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26 de abr. de 2007

Família é libertada depois de 56 horas em Campinas

Mãe e dois filhos passam bem e recebem atendimento. Bandido chegou a disparar tiro e Gate decidiu invadir casa.
Carolina Iskandarian
Do G1, em Campinas
Chegou ao fim por volta das 20h desta quinta-feira (26) o drama da família de Campinas, a 95 km de São Paulo, que era mantida refém de um assaltante desde as 12h de terça-feira (24). Mara Tomaz Souza, de 30 anos, e seus dois filhos, de 7 e 10 anos, foram libertados sem ferimentos por Gleison Flávio de Salles, conhecido como "Madruga", de 23 anos, que os mantinha sob a mira de uma pistola semi-automática.
A negociação para libertar os reféns presos dentro de casa foi a mais longa da história do estado de São Paulo. A segunda mais longa aconteceu em janeiro deste ano em Osasco, na Grande São Paulo, e durou 37 horas.
O bandido invadiu a casa das vítimas - na Rua Cineo Pompeu de Camargo, no Jardim Novo Campos Elíseos - quando fugia da polícia, depois de assaltar uma loja. O terceiro filho de Mara, Murilo, de 4 anos, também foi mantido refém, mas acabou libertado na terça-feira (24) em troca de um colete à prova de balas.
O menino Vitor, de 10 anos, continuou refém junto com a mãe e outro irmão até as 19h10 desta quinta, quando foi libertado. De acordo com a polícia, o menino está bem e já se encontrou com o pai, Isnaldo Soares de Oliveira. A primeira coisa que fez ao deixar a casa foi comer uma paçoca.
Mara e o filho de 7 anos continuaram reféns até as 20h, quando, após um barulho de tiro, agentes do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) invadiram a residência, prenderam o assaltante e libertaram os reféns. “Os três reféns saíram ilesos e temos também o seqüestrador preso ileso. A ação do Gate foi coroada de êxito”, disse o major responsável pela operação, Luciano Casagrande.
Mara Tomaz chora ao lado do filho Thiago após fim do seqüestro (Foto: Reprodução TV Globo)
Segundo a polícia, o acordo com o seqüestrador era que ele deixaria a casa algemado à mulher chamada para auxiliar na negociação. No entanto, Gleison deu um tiro em direção ao portão da casa. Após o disparo, o Gate resolveu agir e invadiu a residência. Gleison correu para os fundos e foi encontrado embaixo de uma cama. Ele foi desarmado e acabou se entregando.
As luzes da casa foram acesas, no primeiro sinal de que o drama havia terminado. Luciano Casagrande foi o primeiro a confirmar que o seqüestro havia terminado: ele deixou a casa e fez sinal de positivo. Mara Tomaz deixou a casa acenando com o filho Thiago, de 7 anos. Os dois foram encaminhados a uma ambulância. No veículo, Mara recebeu um beijo do marido. A criança chorava em meio à confusão.
O seqüestrador passou por exames ainda dentro da casa das vítimas e deve ser encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) para fazer exame de corpo de delito, e depois, segue para a delegacia. O seqüestrador deixou o local às 20h45, no carro da polícia, descalço, de bermuda e sem camisa. Ele estava com o sobrancelha direita machucada. Ainda não se sabe o que provocou o ferimento.
O secretário de Segurança Pública do estado, Ronaldo Mazargão, chegou à casa onde ocorreu o seqüestro por volta das 20h45 para parabenizar os policiais que participaram da negociação.
Identidade do assaltante
Murilo, de 4 anos, foi o primeiro libertado (Foto: Reprodução TV Globo) O ladrão que invadiu a casa da família Souza recebeu pelo menos três identificações durante os dois dias de tensão. Primeiro foi Felipe, depois Ivanildo. A polícia divulgou na tarde desta quinta-feira (26) que o verdadeiro nome do assaltante é Gleison Flávio de Salles. Após o nome ser descoberto, uma ex-namorada próxima ao criminoso foi chamada para participar da negociação.
A mulher, que não teve a identidade revelada, foi quem assumiu a negociação com o criminoso desde o fim da tarde desta quinta. A conversa era feita por uma fresta da janela da casa onde aconteceu o seqüestro. De acordo com coronel da Polícia Militar Eliziário Barbosa, um dos comandantes da operação, Gleison demonstrava calma quando conversava com a amiga.
“Nunca tivemos uma negociação tão lógica desde o início do caso”, disse o coronel. Nos últimos momentos, Gleison já havia até abandonado a exigência de fugir em um carro. “Ele não falava mais em fuga, estava convencido de que iria ser preso”, contou o PM. Antes da invasão da polícia, o criminoso havia trancado as portas e construído barricadas para que as vítimas não saíssem.
De acordo com o major Luciano Casagrande, o criminoso nasceu em Recife e fugiu da penitenciária de Hortolândia, na região de Campinas. Gleison foi condenado em 2003 por homicídio e três tentativas de homicídio. Ele foi definido pelos policiais como uma pessoa imprevisível, instável e ameaçadora.
A ameaça aos policiais foi constante durante as negociações. “Ele está nervoso. Mantém sua posição firme e não dá espaço para o negociador. Faz sempre ameaças”, disse Casagrande durante o trabalho para libertar as vítimas. O assaltante insistia no pedido de um carro para fugir, o que foi negado durante todo o tempo pela polícia. Contrariado, ele suspendia as negociações e ficava horas sem fazer contato, o que aumentava a tensão. Ele chegou a propor a libertação das crianças para fugir no carro com Mara, hipótese também recusada pela polícia.
A residência ficou sem energia desde o início da madrugada de quarta-feira (25). Sem fósforos e, portanto, sem a possibilidade de cozinhar, o bandido e os reféns ficaram “à base de biscoitos”, segundo o major Luciano Casagrande.
{Costa}

