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6 de ago. de 2008

IPEA aponta queda na taxa de pobreza

Marcelo de Paula Do Diário do Grande ABC

Entre 2002 e o final deste ano, 3 milhões de brasileiros que moram nas seis principais regiões metropolitanas do País - São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife - terão saído da pobreza. É o que aponta estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão do governo federal. A taxa de pobreza nessas seis capitais do País - onde vive um quarto da população brasileira e são produzidos dois quintos do PIB (Produto Interno Bruto) - cairá de 32,9% para 24,1%.

No Grande ABC, pesquisa realizada pela USCS ( Universidade de São Caetano do Sul, ex-IMES), em 2007, confirma essa migração. Pelos dados do levantamento, as classes D e E, que em 2003 eram 14,2% da população, hoje representam 7,5% por conta da ascensão social.

A classe C, que em 2003 representava 39,1% dos moradores deveria ter aumentado, mas isso não aconteceu e em 2007 estava até um pouco menor (38,9%). "Da mesma forma que algumas famílias saíram das classes D e E, outras, que estavam na C subiram para B, curiosamente, de forma proporcional", explica a diretora de Pesquisas da USCS, Maria do Carmo Romeiro.

Mais empregos formais e controle rígido dos índices inflacionários foram os grandes responsáveis, no ponto de vista da diretora da USCS, por essa melhoria no quadro social. "A inflação alta da década de 1980 e início da de 1990 comia boa parte dos rendimentos e quem não tinha como se proteger no mercado financeiro só perdia", comentou.

EMERGENTES - Por estas razões, esse contingente populacional passou a integrar o grupo que o presidente do Ipea, Márcio Pochmann, chamou ontem de "classe média emergente". Esse novo segmento da população se expandiu com o crescimento econômico dos últimos anos, que permitiu o aumento do emprego e da renda. Desde 2003 até o final do ano, 4 milhões de pessoas terão saído da pobreza. Em 2003, ano seguinte à crise econômica, o número de pobres era maior do que em 2002.

A pesquisa do Ipea também apontou um crescimento do número de "novos ricos". Esse grupo aumentou 28,1 mil entre 2002 e 2008. Em 2002, as pessoas consideradas ricas nas seis regiões correspondiam a 448,5 mil. Agora, em 2008, somarão 476,6 mil. Apesar disso, a participação de ricos no total da população nessas seis regiões metropolitanas, permaneceu estável, em 1%.

O Ipea classificou como pobres as pessoas que têm renda per capita igual ou inferior a meio salário mínimo (R$ 207,50). Ricas são aquelas pertencentes a famílias com renda igual ou maior do que 40 salários mínimos (R$ 16,6 mil).

É importante frisar que existe aí uma diferença de critérios entre a pesquisa do Ipea e da USCS. A universidade localizada no Grande ABC considera como classe A famílias com renda média de R$ 6.515 e de classe B aquelas com rendimento em torno de R$ 3.146.

IBGE - Para elaborar a pesquisa, o Ipea retrabalhou informações da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) e da PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os dados de 2008 foram estimados pelo Ipea, uma vez que o ano ainda não terminou. Pochmann ressaltou, no entanto, que a pesquisa capta basicamente a renda oriunda dos rendimentos do trabalho e da aposentadoria.

"O Brasil está deixando de ser um país de pobreza absoluta para ser um país de pobreza relativa, diminuindo a distância entre o topo e a base da pirâmide", disse Pochmann. "O avanço é maior nos pobres do que nos ricos", acrescentou.

Segundo ele, a pobreza está caindo nessas seis regiões por conta do crescimento da economia, do aumento do salário mínimo, dos programas sociais de transferência de renda do governo, como Bolsa-Família, e dos incentivos à agricultura familiar.

A maior queda na pobreza foi observada na região metropolitana de Belo Horizonte, onde o número de pobres cairá de 38,3% da população em 2002 para 23,1% da população até o final de 2008. Por outro lado Recife e Salvador apresentaram as maiores taxas de pobreza: 43,1% e 37,4%. (com AE)

http://home.dgabc.com.br/default.asp?pt=secao&pg=detalhe&c=3&id=19783

5 de ago. de 2008

Fed mantém juros em 2%, apesar dos riscos da inflação nos EUA

Washington, 5 ago (EFE) - O Federal Reserve (Fed, banco central americano) manteve hoje a taxa básica de juros em 2%, enquanto a inflação se acelera e a atividade econômica dos Estados Unidos continua fraca.

"Embora persistam os riscos de desaceleração do crescimento econômico, os riscos de inflação também são causa de preocupação significativa", disse o Comitê de Mercado Aberto do Fed ao fim de sua reunião.

O banco central dos Estados Unidos começou a afrouxar sua política monetária em setembro do ano passado, quando a taxa básica de juros estava em 5,25%. Desde abril, o órgão a mantém em 2%.

O Comitê reconheceu que a "atividade econômica se expandiu no segundo trimestre", embora tenha atribuído o aumento, em parte, ao crescimento da despesa dos consumidores e das exportações.

