrogiacomo, e dois colegas afegãos foram capturados há duas semanas na Província de Helmand, onde forças da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e do Afeganistão lançaram uma ampla ofensiva militar.
O Taleban afirmou que o jornalista confessou estar espionando para as tropas britânicas.
Neste sábado, o grupo terrorista havia estendido o prazo para a execução do seqüestrado, dizendo que o matariam caso suas demandas não fossem atendidas até esta segunda-feira.
O Taleban é um grupo extremista islâmico que controlava mais de 90% do Afeganistão e foi deposto por uma coalizão liderada pelos EUA no final de 2001.
Troca
Mastrogiacomo e seu tradutor afegão foram entregues a líderes tribais depois que Cabul libertou dois talebans, disse o porta-voz do grupo rebelde, Qari Mohammad Yousuf, de uma localidade secreta. Um oficial da província disse que a libertação ocorreu neste sábado.
"Nós entregamos dois dos três [seqüestrados] depois que recebemos duas das três pessoas que queríamos que fossem libertadas", disse Yousuf, sem dar detalhes sobre para onde o jornalista e seu tradutor foram levados.
Yousuf identificou os dois como sendo o porta-voz Latif Hakimi e um líder chamado Ustad Yasar. Os dois haviam sido presos no Paquistão em 2005 e entregues a Cabul.
O porta-voz do Taleban também declarou que os rebeldes querem a libertação da terceira pessoa antes que Mastrogiacomo possa ser solto. O Taleban disse que recapturarão Mastrogiacomo e seu colega caso a exigência não seja cumprida.
Alguns relatos da mídia afirmaram que o motorista de Mastrogiacomo foi executado na quinta-feira (15), levando a Itália a dizer que estava redobrando esforços para assegurar a libertação do jornalista.
O jornal "La Repubblica" negou que Mastrogiacomo seja um espião e disse que ele trabalha para o periódico desde 1980.
Exigências
Neste domingo, o ministério das Relações Exteriores da Itália disse que todas as exigências para a libertação de Mastrogiacomo foram cumpridas.
Um porta-voz do governo italiano disse mais cedo que relatos de que o jornalista foi entregue a chefes tribais não significa que ele foi libertado.
O premiê italiano, Romano Prodi, que tem sofrido pressão interna sobre sua política externa, incluindo o envio de tropas ao Afeganistão, afirmou que conversou com o presidente afegão, Hamid Karzai. Mas Prodi recusou-se a dar detalhes da conversa.
O grupo de assistência italiano Emergência, que diz estar mediando a crise e recebeu um vídeo de Mastrogiacomo em 14 de março, também afirmou que a situação não foi resolvida.
"As demandas do Taleban devem ser cumpridas e nós ainda não estamos lá, o que torna a situação complexa e preocupante", disse o vice-presidente do Emergência, Carlo Garbagnati.
Há diferentes versões sobre o que o Taleban quer em troca do jornalista. O grupo tem exigido a libertação de seus líderes presos, às vezes mencionando os nomes de dois talebans, às vezes de três.
O Taleban, que com freqüência executa afegãos que acreditam ser espiões, também exigiram da Itália que retire seus 1.900 soldados do Afeganistão em troca da liberdade de Mastrogiacomo. Roma recusa a atender a essa demanda.
Outro jornalista italiano, Gabriele Torsello, foi seqüestrado em Helmand em outubro e libertado três semanas depois.
Fonte: Folha
{Costa}