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6 de mar. de 2008

Itamaraty ameaça retaliar deportações

O governo do Brasil reagiu nesta quinta-feira à retenção de 30 brasileiros no aeroporto de Madri, Espanha, na noite de quarta. Em nota oficial, o Itamaraty disse que "as medidas recentemente adotadas pelas autoridades imigratórias da Espanha são incompatíveis com o bom nível do relacionamento entre os dois países". Somente no mês passado, 452 brasileiros foram impedidos de entrar em solo espanhol. Em 2007, houve 3.000 deportações, segundo o Itamaraty.

O secretário-geral de Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães, chegou a convocar o embaixador espanhol em Brasília, Ricardo Peidró, para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. José Viegas Filho, embaixador do Brasil em Madri, apresentou uma reclamação na Chancelaria da Espanha. Em nota enviada da República Dominicana, o chanceler Celso Amorim ameaçou responder a Madri com "reciprocidade", ou seja, recusar a entrada de espanhóis no Brasil.

Mesmo assim, outros 20 brasileiros, que faziam parte do grupo barrado na quarta, foram deportados já nesta quinta. Entre eles dois pesquisadores do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), que estavam na Espanha para fazer conexão para Lisboa, onde participariam de um congresso da Associação Portuguesa de Ciência Política.

Para o embaixador Peidró, o caso sofre superexposição da mídia, pois seu país apenas respeita as regras da União Européia para a entrada de estrangeiros. "Não temo que os espanhóis sejam rechaçados no Brasil. Isso acontece quando não se cumprem as normas. Na semana passada, dois espanhóis, por exemplo, foram deportados. Mas não fazemos campanha desses casos", afirmou.

Retenção – Na noite de quarta, 30 brasileiros do vôo 6024 da Iberia foram barrados pela imigração espanhola e isolados em uma sala no aeroporto de Madri. De acordo com relatos dos retidos, eles não receberam informações sobre a recusa de entrada no país e ficaram sem comer e beber água por cerca de dez horas. O cônsul-geral em Madri, Gelson Fonseca, solicitou à delegacia de imigração a liberação dos brasileiros, mas o pedido foi negado. Os policiais afirmaram que os brasileiros causavam desordem no aeroporto.

http://vejaonline.abril.com.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.

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Bovespa acompanha pessimismo externo e dólar cai

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), acompanha a tendência negativa do mercado internacional e opera em baixa nesta quinta-feira. Às 14h10, o indicador recuava 1,08%, aos 63934 pontos, com volume financeiro de R$ 1,911 bilhão. O dólar recuava 0,48%, para R$ 1,664. O risco-Brasil avançava 3,23%, a 256 pontos.
Em Nova York, o índice Dow Jones recuava 1,24% e o S&P-500 tinha perdas de 1,53%. O Nasdaq Composite, das empresas de tecnologia, perdia 1,15%. Preocupa os investidores a desvalorização do dólar e o preço recorde do petróleo, que chegou perto de US$ 106 hoje.
Entre as ações com maior peso no Ibovespa, as preferenciais da Petrobras recuavam 0,68%, a R$ 80,05, enquanto as da Vale tinham baixa de 0,88%, a R$ 49,15. Os papéis PN do Bradesco perdiam 3,17%, para R$ 53,78, enquanto os da Usiminas caíam 0,90%, a US$ 102,56.
Mais cedo, o resultado melhor do que o esperado nas vendas do Wal-Mart, que subiram 2,6% em fevereiro, chegou a dar um ânimo aos índices futuros americanos, mas este desapareceu. Também saíram os números dos pedidos de seguro-desemprego nos EUA, que diminuíram em 24 mil na semana passada.
Na Europa, as principais bolsas caíram nesta quinta. O índice londrino FTSE recuou 1,49%, o Dax Xetra, de Frankfurt, 1,38% e, em Paris, o CAC-40 caía 1,65%. Os investidores refletem a decisão do Banco Central Europeu (BCE) também optou pela estabilidade do juro em 4% ao ano, o que aumenta a desvalorização do dólar frente ao euro.
Por aqui, a reação à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) deve ser pouca, pois ficou dentro do esperado. A taxa básica de juros Selic segue estável em 11,25% ao ano. A decisão foi unânime e sem viés.
Já os mercados asiáticos encerraram a quinta-feira com avanço. Em Tóquio, o Nikkei 225 subiu 1,88%, para 13.215,42 pontos. O Kospi, de Seul, aumentou 1,21%, somando 1.697,44 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng atingiu 2.3342,73 pontos, com alta de 0,99%. O Shanghai Composite, de Xangai, expandiu-se 1,59%, aos 4.360,98 pontos.
Da Agência O Globo
www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia= 200836151220&assunto=25&onde=1