O Produto Interno Bruto (PIB) americano, que no primeiro trimestre foi de 0,6%, alcançou, entre abril e junho, um ritmo anual de 1,9% .

Como nos EUA a despesa dos consumidores representa mais de dois terços da atividade econômica, boa parte desse aumento reflete a alta dos preços, que repercute em um maior gasto tanto em bens de consumo quanto em energia.

Mas "os mercados trabalhistas se debilitaram e os mercados financeiros continuam sob tensões consideráveis", acrescentou o Comitê.

A economia americana perdeu, entre janeiro e julho, cerca de 483 mil postos de trabalho, e a taxa de desemprego subiu para 5,7%. Em junho, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 5%, em taxa anualizada.

A decisão de hoje, já esperada pelos mercados, não foi unânime. Um dos membros do Comitê, Richard Fisher, presidente do Federal Reserve regional de Dallas, votou contra e propôs neste momento uma alta na taxa de juros.

Mas o banco central preferiu não elevar os juros, apesar dos perigos da inflação, para não prejudicar o crescimento econômico.

"As condições restritivas do crédito, a contração do setor imobiliário e os elevados preços da energia provavelmente pesarão sobre o crescimento econômico nos próximos trimestres", disse, em comunicado.

O Fed apontou ainda que "a inflação foi elevada, encorajada pelos incrementos nos preços da energia e de outras matérias-primas, e que alguns indicadores de expectativa inflacionária foram altos".

Ao avaliar qual será seu próximo movimento, o Fed leva em conta que suas duas prioridades, a estabilidade dos preços e o crescimento do emprego, estão ameaçadas.

Por isso, os analistas acreditam que a autoridade monetária manterá os juros durante um tempo.

De fato, uma redução da taxa pode acelerar a inflação, enquanto um aumento encareceria os créditos e dificultaria o financiamento das empresas e das famílias, o que frearia o crescimento.

O panorama econômico dos EUA se deteriorou desde a reunião anterior do Comitê, em 25 de junho, quando o órgão interrompeu o maior relaxamento da política monetária em duas décadas.

O ritmo médio de crescimento econômico anual de 1,4% nos primeiros seis meses do ano respondeu, em parte, ao estímulo de aproximadamente US$ 80 bilhões distribuídos pelo Governo como devolução de impostos.

O Fed reduziu em 3,25 pontos percentuais a taxa básica de juros desde que os mercados mundiais de crédito começaram a sofrer os efeitos da crise hipotecária, há um ano.

Alguns dos maiores bancos e companhias financeiras do mundo registraram perdas e depreciações de mais de US$ 450 bilhões.

Desde dezembro, o Federal Reserve injetou quase US$ 600 bilhões nos mercados financeiros só para dar maior liquidez. EFE

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL713000-5602,00-FED+MANTEM+JUROS+EM+APESAR+DOS+RISCOS+DA+INFLACAO+NOS+EUA.html

4 de ago. de 2008

Lucro líquido da Air Liquide no primeiro semestre de 2008 aumenta 8,1%

da Efe, em Paris

O lucro líquido da Air Liquide, uma das líderes mundiais na produção de gases industriais e de uso médico, foi de 601 milhões de euros no primeiro semestre de 2008, 8,1% acima do registrado no mesmo período do ano anterior.

Segundo informou hoje o grupo químico francês, o resultado operacional corrente aumentou 11% no mesmo período, para 950 milhões de euros.

Quanto ao volume de negócios, o número do primeiro semestre se situou em 6,370 bilhões de euros, 13,2% a mais do que no período precedente.

Na apresentação dos resultados, o presidente-diretor-geral do grupo, Benoît Potier, sublinhou que estes dados positivos "ilustram a solidez do modelo econômico da Air Liquide".

"Temos confiança na capacidade da Air Liquide para alcançar em 2008 um crescimento de dois dígitos do resultado líquido", previu o executivo.

www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u429227.shtml

2 de ago. de 2008

Jovem inglesa jogava futebol toda terça-feira em Goiânia

Segundo caseiro do campo, ela terminava a partida e só tomava refrigerante. Diones Barbosa, 42 anos, nunca viu Mohammed com os amigos de Cara Burke.
Glauco Araújo Do G1, em Goiânia
Foto: Glauco Araújo/G1
Glauco Araújo/G1
Diones Barbosa mostra quadra onde Cara Marie Borke jogava com os amigos em Goiânia (Foto: Glauco Araújo/G1)

A jovem inglesa Cara Marie Burke, 17 anos, adorava jogar futebol com os amigos e costumava praticar o esporte em um campo no bairro Novo Mundo, em Goiânia. Segundo o caseiro do local, Diones Barbosa, 42 anos, a menina freqüentava o campo todas as terças-feiras.

Segundo a polícia, ela foi morta e esquartejada por Mohammed d’Ali dos Santos, 20 anos, há uma semana, em Goiânia.

