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19 de abr. de 2007

Taleban ataca afegãos para espalhar medo, diz Anistia

Um confronto entre americanos e grupo terrorista deixou 27 insurgentes mortos
Associated Press e Reuters
CABUL - Insurgentes do Taleban estão deliberadamente atacando civis afegãos para espalhar medo e exercer controle sobre a população, disse na quinta-feira o grupo de direitos humanos Anistia Internacional.
Enquanto isso, confrontos entre tropas do Taleban e dos Estados Unidos deixaram pelo menos 27 insurgentes e dois soldados americanos mortos no Afeganistão.
No segundo relatório de um grupo internacional de direitos humanos nesta semana acusando o Taleban de crimes de guerra por atacar civis, a Anistia convocou todos os lados no conflito do Afeganistão para garantir que os civis sejam tratados de maneira humana.
"É o Taleban que tem uma política deliberada de ter civis como alvos -- eles estão matando professores, seqüestrando trabalhadores de ajuda e queimando escolas e prédios", disse em comunicado Claudio Cordone, diretor do grupo para pesquisa.
Mais de 4 mil pessoas morreram em conflitos no ano passado, quando o Taleban intensificou sua insurgência para expulsar tropas estrangeiras. Autoridades afegãs dizem que cerca de um quarto dos mortos eram civis.
A Anistia Internacional diz que pelo menos 756 civis foram mortos no ano passado por bombas, a maioria em estradas ou detonadas por suicidas, segundo dados da Otan e da Organização das Nações Unidas.
"Ao usar ataques indiscriminados como explosões suicidas em locais públicos e deliberadamente tendo como alvo trabalhadores civis, o Taleban está cometendo crimes de guerra", disse Cordone.
"O fato de esses ataques serem difundidos e realizados como parte da política do Taleban faz deles também crimes contra a humanidade".
Em um relatório na segunda-feira o Human Rights Watch acusou o Taliban de cometer crimes de guerra.
Um porta-voz do Taleban rejeitou esse relatório afirmando ser desinformação infundada e propaganda do Ocidente.
Segundo o porta-voz, Zabullah Mujahid, o Taliban ataca apenas membros do Exército afegão e estrangeiros e os que os ajudam. Ele afirmou que os soldados estrangeiros, e não o Taleban, são os culpados pelas mortes de civis.
Confronto
Com o objetivo de tentar conter o crescimento do Taleban no Afeganistão, tropas americanas realizaram uma patrulha nesta quinta no país e após serem abordados mataram 24 rebeldes. Em um outro local, por meio de uma emboscada, outros 3 insurgentes foram mortos.
A batalha durou cerca de sete horas e dois soldados americanos também acabaram mortos. Depois de serem abordados, os americanos pediram ajuda de aviões do Exército, que conseguiram conter o ataque insurgente e estabilizaram a situação. O EUA auxiliam no Afeganistão tropas da ONU.
{Costa}

