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1 de mai. de 2007

Ausência de Fidel no 1º de Maio frustra expectativas

Milhares de pessoas participam do desfile presidido por Raúl Castro em Havana
EFE
Alejandro Ernesto/EFE
Raúl Castro, presidente interino, recebe a multidão nas ruas de Havana
HAVANA - A ausência do líder cubano, Fidel Castro, no grande desfile organizado nesta terça-feira, 1º, na Praça da Revolução de Havana por ocasião do Dia do Trabalho frustrou as expectativas surgidas nos últimos dias sobre sua possível volta ao poder, após nove meses de recuperação.
O desfile, ao qual foram convocadas centenas de milhares de pessoas, é presidido por Raúl Castro, presidente interino de Cuba desde 31 de julho de 2006 e chefe das Forças Armadas Revolucionárias.
A expectativa gerada pela possível aparição de Fidel Castro na Praça da Revolução diminuiu na noite de segunda-feira, 30, após a divulgação de um novo artigo do líder cubano, no qual voltou a criticar o uso de biocombustíveis, mas não fez nenhuma referência a sua saúde nem esclareceu a incógnita sobre sua volta ao poder.
As conjeturas sobre o retorno de Fidel à Presidência foram alimentadas por recentes declarações do líder boliviano, Evo Morales, que no fim de semana passado afirmou que o comandante retomaria nesta terça ao poder, que delegou provisoriamente a seu irmão Raúl há nove meses, devido a uma doença declarada sigilo de Estado.
Não é a primeira vez que a possível reaparição pública de Fidel provoca expectativas que não correspondem à realidade. Em setembro passado, os rumores sobre sua aparição despertaram um insólito interesse pela Cúpula do Movimento de Países não-alinhados em Havana entre a imprensa estrangeira, que também ficou frustrada com a ausência do comandante nas celebrações de 2 de dezembro, em comemoração do 50º aniversário das Forças Armadas Revolucionárias.
Fidel Castro não aparece em público desde 26 de julho de 2006, quando participou de dois atos oficiais no leste cubano durante uma intensa jornada que acabou com seu internamento de urgência.
{Costa}

Queda de edifício na Espanha deixa pelo menos três mortos

(Atualiza com três mortos, seis pessoas resgatadas com vida e novos detalhes) Palencia (Espanha), 1 mai (EFE).- Pelo menos três pessoas morreram hoje no desabamento de um edifício do centro de Palencia, no norte da Espanha, devido à explosão possivelmente causada por um vazamento de gás, segundo fontes oficiais.
Seis pessoas foram localizadas e resgatadas com vida entre os escombros do edifício, segundo o Serviço de Emergência da região de Castela e Leão, graças aos cães farejadores da Polícia.
O desabamento aconteceu por volta das 6h (1h de Brasília), e desde então os parentes esperam notícias sobre as pessoas que continuam presas sob os escombros do edifício, onde moravam cerca de 20 pessoas.
Entre os desaparecidos está o imigrante colombiano Eduard Dulán, de 24 anos, que há um ano comprou um dos apartamentos do edifício que desabou, onde morava com a esposa, a também colombiana Juliana Andrea, de 19 anos, que já foi resgatada e está em situação estável em um centro hospitalar.
O prefeito de Palencia, Heliodoro Gallego, confirmou que, por enquanto, há três vítimas fatais em conseqüência da explosão, que pode ter acontecido por causa de um vazamento de gás, segundo os primeiros indícios.
Entre os escombros era possível ouvir as vozes de vários sobreviventes, por isso a Polícia local ordenou interromper os trabalhos das escavadeiras e pediu à equipe de resgate, jornalistas, moradores e curiosos para manter cinco minutos de silêncio, a fim de poder localizar com exatidão as pessoas presas.
Os serviços de resgate, segundo o prefeito, conseguiram ouvir pelo menos duas pessoas presas nos escombros.
Várias testemunhas da explosão, que destruiu totalmente o edifício de cinco andares situado na rua Gaspar Arroyo, em pleno centro de Palencia, disseram que ouviram um grande estrondo, e depois várias pessoas foram para a rua.
O arquiteto Jesús Mateo Pinilla, que estava no local, disse que o imóvel "caiu sobre si mesmo", provavelmente devido a uma explosão de gás, na sua opinião. EFE rjh an
{Costa}

30 de abr. de 2007

Afeganistão: 136 taliban mortos em três dias de combates

Tropas afegãs e Exército americano
Agências
As tropas afegãs apoiadas pelas forças da coligação internacional mataram 136 taliban em três dias de combates. Ontem foram mortos 87 rebeldes num distrito da zona Oeste do Afeganistão, avançaram hoje fontes da coligação liderada pelos Estados Unidos.
Perto de 300 polícias foram enviados hoje para o vale de Zerkoh, na província de Herat, onde manifestantes denunciam a morte de civis e gritam palavras de ordem coomo "morte à América", avança a polícia local.
Os combates de ontem, que se prolongaram por 14 horas, desenrolaram-se no distrito de Shindand, na província de Herat, onde dois dias antes as forças de segurança tinham abatido 49 taliban, segundo um comunicado da coligação.
"No total, sete posições inimigas foram destruídas e 87 combatentes taliban foram mortos durante 14 horas de combates", precisa o comunicado.
Dois dias antes, 70 rebeldes atacaram uma patrulha das forças especiais norte-americanas durante a noite, na mesma localidade. Em resposta, as forças da coligação mataram 49 taliban, com o recurso a apoio aéreo. Um soldado norte-americano também foi morto durante a batalha.
"Foram tomadas todas as precauções para evitar a morte de civis afegãos inocentes durante estas duas batalhas", garante o texto do Exército americano. Habitantes da mesma localidade não são da mesma opinião e manifestaram-se hoje contra a operação, afirmando que morreram vários civis.
{Costa}

