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10 de ago. de 2007

Combates do Exército filipino com guerrilha do Abu Sayyaf matam 52

Número de feridos chega a 25; para militares, terroristas recebem apoio de uma facção dissidente da FMLN

Efe

ZAMBOANGA, Filipinas - Combates entre o Exército e guerrilheiros do Abu Sayyaf, grupo islâmico ligado à Al-Qaeda, mataram 52 pessoas e feriram 25. Os confrontos aconteceram na ilha de Jolo, cerca de 980 quilômetros ao sul de Manila, informou nesta sexta-feira a rede de TV GMA News.

A emissora elevou a 27 o número de rebeldes mortos nos choques. As outras vítimas eram, em sua maioria, militares. Mas também morreram civis, como um adolescente que foi atingido por vários tiros.

O primeiro dos confrontos aconteceu durante uma emboscada na aldeia de Maimbung contra um caminhão do 33º Batalhão de Infantaria. Nesse combate, nove soldados perderam a vida e dois ficaram feridos.

Horas mais tarde, nas montanhas próximas a Maimbung, houve outro enfrentamento, no qual mais dez militares morreram. As outras mortes aconteceram em diversos choques, sobre os quais a emissora não deu detalhes.

Segundo o Exército, as tropas do governo têm enfrentado um grupo de rebeldes liderado por Radullah Sahiron, um dos chefes do Abu Sayyaf.

Fontes militares também disseram que os terroristas recebem apoio de uma facção dissidente da Frente Moura de Libertação Nacional (FMLN).

O Abu Sayyaf foi fundado em 1991, na ilha de Basilan, perto de Jolo, por um grupo de correligionários que lutaram na guerra do Afeganistão contra a União Soviética.

9 de ago. de 2007

Gol sai de lucro para prejuízo de R$ 35,371 milhões

A Gol Linhas Aéreas Inteligentes registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 35,371 milhões no segundo trimestre, contra lucro líquido de R$ 106,685 milhões do mesmo período do ano passado, de acordo com o padrão contábil norte-americano (US Gaap).

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ficou negativo em R$ 63,9 milhões, contra o número positivo de R$ 148,2 milhões. A margem Ebitda (relação entre receita líquida e Ebitda)foi negativa em 5,5%, o que significou uma queda de 23 pontos porcentuais quando comparada com os 17,5% positivos do segundo trimestre de 2006.

O Ebitdar (equivalente ao Ebitda antes das despesas com arrendamento de aeronaves) caiu 67,4% e ficou em R$ 72,2 milhões. A receita líquida totalizou R$ 1,151 bilhão, com avanço de 36,4%. O resultado operacional foi negativo em R$ 93,414 milhões, conta um resultado positivo de R$ 132,258 milhões.

O lucro líquido da companhia aérea, conforme o padrão brasileiro atingiu R$ 157,074 milhões no segundo trimestre, com alta de 60% sobre o mesmo intervalo do exercício anterior.

Fonte: Agência Estado

Traficante quer colaborar com polícia dos EUA

Segundo advogado, Abadía prefere ser extraditado, mas medida depende de decisão da Justiça brasileira

Rodrigo Pereira, Marcelo Godoy e Vannildo Mendes

Um dos maiores traficantes do mundo, o colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía, quer se tornar colaborador da Agência Antidrogas Americana (DEA, na sigla em inglês). Ramiréz Abadía deseja ser extraditado para os Estados Unidos e cumprir as condenações por tráfico e assassinato que pesam contra ele naquele país. Quem afirma tudo isso é o advogado de Abadía no Brasil, Sérgio Alambert."Meu cliente pediu que eu entrasse em contato com o DEA e demonstrasse a vontade dele em colaborar", disse Alambert.

Segundo o advogado, o colombiano já esteve contato com agentes da DEA. "Na hora da prisão havia dois agentes da DEA, que tentaram interrogá-lo lá." Mas Ramírez Abadía se recusou a falar com eles. "Tenho minha vida inteira para falar com vocês quando estiver lá (nos EUA)", disse o colombiano aos homens da DEA.

Segundo o advogado, o traficante "assume e tem consciência dos crimes imputados a ele nos Estados Unidos e quer ser deportado para lá". O Supremo Tribunal Federal (STF) aguarda a comunicação da prisão do colombiano para definir se dá preferência ao pedido de extradição ou ao processo que ele responde na Justiça Federal por lavagem de dinheiro. Caso prevaleça a segunda hipótese, Abadía será primeiro julgado no Brasil e terá de cumprir pena, de 3 a 10 anos de reclusão, se condenado. Depois, será transferido aos EUA, onde é acusado de tráfico e assassinatos.