Após dia violento, nova série de ataques mata 21 no Iraque

Os iraquianos reclamaram do plano de segurança organizado por tropas dos EUA
Associated Press, Reuters e Efe
BAGDÁ - Um dia após atentados deixarem 183 mortos no Iraque, uma nova série de ataques em diversas regiões do país matou pelo menos 21 e outros 31 ficaram feridos nesta quinta-feira, 18. Ao mesmo tempo, iraquianos começaram a reclamar do plano de segurança americano.
Segundo fontes da polícia, quatro guarda-costas do vice-ministro do Interior, Ahmed Mohammed Khalaf, morreram numa emboscada armada em Shurqat, 85 quilômetros ao norte de Tikrit, capital da província.
O filho do vice-ministro também morreu no tiroteio, acrescentaram as fontes.
Também em Shurqat foram achados os corpos de duas pessoas com tiros na cabeça.
Na cidade xiita de Dujail, 60 quilômetros ao norte de Bagdá e na mesma província, outras duas pessoas morreram num atentado. Não há mais detalhes.
Em outro local, no bairro de Jadriya, a agência "Aswat al-Iraq", indicou que um ataque suicida causou a explosão de um caminhão cheio de algum líquido ou gás inflamável, que incendiou várias lojas da área.
Aparentemente, o suicida queria atentar contra uma patrulha policial na região, mas a informação não foi confirmada, como também não ficou claro se a explosão do caminhão foi provocada ou acidental.
Pelo menos 11 pessoas morreram nas últimas horas no Iraque numa nova série de ataques, principalmente na província de Salah ad-Din, no norte do país, informaram fontes policiais.
Além disso, um carro militar americano foi destruído ao passar por cima de uma bomba perto de Duluiya, 90 quilômetros ao norte de Bagdá, segundo fontes policiais. Até o momento não há informações sobre vítimas do ataque. Helicópteros americanos foram vistos sobrevoando a região imediatamente após a explosão.
Em Zafaraniya, 40 quilômetros ao sul de Bagdá, três pessoas, entre elas uma mulher e uma criança, morreram atingidas por tiros de morteiro numa área residencial. A região fica entre Bagdá e as áreas xiitas do sul do país. A sua população é uma mistura de xiitas e sunitas.
Reclamação
Cansados da guerra, os iraquianos manifestaram nesta quinta-feira sua insatisfação com o plano de segurança de Bagdá, um dia depois que quase 200 pessoas terem morrido em ataques.
Supostos militantes sunitas da Al-Qaeda detonaram uma série de bombas nas regiões xiitas de Bagdá na quarta-feira. Foi o pior dia de violência na cidade desde que o plano para impedir que o Iraque entre em guerra civil foi lançado, em fevereiro.
Enquanto isso, as famílias das vítimas destes ataques pedem que o hospital libere os corpos dos mortos.
O porta-voz militar dos EUA, o major-general William Caldwell, disse que as indicações iniciais apontam para ação da Al-Qaeda e que os ataques foram programados para acontecer com pouca diferença de tempo.
"Eles estão tentando destruir a confiança do povo, já que sentem que a segurança está melhorando", disse Caldwell.
"O governo fala sobre plano de segurança, mas dezenas de pessoas estão morrendo todos os dias. Ninguém está nos protegendo", disse Sabah Haider, 42, parado em frente a uma dezena de microônibus incinerados em Sadriya, cenário do pior ataque, que matou 140 pessoas.
Rahim Ali, também em Sadriya, disse: "Os americanos dizem que estão aqui para proteger o povo iraquiano, mas não estão fazendo nada."
Ainda havia fumaça nos destroços e sandálias e vidro estavam espalhados pelo chão. Muitos moradores criticam o governo xiita do primeiro-ministro Nuri al-Maliki por não protegê-los.
Maliki disse na quarta-feira que os iraquianos vão assumir o controle de toda a segurança do país, no lugar das forças estrangeiras, até o final deste ano.
O plano de segurança de Bagdá, que pede o envio de mais 30.000 soldados americanos e milhares de iraquianos, diminuiu o número de assassinatos sectários atribuídos a milícias xiitas.
Mas até agora não conseguiu conter os carros-bomba atribuídos à Al-Qaeda, o que provoca temores de represálias por parte da milícia Exército Mehdi, do clérigo xiita antiamericano Moqtada al-Sadr.
O secretário da Defesa dos EUA, Robert Gates, disse em Tel Aviv na quarta-feira que o objetivo dos ataques é destruir a reconciliação nacional e manifestou temores de que os xiitas percam a paciência com o governo de Maliki e com as forças norte-americanas.
"Só podemos esperar que os xiitas tenham confiança que seu governo e a coalizão irão atrás das pessoas que realizaram este horror", disse Gates.
No final da quarta-feira, Maliki ordenou a prisão do comandante do Exército iraquiano responsável pela segurança de Sadriya por não ter conseguido proteger a área.
{Costa}

