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17 de jan. de 2008

Confirmados mais 4 casos de febre amarela

Lígia Formenti e Fabiane Leite

O número de casos de febre amarela registrados neste ano já o maior desde 2003, quando foram computados 64 casos, com 23 mortes. Mais quatro contaminações - duas resultando em morte - foram confirmadas ontem, totalizando 10 casos, 7 de morte até agora. Ainda há 12 em investigação - 1 deles registrado ontem - e 7 infecções descartadas.

link Mais informações sobre febre amarela

Os casos confirmados ontem tiveram Goiás como local suspeito de contaminação. Um deles é o de um paciente de São Caetano que viajou para o Estado, contraiu a doença e está hospitalizado. Também foram confirmados dois casos de pacientes de Luziânia. Um está em recuperação e outro morreu. O Ministério da Saúde confirmou que o empresário de Abadiânia, internado e morto em Brasília, estava contaminado.

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás informou ontem já estar tomando providências para evitar o surgimento de novos casos, principalmente do tipo urbano, ainda não registrado. Entre as medidas estão a pulverização de inseticida contra o mosquito da dengue - que é também um dos vetores da febre amarela - e pedido de autorização ao Tribunal de Contas para que municípios possam contratar mais agentes de combate ao inseto sem concurso.

Até o fim de 2007, Goiás enfrentava problemas no fornecimento do inseticida aos municípios - houve intoxicações e o tipo de solvente teve de ser trocado - e restrições à contratação de agentes em razão de legislação que obrigou a realização de concursos.

A febre amarela urbana não é registrada no Brasil desde 1942. As pessoas que adoeceram desde o final do ano foram contaminadas pelo tipo silvestre, em área de mata, onde circula outro mosquito transmissor da doença. Segundo o Ministério da Saúde, seriam necessários altos índices de infestação do Aedes aegypti, vetor da febre amarela nas cidades, para que a doença se espalhasse nas áreas urbanas. Para a transmissão, é necessário o mosquito da dengue picar um doente e, em um curto intervalo de tempo, picar uma pessoa sadia.

Os dados de Goiás comprovam que é muito pequeno o risco de a doença se urbanizar, mesmo no Estado, conforme tem dito o Ministério da Saúde. Dos 246 municípios do Estado, apenas 4 não registram a presença do mosquito da dengue. Mas o índice de infestação nas cidades que têm o Aedes aegypti é baixo - em apenas 30 delas supera o 1% aceitável pelo Ministério da Saúde, de acordo com dados de novembro.

“Independentemente do índice de infestação, em todo os 242 municípios com presença de Aedes estamos fazendo o bloqueio com inseticida para matar o mosquito e evitar também a possibilidade de febre amarela”, afirmou ontem a gerente de Vigilância Sanitária, Magna Maria de Carvalho.

De acordo com a secretaria, os doentes permaneceram por mais tempo nas cidades goianas de Cristianópolis, Pirenópolis, Caldas Novas, Senador Canedo, Aurilândia, Cidade Ocidental, Luiziânia e na capital, Goiânia, locais prioritários nos trabalhos de prevenção agora.

Segundo a secretaria, só um caso de morte era de residente do Estado, os demais eram turistas que não foram orientados sobre os riscos nos locais de origem. “Não temos como vacinar os turistas.” Desde dezembro, já foram aplicadas 5 milhões de doses da vacina contra a doença. Em 2007, foram 11,5 milhões de doses. Após o anúncio de casos no Brasil, Espanha e EUA já alertaram seus cidadãos sobre a necessidade de vacina para viajar para a maior parte do Brasil.

do site:

http://txt.estado.com.br/editorias/2008/01/17/ger-1.93.7.20080117.4.1.xml

Mesmo enfermo, Fidel é temido e admirado por cubanos

Fidel Castro representa a revolução, mas não é um ícone como Che. Ditador sabe usar de maneira exemplar o marketing pessoal.
Tiago Pariz Do G1, em Havana
Fidel Castro representa a revolução cubana, mas não é um ícone revolucionário. Esse papel cabe a Ernesto “Che” Guevara graças às diversas fotografias reproduzidas, a mais famosa, registrada pelo cubano Alberto Korda, que estampa camisetas, bonés, adesivos. A figura de Fidel mantém-se alheia ao mundo gráfico, enquanto o político e revolucionário é temido e admirado.

Foto: Tiago Pariz/G1
Tiago Pariz/G1
Capa do jornal Granma destaca encontro de Fidel com Lula (Foto: Tiago Pariz/G1)

“O Che representa a rebeldia juvenil, a aventura. Ele morreu e é um símbolo revolucionário internacionalista para outros países”, diz a estudante de quarto ano de medicina Ivone Reyes.

