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16 de abr. de 2007

PM palestiniano pede a Israel libertação de todos prisioneiros

O primeiro-ministro palestiniano Ismail Haniyeh, pediu hoje a libertação de todos os prisioneiros palestinianos em poder de Israel, acrescentando que o líder do Fatah detido, Marwan Barghuti, está na lista enviada ao Estado hebraico para uma troca com o soldado israelita Gilad Shalit.
«Todos os prisioneiros devem ser libertados e não apenas os que figuram na lista de troca por Gilad Shalit», afirmou, numa referência ao soldado sequestrado por três grupos palestinianos, entre os quais o braço armado do Hamas, nos arredores da Faixa de Gaza em Junho de 2006.
Haniyeh falava durante uma manifestação por ocasião do dia nacional dos prisioneiros palestinianos em Gaza.
«Nenhum país passa por aqui sem falar de Shalit. Este nome é um dos mais famosos. Porém, quem conhece os nomes de dezenas de milhares dos nossos prisioneiros nas penitenciárias da ocupação?», questionou o primeiro-ministro.
Haniyeh garantiu ainda que o nome de Marwan Barghuti figurava numa lista transmitida a Israel para uma troca por Gilad Shalit.
Na semana passada, o ministro israelita da Habitação e membro do gabinete de segurança, Meir Sheetrit, negara que Barghuti estivesse na lista de centenas de nomes.
Haniyeh recusou-se a divulgar pormenores sobre as negociações.
Israel mostrou-se «decepcionado» ao tomar conhecimento da lista de prisioneiros palestinianos enviada através do Egipto.
{Costa}

Pais de repórter da BBC sequestrado fazem apelo por notícias

Por Kate Kelland
LONDRES (Reuters) - Os pais do jornalista da BBC Alan Johnston, sequestrado em Gaza há mais de um mês, suplicaram na segunda-feira por notícias de seu estado depois que um grupo islâmico afirmou ter matado o repórter.
Graham e Margaret Johnston, que vivem na Escócia, disseram em comunicado que esta é uma "hora desesperadamente preocupante" para eles.
"Nós fazemos uma súplica sincera para qualquer um que possa ter conhecimento da situação e do bem-estar de Alan para entrar em contato com autoridades em Gaza", disseram.
"Nosso filho viveu e trabalhou entre o povo de Gaza pelos últimos três anos para trazer a sua história para o mundo exterior --e nós pedimos a cada um deles que ajudem a acabar com esta provação".
O gabinete do primeiro-ministro Tony Blair informou estar procurando urgentemente informações sobre Johnston. Não há notícias sobre o jornalista desde que seu carro foi encontrado abandoando em 12 de março.
Um e-mail enviado à organizações de imprensa no domingo, em nome das Brigadas de Tawhid e Jihad, disse que o grupo matou Johnston e que iria divulgar um vídeo da morte posteriormente.
O grupo era desconhecido até agora em Gaza, mas seu nome é similar àquele usado por movimentos afiliados, em outras partes, à islamistas da Al Qaeda.
O e-mail culpou autoridades britânicas e palestinas por fracassarem em atender às exigências para libertar prisioneiros de cadeias israelenses. Nenhuma exigência foi feita publicamente desde que Johnston desapareceu.
A BBC afirmou que não foi capaz de confirmar a informação de que Johnston foi morto, mas disse que está muito preocupada.
{Costa}