Temporais devem atingir 12 Estados do País até domingo

Agencia Estado
Chuvas fortes devem atingir 12 Estados das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste do País entre hoje e domingo, durante o feriado prolongado de 1º de maio. As defesas civis desses Estados já foram alertadas pela Secretaria Nacional da Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, quanto aos temporais.
No Sudeste do País, entre hoje e amanhã, áreas de instabilidade provocarão pancadas de chuva no sul de Minas Gerais, no Triângulo Mineiro e na Zona da Mata. A chuva poderá ser acompanhada por raios e rajadas de vento de até 60 quilômetros por hora.
No Rio de Janeiro, as chuvas atingirão o Estado entre hoje e domingo. Também há risco de chuva forte, descargas elétricas e rajadas de vento de até 60 quilômetros por hora no centro-sul fluminense. No sábado e no domingo, a chuva chegará à faixa leste do Estado de São Paulo, acompanhada por raios e ventos de até 60 quilômetros por hora.
Na região Norte, ainda hoje, áreas de instabilidade, associadas ao deslocamento de uma frente fria pelo Sudeste do Brasil, atingirão parte de Rondônia, provocando pancadas de chuva, que poderá vir acompanhada de raios, no sul do Estado. Hoje e amanhã, no Pará, novas áreas de instabilidade tropicais voltarão a atuar no Estado, formando nuvens que provocarão pancadas isoladas de chuva.
Nordeste e Centro-OesteAinda hoje e amanhã, novas áreas de instabilidade tropicais no Nordeste, devem provocar pancadas isoladas no Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Em alguns momentos, o temporal poderá ser acompanhado por raios rajadas de vento de até 50 quilômetros por hora, principalmente, no centro-oeste do Maranhão e no centro-norte do Piauí.
Na região Centro-Oeste, também hoje, a chuva atingirá o Mato Grosso. Há risco de chuva forte e descargas elétricas, no sul e no oeste do Estado.
{Costa}