"Ele deixou claro que, já que vai ter que enfrentar o problema, que seja logo, de uma vez", prossegue o advogado, que espera conseguir a extradição antes da conclusão do processo sobre lavagem de dinheiro que levou a PF a prender o colombiano.

O traficante exige, no entanto, uma "extradição condicionada" - que a pena seja limitada a 30 anos, como determina a legislação brasileira. Isso impediria que recaísse contra ele uma eventual prisão perpétua ou a pena de morte, condenações comuns nos tribunais americanos para os crimes que o colombiano admite ter cometido.

"Há jurisprudência no Supremo que determina isso. Então, ele só pode ser deportado se os Estados Unidos assinarem um termo se comprometendo a não ultrapassar os 30 anos de prisão", diz Alambert. Em 1996, o colombiano fez um acordo com a Justiça colombiana. Entregou-se em troca da redução de sua pena de 24 anos para 13 anos . Ele cumpriu 6 anos e foi posto em liberdade. O advogado acredita que a extradição será rápida, "pois há um interesse muito grande dos americanos". Os EUA fixaram em US$ 5 milhões o prêmio por sua captura. Até agora, o STF não expediu o decreto de prisão para fins de extradição, pedida pelos EUA em 31 de julho e distribuída ao ministro Eros Grau em 2 de agosto.

8 de ago. de 2007

Mudança total na Infraero, avisa Gaudenzi

por Redação

Novo presidente da Infraero pede cargos de atuais diretores e diz que pode trazer políticos competentes

Vida Nova: da esq. para a dir., o ex-presidente, José Carlos Pereira, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a deputada federal Janete Pietá, o prefeito Elói Pietá e o novo presidente Sérgio Gaudenzi

O novo presidente da Infraero, engenheiro Sergio Gaudenzi, anunciou em entrevista na tarde desta terça-feira (7) que vai pedir a todos os cinco diretores da estatal e superintendentes ligados à presidência que coloquem seus cargos à disposição. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, deu carta branca à Gaudenzi para implementar mudanças na estatal.

O baiano Gaudenzi prometeu gestão técnica na Infraero, mas disse que não vai excluir os políticos, desde que sejam competentes. “Se não fosse assim, eu mesmo teria de ser excluído.” Ele próprio foi deputado estadual e federal e é dirigente nacional do PSB Na berlinda: Brandão Jr., superintendente regional da Infraero em Guarulhos

Ele já tem nomes para os substitutos e, segundo afirmou, com perfil técnico, conforme discutido antes com o ministro da Defesa, Nelson Jobim. “Não sei se todos serão substituídos, mas o que eu vou pedir aos diretores é que todos ponham os cargos à disposição, coletivamente”, disse, incluindo em seguida os superintendentes e gerentes regionais – o que inclui o superintendente regional de Guarulhos, Edgar Brandão Jr.

O ex-superintendente da Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária), brigadeiro José Carlos Pereira, entregou o cargo dizendo que “falhas éticas e morais” levaram o país à atual crise no setor aéreo. Ele disse que esqueceu o discurso escrito, dispensou agradecimentos de praxe e balanços de gestão, e disparou suas críticas. “Não falhas dolosas, não falhas éticas, mas de cultura ética do nosso povo – de obediência às leis, de rigidamente obedecer às leis, e de forma muito expontânea”, enfatizou, na cerimônia de transferência do cargo para Gaudenzi.

Jobim não respondeu diretamente à Pereira, mas disse em seu discurso logo a seguir que a crise era um problema de falta de planejamento. E, também, que “precisamos não de pessoas que prometam competência, mas que demonstrem competência”. E disse que são necessárias medidas urgentes para recolocar o sistema aéreo em condições de contar com a confiança dos usuários.

Plano para ontemSegundo Gaudenzi, em no máximo um mês ele apresenta, a pedido de Jobim, um primeiro plano sobre segurança nas pistas dos aeroportos brasileiros, analisando itens como áreas de escape – cuja inexistência ajudou a causar a tragédia com o Airbus da TAM em Congonhas –, pavimentação, balizamento e presença de interferências.

Gaudenzi disse também que pretende trabalhar de modo integrado com a Anac (Agência Nacional de Aviação), mas evitou discutir sobre a atuação do órgão na crise do setor aéreo.

