O eleito hoje a primeiro-ministro do Paquistão, Yousuf Raza Gillani, presidiu o Parlamento durante o segundo mandato da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto e passou quase seis anos na prisão no início do regime do presidente Pervez Musharraf.
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24 de mar. de 2008
Gillani, novo premiê paquistanês já foi preso pelo regime de Musharraf
23 de mar. de 2008
Dalai-lama diz ter mesmo sentimento de "impotência" que há 50 anos
da Efe, em Nova Déli
O líder espiritual tibetano, o dalai-lama, assegurou ter o mesmo "sentimento de desesperança e impotência" que há quase 50 anos, quando se exilou na Índia após a fracassada revolta tibetana contra a China, informou neste domingo (23) a agência Ians.
Em um encontro na capital indiana neste final de semana com artistas e diplomatas, o dalai-lama rejeitou o ódio e a violência para encontrar uma solução para a situação do Tibete, mas disse que isto não significa que seu povo deva se mostrar "submisso" perante as autoridades chinesas.
| 18.mar.2008/AP |
| O dalai-lama, líder tibetano, disse ter mesmo sentimento de "impotência" que há 50 anos |
Apesar de se sentir seguro em território indiano, reconheceu sentir "o mesmo sentimento de desesperança e impotência" que após a insurreição tibetana de 1959 contra os comunistas chineses, que causou 10 mil mortes e obrigou cerca de 100 mil seguidores do dalai-lama a se exilar.
Segundo ele, se os chineses não se "conterem seu 'carma' negativo, sofrerão as conseqüências". Embora o dalai-lama apenas fale esporadicamente da situação no Tibete, admitiu antes de iniciar uma de suas conferências que normalmente vê claramente os pontos a desenvolver, mas que desta vez sua mente estava em branco.
Nas últimas semanas, protestos e manifestações tomara as ruas do Tibete. Os conflitos em Lhasa (capital tibetana), considerados os piores em quase 20 anos, começaram com as manifestações pacíficas que os monges budistas promoveram no último dia 10 de março por ocasião do 49ª aniversário da fracassada rebelião tibetana contra o domínio chinês.
Eles se intensificaram como uma reação à notícia de que monges budistas teriam sido presos depois da passeata de 10 de março. Centenas de monges tomaram então as ruas, e os protestos ganharam força com a adesão dos tibetanos. Os protestos se espalharam para províncias chinesas próximas, principalmente aquelas com considerável presença de grupos de origem tibetana.
www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u384885.shtml
22 de mar. de 2008
Assessor de Obama está envolvido em escândalo dos passaportes
da Folha Online
O presidente da companhia cujo empregado é acusado de acessar sem autorização os documentos dos candidatos presidenciais dos Estados Unidos é um consultor da campanha de Barack Obama.
A informação foi divulgada pela rede de televisão norte-americana CNN.
John Brennan, presidente da Analysis Corporation aconselha o candidato democrata em política internacional e assuntos de inteligência, segundo fonte ouvida pela CNN.
O executivo era oficial da CIA, agência de inteligência norte-americana e ex-diretor do centro nacional de contraterrorismo. Em janeiro, ele contribuiu com US$ 2.300 para a campanha de Obama.
O funcionário da empresa norte-americana trabalha na companhia há vários anos e, segundo a fonte que não se identificou, tem uma extensa experiência.
Na sexta-feira, a companhia divulgou um documento informando que colaboraria completamente com a investigação federal. A empresa, segundo a CNN, deu o mesmo parecer ao funcionário que não foi demitido.]
Seguindo as declarações do departamento de Estado norte-americano, que investiga o caso, a fonte ouvida pela TV afirmou que tudo aconteceu por simples curiosidade, no que classificou como um "evento isolado".
Escândalo
Na sexta-feira, o departamento de Estado dos EUA revelou que os passaportes de Obama e dos outros dois possíveis candidatos-- democrata Hillary Clinton e republicano John McCain foram acessados sem autorização três vezes neste ano.
Os arquivos contêm imagens digitalizadas de pedidos de passaporte, com data de nascimento, informações biográficas, inclusive sobre cidadania, e datas de renovações de passaporte.