18 de abr. de 2007

Oposição entrega pedido de abertura de CPI no Senado

BRASÍLIA
Mesa Diretora irá analisar requerimento, assinado por 34 senadores - sete a mais do que o necessário -, para então decidir sobre a instalação ou não da comissão
A oposição protocolou no Senado, na tarde desta quinta-feira, o requerimento de abertura de CPI destinada a apurar as causas e responsabilidades pela crise no setor de controle de tráfego aéreo no País.
O líder do DEM (ex-PFL) no Senado, José Agripino, entregou à Mesa Diretora da Casa o documento com 34 assinaturas - o mínimo necessário é de 27.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), leu o requerimento ao plenário. Agora, a Mesa irá analisar o requerimento e, caso conclua que está de acordo com as regras regimentais, irá marcar uma reunião de líderes para decidir o calendário da CPI, de acordo com Renan.
Dos partidos da base aliada ao governo, quatro senadores considerados independentes assinaram o pedido: Mão Santa, Pedro Simon e Jarbas Vasconcellos, todos do PMDB, e Cristovam Buarque (PDT). Outro senador peemedebista que assinou o documento foi o governista Geraldo Mesquita. Outros dois senadores do PDT considerados independentes, Osmar Dias e Jefferson Péres, prometeram a Agripino que assinarão o requerimento no início da próxima semana, para reforçar o pedido de CPI.
O senador do PT Eduardo Suplicy, que em 2004 assinou o pedido de criação da CPI do Mensalão, foi convidado por Agripino a assinar também o da CPI do Apagão Aéreo, mas se recusou.
Racha na oposição
A CPI do Apagão Aéreo dividiu a oposição. Enquanto o DEM defende a criação de uma comissão de inquérito sobre o assunto no Senado, os tucanos acusam os democratas de tentar "roubar" a CPI, que nasceu pelo PSDB na Câmara.
O argumento do Democratas é que, na Câmara, o governo tem maioria ampla, ao contrário do Senado, e poderia controlar as investigações.
O líder tucano na Câmara, Antonio Carlos Pannunzio, disse não achar "lógico" instalar uma CPI no Senado sobre o mesmo tema, mas não desistiu de pedir aos senadores que não assinem o pedido de CPI.
Os dois partidos também divergem na tática de pressionar pela CPI. O Democratas está obstruindo as votações do plenário até que o STF decida sobre a instalação ou não da CPI. Os tucanos têm entendimento diferente e não obstruem os trabalhos.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara considerou a comissão inconstitucional por não conter fato determinado. Líderes dos partidos de oposição ao governo entraram no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão.
O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, entregou na quarta ao STF parecer favorável a instalação da CPI na Câmara. O recurso será julgado no dia 25 pelo plenário do Supremo.
Agência Estado
{Costa}

OAB vê nulidade de inquérito de Operação Furacão

A cúpula da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) procurou nessa terça (17) o ministro da Justiça, Tarso Genro, em Brasília. Na audiência, o presidente da OAB, Cézar Britto, avaliou que existe a possibilidade de anulação do inquérito que deu origem à Hurricane. “Assegurar o direito de defesa pressupõe necessariamente acesso ao preso”, disse.
“Não se pode aceitar que em um país democrático alguém seja acusado sem saber o porquê”, afirmou Britto. “A operação está correta, o que não significa não respeitar a legalidade. Não respeitar o direito de defesa é estabelecer no Brasil o estado policial, o que não interessa a ninguém.” O presidente da OAB defendeu ainda uma “regra geral” para os procedimentos da PF, reafirmando que a atuação foi equivocada.
Genro, por sua vez, garantiu que não há nenhum “vício” na conduta dos policiais que possa invalidar o inquérito.“Recebi informações do chefe da PF (Paulo Lacerda) de que o processo é totalmente válido.” Ele se comprometeu a apurar eventuais irregularidades, mas cobrou da Ordem uma manifestação por escrito e detalhada. “Os procedimento da PF são universais, qualquer que seja o réu, de qualquer classe ou profissão”, disse lembrando que todo o processo é controlado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Fonte: Agência Estado
{Costa}

