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20 de abr. de 2007

Papa ouvirá música sacra com arranjo de samba em SP

Foto:
DivulgaçãoMúsica de igreja com ritmo de samba é uma das surpresas que um grupo de músicos de Tatuí, na região de Sorocaba, está preparando para os ouvidos do papa Bento XVI durante sua passagem por São Paulo, em maio. O hit católico "Maria de Nazareth", por exemplo, ganhou arranjo de samba popular. A idéia foi de Clayton Antonelli, um dos dez músicos do Conservatório de Tatuí escolhidos para cuidar de uma parte do repertório que o papa vai ouvir.
A apresentação será durante o "Encontro com a Juventude", um dos eventos da agenda do papa, no estádio do Pacaembu, dia 10 de maio. "É uma forma de passar, junto com a música religiosa, alguma coisa da cultura popular brasileira para Bento XVI", disse. Outra canção tradicional, "O Senhor é Rei", recebeu um tratamento bem brasileiro, com metais e percussão, segundo o músico. No Hino de Acolhida ao Papa, escolhido em um concurso realizado em Aparecida, o arranjador apenas reforçou o ritmo de marcha. "É bem adequado para receber o papa."
Um coral e músicos de São Paulo também compõem o elenco que acompanhará as celebrações do encontro, que deve durar cerca de 4 horas. O primeiro ensaio geral da parte musical será realizado domingo, em Tatuí. O regente será o maestro Sérgio Gonçalves de Oliveira, também do Conservatório.
Segundo Antonelli, o grupo de músicos foi convidado em razão do sucesso do 1º Festival da Música Católica, realizado no ano passado, no Teatro Procópio Ferreira. O arranjador é conhecido pela participação musical nas missas da paróquia Sagrada Família, de Tatuí, que atraem multidões. Guitarrista, Antonelli considera a recepção ao papa o "grande momento" da sua vida. "É algo que vai ficar marcado para sempre." O pontífice, que faz sua primeira visita ao País, chega no dia 9 e permanece até o dia 13. O Encontro com a Juventude será o primeiro evento público da visita.Fonte: http://www3.atarde.com.br
{Costa}

UE cria polícia regional para conter imigração ilegal

Agencia Estado
A Europa criará uma polícia regional para conter a imigração ilegal. O objetivo de Bruxelas é contar com uma força que possa ser deslocada pelos 27 países da União Européia cada vez em que houver uma chegada repentina de imigrantes, como na Espanha, Itália ou Malta.
Essa será a primeira vez que a Europa contará com uma polícia unificada, o que, segundo as autoridades da região, mostra o empenho da União Européia em dificultar cada vez mais a entrada de imigrantes na região. A idéia dos europeus é ainda de instalar postos permanentes de patrulha nas costas mediterrâneas da Europa e no Atlântico para interceptar barcos vindo da África com imigrantes. Já os governos da Espanha e Itália prometeram fornecer barcos e aviões para a polícia regional que está sendo criada.
Em um primeiro momento, a força policial terá 450 homens que serão enviados aos locais críticos cada vez que for necessário. Um sistema de monitoramento por satélite está sendo estudado para vigiar os mares europeus desde o espaço. Apenas nas Ilhas Canárias, mais de 30 mil africanos conseguiram chegar com barcos rudimentares em 2006.
{Cosrta}

Após séculos, Igreja Católica enterra o conceito de limbo

Por Philip Pullella
CIDADE DO VATICANO (Reuters) - A Igreja Católica Romana enterrou definitivamente o conceito de limbo, o lugar para onde os bebês que não tivessem sido batizados iriam, de acordo com séculos de tradição e ensinamentos.
Num documento muito esperado, a Comissão Teológica Internacional da Igreja disse que o limbo reflete uma "visão excessivamente restritiva da salvação", segundo o Serviço de Notícias Católico, que obteve a cópia do texto na sexta-feira.
Havia anos que se esperava a extinção definitiva do conceito de limbo, e o documento, chamado "A esperança de salvação para bebês que morrem sem ser batizados", foi encarado como algo definitivo, já que o limbo jamais fez oficialmente parte da doutrina religiosa da igreja.
O papa Bento 16 autorizou a publicação do documento.
Segundo a reportagem do serviço de notícias, o texto, de 41 páginas, diz que os teólogos que assessoravam o papa na questão concluíram que, como Deus é piedoso, ele "quer que todos os seres humanos sejam salvos".
O texto diz que a graça tem preferência sobre o pecado, e a exclusão de bebês inocentes do céu não parecia refletir o amor especial que Cristo tinha pelas crianças, afirmou o Serviço de Notícias Católico, de propriedade da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos.
O limbo, que vem da palavra em latim para "borda", "limite", era considerado por teólogos medievais um estado, ou lugar, reservado aos mortos não-batizados, incluindo gente de bem que havia vivido antes da chegada de Cristo.
"Nossa conclusão é que os vários fatores que analisamos ... fornecem uma base teológica e litúrgica séria para esperar que os bebês não-batizados que morrerem serão salvos", diz o documento.
Os ensinamentos da Igreja Católica dizem que o batismo elimina o pecado original, que marcou todas as almas com a expulsão de Adão e Eva do Paraíso.
O catecismo oficial da Igreja, lançado em 1992 depois de décadas de elaboração, já não usava o conceito de limbo.
Na Divina Comédia, Dante Alighieri colocou os pagãos virtuosos e os grandes filósofos clássicos, como Platão e Sócrates, no limbo.© Reuters 2007.
{Costa}

