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1 de mai. de 2007

Nacionalização na Bolívia não afeta o Brasil, diz ministro

Segundo Silas Rondeau, negociações sobre refinarias seguem normalmente. Ministro de Minas e Energia diz que Bolívia está disposta a conversar.
Do G1, em São Paulo
A nacionalização do setor de petróleo e gás na Bolívia, oficializada nesta terça-feira (1º) pelo presidente do país, Evo Morales, não afetará o Brasil no curto prazo, de acordo com o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. O ministro diz que o ato de nacionalização previsto para a manhã desta quarta-feira (2) é tão somente a concretização dos decretos de estatização assinados por Morales em outubro de 2006 e com os quais a Petrobras já havia concordado.
COMENTE ESTA NOTÍCIA Segundo ele, as negociações com a Bolívia agora estão focadas na questão do ressarcimento pela nacionalização das duas refinarias que a Petrobras tem no país. "A situação na Bolívia está normal, sem inquietação", frisou Rondeau.
Ele lembrou que o ministro boliviano dos Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, está disposto a negociar o preço da transferência dos ativos da Petrobras para a Bolívia - o desacordo, até agora, reside no fato de os bolivianos estarem dispotos a pagar o preço contábil das refinarias, enquanto os brasileiros querem receber o valor de mercado.
Novas mudanças?
O ministro também afirmou que os executivos da Petrobras não têm indícios de que uma nova mudança de regras na participação de empresas estrangeiras no mercado de petróleo e gás da Bolívia esteja a caminho. "Não temos qualquer indicação de medida unilateral da Bolívia", ressalta. "No curto prazo, não há risco de desabastecimento de gás natural", afirma.
Haverá um desligamento simbólico das exportações de gás às 6h desta sexta-feira (horário de Brasília), informou a estatal boliviana YPFB, mas tanto membros do governo brasileiro quanto do governo boliviano afirmam que isso não afetará o abastecimento do produto nos países importadores.
O presidente Evo Morales anunciou as nacionalizações em discurso feito em praça pública - ele afirmou que, além do setor de petróleo e gás, as medidas também afetarão o setor de telefonia - com a nacionalização de uma companhia administrada pela Telecom Italia - e a criação de um banco de fomento no estilo do BNDES.
Entretanto, por conta de questões burocráticas, o presidente da YPFB, Guillermo Aruquipa, admitiu que nem todos os 44 contratos envolvendo empresas privadas puderam ser efetivados até o Dia do Trabalho. Três acordos que ainda não foram concretizados envolvem negociações com a Petrobras. O motivo, segundo a YPFB, seria um erro na formulação dos documentos.
Petrobras
A Petrobras negocia atualmente com a YPFB o preço do ressarcimento de duas refinarias que a Bolívia nacionalizou: os bolivianos querem pagar o valor contábil dos ativos, enquanto o lado brasileiro quer receber o valor de mercado.
Entretanto, a empresa não deve ser afetada diretamente pela nacionalização desta quarta-feira, uma vez que já concordou com a reestatização dos ativos de petróleo e gás na Bolívia no fim do ano passado. A nacionalização afetará multinacionais de outros países, como a espanhola Repsol-YPF, a francesa Total e a britânica British Gas.
O especialista em energia Adriano Pires, que acompanha de perto a questão Brasil-Bolívia, afirmou que as mudanças não atingem diretamente a Petrobras, pois estão inseridos dentro de um contexto já aceito pela empresa. Segundo Pires, a "instabilidade regulatória" boliviana continuará a existir, o que pode significar riscos de mudanças de regras sem aviso prévio.
Sem pressa
Embora o governo boliviano, por causa das comemorações do Dia do Trabalho, quisesse fechar o acordo com a Petrobras ainda nesta terça-feira, a Petrobras não está interessada em acelerar as negociações - até o presidente Lula inteveio para garantir que as negociações não fossem apressadas. O diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, afirmou em Nova York que não há uma data-limite para o fim das conversas com a Bolívia.
Ele disse também que a Petrobras pode inclusive continuar a operar as refinarias. "Há um interesse em manter a operação nos padrões que elas têm hoje", disse. O diretor informou ainda que nesta fase das conversas estão sendo definidas as formas de compensação pelos ativos da empresa brasileira. "Não estamos impondo nenhuma condição de pagamento. Estamos sendo bastante flexíveis", disse.
Cerveró disse também que, caso a Bolívia tomasse uma decisão unilateral, as negociações seriam interrompidas e o governo brasileiro poderia usar mecanismos de arbitragem para evitar prejuízos.
(Com informações da Reuters, Globo News e Jornal Hoje)
{Costa}

