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3 de ago. de 2007

Morre suspeito queimado em ataque a aeroporto de Glasgow

Por Adrian Croft

LONDRES (Reuters) - Um homem que participou de um complô de ataque na Grã-Bretanha morreu no hospital, após sofrer queimaduras graves em um atentado contra um aeroporto da Escócia quase cinco semanas atrás, informou nesta sexta-feira a polícia.

O indiano Kafeel Ahmed, 27, era um dos dois ocupantes de um jipe que avançou contra o aeroporto de Glasgow no dia 30 de junho. O veículo incendiou-se, mas não houve vítimas no local e os dois homens foram presos.

Ahmed morreu na noite de quinta-feira, depois de ficar internado com 90 por cento do corpo queimado. A polícia manteve o engenheiro da Índia sob vigilância armada no hospital, mas não conseguiu entrevistá-lo porque ele estava em coma.

No dia anterior ao incidente no aeroporto, foram encontrados dois carros no centro de Londres com bombas e botijões de gás, combustível e pregos, mas que não explodiram.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, já falou sobre uma ligação da rede Al Qaeda com o complô, pelo qual três médicos do Iraque, Jordânia e Índia foram indiciados.

Os ataques frustrados em Londres e na Escócia levaram a Grã-Bretanha a aumentar por dias seu alerta de segurança para "crítico", o nível mais alto.

(Com reportagem de Paul Majendie)

Venda de genérico cresce 23% no País

MEDICAMENTOS

Ana Mary C. Cavalcante da Redação

O mercado de medicamentos genéricos cresceu 23,2% no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2006. Isso é resultado de uma melhor divulgação para o consumidor, mas também significa que o mercado pode crescer mais.

De janeiro a junho deste ano, foram vendidas 111,5 milhões de unidades de medicamentos genéricos no Brasil, segundo o IMS Health. A pesquisa foi divulgada ontem pela Associação Brasileira de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos) e atesta um crescimento de 23,2% no volume de unidades comercializadas no primeiro semestre de 2007 - no mesmo período de 2006, foram 90,6 milhões.

O Sudeste registra a maior evolução de participação média de mercado dos genéricos, 5,30%, e o Norte, a menor, com 10,5%. Mas todos os cinco mercados regionais de genéricos cresceram, ainda que com aumentos distintos por estados. Minas Gerais alcança o topo do ranking nacional, com 19,01% de market share (participação no mercado. Ou seja, de cada cem medicamentos vendidos, cerca de 19 são genéricos). O Ceará está em um patamar baixo, com 9,6%. Na região Nordeste, o Estado supera apenas o Maranhão - que tem a menor média de participação de mercado dos genéricos, com 9%.

A ampliação da oferta de medicamentos genéricos - atualmente, são 1.600 listados, destaca a Pro Genéricos - é um dos fatores que contribuem para o crescimento da procura. "Você pode tratar praticamente toda doença com medicamento genérico", informa Odnir Finotti, vice-presidente da Pro Genéricos. Aliada a isso, continua Finotti, há a economia: o genérico já chega à farmácia, pelo menos, 35% mais barato do que o concorrente "de marca". E a diferença de preços pode chegar a 70%.

"A cada ano, o genérico vai se popularizando", observa o Jorge Luís, farmacêutico-bioquímico de uma das filiais da rede Pague Menos. Isso também significa que o consumidor está adquirindo mais conhecimento sobre as opções na farmácia. "Tanto o próprio cliente já sabe sobre o genérico, quanto o médico já coloca na receita o princípio ativo. Assim, o consumidor pode escolher qual o genérico mais barato", comenta Luís. Mas, para o gerente da Farmácia Droga Forte (avenida Antônio Sales), ainda falta divulgação. "Devido aqui ser o setor da Aldeota, poucos médicos prescrevem o genérico. Quem prescreve mais são os médicos da rede pública", diz Silvestre Araújo Vasconcelos. Os medicamentos genéricos que controlam a hipertensão lideram a lista dos mais vendidos ali. "O pessoal que se habituou a comprar o genérico não muda mais", conclui Vasconcelos.