Presidenciais francesas e a regra da «surpresa»

«As surpresas na eleição presidencial são quase uma regra». Foi desta forma que Pascal Perrineau, director do Centro de Estudos da Vida Política Francesa (Cevipof), respondeu a um leitor da edição electrónica do jornal francês Le Monde, sobre o primeira volta da escrutínio que se realiza este domingo, quando os candidatos já se remeteram ao silêncio devido ao início do período de reflexão, até à abertura das urnas.
As últimas sondagens colocam na frente o candidato conservador, Nicolas Sarkozy, seguido pela socialista Ségolène Royal e pelo centrista François Bayrou. Numa posição não negligenciável surge Le Pen, a voz da extrema-direita francesa, e o poder insondável dos indecisos.
Nos últimos quatro meses, os cenários apresentados pelas consultas de opinião apresentaram poucas alterações significativas. É certo que houve uma maior aproximação entre os três primeiros candidatos, com uma ascensão sustentada de Bayrou, que contudo continua em terceiro, e uma subida de Le Pen para níveis semelhantes aos que lhe permitiram protagonizar um confronto directo com Jacques Chirac, nas últimas eleições.
Mas, mesmo com uma convicção próxima da certeza, relativamente a uma passagem de Sarkozy à «finalíssima» de 6 de Maio - com Royal uns furos mais abaixo nesta escala - Bayrou e Le Pen aparecem com aspirações reforçadas por um espectro eleitoral que prefere manter-se atrás da cortina. Um simples desarranjo nas urnas na ordem dos dois ou três pontos percentuais, catalizado por este poder escondido, alterará completamente as contas.
Dentro da moldura das previsões, surge mais um esboço do que um quadro de tendências definidas, com 13 por cento dos eleitores franceses a mostrarem-se avessos a certezas. E enquanto os analistas procuram perscrutar-lhes a dúvida, eles parecem responder na alínea branca das sondagens com um desconfortável: «Já vos diremos no domingo».
«Em 1981, ninguém tinha previsto a queda do candidato comunista. Em 1995, ninguém tinha previsto a chegada de Jospin à frente dos candidatos. Em 2002, ninguém tinha previsto a passagem de Jean-Marie Le Pen à segunda volta», sintetizou assim Pascal Perrineau a forma como os franceses preferem tomar decisões, recorrendo à eloquência dos factos.
Quando a esquerda e a direita se confundem
Numa conversa telefónica, com o PortugalDiário, Pascal de Lima, investigador lusodescendente do Instituto de Ciências Políticas de Paris, militante do Partido Socialista Francês, e ligado à candidatura de Ségolène Royal, apresentou uma chave de leitura para as incertezas, que estão longe de ser marginais.
«Os últimos estudos sociológicos sugerem que o problema da indecisão se prende com o facto das pessoas não saberem muito bem a distinção entre o programa da esquerda e o programa da direita. Tem-se a impressão, em França, que a direita é um pouco à esquerda e que a esquerda é um pouco à direita e os indecisos estão ligados a esse factor», explicou.
De qualquer forma, mesmo que a regra da «surpresa» permita a Bayrou e a Le Pen sonharem, Sarkozy e Royal parecem mais perto de surpreender, quebrando esta regra.
{Costa}

Presidenciais francesas e a regra da «surpresa»