Fidel Castro ataca projeto de etanol do Brasil

CubaFidel
O presidente de Cuba, Fidel Castro, afirmou na segunda-feira que é preciso fazer uma "revolução energética", mas criticou o plano desenvolvido por Brasil e Estados Unidos para produzir etanol.
Em seu quarto artigo publicado pela imprensa cubana nos nove meses de recuperação, o "Comandante", que sofreu uma grave cirurgia intestinal, pede que o projeto de biocombustíveis de Brasil e Estados Unidos seja alvo de uma análise, por ocasião do Dia Internacional do Trabalho.
"O que precisamos é de uma revolução energética", disse Fidel Castro sobre o plano firmado pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush.
Castro destaca que este 1º de Maio “é um bom dia para fazer que estas reflexões cheguem aos trabalhadores e a todos os pobres do mundo"
.Ele também atacou a política de produção de etanol firmada entre Brasil e Estados Unidos, como já tinha feito diretamente no dia 29 de março, e indiretamente em 4 de abril. "Nada me anima contra o Brasil (...) mas alguns não param de martelar argumentos em um sentido ou outro, capazes de confundir as pessoas tradicionalmente amigas de Cuba"
.Castro afirma que "ficar quieto diante do plano de biocombustíveis" assinado por Lula e o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, é o mesmo que "optar entre a idéia de uma tragédia mundial e um suposto benefício para o povo desta grande Nação".Fonte:
Diário do Grande ABC / AFP
{Costa}

Acossado por críticas, Olmert recusa-se a renunciar

Umja investigação acusa o premier de ter cometido erros de julgamento ao iniciar e conduzir o conflito no Líbano, em 2006. Os jornais já pedem sua renúncia Associated Press JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, enfrenta um bombardeio de críticas e pedidos para que renuncie, depois que um comitê emitiu um relatório extremamente crítico à forma como o governo conduziu a guerra de 2006 no Líbano. Um ministro do gabinete, desiludido com a liderança do premier, deixou o cargo nesta terça-feira, 1º. Olmert declara que não deixará o cargo, a despeito das conclusões do comitê, divulgadas na segunda-feira, 30. A investigação acusa o premier de ter cometido erros de julgamento ao iniciar e conduzir o conflito. A porta-voz de Olmert, Miri Eisin, afirma que ele está confiante na capacidade de reerguer sua liderança. "Ele tem total consciência da falta de confiança do público, mas sente que, em vez de entrar em um período de confusão, deve se responsabilizar por resolver os problemas", disse Eisin. "Ele acredita que, por meio de suas ações, o apoio (público) virá". O desafio de Olmert é grande. Editoriais e articulistas de jornais exigem sua renúncia, afirmando que povo de Israel não confia mais nele. O relatório do comitê "não contém nenhuma palavra piedosa à qual o primeiro-ministro possa se agarrar para prorrogar seu mandato", diz o editorial do jornal Haaretz. O diário Maarriv diz na manchete: "De saída". No momento, Olmert parece seguro no cargo. A despeito do clamor público, ele continua a liderar uma ampla coalizão de governo, cujos membros parecem relutar em pôs os próprios mandatos em risco, convocando eleições. Pesquisas de opinião pública indicam que o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do partido direitista Likud, arrebataria a vitória no caso de uma nova eleição. Pessoas próximas ao premier dizem que apenas um grande movimento popular poderá forçá-lo a renunciar. Seu partido, o Kadima, tem a opção de retirá-lo do comando. Se renunciar, Olmert pode ou dissolver o Parlamento e convocar eleições, ou manter o legislativo intacto e pedir ao presidente que escolha um novo chefe de governo. O atual ministro das Relações Exteriores, Tzipi Livni, é visto como um forte candidato, nesse segundo cenário. {Costa}

Suposta morte do líder da Al-Qaeda é investigada

Da France Presse
U.S. Military/AP
Líder da Al-Qaeda teria sido morto em confrontos internos
O governo iraquiano investiga declarações sobre suposta morte do chefe da Al-Qaeda no Iraque, Abu Ayub al-Masri, em combates internos. "Recebemos informações segundo as quais combates opuseram membros da Al-Qaeda. Masri teria sido executado nesta ocasião. Nossas forças não têm nada a ver com isso. Essas informações ainda devem ser verificadas, mas são confiáveis", disse o general Abdel Karim Khalaf, porta-voz do ministério do Interior, à rede de televisão pública Iraqia.
Segundo o exército americano, Abu Ayub al-Masri, também conhecido como Abu Hamza al-Muhajer, teria sucedido em junho de 2006 a Abu Mussab al-Zarqawi, morto durante um bombardeio americano. Os Estados Unidos ofereceram uma recompensa de cinco milhões de dólares por sua captura. De acordo com o governo norte-americano, Masri se juntou em 1982 à Jihad Islâmica egípcia, então liderada por Ayman al-Zawahiri, o atual número dois da Al-Qaeda.
Ele teria conhecido Zarqawi em 1999 no campo de treinamento Al-Faruk, no Afeganistão, onde teria se tornado um especialista em explosivos, antes de viajar ao Iraque depois da queda do regime talibã. Antes da morte de Zarqawi, Mujaher era um comandante da Al-Qaeda para o sul do Iraque. Ele trabalhou estreitamente com tenentes de Zarqawi em Fallujah, antigo feudo sunita a oeste de Bagdá, fornecendo camicases e carros-bombas.
Para o exército americano, ele é um dos fundadores da Al-Qaeda no Iraque e um dos últimos associados de Zarqawi ainda vivos. A morte de Abu al-Masri já havia sido anunciada em outubro de 2006, antes de ser desmentida pelo exército americano e pelas autoridades iraquianas.
{Costa}