Conheça a biografia do papa Bento XVI

O cardeal Joseph Ratzinger, o papa Bento XVI, nasceu na cidade de Marktl am Inn, no sudeste da Alemanha, em 16 de abril de 1927. Filho de um comissário da polícia e de uma ex-cozinheira, - ela largou a profissão ao casar - Ratzinger passou a infância e adolescência em Traunstein, uma pequena localidade perto da fronteira com a Áustria.
Durante o governo de Adolf Hitler (1933-1945), Ratzinger serviu ao exército nazista, se alistando por conta do serviço militar obrigatório. Ele chegou a servir em uma bateria antiaérea de defesa a uma fábrica da BMW no final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Com a aproximação das tropas aliadas, Ratzinger desertou e voltou para sua casa em Traunstein. Foi preso pelas tropas americanas e permaneceu por alguns meses em um campo para prisioneiros de guerra.
Depois de 12 anos de sua entrada no seminário, Ratzinger recebeu a Ordenação Sacerdotal em 29 de junho de 1951. Um ano depois, começou a lecionar na Escola Superior de Freising, na Baviera.
Em 1953, doutorou-se em teologia com a tese "Povo e Casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho". De 1962 a 1965 contribuiu para o Concílio Vaticano II como perito. À época, ele era consultor teológico do Cardeal Joseph Frings, arcebispo de Colônia.
Lecionou em diversas universidades alemãs e foi vice-reitor da Universidade de Ratisbona. Ratzinger foi nomeado arcebispo de Munique em 25 de março de 1977 e proclamado cardeal em 27 de junho do mesmo ano pelo papa Paulo VI.
Entre 1981 e a sua nomeção como Papa, em 2005, Ratzinger presidiu a Congregação para a Doutrina da Fé, antigo Santo Ofício da Inquisição. Chamado de Guardião do Dogma, ele combateu o sacerdócio feminino e condenou a homossexualidade, além de ser contra a comunhão aos divorciados que voltarem a se casar e a impedir o crescimento do laicismo dentro da Igreja.
No ano de 1984, Ratzinger interrogou o teólogo brasileiro Leonardo Boff, um dos expoentes da Teologia da Libertação, ala da Igreja que tinha como opção preferencial os excluídos, em um processo na Congregação para a Doutrina da Fé. No ano seguinte, Boff foi condenado a um ano de silêncio obsequioso e à deposição da cátedra.
Ratzinger já esteve no Brasil em 1990, quando participou durante dez dias de um encontro de bispos. Ele ficou hospedado na Residência Assunção, da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Em entrevista ao Jornal do Brasil, na época, disse que "O problema (da Teologia da Libertação) nasce de uma idéia politizada da liberdade, reduzindo sua dimensão. Uma Igreja politizada tem uma posição parcial e não é mais a Igreja universal, aberta a todos. O segundo aspecto, que prevalece no mundo rico, é aquele de uma idéia anárquica de liberdade, confundida com o arbítrio de poder fazer tudo".
Redação Terra
{Costa}

Papa: islâmicos criticam representante em encontro

Líderes da comunidade islâmica brasileira criticaram a escolha do muçulmano chamado para o encontro inter-religioso com o papa Bento XVI no Brasil e acusaram a Igreja Católica no País de dificultar o diálogo com esse convite. Segundo eles, Armando Hussein Saleh, que participará do encontro com o Papa, não é xeique e não representa a comunidade, tendo sido indicado apenas por ter boa relação com o rabino Henry Sobel.
Saleh admite não ter diploma universitário de teologia, mas diz que foi convidado devido ao bom diálogo com as outras religiões, mesmo motivo pelo qual foi ao velório do papa João Paulo II na comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2005.
"Ele é uma pessoa simples, mas não sei nem se ele tem o primeiro grau. Não é xeique. É uma pessoa boa, mas não nos representa", disse o xeique Ali Abdouni, um dos dois eleitos pela comunidade para representar o Islã no Brasil. "O erro não é dele. A própria Igreja Católica, que fez o convite, deveria saber quem são os representantes legais... se nos chamarem agora nós vamos ter que ver", disse. "A nossa programação também pesa, nós não estamos sentados esperando o evento (da visita do Papa). Como comunidade, não somos convidados", acrescentou. A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) marcou para 10 de maio uma reunião do pontífice com líderes religiosos no Mosteiro de São Bento, com convites a seguidores das outras duas grandes religiões monoteístas ¿ judaísmo e islamismo ¿ e de outras denominações cristãs.
O outro líder muçulmano eleito porta-voz da comunidade por 40 xeiques de todo o Brasil, Jihad Hassan, afirmou que a Igreja precisa rever a postura diante dos muçulmanos brasileiros, estimados por ele em cerca de 1 milhão de pessoas. "Eles nos conhecem, sabem os nossos contatos e têm o nosso endereço. É um jeito errado de se buscar diálogo entre as religiões", afirmou. "Não é porque esse senhor aparece em eventos com outros líderes, como o rabino Sobel, que ele representa a comunidade muçulmana. Não representa".
Saleh ponderou que todo muçulmano praticante pode ser um bom representante e lamentou pelas reclamações porque "é melhor a comunidade se manter unida no debate inter-religioso". Ele citou como amigos o ex-arcebispo de São Paulo d. Cláudio Hummes e o sucessor dele, d. Odilo Scherer, além de Sobel.
"Talvez eu possa fazer isso melhor porque não dependo tanto desse vínculo com as entidades. Eu não vivo da religião, sou empresário do ramo moveleiro. Mas infelizmente não é assim que as coisas acontecem. Me sinto honrado da mesma forma", disse.
Segundo ele, que se diz um missionário pela paz mundial independentemente de qualquer crença ou fé, o convite foi feito pela CNBB e é intransferível. A assessoria da comissão que organiza a visita do Papa ao Brasil disse que os religiosos foram convidados para o encontro com base em dados que confirmam sua importância dentro da comunidade e reforçou que não será retirado nenhum convite.
Apesar disso, pode haver novas indicações de líderes para dialogar com o Papa no caso de uma reclamação mais formal por parte de alguma comunidade religiosa, segundo a assessoria.
Além dos representantes do islamismo e do judaismo, a reunião no Mosteiro de São Bento também contará com mais cinco líderes: d. Maurício Andrade (Igreja Anglicana), d. Leolino Gomes Neto (Igreja Católica Ortodoxa Siriana), reverendo Manuel de Souza Miranda (Igreja Presbiteriana Unida), pastor Walter Altmann (Igreja Luterana) e Antonio Bonzoi (Igreja Cristã Reformada).
Bento XVI ficará em São Paulo de 9 a 11 de maio, onde se encontrará com o presidente Lula e realizará a canonização de frei Galvão, o primeiro santo nascido no País. Nos dias 11 e 13, ele visitará Guaratinguetá, cidade de frei Galvão, e Aparecida, onde presidirá a abertura da 5ª Conferência Geral dos Bispos da América Latina e Caribe. O Papa volta a São Paulo no final do dia para retornar ao Vaticano.
Reuters
{Costa}