5 de mar. de 2008

Ibope do paredão do "BBB" cai em relação à semana passada

da Folha Online

A eliminação da participante santista Juliana Góes, 22, no oitavo paredão do "Big Brother Brasil", garantiu à Rede Globo 40 pontos no ibope na noite de terça-feira (4). Segundo dados divulgados pela emissora, 62% dos televisores ligados estavam sintonizados no "BBB" após as 22h.

Reprodução
Juliana foi eliminada do "BBB" com 50% dos votos, apenas 3% a mais que Marcelo
Juliana foi eliminada do "BBB" com 50% dos votos, apenas 3% a mais que Marcelo

No último paredão, quando o estudante Felipe Basílio, 21, foi eliminado, a Globo marcou 41 pontos, recorde de audiência entre os paredões neste ano.

Juliana foi eliminada na noite de ontem em paredão com recorde de votos em todas as edições do reality show: foram 64 milhões de votos, segundo a Globo. A jornalista disputou a preferência do público com a cajuína Gyselle e o médico Marcelo.

Antes de anunciar o eliminado, Pedro Bial fez um discurso supostamente direcionado ao médico Marcelo, afirmando que os integrantes entram na casa pensando em assumir papéis de bandidos ou mocinhos, comparando-os a personagens de Nelson Rodrigues(1912-1980) --o psiquiatra inventou em seu blog personagens para falar dos participantes da casa.

Reprodução
Em 3 de fevereiro, Marcelo tem um surto, chamando Fernando para a briga após receber quatro votos dos colegas de confinamento
Em 3 de fevereiro, Marcelo tem um surto, chamando Fernando para a briga após receber quatro votos dos colegas de confinamento

"Nessa edição do BBB, há uma dúvida central. Será que não há vilões dessa vez ou será que são todos vilões? Só o sombra sabe o mal que se esconde atrás dos corações humanos.

É cruel, é bem cruel, dizer verdades na cara de alguém... de qualquer um", disse Bial, continuando o discurso.

"E é também, cruel, muito cruel, isolar alguém, eleger alguém como um leproso dos tempos bíblicos. A gente não gosta de ver correr o sangue dos inocentes, mas quem é inocente?", afirmou o apresentador, deixando o psiquiatra em choque.

Ao sair, Juliana disse que ficou surpresa com a votação e que todos os integrantes do "BBB" entenderam o recado do apresentador para Marcelo. "Ele parecia quieto e explodia, de uma hora para outra, assustando todo mundo. Parecia possuído", disse ela.

Dentro da casa, Thatiana questionou se a edição do programa estaria mostrando todas as vilanias do médico, que na noite do paredão terminou a amizade com Gyselle, após ter brigado com todos os outros integrantes.

Não se sabe explicar o porquê --talvez desejando que o médico que causa intrigas continue na casa para garantir a audiência--, a edição do "BBB" não mostrou a briga do psiquiatra com a professora de inglês, ocasião em que Thati, pressionada, revelou já ter beijado mulheres.

Pelo contrário: o programa exibido na Globo trouxe só o amor platônica de Marcelo por Gyselle, mostrando cenas de carinho e amizade entre os dois, sem comentar que o casal brigara momentos antes.

www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u378931.shtml

Molina espera melhorar fisicamente para se firmar no Santos

Colombiano justifica esforço nos jogos pela responsabilidade: tem de voltar para marcar e buscar a bola

