Resultados de Pesquisa

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18 de mai. de 2007

Ratos regeneram pêlo em região ferida, aponta estudo

Antes acreditava-se que folículos dos mamíferos se formavam apenas durante a etapa de desenvolvimento e que a perda dos pêlos nos adultos seria permanente
Efe
LONDRES - Uma equipe de cientistas americanos descobriu que ratos adultos conseguem regenerar os folículos capilares e o pêlo na região em que foram feridos.
Segundo o estudo, publicado nesta quarta-feira, 16, na revista de ciências Nature, os resultados ajudarão a pôr fim às discussões, iniciadas há 50 anos, que apontam para a possibilidade de os folículos do pêlo conseguirem se regenerar.
Durante a segunda metade do século 20, a maioria das pesquisas científicas indicava que os folículos dos mamíferos se formavam apenas durante a etapa de desenvolvimento e que a perda dos pêlos nos adultos seria permanente.
Dirigido pelo cientista George Cotsarelis, o estudo demonstra que as feridas capilares dos ratos expostas a uma via de controle celular alterada, conhecida como WNT, potencializa a formação de novos folículos capilares, enquanto inibir esta rota de sinalização após a regeneração do cabelo previne a formação de novos folículos.
A WNT é o dispositivo que uma célula normal precisa ativar para dar início a um processo de crescimento celular e está envolvida no desenvolvimento dos folículos capilares e em seu ciclo de crescimento.
A pesquisa sugere que as feridas capilares geram um estado na pele similar ao embrionário, que proporciona uma via para a regeneração do pêlo na região.
Segundo os cientistas, da Escola de Medicina da Universidade Pensilvânia, nos Estados Unidos, a pele dos mamíferos responde às feridas com plasticidade e uma capacidade regenerativa muito maior do que conhecida anteriormente.
Costa