7 de ago. de 2007

Seleção pegará o México em setembro

Reuters

Dunga pode ter dois jogos na América do Norte para preparar a seleção brasileira

Jogo será em Boston e antes pode haver outro contra os EUA, afirma colunista

GLOBO ESPORTE.COM no Rio de Janeiro

Depois de enfrentar a seleção da Argélia, dia 22 deste mês, em Montpellier, na França, a seleção brasileira deve fazer dois amistosos na América do Norte. Segundo o colunista Ancelmo Gois, do jornal "O Globo", o time de Dunga já tem certo um amistoso com o México, em Boston, no dia 12 de setembro, e pode fazer outra partida três dias antes, no Canadá, contra a seleção americana.

O México vem sendo uma pedra na chuteira do Brasil nos últimos jogos. Na última partida entre as duas seleções, na Copa América, conquistada pelo Brasil, a seleção mexicana venceu o adversário, na estréia, por 2 a 0. Nos últimos sete jogos, a seleção brasileira só derrotou a do México uma vez, na Copa América de 2004, por 4 a 0. Nos demais, quatro vitórias mexicanas e dois empates.

Nesta terça-feira, às 15h, o técnico Dunga convoca 22 jogadores para a partida contra a Argélia. Os amistosos servem de preparação da equipe para as eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. A estréia da seleção brasileira será no dia 13 de outubro contra a colombiana, em Bogotá.

Oposição volta ao Conselho de Ética contra Renan

Decisão do DEM e do PSDB enfraquece ainda mais presidente do Senado

Rosa Costa, do Estadão

BRASÍLIA - O cerco ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), aumenta nesta terça-feira, 7, com duas decisões que devem dificultar mais ainda a sua permanência no cargo. As bancadas do DEM e do PSDB, em reuniões separadas, vão formalizar a decisão de pedir ao Conselho de Ética que investigue a denúncia de que Renan teria utilizado parentes e servidores do Senado como laranjas nas operações de compra de um jornal diário e duas emissoras de rádio.

Veja também:

Cronologia do caso Renan STF instaura inquérito para investigar Renan Calheiros Procurador encaminha ao STF pedido de inquérito contra Renan 'Pedi para o procurador da República me investigar', diz Renan Renan acusa 'Veja' de fazer 'denúncia falsa' e

Os líderes dos dois partidos, senadores José Agripino (RN), e Arthur Virgílio (AM), alegam que o Senado não pode mais continuar presidido por um parlamentar que a todo momento está sendo obrigado a se explicar. "Eu não vou abrir mão da preservação da dignidade da Casa para o qual fui eleito", alegou Agripino. Para Virgílio, o Senado enfrenta uma crise tão grave que "está em marcha batida para um processo de enorme desgaste".

A outra medida contra Renan Calheiros deve partir dos integrantes da Mesa Diretora do Senado. Na reunião marcada para as 10 horas, eles deverão decidir pelo envio, ao Conselho de Ética, da representação em que o PSOL pede que seja investigada a ligação de Renan com a fábrica de bebidas Schincariol. Segundo a revista Veja, o senador teria atuado no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e na Receita Federal em favor da empresa - que pagou R$ 27 milhões por uma fábrica de refrigerante pertencente a seu irmão, deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), que estava prestes a fechar.

Para o segundo-secretário, senador Gerson Camata (PMDB-ES), não cabe à Mesa opinar sobre o mérito de nenhuma denúncia. "Nossa missão é mandar a denúncia para a corregedoria e para o conselho", alegou. "É um problema deles e não nosso". Camata disse que hoje mesmo vai apresentar uma emenda ao Regimento Interno do Senado excluindo de uma vez por toda a necessidade de a Mesa se manifestar sobre denúncias contra parlamentares.

Nas reuniões desta terça-feira, o DEM e o PSDB também deverão decidir sobre o comportamento que terão em plenário. O líder Agripino defende a obstrução na votação de matérias, "para não passar ao País a imagem que o Senado está em paz". Segundo ele, "não estamos em paz coisa nenhuma, estamos constrangidos e muito, perante nós mesmos e perante a sociedade".

Já Arthur Virgílio, disse que seu partido tem um compromisso, com os pequenos empresários, de votar o projeto de lei que altera o Supersimples. "A casa tem sangrado todo dia um pouco, não estamos mais conseguindo deter a hemorragia, mas temos um compromisso a cumprir", afirmou. O futuro de Renan depende ainda da perícia que está sendo feita pela Polícia Federal nos documentos em que nega envolvimento com a empreiteira Mendes Júnior. Notas fiscais e recibos do "pacote" teriam sido forjados para justificar o rendimento de R$ 1,9 milhão em quatro anos.