PF analisa documentos e retomará depoimentos na segunda

Quem já depôs poderá ser ouvido novamente e há possibilidade de acareação
Adriana Fernandes e Gustavo Porto
Ed Ferreira/AE
Policiais federais retiram de aeronave documentos apreendidos na Operação Hurricane, no hangar da Polícia Federal em Brasília BRASÍLIA - A Polícia Federal vai reiniciar os depoimentos dos presos na Operação Hurricane (furacão, em inglês) na segunda-feira, 16, às 8 horas. Quem já depôs poderá ser ouvido novamente e há possibilidade de acareação entre os presos. Depois de tomar 17 dos 25 depoimentos previstos, a PF decidiu mudar a estratégia e suspendeu os depoimentos neste domingo, 15. Como a maioria dos ouvidos seguiu a instrução dada pelos advogados, de reservar as respostas para dá-las apenas em juízo, o comando da investigação concluiu que era melhor aproveitar o tempo analisando o material já apreendido.
Os advogados orientaram seus clientes a adotar essa estratégia em protesto por não terem tido acesso ao conteúdo do processo. Eles afirmaram que a Polícia Federal não tem observado as mais básicas prerrogativas da profissão e tem ferido diversos princípios constitucionais na condução das investigações.
A reclamação é generalizada. Segundo relatos, os principais problemas estão na proibição de acesso aos autos do inquérito, ao conteúdo dos depoimentos já tomados pela PF e à falta de diálogo com seus clientes. O advogado Délio Lins e Silva - que representa o procurador da República João Sérgio Leal Pereira - afirmou que só conseguiu falar com seu cliente, por cinco minutos, depois de 30 horas da chegada dele a Brasília.
De fato, o ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que expediu as ordens de prisão, não autorizou, durante o fim de semana, o acesso dos advogados aos autos do processo, apesar de terem sido apresentados requerimentos nesse sentido. Eles aguardam para esta segunda-feira o acesso ao autos do processo, quando vence o prazo para a prisão preventiva. Se a PF considerar insuficiente o prazo para a coleta de informações, o prazo da prisão poderá ser estendido por mais cinco dias.
Material apreendido
A Operação Furacão prendeu, no Rio, na última sexta-feira, 25 pessoas, incluindo desembargadores, advogados, bicheiros e delegados da Polícia Federal. Junto com eles, documentos que somam cerca de duas toneladas, incluindo papéis e discos rígidos de computadores. Com a avaliação do material, os agentes pretendem traçar um raio X da atuação da máfia e de suas ramificações em outros Estados. Um avião fez, neste domingo, dois vôos entre Brasília e Rio de Janeiro para transportar todo o material.
Investigadores da PF avaliam que podem encontrar pistas sobre mais pessoas envolvidas no esquema, inclusive no Poder Judiciário. A expectativa é descobrir ramificações do esquema em São Paulo e no Distrito Federal. Um dos pontos de partida da PF será analisar as agendas dos presos apreendidas na operação.
Foram transferidos agendas, discos rígidos de computadores e também jóias e relógios recolhidos. O avião da PF fez duas viagens do Rio a Brasília para transportar todo o material. Cerca de 50 policiais estão trabalhando desde domingo à tarde na análise da documentação. Dez deles ficaram encarregados dos interrogatórios dos presos e deslocados da carceragem à sede da PF, onde os documentos foram guardados.
A PF também apreendeu 51 veículos avaliados em cerca de R$ 10 milhões, incluindo uma Mercedes-Benz de cerca de R$ 550 mil. Além dos veículos, a PF apreendeu cerca de R$ 10 milhões em dinheiro, R$ 5 milhões em talões de cheques, US$ 300 mil, 34 mil euros e 400 libras esterlinas. Grande parte do dinheiro estava escondida numa das casas revistadas, atrás de uma parede falsa, que foi arrebentada a marretadas pelos agentes federais.
A operação
A Operação Hurricane realizou na sexta-feira, 13, 25 prisões nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e no Distrito Federal e ocorreu após um ano de investigações, ordenadas em uma operação sigilosa pelo ministro do Supremo Tribunal Federal.
A operação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa que atuava na exploração do jogo ilegal e cometia crimes contra a administração pública. Foram cumpridos 70 mandados de busca e apreensão e 25 mandados de prisão contra chefes de grupos ligados a jogos ilegais, empresários, advogados, policiais civis e federais, magistrados e um membro do Ministério Público Federal.
A investigação começou há um ano na 6ª Vara Federal do Rio, com a juíza Ana Paula Vieira de Carvalho e, em setembro de 2006, foi remetida pelo procurador geral da República, Antônio Fernando de Souza, para o Supremo Tribunal Federal, devido ao surgimento do nome do ministro do Supremo Tribunal de Justiça Paulo Medina.
A partir de então, o inquérito 2.424/2006 passou a ser presidido por Peluso. Ele autorizou a instalação de escuta, inclusive no gabinete de Carreira Alvim, cujos microfones foram descobertos no forro do teto. Alvim, que disputava a presidência do TRF, acusou na época a direção do Tribunal pelos grampos. Na eleição, ele foi derrotado por 15 votos a nove. Os presos
- Ailton Guimarães Jorge - bicheiro, conhecido como Capitão Guimarães, é presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro - Ana Claudia Rodrigues do Espírito Santo - Anísio Abrão Davi - bicheiro e presidente de honra da Beija-Flor - Antonio Petrus Kallil - bicheiro, conhecido como Turcão - Carlos Pereira da Silva - delegado da Polícia Federal de Niterói - Delmiro Martins Ferreira - Ernesto da Luz Pinto Dória - juiz do Trabalho do TRT da 15ª Região (Campinas, SP) - Evandro da Fonseca - advogado - Francisco Martins da Silva - Jaime Garcia Dias - advogado - João Sérgio Leal Pereira - procurador da República. Acusado de integrar esquema de fraudes em sentenças judiciais ao lado do desembargador Ivan Athié. Está afastado do cargo. Foi preso na Bahia. - José Eduardo Carreira Alvim - ex-vice-presidente do TRF-2.ª Região, do Rio de Janeiro e Espírito Santo, e desembargador federal - José Luiz Rebello - José Renato Granado Ferreira - empresário - José Ricardo de Figueira Regueira - desembargador federal - Júlio Guimarães Sobreira - Laurentino Freire dos Santos - Licínio Soares Bastos - Luiz Paulo Dias de Mattos - delegado da Polícia Federal - Marcos Antônio dos Santos Bretas - Paulo Roberto Ferreira Lima - Sérgio Luzio Marques de Araújo - advogado e irmão do juiz federal Marcelo Luzio - Silvério Néri Cabral Junior - advogado - Susie Pinheiro Dias de Mattos - delegada da Polícia Federal. Estava licenciada para exercer o cargo de corregedora da Agência Nacional do Petróleo (ANP), com função era combater as fraudes de combustíveis.
- Virgílio de Oliveira Medina - advogado. Irmão do ministro do STJ Paulo Medina
{Costa}