Lula evita comentar prisões feitas pela Operação Navalha

Presidente disse que não vai falar sobre Operação ´porque está apenas no começo´ Roberta Pennafort, Ana Paula Scinocca e Fabio Graner
SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em rápida entrevista em Araguaína (TO), onde inaugurou um trecho de 150 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul, afirmou que não pode fazer comentários sobre a Operação Navalha, da Polícia Federal, porque está apenas no começo. "O presidente da República, de forma responsável, não pode prejulgar nada nem ninguém", declarou.
Segundo o presidente, as investigações, que já resultaram na prisão de políticos, autoridades e empresários, não se restringem a fraudes em obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "São (fraudes) em nove Estados e em todas as obras. Agora, entra o processo. Com muita tranqüilidade, vamos deixar que a polícia e a Justiça façam a sua parte, doa a quem doer", acrescentou Lula.
A obra inaugurada por Lula em Araguaína, a 350 quilômetros de Palmas, faz parte do PAC, contou com recursos de R$ 458 milhões e está sendo realizada pela Valec. Lula estava acompanhado dos ministros dos Transportes, Alfredo Nascimento, e de Minas e Energia, Silas Rondeau, além do presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL).
Rondeau, que demitiu seu assessor especial Ivo Almeida Costa, suspeito de envolvimento com a quadrilha presa na operação, evitou falar com a imprensa durante a visita. A demissão de Almeida Costa foi publicada na edição desta sexta do Diário Oficial da União, assinada pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
PAC
A ministra Dilma Rousseff afirmou que a Operação Navalha ajuda a "preservar" de possíveis fraudes as licitações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "A Polícia Federal mostrou que (a suposta quadrilha) estava em vias de usar as licitações do PAC para ações ilícitas. A operação cria um ambiente muito mais preservado para as licitações do PAC", disse a ministra a jornalistas.
Dilma disse ainda que considera excessiva a suspeita sobre o PAC. "Não existe programa que cometa delito de corrupção. Existem pessoas que cometem delito de corrupção", argumentou. Para a ministra, a Operação Navalha vai acabar com um esquema de décadas já que os envolvidos são funcionários antigos do governo.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, também negou que a descoberta da rede ameace o maior programa federal de investimentos. "Podiam ameaçar o PAC, o papa, quem quisessem ameaçar, o que importa é que estão todos presos", disse Bernardo a jornalistas. Dilma e Bernardo falaram sobre as prisões à saída de uma reunião de prefeitos do PT, num hotel em Brasília.
Bernardo afirmou que o governo está tornando cada vez mais transparente a execução dessas obras. "Hoje, está tudo na internet.
Segundo o ministro, o cronograma das obras está mais rápido do que normalmente ocorre e será acelerado ainda mais. "Nós estamos a todo momento preocupados com o nosso cronograma de obras. É por isso que temos um Comitê Gestor, com três ministros, e cada ministério tem um trabalho interno e o trabalho está andando muito bem".
Retaliações
O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que o ministério não sofreu qualquer tipo de pressão de autoridades por causa da investigação da Operação Navalha, referindo-se especificamente ao Estado do Maranhão. Tarso contou que na quinta-feira, em Brasília, foi procurado pelo governador Jackson Lago (PDT) e parlamentares da bancada maranhense na Câmara dos Deputados, que lhe perguntaram se a operação era uma retaliação política. "Foi um pedido de informações e eles receberam e se satisfizeram com as explicações ", afirmou o ministro, que está no Rio para compromissos com o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) e o secretário Nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa.
Jackson Lago escapou de ser preso graças à Constituição de seu Estado. Durante as investigações, o governador foi citado em dez gravações telefônicas entre membros da quadrilha.
A ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), entendeu que faltaram “elementos fáticos” para que ele fosse preso em flagrante - única hipótese prevista na Constituição do Maranhão.
Já os sobrinhos do governador, Alexandre de Maia Lago e Francisco de Paula Lima Júnior, foram presos na operação. Eles teriam recebido “vantagem indevida” de R$ 240 mil do dono da Gautama. Conforme a ministra, os dois agiam “em nome” de Lago.
Banco Regional da Brasília
O presidente do Banco Regional da Brasília (BRB), Roberto Figueiredo Guimarães, foi afastado do cargo, por conta das denúncias de suposto envolvimento no esquema de fraude de licitações de obras públicas. Guimarães está preso. Em seu lugar assume interinamente o funcionário de carreira do BRB, Laércio Barros Junior. Ele está há 18 anos no BRB, tem formação em Ciências Econômicas e MBA em Controladoria e Finanças.
Costa

16 de mai. de 2007

Israel oferece ajuda a Abbas contra terroristas

Violência interpalestiniana faz mais 17 mortos
O governo israelita está disponível para ajudar o presidente palestiniano Mahmoud Abbas a combater os “terroristas” do Hamas. A oferta foi feita após mais um dia de confrontos entre milícias do Hamas e da Fatah na Faixa de Gaza, que fizeram pelo menos 17 mortos.
“Não tencionamos intervir na guerra propriamente dita, mas se o presidente Abbas pedir especificamente a nossa ajuda, estamos dispostos a ajudar”, afirmou o vice-primeiro-ministro israelita Shimon Peres durante uma visita à Estónia.
Peres falava horas depois de um ataque aéreo israelita contra uma base do Hamas em Rafah, no Sul da Faixa de Gaza, que fez pelo menos quatro mortos e 18 feridos. O ministro israelita da Defesa, Amir Peretz, assegurou que o ataque não significava que Israel estivesse a tomar partido no conflito interno palestiniano e que se tratava de uma retaliação por um anterior ataque com rockets contra Israel.
Os confrontos entre milícias do Hamas e da Fatah prosseguiram ontem em Gaza, pelo sexto dia consecutivo, e ameaçavam desfazer o governo de coligação e mergulhar o país numa guerra civil. Pelo menos 17 pessoas foram mortas durante o dia de ontem, quatro dos quais elementos do Hamas abatidos pelos próprios companheiros quando estavam a ser levados por uma escolta da Fatah para a prisão, no que terá sido um incidente de fogo amigo.
Ao final da tarde, o Hamas declarou um cessar-fogo unilateral, prontamente seguido pela Fatah, mas havia sérias dúvidas de que durasse mais do que algumas horas.
Agências
Costa

Após adiamento, Senado instala amanhã a CPI do Apagão Aéreo

CPI - BRASILIA
Por ser o mais idoso, ACM vai presidir sesssão de abertura de CPI.