No Egito, acidente mata 16 estudantes na ida para a escola

Colisão entre veículo escolar e caminhão deixou ainda 8 feridos
Agências internacionais
CAIRO - Ao menos 16 egípcios do ensino médio foram mortos no caminho para a escola nesta quarta-feira, 18, em função de um acidente. O veículo escolar em que estavam colidiu com um caminhão numa estrada ao sul do Cairo, dizem fontes de segurança.
As fontes afirmam que outros oito estudantes foram feridos e estão em condições críticas. Todas as vítimas eram jovens, entre 15 e 17 anos.
Segundo os primeiros boletins, o veículo que transportava os estudantes estava fazendo uma ultrapassagem quando de repente bateu no outro, que vinha em sentido contrário.
O local do acidente fica entre Kremat e Itfih, no oeste do Nilo, na chamada "estrada do deserto" que liga o Cairo com Asiut, onde são muito freqüentes os acidentes causados pela alta velocidade dos veículos e pelo mau estado das estradas.
{Costa}

Professora de assassino revela que havia avisado à polícia

De acordo com Lucinda Roy, Cho Seung-Hui nunca falou de armas nem de assassinato, mas o que escrevia era suficiente para causar preocupação
Efe
WASHINGTON - Uma professora do estudante sul-coreano Cho Seung-Hui, que na segunda-feira matou 32 estudantes da Universidade Tecnológica da Virgínia, previu um ano e meio antes que seu aluno teria um triste fim. Cho se matou após o maior massacre estudantil na história dos EUA.
Com a revelação de dados cada vez mais perturbadores sobre a vida do estudante de 23 anos, sua professora de inglês, Lucinda Rody, afirmou na terça-feira, 17, que a ira de Cho contra a sociedade era evidente. Tanto que, há mais de um ano e meio, chegou a procurar as autoridades acadêmicas e a polícia para advertir do perigo que representava.
Em declarações à rede de televisão CNN, Roy disse que o estudante nunca falou de armas nem de assassinato, mas o que escrevia era suficiente para causar preocupação.
"As ameaças pareciam estar sob a superfície. Não eram explícitas e essa era a dificuldade da polícia" para atuar, explicou a professora. "Meu argumento era de que ele estava tão perturbado que tínhamos que fazer algo ao respeito", acrescentou.
Cho cursava o último ano de filologia inglesa e era um estudante muito inteligente, segundo a professora. No entanto, devido ao conteúdo dos seus textos ela decidiu que ele não deveria participar das turmas com os outros estudantes e começou a dar aulas particulares.
"Deixei claro que o que ele escrevia era inaceitável", disse, após revelar que pediu que Cho procurasse ajuda médica ou Psiquiátrica.
Ian MacFarlen, companheiro de Cho, disse que o estudante sul-coreano escreveu duas obras de teatro "profundamente inquietantes e gráficas" em sua violência.
"Eram como um pesadelo. A violência era macabra, distorcida. As armas eram usadas de um modo que ninguém teria imaginado", lembrou.
Numa das obras, o personagem fala de matar seu padrasto numa orgia de sangue. "Era um solitário e temos dificuldades para encontrar informação sobre ele", contou Larry Hincker, vice-presidente de relações da Universidade Virgínia Tech.
Segundo Kenna Quinet, professora de direito penal da India Purdue University, a solidão é característica dos assassinos em massa, homens que tendem a se sentir alienados e ressentidos com a sociedade.
Cho era um residente legal nos Estados Unidos. Ele chegou ao país quando tinha 8 anos e viveu a sua infância e adolescência em Centreville, cerca de 40 quilômetros a sudoeste de Washington.
Steve Flaherty, da Polícia da Virgínia, revelou na terça-feira que Cho não deixou uma nota explícita sobre suas ações e seu suicídio.
No entanto, a rede de televisão ABC News informou que uma nota achada em seu dormitório continha explicações e a frase "Fui obrigado a fazer isto".
O jornal The Chicago Tribune informou que na mesma nota Cho criticava o que chamava de "meninos ricos", "a decadência" e os "charlatões mentirosos" da universidade.
A polícia da Virgínia confirmou que Cho parece haver sido o único responsável do massacre.
Inicialmente havia a hipótese de que poderia haver mais de um assassino, já que o massacre ocorreu em dois incidentes separados. O primeiro foi num alojamento estudantil, onde Cho matou duas pessoas.
No segundo, nas salas de aula da Faculdade de Engenharia, o estudante matou professores e alunos após fechar várias saídas do edifício.
{Costa}