TAM: “Avião estava em ‘perfeitas condições"

O Airbus A320 da TAM que causou o pior acidente da história da aviação brasileira estava em “perfeitas condições” de uso, segundo o presidente da companhia aérea, Marco Antonio Bologna. O avião fazia, na terça-feira, o vôo JJ 3054 e explodiu após se chocar contra um terminal de cargas da própria TAM, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com 186 pessoas a bordo. Perguntado sobre a capacidade do Airbus e se estaria com passageiros além da capacidade, Bologna declarou que o vôo estava “com 100% de aproveitamento”. Inicialmente, respondeu que o avião dispõe de 174 assentos para passageiros, além de outros dois na cabine e mais quatro para os tripulantes, o que totalizaria 180. Em seguida, corrigiu-se e afirmou que o número pode variar, não ultrapassando “185 almas a bordo”.

Embora considere recomendável aguardar a conclusão das investigações antes de opinar sobre as possíveis causas do acidente, Bo-logna disse que a falta de groovings (ranhuras feitas na pista para permitir o escoamento da água da chuva) não impede que o aeroporto funcione. “A pista de Congonhas foi reformada recentemente e o que não foi realizado [os groovings] não a torna inope-rante, nem menos segura. O seu funcionamento depende não só das condições da lâmina d´água, como de vento. Então, depende muito da ocasião. A pista já foi utilizada sem ranhuras antes da reforma da pista. O importante é que aguardemos pelo fim das investigações para falar sobre as causas do acidente”.

Bologna alegou que o aeroporto, no passado, já operou com mais vôos do que hoje. No entanto, não afastou a possibilidade de reduzir a quantidade de vôos caso a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determine. “A TAM é cumpridora das determinações do poder con-cedente”. Perguntado sobre a crise que o setor aéreo atravessa desde o acidente com o Boeing da Gol, em setembro de 2006, o presidente da TAM disse que a discussão é “mais ampla”.

“Acho que o Brasil vive um momento bastante forte de crescimento de renda, o que gerou um aumento do número de passageiros. Existem alguns problemas infra-estruturais, mas eu acredito que as autoridades já estão procurando tomar as providências”.

Sobre o número de funcionários que estavam no terminal de cargas no horário do acidente, o presidente da TAM estimou entre 55 e 60, mas não informou quantos morreram. “Em horários de pico”, completou, “o total pode chegar a 380 funcionários, entre próprios e terceiriza-dos”.

Caixa-preta será analisada nos EUA

O comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, afirma que em 30 dias fica pronta a perícia da caixa-preta do Airbus A320 da TAM que bateu em um terminal de cargas da própria companhia no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

A caixa-preta do avião foi encontrada na madrugada de ontem e segue para análise de especialistas. De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Saito, que está em São Paulo acompanhando as investigações, informou na manhã de ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que a caixa-preta será enviada aos Estados Unidos, ao National Transportation Safety Board, orgão norte-americano que será responsável pela análise das informações do vôo. O prazo para entrega do resultado pode ser prorrogado por mais um mês.

Conforme a secretaria, Saito explicou que, com a análise da caixa, será possível saber a velocidade do avião no momento da colisão, conversas entre os pilotos e se eles tentaram arremeter (realizar a decolagem imediatamente após tocar o solo), o que permitirá investigação relativamente mais rápida.

O comandante reiterou que ainda é precipitado tirar conclusões sobre as causas do acidente. (AB).

Parentes de vítimas serão indenizados

O presidente da TAM, Marco Antônio Bologna, ga-rantiu ontem que todas as vítimas do acidente aéreo serão indenizadas. O avião A320 da TAM tinha capacidade para 185 pessoas, mas estava com 186 pessoas a bordo em função de um bebê. Bo-logna disse que isso é permitido. Inclusive, garantiu que todas as vítimas estavam asseguradas.

Segundo Bologna, o avião tinha uma máscara extra em cada fileira - o que possibilitaria ter ainda mais bebês na aeronave.

O vice-presidente técnico da TAM, Rui Amparo, disse ontem que o avião não tinha nenhum problema técnico, e que a última revisão foi feita no dia 13 de junho. A aeronave tinha 26.320 mil horas de vôo.

Perguntado se houve algum problema com o reverso da turbina (que ajuda no pouso), Bologna disse que preferia não se pronunciar agora, pois quer esperar uma investigação completa. (AB)

EADS confirma acordo para venda de mísseis à Líbia

PARIS (Reuters) - O grupo aeroespacial e de defesa europeu EADS confirmou nesta sexta-feira que o consórcio do qual faz parte finalizou um acordo de venda de mísseis antitanque com a Líbia e também disse que estaria em conversas avançadas para fornecer rádios a Trípoli.