Depois do adiamento, o Senado marcou para amanhã a sessão de instalação da CPI do Apagão Aéreo. Por conta da intensa pauta de votações no plenário do Senado, trancada por 14 medidas provisórias, o senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-ex-PFL-BA) propôs a mudança.

ACM vai presidir a sessão de abertura da CPI por ser o mais idoso entre os membros indicados para compor a comissão.
O atraso também foi provocado pelo protesto do DEM contra a demora na instalação da CPI das ONGs. O partido reivindica a indicação dos integrantes da CPI das ONGs para que as duas comissões sejam instaladas simultaneamente no Senado.
Autor do requerimento que pediu a abertura da CPI das ONGs, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) não escondeu sua irritação com a instalação da CPI do Apagão Aéreo sem que a das ONGs tenha saído do papel.
Renan convocou reunião de líderes para hoje para discutir a indicação dos membros da CPI das ONGS. Na semana passada, os líderes se comprometeram a indicar os membros das duas CPIs até hoje. Os partidos finalizaram as escolhas dos integrantes da CPI do Apagão nesta terça-feira, mas não se manifestaram sobre a CPI das ONGs.
PresidênciaA base aliada do governo deve ficar com a presidência da CPI do Apagão, enquanto a oposição, com a relatoria. Os governistas ainda não definiram o nome que presidirá os trabalhos da CPI. O DEM indicou o senador Demóstentes Torres (GO) para a relatoria.
Líderes partidários fecharam um acordo ontem para dividir os cargos de comando da CPI entre governo e oposição --já que os dois lados reúnem praticamente o mesmo número de integrantes da comissão
Fonte: Folha online
Costa

Queda de bimotor mata dois em São Paulo

ACIDENTE
Duas pessoas morreram em um acidente aéreo na manhã de ontem na região de Guaratinguetá, no Interior do Estado de São Paulo. O empresário José Jerônimo Rodrigues, 58, pilotava o bimotor Sêneca III, prefixo PT-VLC, por volta das 8h30, quando perdeu o controle da aeronave. Ele tentou contato com a torre de Guaratinguetá mas se chocou com um bambuzal e, desgovernado, caiu na via Dutra. A queda ocorreu no quilômetro 66 da pista Rio-São Paulo. No impacto com o solo, o empresário e o co-piloto Edson Júlio, de 30 anos, foram lançados cerca de 50 metros adiante e morreram no local.
O avião tinha saído do Campo de Marte, na capital paulista, às 8h05 e seguia para o aeroporto de Guaratinguetá, onde pousaria por volta das 8h50. Segundo informações, eles fariam novos exames de habilitação para pilotar aeronaves em Guaratinguetá.
A queda foi presenciada por motoristas que passavam pela via Dutra. Segundo testemunhas o avião fez uma curva em baixa altitude, bateu no bambuzal no alto de um morro, às margens da rodovia e seguiu desgovernado para a pista. Ao se chocar com o solo o avião se desintegrou e as vítimas foram lançadas para fora. Mesmo sem comando, o bimotor continuou andando em direção aos carros.
Costa

