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24 de abr. de 2007

IPC-S regional mostra recuo de preços em 5 de 7 capitais

Economia
Apenas São Paulo, a cidade com maior peso no índice, e Salvador tiveram alta

Alessandra Saraiva

RIO - A inflação na cidade de São Paulo registrou leve aceleração, no âmbito do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S). Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), os preços na cidade subiram 0,56% na semana até 22 de abril, ante aumento de 0,55% no IPC-S anterior, medido até 15 de abril.

Porém, em contrapartida, de acordo com a FGV, das sete cidades pesquisadas para cálculo do índice, cinco registraram desaceleração ou queda de preços no mesmo período. É o caso de Belo Horizonte (de 0,56% para 0,45%); Brasília (de 0,45% para 0,31%); Porto Alegre (de 1,10% para 0,82%); Recife (de 0,85% para 0,57%); e Rio de Janeiro (de 0,09% para -0,03%).

Além de São Paulo, apenas Salvador registrou aceleração (de 0,22% para 0,23%) no período. Nesta terça-feira, 24, a FGV anunciou os resultados regionais de inflação das sete capitais usadas para cálculo do IPC-S até 22 de abril, cuja taxa completa (de 0,38%) foi anunciada na última segunda. A cidade de São Paulo é a de maior peso na formação do indicador.

{Costa}

Toyota supera GM como maior montadora de automóveis do mundo

AFP
O grupo japonês Toyota se tornou no primeiro trimestre de 2007 a maior montadora de automóveis do mundo, superando a concorrente americana General Motors (GM) em vendas e em produção.
A empresa japonesa anunciou nesta terça-feira que vendeu 2.348.000 veículos em todo o planeta no primeiro trimestre de 2007, superando assim a GM, que registrou vendas de 2.260.000 automóveis, como número um mundial em vendas.
A Toyota também superou a GM em produção no primeiro trimestre, já que 2.367.000 veículos saíram de suas fábricas, contra 2.335.000 da empresa com sede em Detroit.
No final de dezembro, a Toyota anunciou a meta de produzir 9.420.000 veículos em 2007, o que deve permitir à empresa manter por algum tempo o novo título de número um mundial à frente da General Motors.
O grupo com sede em Toyota City, perto de Nagoya (região central do Japão), que controla 15,7% do mercado americano, deve seu êxito aos sólidos resultados comerciais nos Estados Unidos, onde seus veículos de baixo consumo - em particular os modelos híbridos, dos quais a montadora é pioneira - registram ótimas vendas nos momentos de alta dos preços dos combustíveis.
Todos os analistas esperavam que a Toyota, que goza de enorme sucesso nos Estados Unidos, onde os fabricantes locais atravessam dificuldades, assumisse a posição de liderança no decorrer de 2007.
"Era quase certo que a Toyota se tornaria o número um mundial este ano em termos de vendas de unidades. Em termos de lucros e de balanço, a Toyota já é o fabricante mais forte do mundo há muito tempo", explicou à AFP Tatsuya Mizuno, analista da Fitch Ratings em Tóquio.
O grupo deve anunciar em 9 de maio o quinto lucro líquido recorde consecutivo, desta vez para o exercício 2006-2007, que se encerrou em 31 de março. O lucro de exploração deve ser superior dois trilhões de ienes (12,5 bilhões de euros ou 16,97 bilhões de dólares), um nível jamais alcançado antes por uma empresa japonesa em qualquer setor.
Já a GM sofreu um prejuízo de dois bilhões de dólares em 2006, por causa dos fortes gastos de reconstrução na América do Norte, onde o grupo pretende suprimir 35.000 postos de trabalho. Mas para o novo líder mundial, que em 2007 completa 70 anos, o resultado deve ser comemorado com modéstia.
"Existe um conto sobre três dentistas: o primeiro diz que é o melhor dentista do mundo. Outro diz que é o melhor dentista do país. O terceiro diz que é o melhor dentista da cidade", declarou em março Akio Toyoda, vice-presidente do grupo e descendente dos fundadores da Toyota, em uma entrevista ao jornal econômico Nikkei.
"Finalmente os pacientes elegem o melhor dentista da cidade. Eu sempre digo: sejamos o melhor fabricante de automóveis da cidade", acrescentou.
A prioridade da Toyota continua sendo a redução dos custos e a melhoria da qualidade dos carros, acrescentou.
{Costa}