Ex-bispo da Diocese de Colatina é um dos favoritos para presidir CNBB

Marcelo BaltarCerca de 330 religiosos de todo o Brasil estão reunidos em Indaiatuba, no interior de São Paulo, na 45ª Assembléia Geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para definirem quem será o próximo presidente da entidade.
O ex-bispo da Diocese de Colatina e atual arcebispo de Vitória da Conquista, na Bahia, Dom Geraldo Lyrio Rocha, é um dos nomes mais cotados para presidir a CNBB pelos próximos quatro anos. Além dele, também concorre ao cargo máximo da Igreja Católica no Brasil o novo arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Schere. A previsão é que o resultado saia até o início da próxima semana. O eleito tem direito a uma reeleição.
A Assembléia Nacional é o órgão supremo da CNBB e se reúne uma vez por ano. Também serão eleitos o vice, o secretário-geral e os presidentes das dez comissões que compõem o Conselho Permanente da CNBB. O atual presidente da entidade, Dom Geraldo Majella, não poderá ser reeleito. Neste ano, a reunião deve contar com 334 bispos, sendo 36 bispos eméritos, além de teólogos e assessores da CNBB. A posse da nova presidência acontece antes do término da assembléia, no dia 9 de maio.
{Costa}

Primeiro-ministro pedirá eleições antecipadas na Turquia

EFE
Ancara - O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, anunciou hoje em Ancara que pedirá ao Parlamento a antecipação das eleições gerais do país, caso o islamita moderado Abdullah Gül volte a fracassar em sua tentativa de chegar à Presidência.
As eleições legislativas, previstas para o final do ano, podem ser antecipadas "para 24 de junho ou 1º de julho", segundo afirmou Erdogan, após se reunir com a cúpula de seu partido.
As declarações foram feitas depois que o Tribunal Constitucional anulou o primeiro turno da votação para nomear Gül como novo presidente da república.
O chefe do Governo anunciou também que o Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP) fará tudo o que for possível para trocar o atual sistema indireto de eleição presidencial por um sistema direto, pelo qual o presidente seja eleito pela população nas urnas, em dois turnos.
O primeiro-ministro explicou que o AKP, partido governista e de orientação islâmica, respeita a decisão da suprema Corte e propôs um novo calendário para a votação parlamentar para presidente: quinta-feira, dia 3 de maio - para a repetição do primeiro turno (realizado sexta-feira) - e os dias 7, 11 e 15 de maio - para os três turnos restantes, previstos pela lei vigente.
A Presidência do Parlamento se reunirá amanhã para decidir se aprova o novo calendário.
Se a situação de sexta-feira se repetir o processo não poderia sequer ser iniciado, segundo decisão judicial do Tribunal. No dia 27 de abril, Gül não alcançou o número de votos necessários para ser proclamado presidente, além de não ter comparecido à sessão o mínimo necessário de 367 deputados.
Nesse caso, a convocação de eleições gerais antecipadas seria uma "necessidade constitucional", reconheceu Erdogan.
Para o pleito, o Governo de Ancara elaborará uma modificação da lei constitucional para diminuir para 25 anos a idade mínima exigida dos candidatos a uma cadeira parlamentar, anunciou.
"Nosso povo pode ficar tranqüilo. Temos maturidade para sair desta situação. Agora vamos ao voto popular", afirmou Erdogan.
Neste contexto, lembrou as grandes manifestações realizadas nos últimos dias em Ancara e Istambul contra seu Governo e contra o fato de um islamita (moderado) ocupar a Presidência do país.
"Acho que essa gente pode se expressar muito bem nas eleições que serão realizadas em cerca de 60 dias".
Por outro lado, o primeiro-ministro disse que recebeu várias ligações de governantes e políticos europeus que lhe disseram que não estão à vontade com o que aconteceu na Turquia.
"Disse a eles que não se preocupassem. A Turquia entrará em processo democrático normal com as eleições", comentou Erdogan.
{Costa}