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17 de mai. de 2008

Faltou sustentação para avançar com agenda, diz Marina

Agencia Estado
A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, que entregou o cargo nesta semana, reiterou que a decisão de deixar o Ministério do Meio Ambiente tem o propósito de abrir caminho a um "novo acordo" e reposicionamento da pauta ambiental, de modo a dar continuidade às medidas anunciadas desde o início de sua gestão, há mais de cinco anos.
Em entrevista concedida neste sábado à rádio CBN, Marina evitou criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dizendo que "não poderia cometer injustiças". Mas reconheceu que, neste momento, não estava tendo "sustentação" para avançar com a agenda.
"Saí porque não conseguia mais reunir as condições necessárias para continuar com a agenda no patamar que ela merece", comentou, destacando que conhece Lula há cerca de 30 anos e tem "imensa gratidão" por ter sido escolhida para o cargo.
Questionada sobre a reação do presidente ao receber uma carta de demissão sem aviso prévio, Marina observou que ainda não teve a oportunidade de conversar com Lula e repetiu que sua decisão visa "muito mais ajudar a agenda de meio ambiente do País".
Contudo, ela disse que já havia enviado ao chefe de Estado, na transição para o segundo mandato, uma carta pedindo para deixar o cargo. "Aquela carta foi, de certo modo, um primeiro aviso", explicou, ressaltando que, naquela ocasião, o Ministério havia acertado alguns pontos com o governo para a pauta ambiental.
"Caminho errado" Durante a entrevista, a ministra destacou que o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, "foi para o caminho errado" ao dizer que os dados sobre desmatamento coletados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) estavam errados.
"Fico triste com o Maggi, que em vez de dar continuidade a este trabalho, quer revogar as medidas já anunciadas e suspender a agenda", afirmou, em referência à decisão que bloqueou financiamentos rurais em cidades campeãs de desmatamentos.
Marina, que retoma agora sua cadeira no Senado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), fez elogios ao seu sucessor, Carlos Minc, secretário de Meio Ambiente no Rio de Janeiro, a quem disse admirar e chamou de "amigo". "Retira-se a aluna, entra o professor", comentou Marina. "A sociedade precisa dar um crédito de confiança ao nosso deputado e agora ministro Carlos Minc. Naquilo que eu puder ajudar, vou ajudá-lo."
www.atarde.com.br/politica/noticia.jsf?id=885018

16 de mai. de 2008

Pedido de liberdade para o casal Nardoni chega ao STJ

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da Folha Online

A defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella, entraram na tarde de hoje com um pedido de habeas corpus para o casal no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Jatobá e Nardoni estão na cadeia desde o dia 7 de maio, depois que o juiz Maurício Fossen recebeu do Ministério Público a denúncia (acusação formal) contra os dois e decretou a prisão preventiva. Essa é a segunda tentativa de libertação do casal. Antes, a defesa havia pedido liberdade do casal ao Tribunal de Justiça de São Paulo, mas o desembargador caio Canguçu negou.

Isabella foi morta no último dia 29 de março, depois de ser jogada pela janela do apartamento do pai, no sexto andar do edifício London. O pai e madrasta da menina são os principais suspeitos do crime. Os dois negam a autoria do crime, alegando que o apartamento foi invadido e o criminoso jogou a menina pela janela.

O pedido de liberdade chegou às 14h20, pelas mãos de um representante do escritório Levorin Advogados Associados. O pedido é assinado pelos três advogados do casal (Marco Polo Levorin, Ricardo Martins e Rogério Neres de Sousa.

O relator será o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, da Quinta Turma.

www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u402679.shtml

Pedido de liberdade para o casal Nardoni chega ao STJ

15 de mai. de 2008

Zenit teme desmanche de equipe após título da Uefa

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Por Justin Palmer

MANCHESTER (Reuters) - O Zenit São Petesburgo, vencedor da Copa da UEFA, deve segurar seus melhores jogadores se quiser impressionar na próxima temporada da Liga dos Campeões, disse o técnico Dick Advocaat।

O time emendou a conquista do título russo no ano passado com a sua primeira taça européia, conquistada na quarta-feira com a vitória sobre o Rangers por 2 x 0, em Manchester।

O Zenit conta com o aparentemente inesgotável patrocínio da Gazprom, a gigante empresa russa do ramo energético, mas Advocaat teme que o time vire uma vítima de seu próprio sucesso, já que os maiores clubes europeus querem comprar os melhores jogadores da equipe, como Andrei Arshavin।

"Isso será um problema agora, não há dúvida de que alguns jogadores irão embora", disse Advocaat, que é holandês।

"E aí você tem de começar de novo। Isso é um problema quando você faz sucesso. Nós temos de manter não só o Arshavin, mas outros jogadores importantes".

