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14 de abr. de 2007

Tricolor não depende de artilheiro

Serginho, Careca, Müller, França e Luís Fabiano empolgaram a torcida. Hoje é diferente
Luiz Ademar
do GLOBOESPORTE.COM,
em São Paulo entre em contato Hugo é o artilheiro do Tricolor na temporada, com sete gols
O São Paulo já contou com grandes artilheiros em seu elenco. Se ficarmos apenas nas últimas décadas, a equipe já contou com Serginho Chulapa, Careca, Müller, França e Luís Fabiano, entre outros, que empolgaram a torcida com o faro de gol apurado. Mas nos últimos anos vem sendo diferente, principalmente sob o comando do técnico Muricy Ramalho. Nem por isso o Tricolor deixou de ter um ataque arrasador em todas as competições.
- Eu não sou um treinador que vai para determinado time e pede um artilheiro, um meia ou um lateral específico. Eu trabalho com o grupo que tem, com reforços escolhidos e analisados de acordo com a política financeira do clube. Além disso, no futebol brasileiro temos poucos goleadores. Mas os meus times continuam sendo muito ofensivos - afirma Muricy Ramalho.
O maior exemplo da versatilidade do elenco do São Paulo no quesito fazer gols é o numero de jogadores que já balançou a rede no Campeonato Paulista. Foram 41 gols marcados nas 19 rodadas iniciais, o segundo melhor ataque da competição (atrás do Santos, com 45), com 16 atletas bancando o artilheiro. São eles: Hugo (seis), Lenilson (cinco), Alex Silva, Aloísio, Leandro, Souza, Richarlyson e Borges (três cada), Júnior, Marcel, Rogério Ceni e Jorge Wágner (dois cada) e Hernanes, Ilsinho, Jadilson e Josué, com um gol cada.
- No São Paulo, todos os jogadores têm a obrigação de marcar os gols - afirma Leandro, lembrando que a ausência de um artilheiro não prejudica a equipe.
O artilheiro do São Paulo na atual temporada, o meia Hugo, que já fez sete gols, com o gol marcado na Libertadores, concorda com Leandro.
- A responsabilidade de fazer os gols é da equipe toda . Assim, um ajuda ao outro - explica Hugo.
{Costa}

Blake passa por Monaco e pega o surpreendente Zabaleta

Houston (EUA) - James Blake derrotou Juan Monaco nas quartas-de-final do ATP de Houston em uma partida no mínimo curiosa. O norte-americano triunfou com parciais de 7/6 (7/5), 1/6 e 7/6 (7/0), mas foi o argentino quem venceu mais pontos e quebrou mais vezes no duelo. De qualquer forma, o cabeça-de-chave 2 está na semifinal do torneio de US$ 416 mil disputado em quadras de saibro.
Os números da partida revelam uma partida curiosa. Blake quebrou o serviço de Monaco apenas uma vez, enquanto o argentino converteu quatro break-points. O nova-iorquino venceu 104 pontos, cinco a menos que Mônaco. O derrotado também teve melhor aproveitamento de primeiro saque, mas nada disso impediu a derrota. Blake segurou o ímpeto do adversário durante os games e jogou melhor nos dois tiebreaks.
O norte-americano está a apenas uma vitória de alcançar sua primeira final de saibro em torneios de primeira linha. Seu adversário na semifinal será o surpreendente Mariano Zabaleta, 156º, que arrasou o quinto favorito em Houston, Jurgen Melzer, nesta sexta-feira por 6/1 e 6/2.
O argentino saiu do qualifying nos EUA e alcançou sua primeira semifinal de ATP em quase dois anos. Ótimo jogador de saibro, Zabaleta já foi o número 21 do mundo em 2000, mas despencou no ranking depois de lesões e uma certa perda de foco.
O retrospecto de Blake contra Zabaleta é positico. O norte-americano bateu o argentino uma vez na quadra dura e outra na grama, e perdeu na quadra sintética de Scottsdale. No saibro, nunca se enfrentaram.
{Costa}