Em nota, a EADS disse que mísseis antitanque Milan serão entregues pela MBDA, uma joint venture com a BAE Systems e a Finmeccanica .

"Este contrato está esperando pela assinatura do cliente líbio", disse a EADS.

Uma fonte líbia disse mais cedo que contratos no valor de 296 milhões de euros (402 milhões de dólares) foram assinados. Um acordo de 168 milhões de euros refere-se a mísseis antitanque e outros de 128 milhões de euros a sistemas de comunicação, segundo a fonte.

1 de ago. de 2007

Israel e EUA dizem que não se pode perder oportunidade para paz

Atualizada com conteúdo da reunião entre Olmert-Rice) Jerusalém, 1 ago (EFE).- A ministra de Assuntos Exteriores de Israel, Tzipi Livni, e a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, concordaram hoje em que atualmente existe uma "oportunidade para a paz" no Oriente Médio que "não deve ser perdida".

A afirmação foi feita em entrevista coletiva conjunta após a reunião entre Livni e Rice em um hotel de Jerusalém, como parte da viagem que a secretária americana faz pela região para promover a realização de uma Conferência de Paz até o fim do ano.

"Disseram que é importante manter o Hamas à margem de qualquer processo e falaram da vontade de Israel de restabelecer a cooperação com os palestinos e dos passos que o Governo (israelense) deu desde que o Hamas tomou o controle de Gaza", disse à agência Efe David Baker, porta-voz do primeiro-ministro israelense, depois da reunião.

Israel mostrou durante o encontro a determinação em fazer mais concessões ao Governo palestino, chefiado pelo laico moderado Salam Fayyad. No entanto, o país teme que o Hamas ressurja em algum momento na cena política palestina - por eleições ou num novo Governo de união nacional-, e o processo entre em colapso.

Baker confirmou à Efe que Olmert e Rice falaram da conferência de paz, mas se referiram a ela como um "encontro", do qual Israel espera que os países árabes moderados participem.

"Há um Governo na Autoridade Nacional Palestina (ANP) baseado nos princípios internacionais e fundamentais para a paz. Esta é uma oportunidade que não deve ser perdida", afirmou Rice.

Perguntada sobre a situação em Gaza, controlada pelo Hamas desde 14 de junho, ela respondeu: "No final, o povo palestino terá que escolher em que tipo de mundo quer viver.

Está muito claro que o que aconteceu em Gaza foi contra a legitimidade palestina. Não vamos abandonar o povo de Gaza nas mãos do Hamas".

Livni destacou que o Governo nomeado pelo presidente da ANP, Mahmoud Abbas, "cumpre os requisitos da comunidade internacional, acredita na solução de dois Estados e tomou a decisão de mudar a situação, por isso Israel não deixará esta oportunidade passar".

"É um momento crucial, uma oportunidade para que o mundo árabe apóie os moderados", ressaltou.

A chanceler considerou "encorajador" o anúncio do ministro das Relações Exteriores saudita, o príncipe Saud al-Faisal, de que o país deseja participar da Conferência de Paz para o Oriente Médio convocada pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

A conferência, da qual ainda não se sabe o lugar nem a data em que será realizada, é o principal objetivo da viagem da secretária de Estado americana.

O Escritório do Primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, com quem Rice se reuniu na terça-feira à noite em Jerusalém, também aprovou a decisão da Arábia Saudita de participar da conferência de paz.

"Esperamos que muitos Estados árabes participem, inclusive a Arábia Saudita", afirmou o porta-voz do Governo, David Baker, ao comentar o anúncio do príncipe Saud al-Faisal.

O encontro "teria que servir como cobertura para as negociações bilaterais de paz entre Israel e os palestinos", acrescentou o porta-voz israelense.

Por enquanto, não se sabe se a reunião, prevista para outubro ou novembro, será realizada no Oriente Médio, em Washington ou sob o apoio da ONU em Nova York.

As reservas sauditas em relação à iniciativa de Bush incluem o medo de que os verdadeiros problemas não sejam discutidos: a criação de um Estado palestino, a definição de fronteiras definitivas, a questão do retorno dos refugiados e a partilha de Jerusalém.

