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20 de mai. de 2007

Jackson Lago emprega 23 parentes, diz jornal

O governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), emprega 23 parentes e contraparentes na administração do Estado. Esta seria a maior rede de nepotismo do País. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Entre os parentes do governador, estariam dois irmãos, quatro sobrinhos, três primos e um genro. A primeira-dama, Maria Clay Moreira Lago, ocupa o cargo de secretária particular do governador e tem dois irmãos, seis sobrinhos e dois primos empregados no Estado. Anderson Lago, primo do governador escolhido para o cargo de chefe da Casa Civil, tem pelo menos dois sobrinhos trabalhando no governo.
Depois do Maranhão, os Estados que mais empregariam parentes dos governadores seriam o Pará, com sete pessoas relacionadas a Ana Júlia Carepa (PT), e o Paraná, que abrigaria seis parentes de Roberto Requião (PMDB).
A Operação Navalha, deflagrada na quinta-feira com o objetivo de desarticular um esquema de desvio de recursos para obras públicas, prendeu, no Maranhão, dois sobrinhos do governador. Além deles, foram o ex-governador José Reinaldo Carneiro Tavares, o secretário de Infra-estrutura, Ney de Barros Bello, o fiscal de obras Sebastião José Pinheiro Franco, além de lobistas e engenheiros.
A prisão de Jackson Lago havia sido pedida pelo procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, junto com os demais acusados de envolvimento com a organização desmembrada pela operação, mas a prisão do governador foi negada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Redação Terra
Costa

Apreendidos 42 kg de maconha em rodoviária do Rio

Uma ação conjunta de forças de segurança do Rio de Janeiro resultou na apreensão de 42 kg de maconha e na prisão de dois homens e uma mulher no início da noite deste sábado, na Rodoviária Novo Rio.
Odimar Andrade Oliveira, 50 anos, Rute Garcia Santana, 37, e Ignácio Souza Júnior, 50, eram investigados há duas semanas e foram presos em flagrante por volta das 19h com dois celulares, chips e notas de euro, dólares e reais.
Oliveira e Rute desembarcaram de um ônibus da Viação 1001, vindo de São Paulo. A droga, distribuída em 42 tabletes encontrados embaixo de roupas nas bolsas de viagem veio, segundo as investigações, do Paraguai, passou por Foz de Iguaçu, Curitiba e São Paulo. No Rio, seria distribuída no Morro do Boogie Woogie, na Ilha do Governador.
Parte da droga, segundo agentes da Coordenadoria de Inteligência do Sistema Penitenciário (Cispen), seria destinada ao Presídio Hélio Gomes, localizado no Complexo Penitenciário da Frei Caneca, no Centro do Rio.
Os presos foram encaminhados junto com o material apreendido para a 6ª DP (Cidade Nova). Os três foram autuados por tráfico de entorpecentes. Além do Cispen, participaram da operação o 4º Batalhão de Polícia Militar (São Cristovão) e a 21ª Promotoria de Investigação Prisional (PIP).
O Dia
Costa

Parecer do Ibama é contrário a usinas no rio Madeira

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) elaborou parecer contrário à construção das usinas de Jirau e Santo Antônio no rio Mandeira, em Rondônia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Os técnicos afirmam que "recomenda-se a não-emissão da licença prévia". O relatório de 221 páginas, terminado em 21 de março, desqualifica o Estudo de Impacto Ambiental (Eia) e o Relatório de Impacto Ambiental (Rima). Ambos são essenciais para a concessão da licença prévia das duas obras, feitas pelo consórcio Furnas/Odebrecht.
De acordo com o documento, não houve levantamento correto da área que poderá ser afetada pela elevação do lençol freático, do impacto potencial da perda de áreas de lazer e turismo e seu possível impacto na atividade turística da região.
As usinas, orçadas em R$ 20 milhões, estão previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e devem gerar 6,5 mil megawatts de energia, metade da de Itaipu. Redação Terra
Costa