O incidente causa um embaraço na administração do presidente George W. Bush e remete ao controverso caso de 1992, quando oficiais do Estado acessaram os arquivos vinculados ao passaporte do ex-presidente Bill Clinton, então candidato democrata à Casa Branca.
Também na sexta-feira, a secretária de Estado norte-americana, Condoleeza Rice afirmou que conversou com Obama sobre o acesso irregular a seus arquivos. 'Eu disse a ele que sinto muito e que eu estaria bem perturbada se alguém tivesse consultado os arquivos do meu passaporte. Estarei à frente das investigações e chegarei ao fundo do caso', afirmou Rice.
Dois funcionários foram demitidos e um terceiro recebeu uma medida disciplinar pelo caso. O porta-voz do departamento de Estado afirmou que já ligou para Hillary para se desculpar e ainda irá falar com McCain, que está em viagem na Europa.
McCain disse que não tem muito a dizer sobre o caso por possuir poucas informações. "Se a privacidade de alguém é violada, essa pessoa merece um pedido de desculpas e uma investigação completa. E eu acredito que isso vai acontecer".
Com Reuters e Efe
www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u384823.shtml
20 de mar. de 2008
Europa terá de «prestar contas», diz Bin Laden
19 de mar. de 2008
Premiê chinês está pronto para dialogar com dalai-lama, diz Brown
Colaboração para a Folha Online
O premiê chinês, Wen Jiaobao, está preparado para dialogar com dalai-lama, desde que ele renuncie à independência do Tibete, afirmou o primeiro-ministro inglês, Gordon Brown, nesta quarta-feira. O líder britânico também afirmou que pretende encontrar o líder tibetano em maio, durante a visita do dalai-lama a Londres.
A China afirmou nesta terça-feira ter provas de que as revoltas em Lhasa (capital tibetana) na semana passada foram "estimuladas e organizadas pelo grupo do dalai-lama", e pediu mais uma vez que o líder espiritual renunciasse à independência do Tibete.
O líder espiritual negou que tenha arquitetado os motins, e disse que só quer maior autonomia para sua terra, e não a independência em relação à China.
| Arte Folha Online |
O diálogo entre Pequim e os enviados de dalai-lama estão prejudicados desde 1979. A última tentativa de contato terminou em julho do ano passado, sem progresso aparente.
Os conflitos no Tibete incentivam as sugestões de boicote aos Jogos Olímpicos de Pequim, que ocorrem em agosto deste ano.
Tocha Olímpica
A China confirmou hoje que vai levar a tocha Olímpica ao Tibete, mesmo com os motins e protestos. O vice-presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos, Jiang Xiaoyu, afirmou que a situação no Tibete já está estabilizada, e que irá proceder exatamente como o planejado.
Quando a tocha chegar em Pequim, no dia 31 de Março, uma segunda tocha será acesa e levada ao Tibete, onde escaladores chineses irão levá-la para o topo do monte Everest, de acordo com os organizadores da competição.
A tocha ainda deve voltar ao Tibete em junho. Ativistas tibetanos rejeitam as comemorações olímpicas e querem que a tocha passe longe de seu território.
Protestos e Rendições
Ao menos 105 tibetanos que participaram dos protestos em Lhasa contra a repressão chinesa se entregaram à polícia até a noite de terça-feira, informou nesta quarta-feira (19) a agência oficial Xinhua. O governo tibetano no exílio negou a informação e disse que as pessoas foram detidas "arbitrariamente de casa em casa".
O anúncio das rendições foi feito pelo governo da região autônoma do Tibete, mais de um dia após o fim do prazo que havia sido dado pela China --que expirou à 0h de segunda (13h de Brasília)--, que prometeu "clemência" aos que se entregassem e fez ameaças de duros castigos aos que não procurassem as autoridades.
Segundo o vice-presidente do governo tibetano, Baema Chilain, aqueles que se entregaram participaram diretamente dos confrontos, dos saques e dos incêndios registrados desde sexta-feira. "Alguns devolveram o dinheiro que roubaram", acrescentou.