SP: temporal deixa cidade em estado de atenção

A forte chuva que atinge São Paulo no fim da tarde desta quinta-feira deixou toda a cidade em estado de atenção. Apesar do temporal, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) informa que há apenas um ponto de alagamento, na praça d. Francisco de Souza, em Santo Amaro. A tempestade obrigou a Infraero a fechar o aeroporto de Congonhas das 16h40 às 17h22. Às 18h30, dez vôos estavam atrasados.
Decisão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determina que a pista principal do aeroporto seja fechada sempre que houver mais de 3 mm de água para evitar o risco de derrapagem de aeronaves.
A chuva afetou diretamente o trânsito na capital paulista. A Companhia de Engenharia de Tráfego registra 141 km, contra média de 102 km, às 18h. A Marginal Pinheiros tem o ponto de maior lentidão da cidade com 15,3 km, sentido Interlagos, entre as pontes Transamérica e Jaguaré.
A Marginal Tietê tem 7,6 km de lentidão, no sentido Ayrton Senna, entre a rua Azurita e a ponte da Freguesia do Ó.
Redação Terra
{Costa}

Na rua, condenados usarão pulseira

Da Agência Estado
A exemplo de países como Estados Unidos, França e Austrália, o Brasil deverá adotar o monitoramento eletrônico para vigiar condenados em regime semi-aberto ou nos casos de livramento condicional ou saída temporária da prisão. A medida consta do substitutivo do relator Demóstenes Torres (DEM-GO), aprovado ontem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, em regime terminativo - não há necessidade de votação em plenário.
Demóstenes usou parte das propostas do governador José Serra e dos senadores Aloizio Mercadante (PT-SP) e Magno Malta (PR-ES). A vigilância será feita com o uso, pelo preso, de pulseira ou tornozeleira que permita detectar e controlar movimentos a distância. O monitoramento será obrigatório em casos de condenação por tortura, genocídio, tráfico de drogas, terrorismo ligação com o crime organizado e nos crimes de extorsão com seqüestro ou morte. Nos demais casos, caberá ao juiz decidir sobre o uso da vigilância. O condenado que se recusar a usá-la não poderá ficar fora da prisão.
Pacote A proposta integra um pacote de oito medidas de combate à violência aprovadas ontem. Como todas são de iniciativa de senadores, serão encaminhadas à Câmara dos Deputados. Isso dificulta qualquer previsão quanto ao período em que estarão em vigor. Os membros da CCJ também aprovaram o projeto de lei do senador Demóstenes Torres que determina o afastamento e a suspensão do pagamento do salário dos funcionários públicos alvos de indícios “consistentes” de crimes ligados à atividade que exercem.
Caso sejam inocentes, voltarão ao cargo e receberão os salários do período de afastamento. Ficarão de fora juízes e membros do Ministério Público, cujas carreiras têm leis próprias. A CCJ debate hoje a proposta de redução da maioridade penal para 16 anos, com exceção dos condenados por crimes hediondos.
{Costa}