19 de mai. de 2007

De surpresa, Blair faz sua provável última visita a Bagdá

Nouri Maliki recebeu Tony Blair no palácio presidencial de Bagdá
O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, disse neste sábado estar seguro de que o apoio britânico ao governo do Iraque continuará após sua saída do governo, no mês que vem. Blair chegou na manhã do sábado a Bagdá para uma visita-surpresa. O premiê, que deixa o cargo no dia 27 de junho, se reuniu com o presidente iraquiano, Jalal Talabani, e com o primeiro-ministro Nouri Maliki.
O premiê britânico chegou a Bagdá horas após a Zona Verde – área de segurança máxima que abriga as sedes do governo do país e embaixadas estrangeiras – ter sido alvo de ataque de foguetes.
Autoridades locais, porém, disseram que não havia indicações de que os ataques tivessem Blair como alvo.
Esta é a sétima visita do premiê britânico ao Iraque, e provavelmente sua última antes de deixar o cargo no mês que vem.
"Leal ao povo iraquiano"
“Eu não tenho dúvidas de que a Grã-Bretanha permanecerá leal em seu apoio ao povo iraquiano”, disse Blair.
Ele afirmou que há “sinais reais de mudança e progresso” no Iraque apesar da situação da segurança no país.
“Há coisas que, como vocês saberão, que estão ocorrendo em diferentes partes do Iraque e que nos dão alguma razão para esperança”, disse Blair.
Ele afirmou: “É importante que continuemos a tomar qualquer ação necessária contra a Al Qaeda ou contra qualquer um que use a violência e o terrorismo para prejudicar o progresso do país”.
Ataque normal
Pouco após a chegada do primeiro-ministro a Bagdá, três mísseis Katyusha foram disparados por volta de 8h30 do horário local (1h30 de Brasília), a cerca de 1,5 quilômetro de onde Blair estava reunido com líderes iraquianos, segundo o correspondente da BBC Paul Wood.
O ataque provocou a morte de um guarda de segurança.
“Ataques com morteiros e ataques terroristas estão ocorrendo todos os dias, esta é a realidade. A questão é, o que vamos fazer diante desses ataques?”, disse Blair.
“Esses ataques são feitos por uma minoria de pessoas que querem destruir os progressos feitos aqui. E a resposta é não nos dobrarmos a eles”, afirmou.
Blair também disse que a Grã-Bretanha somente poderia ter uma relação positiva com o Irã, vizinho do Iraque, se o país apoiar o governo iraquiano democraticamente eleito.
“Sabemos que é importante trabalhar com o Irã. Mas o Irã também tem que entender que não pode apoiar o terrorismo e querer trabalhar conosco ao mesmo tempo”, argumentou o premiê britânico.
Visita a Bush
Blair viajou ao Iraque após ter visitado o presidente americano, George W. Bush, em Washington.
Espera-se que o primeiro-ministro trabalhe pela reconciliação entre sunitas e xiitas iraquianos. Líderes sunitas e xiitas vêm se reunindo regularmente com as autoridades iraquianas em busca de soluções para a violência sectária no país.
Segundo o porta-voz de Blair, ele quer “aproveitar o momento da política iraquiana para criar um espaço para uma paz de longo prazo”.
“O que o primeiro-ministro pretende destacar com esta visita é a ligação fundamental entre a política e a segurança”, disse o porta-voz.
Governo manchad
O governo de Blair foi manchado por acusações de que ele levou o país a uma guerra ilegal. Uma recente pesquisa de opinião realizada pelo jornal The Observer verificou que 58% dos britânicos consideram a invasão ao Iraque um erro.
“Tomamos uma decisão que sabíamos que seria difícil. Eu acreditava então, e acredito agora, que foi a decisão correta”, disse Blair durante sua visita a Washington.
Em uma entrevista veiculada neste sábado, o ex-presidente americano Jimmy Carter criticou Blair por seu apoio “cego” a Bush e à guerra no Iraque.
Costa