Os protestos de Lhasa, considerados os piores em quase 20 anos, começaram com as manifestações pacíficas que os monges budistas promoveram no último dia 10 de março por ocasião do 49ª aniversário da fracassada rebelião tibetana contra o domínio chinês.
O governo chinês assegura que Lhasa recupera a normalidade. Grupos de direitos humanos tibetanos no exílio dizem que a situação segue muito tensa, com a polícia patrulhando as ruas da cidade.
Imprensa
O governo chinês informou estar indignado com a cobertura "escandalosa e hostil" feita pela imprensa estrangeira --que tem o acesso proibido ao Tibete e cujas informações estão censuradas em toda a China--sobre os distúrbios em Lhasa.
"Alguns veículos de comunicação ocidentais deformaram intencionalmente os fatos e descreveram graves crimes como protestos pacíficos, para caluniar nossos esforços legítimos de manter a estabilidade social", disse Ragdi, um funcionário do governo tibetano citado pela agência Xinhua.
As declarações de Ragdi, nascido na região tibetana e ex-presidente do Comitê Permanente da Assembléia Nacional Popular (Legislativo), acontecem enquanto Pequim aumenta a censura de toda a imprensa internacional que tenta informar sobre os protestos em Lhasa.
Alguns sites estão praticamente inacessíveis na China, incluindo o popular o YouTube, onde era possível assistir a vídeos sobre os protestos.
A imprensa estatal chinesa continua publicando a versão oficial do país, na qual 13 "civis inocentes" morreram em função da violenta incitada pelo "entorno" do dalai-lama, líder espiritual dos tibetanos. A versão nega também que existisse repressão por parte das forças de segurança chinesas, como denunciaram organizações de direitos humanos e o governo tibetano no exílio.
"Sem conhecer até mesmo os fatos básicos sobre os crimes cometidos pelos arruaceiros, alguns meios de comunicação ocidentais afirmam hipocritamente que o governo chinês não deve suprimir as manifestações pacíficas e o respeito aos direitos humanos", disse Ragdi.
Com Reuters
www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u383776.shtml
18 de mar. de 2008
Avião com deportados causa tumulto no Recife
Aeronave que levava 405 passageiros de maioria espanhola em vôo Madri-Buenos Aires faz pouso de emergência
Angêla Lacerda, de O Estado de S.Paulo
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Cerca de 35 deles tentam chegar ao destino pegando vôos de empresas brasileiras. Um argentino acusado de 42 homicídios e escoltado por policiais da argentina é o único que não pode deixar o aeroporto. Ele esta sendo extraditado para seu país.
A diretora da companhia aérea no Brasil, Eliane Pucciariello, disse ao estadao.com.br que, na verdade, o vôo levava 385 passageiros de maioria argentina. A diretora desmentiu também o fato de que o pouso forçado teria sido causado por problemas técnicos. "Venceu o horário da tripulação", disse.
Os passageiros estão sendo acomodados em hotéis e devem embarcar para Buenos Aires por volta das 22 horas. Uma outra aeronave da empresa está sendo aguardada no Recife para levá-los.
Todos os passageiros serão alojados num hotel, assinalou a companhia aérea, depois de permanecerem no aeroporto brasileiro "durante sete horas sem poder sair". Os viajantes também criticaram a incompetência da companhia, que "não deu nenhuma explicação".
Ao El Pais, os passageiros classificaram como "seqüestro" a ação das autoridades brasileiras, que impedem os impede de sair do aeroporto durante a longa espera.
"É intolerável essa atitude das autoridades do Brasil", declarou um dos passageiros presos, destacando que em circunstâncias normais poderiam abandonar o aeroporto somente com o passaporte.
O incidente acontece durante a crise nos aeroportos entre Brasil e Espanha. Nas últimas semanas, as autoridades brasileiras impediu a entrada no País de estrangeiros que não cumprem os requisitos necessários, em represália às deportações de brasileiros na Espanha.
Segundo fontes do Ministério de Assuntos Exteriores e Cooperação da Espanha, o cônsul espanhol em Salvador, Antonio Polidura, já começou a tomar medidas para resolver o impasse desta terça-feira.
www.estadao.com.br/cidades/not_cid142243,0.htm