Força-tarefa vai divulgar PAC

Agencia Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva montou uma força-tarefa para impulsionar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a grande aposta do governo para o segundo mandato. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, prepara uma prestação de contas pública sobre seu andamento. O balanço está previsto para ser divulgado no fim do mês, quando o plano completa três meses, mas também pode ocorrer no aniversário de 120 dias, em maio, para ficar mais robusto.
A campanha publicitária na TV, que já está no ar, será reforçada pela propaganda no rádio. Até agora, o governo investiu cerca de R$ 7 milhões no marketing do programa. A ofensiva não pára aí: Dilma e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, foram escalados para conversar com governadores, prefeitos e secretários sobre projetos que podem ser financiados com recursos do plano, principalmente nas áreas de habitação e saneamento.
Lula despachou ontem Dilma para São Bernardo do Campo, no ABC paulista, para um debate sobre o PAC. Bernardo foi para Belém. A convite da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), ele expôs o programa para uma platéia de 500 prefeitos, secretários e representantes de sindicatos e organizações não-governamentais. Na segunda-feira, o ministro estará em Curitiba (PR) com a mesma missão. ?É um exercício de divulgação para atender às demandas?, afirmou. ?Temos um grande volume de projetos nas regiões metropolitanas e interesse em soluções integradas com Estados e municípios, principalmente nas áreas de habitação e saneamento.?
Levantamento da Casa Civil mostra que 74% das principais obras do PAC andam a ritmo ?adequado?, 17% merecem ?atenção? e 9% encontram-se em estágio ?preocupante?. Pelos cálculos do governo, o PAC vai aplicar, em quatro anos, R$ 503,9 bilhões em investimentos em infra-estrutura nas áreas de transporte, energia, saneamento, habitação e recursos hídricos. Deste total, R$ 67,8 bilhões estão previstos no orçamento. A expectativa é de que R$ 436,1 bilhões venham de estatais federais e do setor privado.
Mas o esforço do governo para empinar o PAC na mídia tem motivo: o Planalto avalia que começou a perder a batalha da comunicação, pois o número destacado é sempre o pior. Pesquisa da CNT/Sensus realizada entre os dias 2 e 6 revelou, ainda, que 59% dos entrevistados nunca ouviram falar do PAC. ?Não acho que esse pessimismo quanto ao PAC seja procedente?, disse Dilma, que guarda informações sobre o andamento de todas as obras num laptop em seu gabinete, com 577 slides. ?Estamos abertos a negociações com Estados e municípios.?
Para a oposição, o PAC está se transformando num ?pactóide? - uma referência a factóide, fato criado artificialmente, para causar impacto. ?Até agora, o que o governo chama de PAC é um pacote de intenções?, comparou o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN). ?O plano prevê um crescimento ilusório de 5% e um aporte monumental de recursos privados que não ocorrerá enquanto os juros estiverem exorbitantes.?
{Costa}

Eduardo Campos defende ?paz fiscal? nos Estados

Agencia Estado
Na condição de porta-voz dos Estados do Nordeste, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), afirmou ontem que uma reforma tributária de verdade só é possível ser for para entrar em vigor daqui a 12 anos. Em entrevista coletiva no fim da segunda reunião do ano dos governadores nordestinos, Campos defendeu a necessidade de lutar por uma ?paz fiscal?. Segundo ele, isso poderá começar com um período de transição de 4 anos, no qual os Estados sejam compensados pela União para equilibrar eventuais perdas.
Ele antecipou ser possível o ?desarmamento fiscal? do Nordeste, com alguns setores deixando de lado incentivos fiscais. ?Isso será feito desde que não fira os contratos já firmados com empreendedores que trouxeram seus negócios para os Estados?, disse. ?Neste momento começam a vencer decretos que deram incentivos fiscais há 10, 15 anos atrás. É a hora de começarmos a construir um futuro seguro para o empreendedor.?
encontro reuniu 7 governadores nordestinos - além de Campos, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Jaques Wagner (PT-BA), Cid Gomes (PSB-CE), Wellington Dias (PT-PI), Wilma de Faria (PSB-RN) e Marcelo Déda (PT-SE). No fim da reunião, Cunha Lima, o anfitrião, divulgou a Carta de João Pessoa, na qual os governadores reforçam a importância de união e atuação conjunta com o governo federal.
Eles classificaram o projeto apresentado pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, de ?um documento de entrada? para o debate sobre reforma tributária. ?Isso não é reforma tributária. Uma reforma tributária terá de tocar no pacto federativo, com Estados e municípios participando de forma mais equilibrada do bolo tributário nacional?, disse Déda.
foi enfática: ?Uma reforma tem de se preocupar com as desigualdades regionais. O Nordeste está acostumado a perder e ficar acomodado, mas é hora de reagir e exigir os direitos de 30% da população que vive na região.?
IVA
Em São Paulo, o governador José Serra (PSDB) previu dificuldades no Congresso para a aprovação de uma nova reforma tributária. ?Não é fácil. O próprio governo já disse que a proposta que está lá e foi discutida durante tanto tempo já não vale.?
O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) defendeu em Campinas a unificação dos tributos federais cobrados sobre serviços e bens. ?O Imposto sobre Valor Agregado (IVA) é o melhor para arrecadar impostos, é o mais correto do ponto de vista do processo produtivo.?
governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), também elogiou o IVA. ?É uma proposta de simplificação tributária, o que é bom para os empresários e bom para a sociedade, para dar maior transparência, maior facilidade aos contribuintes. É o caminho certo.?
O governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB), disse que a reforma tributária proposta pelo governo é positiva, mas ressaltou: ?O IVA federal não pode abrir mão do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que é o único imposto para proteger a indústria nacional?. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
{Costa}