Israel volta a atacar alvos do Hamas em Gaza

Por Nidal al-Mughrabi
GAZA (Reuters) - Israel lançou mais ataques aéreos contra o Hamas em Gaza no sábado, matando pelo menos uma pessoa, com as autoridades israelenses tentando conceber uma estratégia para impedir o lançamento de foguetes do Hamas contra cidades israelenses.
Os ataques aéreos deixam os palestinos em uma situação ainda mais caótica, depois de nove dias de lutas internas, beirando uma guerra civil, entre o grupo islâmico Hamas e a facção secular Fatah, do presidente Mahmoud Abbas.
Autoridades do Hamas e do Fatah concordaram em realizar negociações mediadas pelo Egito para um novo cessar-fogo começando no sábado, mas não se sabe se o acordo vai vingar. Tréguas entraram em colapso no passado.
O ministro da Defesa de Israel, Amir Peretz, disse que seu país tem muitas opções para tentar impedir o lançamento de foguetes contra Israel, minimizando a perspectiva imediata de uma invasão por solo em grande escala. Mas ele acrescentou: "Creio que a idéia de assumir o controle de Gaza novamente é uma decisão que poderá ser tomada a qualquer momento."
O Exército israelense disse que um ataque aéreo atingiu três militantes que disparavam foguetes do norte de Gaza. Residentes do local disseram que um pastor sem conexão ao movimento Hamas foi morto. Outras cinco pessoas ficaram feridas, duas delas gravemente.
Os foguetes improvisados que militantes dispararam contra o sul de Israel no sábado causaram danos, mas ninguém ficou ferido.
Durante a noite, o Exército destruiu dois depósitos de armas do Hamas na Cidade de Gaza. Palestinos disseram que eram fundições de metal sem relação com o Hamas.
O ataque de Israel contra o Hamas matou pelo menos 16 palestinos desde quarta-feira. Moradores disseram que quatro civis estão entre os mortos.
Pelo menos 49 palestinos foram mortos nos últimos nove dias de lutas internas entre o Hamas e o Fatah.
"Os dois grupos começaram a ordenar seus homens que implementem (o novo cessar-fogo) imediatamente", disse o porta-voz do gabinete Ghazi Hamad, depois de uma reunião entre os líderes das duas facções.
O alto líder do Fatah Tawfiq Abu Khoussa disse: "Será um estigma se a violência interna continuar em meio à agressão de Israel."
Costa

18 de mai. de 2007

UE e Rússia de acordo... no desacordo

Vladimir Putin dum lado, Durão Barroso e Angela Merkel do outro, chocaram em inúmeros pontos.
Mil quilómetros a sudeste de Moscovo, a estância balnear perto de Samara, junto ao Volga, não tornou caloroso o clima da cimeira. Já se sabia que dali não ia sair nenhum novo tratado de parceria estratégica entre a União Europeia e a Rússia.
A Polónia veta tudo, porque Moscovo mantém um embargo à importação de carne polaca. Mas as zonas de atrito entre os 27 e o Kremlin são bem mais variadas.
A começar pelo tipo de democracia e liberdades que vigoram na Rússia. Um famoso opositor de Putin, Garry Kasparov, queria juntar-se à manifestação de protesto em Samara. No aeroporto de Moscovo, a polícia deteve o antigo campeão mundial de xadrez e uma vintena de companheiros até já não haver aviões para Samara.
Mal abriu a conferência de imprensa final da cimeira, Angela Merkel, presidente em exercício da União, disse estar preocupada com o caso.
Merkel afirmou que não estava em causa o direito de a polícia deter manifestantes que vandalizam e usam a violência. Apenas a liberdade de expressão.
Putin gostaria que a cimeira servisse para que Berlim e Bruxelas amansassem um pouco os vizinhos europeus com quem a Rússia tem estado desavinda: Polónia, Estónia, Lituânia. Mas o número um de Bruxelas frisou o princípio de solidariedade dos 27.
Vladimir Putin não esteve com meias palavras. Quando lhe falaram de desrespeito dos direitos humanos na Rússia, retorquiu que países da União como a Estónia e a Letónia são os que violam os direitos humanos da minoria russa duma maneira inadmissível e indecente para a Europa.
E no caso da Estónia, com o braço-de-ferro por causa da remoção duma estátua do Exército Vermelho, Putin afirmou que a polícia estoniana não dispersa apenas os manifestantes, mas que matou um manifestante russo.
Costa