Advocaat disse que a venda do eslovaco Martin Skrtel é um bom exemplo।

Skrtel foi um dos grandes responsáveis pela vitória do time no Campeonato Russo, mas foi comprado pelo Liverpool em janeiro e tem impressionado o primeiro escalão da Liga Inglesa na segunda metade da temporada।

"Este tipo de jogador você tem de manter", disse Advocaat, que planeja colocar mais jogadores no time antes de disputar a Liga dos Campeões, em setembro।

"Você tem de tentar manter o time unido e comprar mais três ou quatro jogadores para torná-lo melhor। Então, você pode revezá-los em diferentes competições".

http://br.reuters.com/article/sportsNews/idBRN1528818820080515

Zenit teme desmanche de equipe após título da Uefa

14 de mai. de 2008

Lula e Minc se reunirão pela primeira vez na segunda-feira

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Segundo porta-voz, convite foi formalizado às 15h45, durante telefonema de 15 minutos. Carlos Minc ocupava cargo de secretário do Ambiente do Rio de Janeiro.
Mirella D´elia Do G1, em Brasília

O porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, disse, na tarde desta quarta-feira (14), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, vão se reunir na próxima segunda-feira (19) pela primeira vez. O nome de Minc foi confirmado para comandar a pasta depois da demissão de Marina Silva, ocorrida nessa terça-feira (13).

Em entrevista coletiva concedida à imprensa nesta tarde, Baumbach disse que o convite a Carlos Minc foi formalizado às 15h45 desta quarta. Segundo ele, o convite foi feito durante um telefonema de Lula a Minc que durou cerca de 15 minutos.

"O presidente formulou o convite ao secretário para substituir a ministra Marina Silva. O convite foi aceito e os dois vão conversar pesoalmene na segnda-feira. O presidente Lula está confiante de que Carlos Minc vai contribuir com seu conhecimento para as políticas que vêm sendo implementadas na área de meio ambiente", informou o porta-voz.

Posse

Ainda segundo o porta-voz, não foi marcada data para a posse de Minc. O assunto será discutido entre os dois na segunda-feira. Não há data, também, para a publicação no Diário Oficial da União (DOU) da saída de Marina Silva.

Baumbach disse que Lula não recebeu Marina Silva em seu gabinete hoje - nem sabe se irá recebê-la nos próximos dias.

Perguntado se o presidente Lula teve de insistir para Minc aceitar o convite, o porta-voz foi taxativo: "O presidente conversou com Carlos Minc e deixou claro que espera que a experiência e o conhecimento dele venham a contribuir para a continuidade das políticas de meio ambiente. Foi esse o tom da conversa. Não houve necessidade de convencimento", garantiu.

Confirmação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quarta-feira (14) que convidou Carlos Minc para ser o novo ministro do Meio Ambiente. "Agora vou para o gabinete ligar para ele na expectativa de que ele venha colaborar com seu conhecimento para dar seqüência às políticas que nós estamos implementando há algum tempo", disse Lula após almoço com a chanceler alemã, Angela Merkel.

No começo desta tarde, o G1 apurara que Minc tinha aceito o convite do presidente Lula.

O presidente disse ter pedido para outra pessoa fazer o convite a Minc. "Pedi para uma pessoa amiga conversar com ele, porque na hora que tomei a decisão [de escolhê-lo], ele estava no avião", afirmou. Carlos Minc está em Paris.

Lula negou ainda ter tido divergências com a ex-ministra da pasta Marina Silva, que pediu demissão na terça (13).

Lula também negou que tenha feito o convite ao ex-governador do Acre Jorge Viana para ocupar a vaga de Marina Silva. Viana e Lula se encontraram na manhã desta quarta no Palácio do Planalto. "[Ele] não recebeu [convite] porque antecipadamente tinha dito que estava com alguns projetos. Ele é presidente do conselho da Helibrás. Estamos discutindo a possibilidade de produzir helicópteros e aviões. Ele não pode largar isso no meio", afirmou Lula.

Saída

Marina Silva, que ocupava a pasta desde 2003, pediu demissão alegando dificuldades enfrentadas "há algum tempo para dar prosseguimento à agenda ambiental federal".