Sanches Filho - Especial para O Estado de S. Paulo

Molina fez um golaço no jogo de terça-feira

Andre Penner/AP

Molina fez um golaço no jogo de terça-feira

SANTOS - Mesmo sem ser brilhante como no último domingo, Molina voltou a ser o principal jogador do Santos na vitória por 1 a 0 diante do Chivas Guadalajara, do México, terça-feira à noite, na Vila Belmiro, pela Copa Libertadores. Além de ter feito o único gol da partida, o colombiano foi o responsável pela organização das melhores jogadas da equipe, por assistências e um exemplo de aplicação. Cansado, o meia foi substituído a 10 minutos do fim do jogo, e outra vez foi ovacionado pela torcida, que lhe dispensa tratamento de ídolo.
"Fiz um lindo gol. Acertei um belo disparo e o goleiro nada pôde fazer", comemorou. "Após o chute, fiz um giro de 180 graus e nem vi a bola entrando", contou Molina. Ele disse que uma de suas características é sempre tentar o gol em chutes de fora da área. "Se o goleiro estava mal colocado, eu não vi. Fiz o gol porque aproveitei a oportunidade de peguei bem na bola", acrescentou. Ele acha que o jogador brasileiro, que chuta bem, deveria tentar mais gol nesse tipo de lance.
Leão gostou da atuação de Molina, mas novamente fez questão de destacar o sacrifício de Wesley, que correu em dobro para compensar a dificuldade que o colombiano vem encontrando para acompanhar o ritmo dos companheiros. Molina concorda que cansou, mas não acha que tenha sido por falta de um melhor condicionamento atlético."Como eu tenho que voltar para buscar a bola mais atrás e me apresentar na frente, o desgaste tem sido grande."
Com o bom desempenho contra o Chivas, Molina respondeu em campo a pergunta que ficou no ar depois da péssima atuação da equipe na derrota diante do Sertãozinho, no sábado passado? Se o futebol o grande futebol que ele mostrou no segundo tempo da goleada por 4 a 1 contra o Ituano não teria sido um fato isolado na sua carreira.
Depois do jogo de terça-feira, o meia lembrou que teve uma boa estréia contra o Cúcuta, subiu de produção contra o Guarani, foi bem diante do Ituano e caiu com todo o time no último jogo do Campeonato Paulista. "Por ainda ser uma equipe em formação, oscilamos de um jogo para o outro, mas venho procurando manter a regularidade", concluiu o meia, que ganhou a posição de Rodrigo Tabata, fez o torcedor esquecer Pedrinho e Petkovic e, em alguns momentos, lembrar Zé Roberto.
www.estadao.com.br/esportes/not_esp135277,0.htm

Telefonema de Chávez para Raúl Reyes permitiu localizar o rebelde, diz rádio

da Efe, em Bogotá

Uma ligação telefônica que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, teria feito ao porta-voz das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes, foi o que permitiu a localização do rebelde, segundo "relatórios de inteligência" colombiana, divulgados pela rádio Cadena Nacional RCN.

A ligação telefônica aconteceu na quarta-feira, 27 de fevereiro, dia em que foram libertados quatro congressistas colombianos (Gloria Polanco, Luis Eladio Pérez, Orlando Beltrán, Jorge Eduardo Gechem) libertados após quase sete anos seqüestrados.

"Chávez, emocionado pela libertação dos seqüestrados, ligou para Reyes (para informar que tudo tinha ocorrido bem)", noticiou a RCN que citou "altas fontes militares" colombianas.

Os serviços de inteligência localizaram a ligação e detectaram que Reyes estava em território colombiano perto da fronteira com o Equador. O bombardeio aconteceu depois que ele a ultrapassou, durante a madrugada do último sábado, quando foram mortos o chefe rebelde e ao menos outros 15 guerrilheiros.

Segundo a RCN, o mesmo oficial de inteligência --que pediu para manter o anonimato-- disse que não deixa de ser uma ironia que tenha sido uma ligação do presidente Chávez o que os permitiu encontrar a Reyes.

A mesma rádio RCN revelou também, e igualmente sem identificar "a alta fonte de inteligência" que o máximo chefe, fundador e líder das Farc, Manuel Marulanda Vélez, mais conhecido como Tirofijo e cujo verdadeiro nome é Pedro Antonio Marín, "está refugiado na Venezuela". A emissora completou que Tirofijo está doente.

Assim, segundo a rádio, Chávez ordenou a mudança de batalhões para a fronteira com a intenção de proteger Tirofijo e evitar que façam com ele em território venezuelano o que fizeram com Reyes no Equador.