“A menina adorava jogar futebol. Praticamente virava criança quando estava jogando”, disse a amiga Cristiane Ferreira, 22 anos, dona da lan house usada pela jovem inglesa para se comunicar com amigos e familiares na Inglaterra.
Barbosa disse também que Cara costumava usar roupas largas para praticar a modalidade. “Ela colocava uma bermuda bem larga e ficava brincando com os amigos por cerca de uma hora e meia.”
Segundo o caseiro, a jovem inglesa só tomava refrigerante após os jogos. “Nunca a vi consumindo bebida alcoólica. Ela nem ficava muito tempo por aqui depois que jogava. Ela sempre vinha de carona com uns amigos e ia embora da mesma maneira”, disse Barbosa, que nunca chegou a reparar se a garota tinha potencial para a prática do esporte.
Cristiane disse que a estrangeira começou a jogar bola na cidade depois que um amigo que ela conheceu na Inglaterra, brasileiro, a levou para a quadra no bairro. “Ela torcia para o Vila Nova e sempre estava com a camisa do time.”
Barbosa nunca viu Mohammed nas proximidades da quadra de futebol. O caseiro contou ainda que a jovem inglesa só comia pastel na lanchonete do local. “Era sempre refrigerante e pastel de carne que ela pedia. Eu ficava
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL709433-5598,00-JOVEM+INGLESA+JOGAVA+FUTEBOL+TODA+TERCAFEIRA +EM+GOIANIA.html

1 de ago. de 2008

Governo desmente a ligação com o grupo

Integrantes do governo brasileiro afirmaram na quinta-feira que não tiveram contato com os integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O suposto envolvimento de assessores do governo com o grupo terrorista foi denunciado na própria quinta pela revista colombiana Cambio. O Palácio do Planalto não comenta o tema, mas assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Ministério das Relações Exteriores desmentiram o diálogo com as Farc.

Segundo a revista, representantes das Farc tiveram contato com autoridades do governo Lula, da Justiça brasileira e também com líderes do PT. A reportagem foi feita com base em 85 e-mails encontrados no computador de Raúl Reyes, o número 2 das Farc, morto em março deste ano. A correspondência é do período entre fevereiro de 1999 e fevereiro de 2008, afirma a revista. Foram citados cinco ministros, cinco deputados e um juiz brasileiros, entre outras autoridades.

O Ministério das Relações Exteriores informou que "nunca houve qualquer forma de contato direta ou indireta", do ministro Celso Amorim com "qualquer representante das Farc". O chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, também citado, garantiu que o governo tem "relação zero" com as Farc. "A posição brasileira é claramente contra os seqüestros e os métodos" do grupo, disse ele. A oposição sempre cobrou Lula pela posição em relação às Farc.

Colaboração - O assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, também disse que "não há nenhuma cooperação do governo brasileiro com as Farc". Segundo ele, "houve uma certa tentativa de aproximação" do grupo terrorista com o governo, mas ela foi rejeitada. De acordo com reportagem publicada nesta sexta pelo jornal O Estado de S. Paulo, assessores do Planalto criticaram o fato de a revista não ter publicado todos os e-mails do episódio.

Os assessores dizem que o material continha também mensagens que mostravam que os integrantes do governo não apóiam as ações das Farc. A deputada Erika Kokay, do PT, foi a única a admitir que colaborou -- ainda que de forma indireta -- com um integrante das Farc. A petista afirmou ter ajudado na concessão do status de refugiado a Oliverio Medina, representante dos terroristas no país, há dois anos. "Nunca tive qualquer relação com as Farc", afirmou a deputada.

http://vejaonline.abril.com.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=1&textCode=145833&date=currentDate

31 de jul. de 2008

China desmente que vá espionar visitantes em hotéis durante Jogos

Da EFE Em Pequim (CHN)
O Governo chinês desmentiu nesta quinta que os hóspedes estrangeiros durante os Jogos Olímpicos serão espionados nos hotéis, uma acusação feita nesta quarta-feira por um senador republicano americano, e voltou a pedir que parem de lançar "acusações irresponsáveis" contra Pequim.
"Na China, a privacidade é respeitada e garantida em hotéis e outros lugares. As acusações são injustas", disse, em entrevista coletiva, o porta-voz de Assuntos Exteriores chinês, Liu Jianchao.
Liu disse que nesses lugares públicos, durante os Jogos, "não há regras especiais que estejam além das medidas de segurança usadas internacionalmente".
O porta-voz também afirmou que os autores deste tipo de informação "deveriam acabar com seus preconceitos e não fazer acusações irresponsáveis, enganando a opinião pública".
O senador Sam Brownback (Kansas) disse que o Governo da China tinha colocado em funcionamento um sistema para espionar e recolher informações sobre os visitantes que se hospedarem no país asiático durante os Jogos Olímpicos.
Brownback alegou que ativistas da defesa dos direitos humanos tinham informado sobre este ponto, que tinha sido confirmado por várias redes hoteleiras, cujos nomes não foram citados pelo senador.
Na semana passada, Liu criticou a imprensa estrangeira diante do surgimento nos dias anteriores aos Jogos Olímpicos de várias notícias que Pequim considera rumores infundados.
http://esporte.uol.com.br/ultimas/2008/07/31/ult1777u90868.jhtm