Israel continua defendendo que as partes devem negociar os assuntos menos complicados agora e deixar os temas mais espinhosos do conflito para o futuro.

Este ponto de vista foi lembrado por Livni na entrevista coletiva com Rice, em pergunta sobre a questão dos refugiados e o status de Jerusalém num eventual acordo de paz entre israelenses e palestinos.

Para ela, é melhor alcançar inicialmente um "máximo denominador comum, porque às vezes não é sábio abordar primeiro os temas mais delicados".

Rice também se reuniu hoje com o ministro da Defesa, o trabalhista Ehud Barak, e com o presidente israelense, Shimon Peres.

Barak defendeu a "construção de um horizonte político com os palestinos para tornar sua vida mais fácil", mas disse que a "principal prioridade" de Israel é a "segurança" de seus cidadãos.

Já Peres destacou que toda vez que Rice chega à região leva "esperança e desafios"."Acho que a secretária de Estado conduziu uma política que nos aproxima do capítulo principal nas negociações com os palestinos", afirmou o presidente israelense.

Ele defendeu uma ação conjunta em escala regional, nos planos diplomático e econômico, para instaurar a paz no Oriente Médio.

Rice encerrará hoje sua agenda em Israel com um jantar de trabalho com Olmert.

Na quinta-feira, a secretária viajará para Ramala, na Cisjordânia, sede da ANP, para se reunir com o primeiro-ministro, Salam Fayyad, e com o presidente, Mahmoud Abbas. EFE elb jfc/dgr rg/pa

Caixa-preta indica que manete estava em posição errada, diz jornal

Segundo a 'Folha de São Paulo', as posições dos manetes estavam incorretas. Problema poderia ter resultado de falha técnica ou erro do piloto.

Do G1, em São Paulo

De acordo com o jornal "Folha de São Paulo", a caixa-preta de dados do Airbus A-320 da TAM indica que os manetes (alavancas de controle) estavam na posição errada no momento do pouso em Congonhas, em São Paulo, no dia 17 do mês passado. O jornal teve acesso a uma parte das informações analisadas pelos peritos, as mesmas que chegaram na terça-feira (31) ao Congresso em um CD-ROM com cerca de 60 arquivos, inclusive de áudio.

Veja a cobertura completa do acidente

Segundo a reportagem, o manete direito estava em posição de aceleração, quando deveria estar em "ponto morto", como o esquerdo. A aceleração indevida teria feito com que os sistemas eletrônicos interpretassem que o piloto queria acelerar, e as turbinas teriam passado a acelerar automaticamente. O texto afirma ainda que os freios aerodinâmicos não foram acionados e que o freio automático dos pneus não funcionou.

Problema no controle

O piloto teria posicionado apenas o manete esquerdo na posição de reverso, diz o jornal. Como o reversor da turbina direita (mecanismo que ajuda o jato a frear) havia sido desativado quatro dias antes do acidente por causa de um problema hidráulico, o procedimento correto teria sido colocar ambos os manetes em reverso. No entanto, segundo a publicação, o direito teria permanecido acelerado.

Ainda de acordo com o jornal, o piloto, ao perceber que havia perdido o controle do avião, teria tentado diversas maneiras de parar a aeronave. Uma delas, segundo o jornal, teria sido pressionar os dois pedais a sua frente, freando os pneus do trem de pouso. No entanto, as tentativas teriam sido em vão e as turbinas continuaram a acelerar.

O jornal levanta três hipóteses: erro do piloto, falha no computador ou defeito no manete. Diálogos

Segundo a reportagem, uma voz da cabine afirmaria: "reverso um apenas", o que indicaria que piloto e co-piloto sabiam que apenas um reversor estava funcionando. Num outro trecho, seria ouvido: "spoiler nada...", que poderia indicar que os spoilers (os freios aerodinâmicos na parte de cima das asas), que abrem automaticamente no pouso, não teriam funcionado na aterrissagem.

Análise dos dados

A Comissão Parlamentar de Inquérito do apagão aéreo da Câmara marcou para as 9h desta quarta-feira uma sessão secreta para analisar os dados das duas caixas-pretas do Airbus da TAM. A CPI recebeu por volta das 14h da terça-feira (31) os dados das duas caixas-pretas.

A sessão contará com a presença do chefe do Cenipa e do coronel Fernando Camargo, responsável pela investigação.