O ataque colombiano em território do Equador deu início a uma crise entre os países que se arrasta desde o último sábado. Nesta quarta-feira, a Colômbia e o Equador retomaram as conversas para alcançarem um acordo quanto ao conteúdo de uma resolução da OEA (Organização dos Estados Americanos) sobre a crise diplomática.

www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u378920.shtml

4 de mar. de 2008

Terrorismo e Iraque marcam debate entre Zapatero e Rajoy

José Luís Zapatero Foto©EPA
José Luis Zapatero e Mariano Rajoy participaram esta segunda-feira num frente-a-frente encarado como decisivo para as eleições legislativas do próximo domingo. É a segunda vez que os dois candidatos esgrimem argumentos na televisão. Luta contra o terrorismo, a guerra no Iraque e a imigração marcaram o debate.
( 23:43 / 03 de Março 08 )

O facto de ser Zapatero a abrir cada bloco de discussão deste segundo debate colocou-o numa posição de liderar o confronto, apresentando em cada intervenção praticamente todas as propostas do seu partido para os próximos quatro anos.

Mariano Rajoy, em resposta, praticamente não revelou nenhuma das propostas do seu partido, com as iniciativas avulso que apresentou a ficarem perdidas entre sucessivos ataques ao governo socialista e a Zapatero, a quem por várias vezes chamou mentiroso e acusou de «inventar» dados.

No debate que decorreu no Palácio Nacional de Congressos de Madrid, o líder do PSOE, José Luís Rodríguez Zapatero, comprometeu o seu partido a apoiar, sem quaisquer condições, a política anti-terrorista do governo, independentemente de quem vença as eleições de domingo.

«O PSOE apoiará o governo de Espanha na luta anti-terrorista, sem condições. É um compromisso solene em nome do meu partido», disse.

Zapatero, que fez o compromisso no debate com o líder do PP, Mariano Rajoy, desafiou o seu rival a fazer o mesmo compromisso aos eleitores espanhóis, algo que Rajoy rejeitou.

Rajoy insistiu que apoirá o governo «se quiser lutar contra a ETA» mas não se «negociar com terroristas», acusando Zapatero de romper o pacto anti-terrorista e de ter dado àquele movimento separatista «a categoria de interlocutor» quando «a ETA estava mais débil que nunca» no fim do governo do PP.

«Mentiu aos espanhóis, enganou-me a mim como chefe oposição, depois enganou o congresso e depois os cidadãos. Depois do assassínio de Barajkas disse que se tinha acabado negociação e depois continuou», afirmou Rajoy.

Zapatero reiterou que o seu governo intensificou a luta contra o terrorismo, tanto da ETA como islâmico, com um reforço de 1.200 agentes envolvidos no combate ao terrorismo internacional, acusando Rajoy e o PP de usar o terrorismo como arma política.

«Vocês usam o terrorismo para fazer oposição e nós estamos mais preocupados em fortalecer a segurança na luta contra o terrorismo», disse Zapatero.

Iraque sublinha divergências entre candidatos

Ainda neste tema, Zapatero fez outro compromisso, o de que enquanto for presidente do governo «não sairá um soldado de Espanha para uma guerra ilegal», recordando a decisão de retirada tropas do Iraque, na sua primeira medida depois da votação de 2004.

Tema em que atacou Rajoy por não pedir desculpa aos espanhóis pela guerra do Iraque e por usar o terrorismo para justificar esse conflito.

«O seu governo colocou-nos nas piores relações com os dois países chaves na luta contra o terrorismo etarra e islâmico: França e Marrocos», disse Zapatero a Rajoy.

Rajoy, por seu lado, acusou Zapatero de mentir aos espanhóis porque apoiou a resolução da ONU sobre uma missão de reconstrução do Iraque dois meses depois da retirada das tropas espanholas dessa país.

«Mentiu aos espanhóis para ficar bem», afirmou Rajoy.

«Mas cumprir a palavra dada aos cidadãos é fica bem? Que concepção tem da democracia? Agora entendo muitas coisas», respondeu-lhe Zapatero.

O tema da imigração também marcou o debate. Para Mariano Rajoy o problema da imigração é «a maior ameaça à política social» do governo, já que «muitos cidadãos espanhóis estão a ser prejudicados» pela entrada em Espanha de imigrantes.

Nesse sentido, Mariano Rajoy defendeu a proposta do partido de obrigar os estrangeiros a assinar um contrato de integração, exigindo a expulsão de «quem cometa delitos, mesmo que vivam em Espanha há cinco anos», mais controlo de fronteiras e uma lei contra regularizações em massa.

Em resposta, Zapatero defendeu a política do seu governo sobre o tema de imigração, afirmando ter apostado em que o tema fosse definido, «através do diálogo», com negociações com sindicatos e empresários.

http://tsf.sapo.pt/online/internacional/interior.asp? id_artigo=TSF189028