Sarkozy assume Presidência da França

O novo presidente da França, Nicolas Sarkozy, tomou posse nesta quarta-feira. A cerimônia teve início às 6h (horário de Brasília) com a sua chegada ao Palácio do Eliseu, onde passou em revista a Guarda Republicana, antes de seu antecessor, Jacques Chirac, dar as boas-vindas na escadaria do Palácio.
A cerimônia foi minuciosamente preparada pelas equipes de Chirac e Sarkozy, segundo o tradicional ritual republicano.Sarkozy entrou no Palácio do Eliseu, pelo pátio de honra, acompanhado do futuro secretário-geral da Presidência, Claude Guéant.
Sua mulher, Cécilia Sarkozy, e o seu filho, Louis, chegaram minutos antes, acompanhados pelos dois filhos do primeiro casamento de Sarkozy e pelas duas enteadas do presidente eleito.Após percorrer o longo tapete vermelho estendido desde a entrada do pátio de honra até a escada principal, Sarkozy foi recebido por Chirac. Eles se deram as mãos e posaram, sorridentes, para os fotógrafos. Em seguida, subiram juntos a escada.
Em uma conversa no escritório presidencial o presidente em fim de mandato entregou ao seu sucessor os códigos secretos de ativação das armas nucleares da França, uma das principais prerrogativas e responsabilidades do chefe de Estado.Sarkozy em seguida acompanhou seu antecessor e ex-mentor até a saída.
Após receber as insígnias da Grande Cruz da Legião de Honra, começou a cerimônia propriamente dita de posse, com a proclamação solene de Sarkozy como presidente da República.
Em seu primeiro discurso como chefe de Estado, destacou a necessidade de unir seus compatriotas."Não tenho direito a decepcionar os franceses", afirmou Sarkozy, que enfatizou a exigência de mudança, de romper com o passado e de obter resultados para seu mandato de cinco anos.
Sarkozy, que quer abrir seu governo ao centro e à esquerda, disse que para servir à França não há campos, mas somente as competências, as idéias e as convicções daqueles que se colocam diante do interesse geral, e acrescentou que está disposto a trabalhar com eles. "Defenderei a independência e a identidade da França. Lutarei por uma Europa que proteja, ela união do Mediterrâneo, pelo desenvolvimento da África, pela paz e pelo desenvolvimento sustentável".
Sarkozy, que viajará hoje mesmo para Berlim onde se reunirá com a chanceler alemã, Angela Merkel, começou seu discurso com um elogio ao cinco presidentes que o antecederam na V República, começando por seu fundador, o general Charles de Gaulle.
Do general destacou que salvou a França, de George Pompidou e de Valery Giscard d’ Estaing deu ênfase ao trabalho de modernizaçção do país e do socialista François Mitterrand falou sobre sua habilidade para realizar a transição e preservar as instituições.
Por último, Sarkozy aplaudiu o trabalho de Jacques Chirac a favor da paz e na defesa dos valores da França no mundo, assim como seu papel de despertar as consciências sobre o desastre ecológico.
Nicolas Sarkozy assume a Presidência da França sob fogo cruzado da oposição de esquerda e das trincheiras da direita. Além de ser alvo de polêmica envolvendo seu casamento e de ameaças de um grupo ligado a rede terrorista Al-Qaeda, sua decisão de convidar personalidades socialistas para integrar o governo gerou protestos dentro de seu próprio campo direitista e irritou a oposição, que viu nisso uma manobra para dividir a esquerda. Na terça-feira, enquanto Chirac se despedia dos franceses na televisão dizendo ter o sentimento de "dever cumprido", Sarkozy se preparava para pôr em prática seus dois grandes lemas de campanha: ruptura e reforma. ( Leia reportagem completa no Globo Digital)
A sua primeira "ruptura" é uma verdadeira revolução na direita: está praticamente certa a nomeação de Bernard Kouchner - um ministro do governo socialista de François Mitterrand e um dos fundadores da organização Médicos sem Fronteiras - para assumir um dos principais ministérios, o das Relações Exteriores. Jean-Pierre Jouyey, que foi diretor-adjunto do Gabinete do premier socialista Lionel Jospin, foi outro sondado para integrar a equipe de Kouchner. O socialista Hubert Védrine, ex-ministro das Relações Exteriores, também foi visto saindo da sala de Sarkozy no dia 11.
Na direita, o flerte do novo presidente com a oposição já fez descontentes. Jacques Myard, deputado da UMP, partido de Sarkozy, disse ter digerido mal a esperada nomeação de Kouchner e avisou não é "nem de longe" o único insatisfeito. No Partido Socialista (PS), os que caem na sedução de Sarkozy são vistos como traidores.
A grande preocupação por trás da revolta - tanto na esquerda quanto na direita - são as eleições legislativas de junho, que vão escolher o novo Parlamento. Muitos deputados de direita passaram anos demonizando a esquerda. E vice-versa. A campanha local fica mais difícil quando se tem que justificar um governo que convida rivais históricos para se sentarem à mesma mesa.
Da Agência EFE
Costa