Prodi vai apoiar Ségolène Royal em passeata nesta semana

PARIS (Reuters) - O primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, vai apoiar a candidata socialista francesa à Presidência, Ségolène Royal, em uma grande passeata nesta semana, disse ela nesta terça-feira, trazendo o segundo líder europeu em uma semana para aumentar suas chances no pleito.
A socialista Royal, que está atrás do rival de direita Nicolas Sarkozy nas pesquisas para o segundo turno em 6 de maio, disse que Prodi ofereceu-se para juntar-se a ela no cidade de Lyon na sexta-feira. "É uma contribuição muito importante porque nós talvez tenhamos de reconstruir a Europa sobre novas bases", disse Royal sobre Prodi, que lidera um governo de centro-esquerda na Itália.
Tanto Sarkozy quanto Royal precisam cortejar partidários do candidato centrista que ficou em terceiro lugar no primeiro turno no domingo, Francois Bayrou, se quiserem ganhar a eleição. Prodi louvou Bayrou como um "corajoso europeu" antes do primeiro turno da eleição. Na segunda-feira, ele fez um apelo para Royal forjar uma aliança com o centrista, dizendo: "Isto daria alguma claridade e ordem para a cena política francesa".
Royal reiterou uma oferta a Bayrou na terça-feira para tomar parte em um debate público para ver se eles compartilham visões comuns no núcleo político. Bayrou deve dar uma coletiva na quarta-feira, mas aliados dizem que é improvável que ele apoie algum dos candidatos.
A viagem de Prodi à Lyon acontece apenas uma semana depois de o primeiro-ministro espanhol, José Luís Rodriguez Zapatero, ter elogiado as qualidade de Royal em um evento da campanha na cidade de Toulouse.
{Costa}

Na véspera de encontro com UE, Irã evita fazer concessões

Por Fredrik Dahl
TEERÃ (Reuters) - A insistência iraniana em manter seu programa nuclear praticamente elimina a esperança de avanços nas negociações de quarta-feira com a União Européia.
O encontro será na Turquia, onde o bloco de 27 países pretende convencer Teerã a suspender o enriquecimento de urânio em troca do fim das sanções da ONU ao país.
Mas o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse na segunda-feira à Reuters que a República Islâmica não vai aceitar essa "dupla suspensão."
Na terça-feira, um porta-voz do governo repetiu essa posição. "A questão não vai recuar, e seguimos o caminho legal para o progresso do país", afirmou Gholamhossein Elham.
O Irã afirma ter o direito de produzir combustível para usinas nucleares civis, o que permitiria que o país exportasse mais gás e petróleo. Mas o Ocidente teme que o programa atômico esconda o desenvolvimento de armas nucleares.
A reunião de quarta-feira será a primeira entre UE e Irã desde que a ONU impôs o segundo pacote de sanções ao país, em março.
O chefe da diplomacia européia, Javier Solana, disse na segunda-feira que decidiu fazer essa nova tentativa porque julgou que "a situação amadureceu o suficiente."
O primeiro contato, em setembro, fracassou por causa da recusa iraniana em suspender o enriquecimento.
Reunidos em Luxemburgo, os chanceleres europeus aprovaram uma regulamentação das sanções da ONU contra indivíduos e entidades envolvidos no programa nuclear iraniano, ampliando uma lista de pessoas sem direito a visto e de bens a serem congelados.
Mas o Irã não dá sinais de ceder à pressão, e neste mês anunciou o início do enriquecimento de urânio em escala industrial. A notícia foi recebida com ceticismo por especialistas, mas atraiu condenação internacional.
Grandes potências --EUA, UE, Rússia e China-- haviam oferecido a Teerã um pacote de incentivos econômicos, nucleares e de segurança em troca da suspensão das principais atividades atômicas.
"Oferecemos a eles tudo o que eles dizem querer em termos de acesso a energia nuclear civil, e gostaríamos de vê-los voltar às negociações nessas bases", afirmou a chanceler britânica, Margaret Beckett, que se disse pessimista com a nova rodada de negociações.
A posição atual do Irã é de que seu programa nuclear é um fato consumado que o Ocidente deve aceitar. "A questão da suspensão já esteve em discussão, mas hoje em dia a situação mudou", afirmou o negociador iraniano, Ali Larijani, à agência de notícias Isna.
{Costa}