Na carta de demissão enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marina diz que ele “é testemunha das crescentes resistências encontradas por nossa equipe junto a setores importantes do governo e da sociedade”.

http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL469521-5601,00-LULA+E+MINC+SE+REUNIRAO+PELA+PRIMEIRA+VEZ+NA+SEGUNDAFEIRA.html

Favorito à indicação democrata, Obama ainda enfrenta o fator racial

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JB Online

WASHINGTON - Apesar da vitória de Hillary Clinton na Virginia Ocidental, Barack Obama continua como favorito da corrida à indicação democrata e recebe novos apoios, mesmo com dificuldades para convencer os americanos brancos de origem modesta.

Obama recebeu nesta quarta-feira o apoio de três "superdelegados" do Partido Democrata, cujos votos serão decisivos na escolha do candidato que enfrentará John McCain em novembro. Hillary Clinton, por sua vez, recebeu o apoio de apenas um "superdelegado".

Obama também recebeu o apoio do Naral, a principal organização de defesa do direito ao aborto nos Estados Unidos, e de três ex-presidentes da SEC, a autoridade americana de regulação dos mercados, entre eles William Donaldson, ex-membro do governo de Ronald Reagan e presidente da SEC de 2003 a 2005, durante o mandato de George W. Bush.

- Os resultados da Virginia Ocidental não comprometem as chances de Obama de conquistar a indicação democrata - considerou nesta quarta-feira Patrick Healy, jornalista político do New York Times.

Porém, acrescentou, "para Obama, os resultados da Virginia Ocidental são preocupantes". - Se as pesquisas de boca-de-urna em outros Estados mostraram que muitos partidários de Hillary, entre eles muitos brancos, o apoiariam em novembro, mais da metade dos eleitores da Virginia Ocidental anunciaram que ficarão insatisfeitos se Obama ganhar a indicação - analisou o jornalista.

O fator racial foi determinante para os eleitores da Virginia Ocidental. Dois eleitores brancos em cada 10 admitiram que esse fator influenciou sua escolha, e oito eleitores brancos em cada 10 explicaram que apoiaram Hillary Clinton por causa do fator racial.

A ex-primeira-dama ganhou terça-feira a primária da Virginia Ocidental com 67% dos votos, contra apenas 26% para Obama. Foi seu melhor resultado desde o início.

Em um e-mail enviado nesta quarta-feira a seus partidários, Hillary Clinton afirmou que permanecerá na disputa até o fim do ciclo das prévias.

http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/05/14/e140519082.html

13 de mai. de 2008

Líder da base governista no Líbano promete resistir ao Hezbollah

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Por Alistair Lyon

BEIRUTE (Reuters) - O líder sunita libanês Saad al-Hariri prometeu na terça-feira que não haveria nenhuma rendição política ao que descreveu como uma tentativa do Hezbollah e dos aliados sírios e iranianos do grupo de impor sua vontade ao país por meio da força.

Em combates responsáveis por empurrarem o Líbano para a beira de uma nova guerra civil, o Hezbollah, um grupo xiita, e seus aliados da oposição expulsaram de Beirute e das montanhas a leste da capital os simpatizantes do governo libanês, liderado pelos sunitas.

"Eles estão exigindo simplesmente que nos rendamos. Eles querem que Beirute hasteie a bandeira branca. Isso é impossível", afirmou Hariri em uma entrevista coletiva, aparecendo em público pela primeira vez desde que o Hezbollah, na semana passada, tomou conta de áreas da capital libanesa dominadas pelos sunitas.

"Eles não conseguirão obter a assinatura de Saad al-Hariri em um documento de rendição aos regimes iraniano e sírio."

Na terça-feira, o Líbano viveu seu dia mais calmo desde o início dos conflitos, no dia 7 de maio, quando o premiê Fouad Siniora, aliado dos EUA, decretou como ilegal a rede de telecomunicações do Hezbollah e demitiu o chefe da segurança do aeroporto de Beirute, uma figura próxima do grupo xiita.

O Hezbollah disse que as medidas representavam uma declaração de guerra e rapidamente tomou conta de grande parte de Beirute, esmagando os milicianos ligados ao governo sunita. Depois, o grupo entregou as áreas conquistadas ao Exército libanês.

O canal Future TV, de Hariri, obrigado a interromper suas transmissões durante os conflitos, voltou ao ar pouco antes da entrevista coletiva dele.

Hariri, filho do ex-primeiro-ministro libanês assassinado Rafik al-Hariri, disse que as duas medidas, transformadas agora em letra morta, não significavam nenhum tipo de ameaça ao Hezbollah.

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRB5159420080513