“O Fidel é e sempre será o nosso comandante, mas a cara dele não estampa camisetas porque ele está vivo. As pessoas viram símbolos quando morrem, como no caso do Che Guevara”, explica a estudante.

Acompanhe o blog do G1 em Cuba

Segurando uma cópia do jornal Granma, órgão de divulgação oficial do Partido Comunista, ela mostra uma foto de Fidel no encontro que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e comenta: “Veja como ele está bem disposto.”

‘Sonho revolucionário’

Em Havana, o próprio regime comunista usa a figura de Che como representante do “sonho revolucionário” dos rebeldes de Sierra Maestra, que lutaram na década de 1950 para tirar do poder Fulgêncio Batista. Em Havana, a cara do argentino está em todos os cantos, em edifícios, em outdoors, em cartões-postais, em selos, em notas de dinheiro, em moedas. Mas não a de Fidel.

A propaganda do regime usa pouco a figura do líder máximo, ou como os cubanos gostam de se referir, do ”comandante-en-jefe”. Outdoors apenas que exaltam suas qualidades esportistas como exímio rebatedor de beisebol. Fotografias, sempre ao lado do povo, de campesinos e de líderes mundiais.

Fidel não gosta da exposição midiática, embora saiba usar de maneira exemplar a auto-propaganda. O Museu da Revolução, por exemplo, tem diversas peças dele. Desde a época em que era líder estudantil, até quando estava confinado em Sierra Maestra, passando pelo tempo de advogado. Uma das peças ilustres é a toga utilizada na auto-defesa feita em 1953 quando foi preso após tentativa fracassada de tomar o quartel do Exército de Moncada em Santiago.

Recluso
O líder cubano até meados da década de 1990 preservou-se. Deixou o isolamento apenas quando a crise econômica atingiu seu ápice em 1994 durante a falta de combustíveis e o racionamento energético, o que praticamente parou diversos setores da indústria.

Foto: Tiago Pariz/G1
Tiago Pariz/G1
Em museu, quadro mostra Fidel recebendo livro autografado do norte-americano Bobby Fisher, em 1966 (Foto: Tiago Pariz/G1)

Em 1996, Fidel saiu da simbólica farda verde, para vestir um terno preto e encontrar-se com o papa João Paulo II, no Vaticano. Dois anos depois, o sumo pontífice visitou Cuba. O aperto de mão com a Igreja Católica mostrou que a ilha comunista e seu líder buscavam se reencontrar.

Fidel Castro continuou governando de maneira a abrir lentamente as portas de mudanças até que a deterioração da saúde o levou a afastar-se do poder em julho de 2006, deixando o comando do país para o irmão Raúl Castro. Figura importante para a revolução, ministro da Defesa que assinou com o soviético Nikita Kruschev o tratado para instalação dos mísseis nucleares na ilha e presidente em exercício do país, Raúl ainda assim não é um rosto familiar.

“O Raúl é uma pessoa do bastidor da política. Era o operador quando o comandante Fidel ainda conseguia governar”, diz o taxista Toni Martin.

O servidor público Enrique Castellanos Gonzáles afirma que mesmo com a saúde debilitada e num retiro para se tratar, Fidel é importante para o governo. “Mesmo enfermo e afastado do poder, o pessoal do governo tem medo do comandante Fidel. Eles têm medo de ouvir a palavra, de ouvir a voz e de agir sem o consentimento dele”, afirma.

A estudante de medicina Ivone resume: “O Fidel é e sempre será o nosso comandante. A foto dele não estampa quadros, camisetas e broches por ser uma lenda viva da política”.

Sem previsões de volta

O presidente Lula em discurso de despedida de Havana na noite de terça-feira (15) previu que Fidel voltará a ocupar o espaço na política de Cuba e na humanidade. Os cubanos não tão otimistas e lembram que os 81 anos e a saúde dificultam seu retorno.

O jornal Granma, órgão de divulgação oficial do governo, sequer mencionou a previsão de Lula. O periódico limitou-se a reproduzir apenas a frase sobre a saúde e lucidez de Fidel.

do site;
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL258806-5602,00.html

Lula confirma Lobão no ministério

BRASÍLIA - Cumprindo o que prometera ao PMDB, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou ontem o convite ao senador Edison Lobão (PMDB-MA) para ser o novo ministro de Minas e Energia. “O presidente acaba de me convidar”, confirmou o senador, no início da noite, após a conversa entre os dois.