MST invade fazenda do presidente da UDR no Pontal

Sorocaba, 30 - No penúltimo dia do "abril vermelho", cerca de 120 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) fizeram uma ação ousada: ontem de manhã, invadiram a Fazenda Ipezal, do presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, em Sandovalina, no Pontal do Paranapanema (SP). Ele acusou os sem-terra de disparar tiros contra dois funcionários. Ninguém ficou ferido.
A fazenda de Nabhan, considerado adversário ferrenho do MST, foi a quarta invadida este mês na região - a 19ª no Estado durante a jornada de lutas conhecida como "abril vermelho". Os invasores saíram da Fazenda Santa Cruz, em Mirante do Paranapanema, invadida quinta-feira, e foram direto para a Ipezal. A Justiça decretara que fossem despejados da Santa Cruz. "Foram vários tiros e meu pessoal teve de deixar o gado para trás", reclamou Nabhan. O advogado da UDR, Joaquim Botti, registrou a ameaça na delegacia de polícia do município.
O coordenador estadual do MST, Valmir Rodrigues Chaves, deu outra versão. Segundo ele, foram os dois campeiros que dispararam contra os sem-terra que montavam os barracos. "Nosso pessoal teve de se refugiar na mata que existe perto do acampamento. Depois, um grupo correu atrás dos atiradores, mas eles fugiram." A invasão ocorreu um dia depois de Nabhan ter anunciado que a UDR está fazendo um "cerco jurídico" aos invasores do MST. A propriedade tem 366 hectares e é "totalmente produtiva", segundo ele. "É uma provocação, pois são terras particulares, que pertencem à minha família faz mais de 70 anos." Hoje Nabhan entrará com pedido de reintegração de posse.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
{Costa}

Morre Serafim Gonzalez, o ´Seu Quiqui´, de Belíssima

Ator já havia sido internado com arritmia e infecção pulmonar em maio de 2006
AE
SÃO PAULO - Morreu, no final da noite de domingo, aos 72 anos, o ator de teatro, cinema e televisão Serafim Gonzalez. Segundo familiares, ele faria aniversário no próximo dia 19. Serafim estava em sua casa, no bairro de Marapé, em Santos, quando teve de ser levado às pressas para o Hospital Beneficência, onde morreu.
Em maio do ano passado, já havia sido internado, com quadro de arritmia e infecção pulmonar, no Hospital Barra D´Or, no Rio de Janeiro. Até o início da madrugada de segunda-feira, parentes do ator ainda não sabiam dizer onde seria o enterro.
Filho de imigrantes espanhóis, Serafim nasceu em Sertãozinho, cidade no interior de São Paulo. Com um currículo de 21 filmes, quase 30 novelas e várias peças de teatro, cujo número ele já havia perdido de cabeça, um de seus últimos papéis na televisão brasileira foi o de Aquilino Santana, o "Seu Quiqui", na novela Belíssima, de Silvio de Abreu, que foi ao ar entre novembro de 2005 e julho de 2006, pela TV Globo. O ator também tinha habilidades como escultor.
"A habilidade para esculpir surgiu naturalmente. Desde que me mudei para Santos, utilizava a areia da praia como matéria-prima. No início, como os outros artistas, esculpia obras grandes, mas deitadas, até que consegui fazer as estátuas em pé. Quando a Ivani Ribeiro, autora das duas versões de Mulheres de Areia, viu as esculturas, decidiu dar esse nome à novela. A primeira versão foi gravada em Itanhaém", contou Serafim em entrevista à TV Tribuna, de Santos, em maio do ano passado.
{Costa}

Bangcoc: cientistas debatem combate ao aquecimento global

Governos de 150 países buscam meios para reduzir o chamado efeito estufa

EFE

BANGCOC - Especialistas em climatologia e meio ambiente, assim como representantes de Governos de cerca de 150 países, começaram nesta segunda-feira a discutir em Bangcoc propostas destinadas a reduzir a emissão de dióxido de carbono para tentar frear o aquecimento global.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), criado em 1988 pelas Nações Unidas, vai se reunir até a próxima sexta-feira, quando publicará um relatório informando os meios que podem ser empregados com o objetivo de reduzir o chamado efeito estufa.

"O aquecimento global se transformou em um assunto sério de discussão que requer uma postura comum", disse o subsecretário do Ministério do Meio Ambiente tailandês, Chartree Chueytrasit, em seu discurso de inauguração da reunião.

Os especialistas, que prevêem uma reunião recheada de polêmica e enfrentamentos, apresentarão suas propostas sobre o emprego de energias alternativas, algumas destas experimentadas como a nuclear, e outras não tanto, como a do armazenamento subterrâneo do dióxido de carbono.

A minuta do relatório, que será modificada para incluir as recomendações apresentadas durante a reunião, sustenta que o atual nível das emissões de gases pode ser reduzido mediante um corte do emprego de combustíveis como o carvão, o investimento em energias alternativas e um melhor controle do uso destes combustíveis.

"Que ação e quando é o que os Governos devem decidir", assinalou o presidente do IPCC, Rajendrat Pachauri. Na reunião realizada no começo de abril em Bruxelas, o grupo alertou que ao longo deste século a temperatura subirá entre 1,1 e 6,4 graus, uma previsão alarmante, já que, segundo os cientistas, um aumento acima dos 2 graus levará ao desaparecimento da face da terra de aproximadamente 30% das espécies.

As conclusões do painel da ONU em Bangcoc servirão como pontos de referência nas futuras negociações multilaterais sobre a mudança climática.

{Costa}