Grupo islâmico assume atentado que matou nove americanos

O ataque a uma base militar dos EUA na província de Diyala, em Bagdá, foi o mais sangrento contra tropas americanas em terra em mais de um ano no Iraque Agência Estado e Associated Press BAGDÁ - O Estado Islâmico do Iraque, um agrupamento de movimentos insurgentes sunitas que inclui a Al-Qaeda no Iraque, assumiu responsabilidade pelo atentado suicida com carro-bomba que, segundo o Pentágono, matou ontem nove soldados dos Estados Unidos e deixou outros 20 feridos. O ataque, em uma base militar dos EUA na província de Diyala, a nordeste de Bagdá, foi o mais sangrento contra tropas americanas em terra em mais de um ano no Iraque. "Deus todo-poderoso guiou os soldados do Estado Islâmico do Iraque até novos métodos de explosão", anunciou o grupo num site da internet. Ele garantiu que 30 americanos morreram na explosão. Foi o mais mortífero ataque contra tropas dos EUA desde 1º de dezembro de 2005, quando a explosão de uma bomba na beira de uma estrada matou 10 fuzileiros navais e feriu outros 11 que realizavam uma patrulha a pé nas proximidades de Faluja. Doze soldados americanos morreram na queda de um helicóptero Black Hawk em Diyala em 3 de agosto de 2005. Em 21 de dezembro de 2004, numa base americana perto de Mossul, um homem-bomba se explodiu dentro do refeitório, matando 22 pessoas, entre elas 14 soldados dos EUA e três americanos funcionários de companhias de segurança privada. O atentado de segunda-feira foi o segundo em pouco mais de um mês contra uma base dos EUA ao norte de Bagdá. Em 19 de fevereiro, militantes explodiram um carro-bomba e depois mantiveram um tiroteio de mais de uma hora com soldados em uma base em Tarmiya, 50 km ao norte de Bagdá. Dois soldados americanos foram mortos e 17 ficaram feridos. {Costa}

23 de abr. de 2007

Metrô e ônibus voltam a circular em São Paulo

Agencia Estado
O transporte coletivo em São Paulo voltou a funcionar por volta das 6h30 de hoje, após mais de uma hora de paralisação dos ônibus e metrô. De acordo com a São Paulo Transporte (SPTrans), os ônibus começaram a circular por volta das 6 horas e todos os 28 terminais da cidade já operam. Apesar disso, as calçadas do Terminal Santo Amaro, na zona sul da cidade, ainda estavam cheias de passageiros, à espera das saídas dos ônibus.
Na zona leste, o número de ônibus que circulavam pela Radial Leste ainda era pequeno. O metrô da capital paulista, que deveria ter começado as operações às 4h30, também voltou a circular por volta das 6h15, depois de cerca de 1h30 de paralisação. A circulação estava normal por volta das 7h30, sem tumultos nas plataformas e com o intervalo entre os trens normalizado, segundo informações do metrô.
Por conta da paralisação anunciada desde a semana passada, muitas pessoas resolveram sair de casa usando o próprio veículo, o que ocasionou no maior índice de congestionamento na cidade. Às 7 horas foram registrados 28 quilômetros de lentidão, superior à média do horário, que é de 17 km. A morosidade já tinha aumentado às 7h30, quando a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) mediu 80 quilômetros de ruas e avenidas congestionadas, índice bem maior que a média para o período, que é de 46 km.
Protesto
A greve é um protesto contra a Emenda 3, que foi vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e estabelece que apenas a Justiça do Trabalho - e não um fiscal da Receita - poderia contestar um contrato firmado entre duas pessoas jurídicas para a prestação de serviços. Com informações da TV Globo.
{Costa}