“Tomo posse na segunda-feira”. A nomeação, no entanto, não tira a força da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na pasta. Dos quatro técnicos do setor elétrico de absoluta confiança da ministra, apenas o atual ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, não tem a garantia de que ficará no cargo que ocupa, o de secretário-executivo da pasta. Outros três nomes ligados à ministra petista, todos em postos-chave no setor de energia, devem ficar, apesar de o ministério ter sido destinado ao PMDB. Com isso, Dilma manterá a grande influência que tem nos setores de energia e de petróleo.

Um dos integrantes da tropa de choque da ministra é Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), com sede no Rio. Tolmasquim chegou ao governo em 2003, para ser secretário-executivo de Dilma no Ministério de Minas e Energia. Só saiu do cargo para assumir a presidência da EPE, órgão subordinado ao ministério, com a incumbência de fazer o planejamento do setor. Dentre as atribuições da EPE está a de decidir quais usinas serão leiloadas. Tolmasquim foi também um dos principais formuladores do modelo energético implantado pelo governo petista.

O segundo nome de confiança da ministra que deverá permanecer no cargo é Márcio Zimmermann, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético. Também está no governo desde 2003, mas não foi o primeiro titular da Secretaria de planejamento. Ele assumiu o cargo ainda na gestão de Dilma à frente do ministério, no lugar de Amilcar Guerreiro. Na ânsia de ficar com o ministério, o PMDB chegou a apadrinhar Zimmermann e o presidente Lula deu mostras de que poderia efetivá-lo no lugar do ex-ministro Silas Rondeau, que se demitiu depois de ser apontado pela Polícia Federal como suspeito de ter recebido propina de empreiteiras.

do site:

http://www.correiodabahia.com.br/poder/noticia.asp?codigo=145796

16 de jan. de 2008

Masp diz ter ficado 'surpreso' com decisão de promotora

Assessoria de museu falou que está 'tomando as atitudes judiciais necessárias'. Segundo Masp, já foi firmado termo de ajuste de obrigações com Contru.
Do G1, em São Paulo

Foto: Divulgação
Conselho Deliberativo do Masp ficou 'surpreso' com decisão de MP-SP de pedir interdição de prédio na Avenida Paulista (Foto: Divulgação)

O Conselho Deliberativo do Museu de Arte de São Paulo (Masp) disse no início da noite desta quarta-feira (16) ter ficado surpreso com o pedido de interdição do prédio, situado na Avenida Paulista, e a transferência do acervo para a Pinacoteca do estado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

Em nota, o conselho afirmou que está "tomando as atitudes judiciais necessárias” para solucionar o caso, mas fez questão de esclarecer alguns pontos que, segundo o museu, precisam ser de conhecimento da população para que ela possa entender melhor o que chamou de “fato inusitado” do MP-SP.

Segundo o Masp, estão sendo feitos contatos entre a administração do museu e o Contru, o que levou, no último dia 9 de janeiro, à assinatura de Termo de Ajuste e Obrigações para aprimoramento, ‘com prazos definidos, que estão sendo rigorosamente cumpridos”.

Por fim, o Masp afirma que depois do furto dos quadros "O lavrador de Café", de Cândido Portinari, e "Retrato de Suzanne Bloch", de Pablo Picasso, ocorrido no dia 20 de dezembro de 2007, foram tomadas todas as medidas necessárias tornando o museu hoje o “mais seguro deste país”.

O conselho disse não entender a atitude do MP-SP e afirmou que a decisão do ministério, caso seja aceita pelo juiz de direito da Vara da Fazenda Pública da Capital, é que será nociva ao acervo do museu.

Interdição

A promotora de Justiça do Meio Ambiente do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) Mariza Schiavo Tucunduva protocolou, nesta quarta-feira, pedido de interdição do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

No documento enviado ao juiz de direito da Vara da Fazenda Pública da Capital, entre os argumentos usados pela promotora para justificar o pedido está a falta licença de funcionamento do museu e do “atestado de vistoria do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo assegurando que o prédio do MASP estivesse em condições de ser utilizado para as atividades fins da associação civil".

A ausência desses certificados, segundo Tucunduva, colocaria "em risco iminente" a vida e a saúde dos freqüentadores do museu, além do "patrimônio histórico e cultural que representa o acervo da instituição”.