«As surpresas na eleição presidencial são quase uma regra». Foi desta forma que Pascal Perrineau, director do Centro de Estudos da Vida Política Francesa (Cevipof), respondeu a um leitor da edição electrónica do jornal francês Le Monde, sobre o primeira volta da escrutínio que se realiza este domingo, quando os candidatos já se remeteram ao silêncio devido ao início do período de reflexão, até à abertura das urnas.
As últimas sondagens colocam na frente o candidato conservador, Nicolas Sarkozy, seguido pela socialista Ségolène Royal e pelo centrista François Bayrou. Numa posição não negligenciável surge Le Pen, a voz da extrema-direita francesa, e o poder insondável dos indecisos.
Nos últimos quatro meses, os cenários apresentados pelas consultas de opinião apresentaram poucas alterações significativas. É certo que houve uma maior aproximação entre os três primeiros candidatos, com uma ascensão sustentada de Bayrou, que contudo continua em terceiro, e uma subida de Le Pen para níveis semelhantes aos que lhe permitiram protagonizar um confronto directo com Jacques Chirac, nas últimas eleições.
Mas, mesmo com uma convicção próxima da certeza, relativamente a uma passagem de Sarkozy à «finalíssima» de 6 de Maio - com Royal uns furos mais abaixo nesta escala - Bayrou e Le Pen aparecem com aspirações reforçadas por um espectro eleitoral que prefere manter-se atrás da cortina. Um simples desarranjo nas urnas na ordem dos dois ou três pontos percentuais, catalizado por este poder escondido, alterará completamente as contas.
Dentro da moldura das previsões, surge mais um esboço do que um quadro de tendências definidas, com 13 por cento dos eleitores franceses a mostrarem-se avessos a certezas. E enquanto os analistas procuram perscrutar-lhes a dúvida, eles parecem responder na alínea branca das sondagens com um desconfortável: «Já vos diremos no domingo».
«Em 1981, ninguém tinha previsto a queda do candidato comunista. Em 1995, ninguém tinha previsto a chegada de Jospin à frente dos candidatos. Em 2002, ninguém tinha previsto a passagem de Jean-Marie Le Pen à segunda volta», sintetizou assim Pascal Perrineau a forma como os franceses preferem tomar decisões, recorrendo à eloquência dos factos.
Quando a esquerda e a direita se confundem
Numa conversa telefónica, com o PortugalDiário, Pascal de Lima, investigador lusodescendente do Instituto de Ciências Políticas de Paris, militante do Partido Socialista Francês, e ligado à candidatura de Ségolène Royal, apresentou uma chave de leitura para as incertezas, que estão longe de ser marginais.
«Os últimos estudos sociológicos sugerem que o problema da indecisão se prende com o facto das pessoas não saberem muito bem a distinção entre o programa da esquerda e o programa da direita. Tem-se a impressão, em França, que a direita é um pouco à esquerda e que a esquerda é um pouco à direita e os indecisos estão ligados a esse factor», explicou.
De qualquer forma, mesmo que a regra da «surpresa» permita a Bayrou e a Le Pen sonharem, Sarkozy e Royal parecem mais perto de surpreender, quebrando esta regra.
{Costa}

Gates exige do Iraque que aprove leis pró-reconciliação

Por Andrew Gray
BAGDÁ, Iraque (Reuters) - O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, afirmou na sexta-feira a líderes iraquianos que o apoio norte-americano não duraria para sempre e que leis capazes de acelerar a reconciliação entre sunitas e xiitas precisam ser aprovadas antes do final de agosto.
"O progresso rumo à reconciliação será um elemento importante ao avaliarmos a situação no final do verão (de junho a agosto no Hemisfério Norte)", disse Gates, referindo-se ao cronograma que, segundo os militares dos EUA, será usado para avaliar a operação de segurança lançada nove semanas atrás em Bagdá.
"Nosso compromisso com o Iraque é de longo prazo, mas não é um compromisso de colocar nossos jovens patrulhando as ruas do Iraque durante um prazo indeterminado", afirmou, em uma entrevista coletiva.
Esses comentários somam-se entre os mais diretos já feitos por importantes autoridades dos EUA em meio a pressões para que o Iraque acelere os esforços de reconciliação entre a minoria sunita, que dominou o país durante o regime de Saddam Hussein, e a maioria xiita, atualmente no comando do governo iraquiano.
Os EUA, que mantêm 146 mil soldados no Iraque, querem que o governo liderado pelo primeiro-ministro Nuri al-Maliki acelere a aprovação de leis garantindo o compartilhamento dos recursos petrolíferos e cancelando a proibição de que membros do Partido Baath, de Saddam, ocupem cargos públicos.
"Essas medidas não vão solucionar todos os problemas do Iraque, mas vão servir como um sinal claro da vontade do governo iraquiano de ser um governo para toda a população iraquiana", afirmou.
Continua a haver muita tensão nas relações entre xiitas e sunitas desde que um atentado contra um santuário xiita em Samarra, em fevereiro de 2006, detonou uma onda de violência responsável por matar milhares de pessoas. Um número muito maior de iraquianos viu-se obrigado a abandonar suas casas.
LEI DO PETRÓLEO
Comandantes das Forças Armadas dos EUA afirmaram repetidas vezes não haver uma solução militar para a violência no Iraque e que a operação de segurança realizada em Bagdá visa apenas dar ao governo iraquiano espaço de manobra para levar adiante os esforços de reconciliação nacional.
Mas, segundo analistas, o governo iraquiano ainda não conseguiu aproveitar alguns dos ganhos obtidos no início da operação avançando no processo político. Esses analistas dizem ainda que a comunidade internacional precisa se envolver mais com a questão iraquiana.
O gabinete de governo do Iraque deve apresentar o projeto de lei do petróleo na próxima semana. Mas enfrenta a oposição da região curda, que fica no norte do país e é rica em petróleo. Os curdos argumentam que alguns dos pontos da lei são inconstitucionais.
{Costa}