Telefonia celular vai ganhar reforço

A multidão de fiéis católicos que acompanhará a visita do papa ao Brasil pode até passar por apertos para ver Bento XVI de perto, mas pelo menos não ficarão sem telefone. É o que prometem as operadoras de telefonia celular para todos os lugares por onde a comitiva papal irá passar em sua visita a São Paulo, em março. O reforço também se estenderá a Aparecida, no interior do Estado. A Vivo, por exemplo, já prometeu uma ampliação na capacidade das estações rádio-base. Já a TIM afirmou que, na visita do papa Bento XVI, irá ampliar a capacidade das torres em Aparecida. O reforço também estará presente na malha celular da Claro, que prepara ampliação de capacidade no locais da visita. (AE)
{Costa}

12 de abr. de 2007

EUA, UE, Brasil e Índia querem retomar Doha até fim do ano

Ministros de Índia e Brasil participam de reunião do G4
Os principais países que negociam o comércio internacional anunciaram nesta quinta-feira que pretendem reabrir a Rodada Doha até o final deste ano.
Em reunião em Nova Délhi, na Índia, os ministros e representantes de Estados Unidos, União Européia, Índia e Brasil – ou G4, como são conhecidos dentro da Organização Mundial do Comércio (OMC) – anunciaram planos de retomar a rodada internacional de negociações para liberalização do comércio e derrubada de barreiras.
"Nós acreditamos que, ao intensificar o nosso trabalho, podemos atingir uma convergência e, portanto, contribuir para concluir a Rodada até o fim de 2007", afirmaram as autoridades em um comunicado conjunto, que também foi assinado por ministros da Austrália e do Japão.
A Rodada Doha foi iniciada em 2001 no Catar e interrompida em julho do ano passado, por falta de consenso entre os países. Tentativas anteriores de retomar a Rodada, com estabelecimento de prazos, fracassaram.
'Meta realizável'
O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, disse à agência de notícias Associated Press, na Índia, que o Brasil não vai assinar qualquer acordo que não observe as necessidades das nações mais pobres.
No entanto, Amorim fez um alerta. "Se nós não concluirmos (a Rodada) no futuro próximo, acho que muito estará em risco", afirmou o ministro.
A representante americana para o Comércio, Susan Schwab, disse que os Estados Unidos estão "dispostos a fazer mais do que a sua parte" para que um acordo seja firmado.
"Minha avaliação é de que nós podemos traduzir este sentimento de urgência em ação, com uma meta realizável", disse Schwab.
Entre os assuntos que estão emperrando a pauta de Doha está a disputa entre Estados Unidos e União Européia envolvendo subsídios agrícolas e a reivindicação de ambos por maior acesso aos mercados de produtos manufaturados em países em desenvolvimento, como Brasil e Índia.
Apesar de não se ter chegado a um acordo sobre estas questões, o comissário europeu para o Comércio, Peter Mandelson, disse que "este foi um encontro muito melhor do que muitos haviam previsto".
O ministro indiano do comércio, Kamal Nath, também elogiou o empenho dos países na retomada das negociações.
{Costa}