40 anos

Em coletiva na tarde desta quarta, a promotora disse que o Masp funcionou por 40 anos sem alvará de funcionamento. "Fizemos uma solicitação para o Contru (órgão municipal responsável pela fiscalização de imóveis em São Paulo), e eles informaram que nenhum documento relativo ao alvará de funcionamento foi encontrado", resumiu a promotora, que considera grave a situação. "A vida das pessoas está em risco."

do site:

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL262771-5605, 00-MAPS+DIZ+TER+FICADO+SURPRESO+COM+DECISAO +DE+PROMOTORA.html

Aécio critica investimento brasileiro em Cuba

Agencia Estado
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, disse hoje que o governo brasileiro não deve fazer investimentos em Cuba. As palavras foram uma crítica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que regressou de viagem àquele país. A objeção maior é com relação a dois tratados, que, embora não tenham sido fechados na visita do presidente, continuam em negociação. Um deles, de US$ 600 milhões, para recuperação da malha viária cubana, e outro de US$ 47 milhões, para reconstrução da rede hoteleira.
"A prioridade central é reconstruir a infra-estrutura do País, no que diz respeito às suas estradas, aos seus portos, ao seu sistema de saúde. Certamente esse investimento em Cuba não deveria ser, nesse momento, uma prioridade", afirmou. As declarações foram dadas em Belo Horizonte, durante visita feita pelo governador a uma unidade de prestação de serviços à população.
De acordo com Aécio, estão ocorrendo acidentes gravíssimos nas rodovias federais que cortam Minas, muitos em razão da precariedade das pistas. "O péssimo estado de algumas rodovias federais tem feito com que o trânsito seja desviado para as rodovias federais, inclusive trazendo prejuízo para os investimentos que o Estado já vinha fazendo", acrescentou. As expectativas eram de que, em sua viagem a Cuba, o presidente Lula anunciasse investimentos de aproximadamente US$ 1 bilhão. Na realidade, os contratos firmados ficaram em apenas 20% desse valor - referentes à ampliação para US$ 200 milhões da linha de crédito para a exportação de alimentos brasileiros à ilha.
do site: http://www.atarde.com.br/politica/noticia.jsf?id=825028

Lobão assume Minas e Energia e descarta apagão

Reuters/Brasil Online

BRASÍLIA (Reuters) - O senador Edison Lobão (PMDB-MA) foi confirmado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o novo ministro das Minas e Energia, nesta quarta-feira, e garantiu que o país não enfrentará nenhuma crise no abastecimento energético.

"Não haverá apagão nenhum. As autoridades do ministério têm tomado todas as providências e nós temos que ser otimistas. Otimismo com responsabilidade", afirmou Lobão a jornalistas logo após anunciar sua própria nomeação, ao lado do ministro das Relações Institucionais, José Mucio Monteiro.

O novo ministro foi indicado pelo PMDB e toma posse na segunda-feira.

O partido desejava reaver a pasta desde que Silas Rondeau deixou o ministério em maio de 2007, acusado de ter recebido propina da construtora Gautama, envolvida na Operação Navalha comandada pela Polícia Federal.

Nesse período, a pasta foi ocupada interinamente por Nelson Hubner, um técnico do ministério que trabalhara na gestão de Dilma Rousseff, atual ministra-chefe da Casa Civil, e na de Rondeau.

Sem conhecimento do setor, Lobão terá o desafio de administrar uma possível crise de abastecimento de energia devido à falta de chuvas, que compromete o nível dos reservatórios.

O novo ministro reagiu às críticas à falta de experiência no setor e de ter sido nomeado apenas por critérios políticos.

"Este ministério já teve 11 ministros políticos. Eu não sou um técnico, sou um político e sou um administrador. Um administrador capaz de formar a sua equipe", afirmou.

"Um administrador muitas vezes enxerga exatamente onde um técnico, que é tão útil, não enxerga. O presidente quando tem que nomear um ministro, imagina um ministro que saiba administrar e não exatamente um técnico para tomar determinada providência", completou.

Lobão também afirmou que o ministro interino Nelson Hubner deve deixar o ministério, pois teria dito que tem novos projetos. E anunciou a característica da sua equipe.

"Vou formar a equipe mais competente possível, sem intenção de demolir o que se encontra lá", disse o ministro, acrescentando que o PMDB será ouvido "naquilo que for razoável de suas indicações".

No Senado, a vaga de Lobão será preenchida pelo seu filho e suplente, Edison Lobão Filho (DEM-MA), sobre o qual surgiram denúncias nos últimos dias.

Ele teria usado laranjas para ocultar sua participação em uma distribuidora de bebidas no Maranhão que sonegaria impostos. Ele nega. O Democratas quer explicações de Lobão Filho e insinuou que ele deveria mudar para o PMDB, como fez o pai no final do ano passado.

Lobão admitiu que seu filho poderá se licenciar do Senado para responder às acusações.

"Estamos examinando isso. Ele pode se licenciar se for conveniente. É uma hipótese. Ele deseja se defender fora do Senado."