Bloco radical anuncia saída do governo iraquiano

Agencia Estado Seis ministros leais ao clérigo radical xiita Muqtada al-Sadr decidiram abandonar o governo, anunciou hoje o líder do bloco parlamentar deles. A iniciativa é um duro golpe para o regime pró-EUA do primeiro-ministro Nouri al-Maliki, que alcançou o poder graças ao apoio de al-Sadr. Os ministros irão "se retirar imediatamente do governo iraquiano e entregar as seis pastas ao governo, esperando que elas serão dadas a independentes que representem a vontade do povo", disse Nassar al-Rubaie, líder do bloco de al-Sadr, lendo um comunicado do clérigo. Al-Sadr, que desfruta de imenso poder entre a maioria xiita iraquiana, protestava ultimamente contra a prisão de milicianos de seu Exército Mahdi na operação de segurança liderada pelas forças dos Estados Unidos, atualmente em curso em Bagdá. Ele e seus seguidores também criticavam al-Maliki por não apoiar o pedido de estabelecimento de um cronograma para a retirada das tropas americanas do país árabe. {Costa}

15 de abr. de 2007

Liberdade sindical acabou, diz representante dos lixeiros

Segundo sindicato, liminar que obriga as empresas a atenderem os contratosde coleta de lixo na cidade é uma forma de intervir na greve dos lixeiros
Amanda Rossi SÃO PAULO - A liminar que obriga as empresas concessionárias Ecourbis e Loga a atenderem os contratos de coleta de lixo na sua totalidade, concedida pela Justiça na sexta à noite a pedido da Prefeitura de São Paulo, é "uma forma de intervir no movimento" de greve dos lixeiros, segundo Moacyr Pereira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresa de Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco). "A liberdade sindical praticamente acabou", disse ele.
Apesar da restrição, a greve continua. "Nós estamos atendendo à determinação judicial, de manter 70% do serviço. Por ser serviço essencial, nós até concordamos, apesar de achar o número exagerado", disse Pereira. O encerramento da greve depende somente das negociações com empresas e Prefeitura, segundo o presidente da Siemaco.
Na segunda-feira, 16, haverá audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). "Espero que amanhã consigamos sensibilizar o segmento patronal para aumentar um pouquinho o salário e diminuir um pouco a cobrança (sobre os funcionários) do convênio", afirmou Pereira. As reivindicações da categoria são reajuste salarial de 12%, convênio médico gratuito, além de fornecimento de lanche e protetor solar.
O representante dos lixeiros em greve ainda critica a atuação da Prefeitura e das empresas de coleta nas negociações com os trabalhadores: "Nós não queríamos a greve. Ela é desgastante para a gente e nós não queremos prejudicar a população. Nós fomos empurrados à greve pelas empresas e Prefeitura, que não tiveram boa vontade. Estamos em negociação desde janeiro e eles não cederam em nada".
{Costa}

Câmara vai apurar se Marina infringiu a ética

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta sexta-feira que a casa terá que apurar se a deputada Marina Maggessi (PPS-RJ) infringiu a ética parlamentar ao ter sido flagrada numa escuta telefônica feita pela Polícia Federal em outubro do ano passado. Na gravação, ela diz a um inspetor de polícia que ele deveria dar “um monte de tiros nos cornos” do delegado Alexandre Neto, que denunciava supostas atividades ilegais do grupo comandado pelo ex-chefe de Polícia Civil Álvaro Lins.
O delegado teria elaborado um dossiê sobre supostas atividades ilegais do ex-chefe de Polícia Civil, atual deputado estadual, Álvaro Lins e de seu grupo. Lins é suspeito de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis e Helinho seria um dos "inhos", como são conhecidos policiais ligados ao hoje deputado.
Segundo Chinaglia, o caso terá que ser analisado pela Corregedoria da Câmara, que ouvirá as fitas gravadas e fará uma investigação preliminar. Se ficar constatado que a deputada cometeu alguma irregularidade, o caso será remetido primeiro à Mesa Diretora e, depois, à Comissão de Ética, que discutirá o procedimento e as possíveis punições para a deputada.
Chefe de Polícia Civil, o delegado Gilberto Ribeiro disse ontem que a deputada Marina Maggessi vai responder a sindicância administrativa, que foi instaurada na Corregedoria-Geral da instituição. Embora tenha direito a foro privilegiado, a deputada não está livre de responder por uma falta administrativa, que pode resultar em sua exoneração.
Entrevista à Rádio CBN nesta sexta-feira, a deputada explicou que não sugeriu ao inspetor Hélio Machado da Conceição, o Helinho, que matasse o delegado Alexandre Neto, da Divisão Anti-Seqüestro (DAS). O documento produzido por Neto teria sido uma das bases da investigação da PF que resultou na Operação Gladiador, que prendeu policiais que teriam envolvimento com exploração de caça-níqueis. Entre os presos estavam o inspetor Helinho.
Da Agência O Globo
{Costa}