Resultados de Pesquisa

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26 de abr. de 2007

TV é o principal canal de informações sobre C&T

A mídia é a principal fonte de informação das pessoas para assuntos relacionados à ciência, especialmente a televisão. É o que revela uma pesquisa feita com cerca de duas mil pessoas no País. Entre os entrevistados, 15% assistem com freqüência programas na televisão que tratam do tema e 47% vêem de vez em quando.
Em segundo lugar, aparecem os jornais e as revistas, com 12% da preferência. Em relação ao rádio, apenas 5% disseram que escutam com freqüência programass sobre o assunto. O estudo, intitulado Percepção Pública da Ciência e Tecnologia, foi divulgado ontem (25) pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.
Entre os entrevistados que assistem televisão, 58% disseram estar satisfeitos com a forma de divulgação sobre ciência e tecnologia nesse meio. Para 87%, as reportagens são de boa qualidade; para 84%, as matérias podem ser compreendidas; e para 69%, o número de reportagens veiculadas sobre o assunto é suficiente.
O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, concorda com a idéia de que a mídia tem um papel importante na divulgação da ciência e tecnologia, mas considera baixo o volume de conteúdo sobre o assunto veiculado em jornais e televisão.
“Naturalmente, a imprensa e a mídia, têm um papel muito importante nisso. Os jornais costumam ter uma pequena seção de ciência e tecnologia, mas ainda é pequena. Mas a televisão tem muito pouco. Ela tem alguns programas mostrados em horários muito longe da hora de pico. Espero que com a TV pública que vai ser criada seja uma saída”.
A pesquisa também mostrou que a população confia em médicos e jornalistas quando deseja obter informações sobre algum assunto que considera importante. Dos entrevistados, 43% disseram confiar nos médicos, 42% nos jornalistas e 30% nos cientistas que trabalham nas universidades. As fontes com menor credibilidade, segundo o estudo, são os políticos (84%), os militares (44%) e os religiosos (18%).
Em relação aos cientistas, a pesquisa constatou que 60% dos entrevistados considera-os como pessoas inteligentes, que têm um trabalho útil para a humanidade. Ainda assim, 86% respondeu que não conhece nenhum cientista brasileiro importante.
Sobre a participação do Brasil no campo das pesquisas científicas e tecnológicas, 45% dos entrevistados disseram que o país ocupa posição intermediária nesse quesito; 33% acha que o país está atrasado; e 18, que está avançado.
Interesse em ciência e tecnologia
Menos da metade dos brasileiros entrevistados por uma pesquisa recente têm interesse em temas relacionados à ciência e tecnologia. A pesquisa nacional Percepção Pública da Ciência e Tecnologia, promovida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) em parceria com a Academia Brasileira de Ciências, mostra que 41% das cerca de 2 mil pessoas ouvidas têm muito interesse no tema, 35% têm pouco interesse e 23% não têm nenhum interesse no assunto.
Segundo o MCT, o estudo teve como objetivo levantar informações sobre o interesse, o grau de informação, as atitudes e visões e o conhecimento que os brasileiros têm da ciência e tecnologia. Essa é a segundo vez que uma pesquisa desse tipo é realizada pelo Brasil. A primeira foi feita em 1987, pelo Instituto Gallup de Opinião, dos Estados Unidos.
Entre os temas que provocam maior interesse da população estão medicina e saúde (60%); meio ambiente (2º) e religião (3º). O tema ciência e tecnologia aparece em sexto lugar na lista das preferências.
Além do interesse, a pesquisa também perguntou quais são os temas sobre os quais a população mais se informa. Em primeiro lugar, aparece religião (49%), seguido por esportes (40%) e economia (38%). Ciência e tecnologia aparece quarto lugar, com 27% das preferências.
No lançamento da pesquisa, o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, afirmou que um dos motivos pelos quais a ciência ainda é pouco difundida no Brasil é o pouco tempo de existência das instituições de pesquisa brasileiras. Para o ministro, a ciência ainda é muito nova no país.
"Minha percepção é de que é preciso avançar muito, mas eu interpreto isso de maneira natural. O Brasil começou a formar seus pesquisadores na década de 60, portanto, apenas há 40 anos. Nos Estados Unidos, o primeiro físico americano, Benjamin Franklin, foi atuante em 1750. A Universidade de Harvard foi fundada em 1636. A Universidade de São Paulo, que é a mais referenciada aqui, foi fundada em 1934. Então, a ciência é muito nova entre nós".
A pesquisa foi feita com homens e mulheres com idade acima de 16 anos, em 16 estados brasileiros. As entrevistas foram feitas entre os dias 25 de novembro e 9 de dezembro do ano passado. Em média, os entrevistados têm 36 anos e renda de 952,29 reais. A maior parte tem o primário completo (28%), tem 50 anos ou mais (24%) e é católica (30%). A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Fonte: Agência Brasil
{Costa}

Ministério lança novo índice de desenvolvimento

São também as pequenas cidades que trazem os piores resultados
Lígia Formenti - Agência Estado
São Paulo, 25 (AE) - Nas cidades do interior, encontra-se o que há de melhor e pior da educação brasileira. São municípios pequenos que figuram no topo da lista do País no novo indicador criado pelo Ministério da Educação (MEC), o Índice de Desenvolvimento Básico (Ideb), cujos números são, oficialmente, divulgados hoje. São também as pequenas cidades que trazem os piores resultados.
"Cidades pequenas têm vantagens, quando bem aproveitadas em relação a grandes centros", afirma o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Reynaldo Fernandes. "A violência não é tão acentuada, o acesso a escolas é mais fácil", observou. Fernandes não estranha também o fato de os municípios pequenos estarem entre os piores no ranking, seja de 1.ª a 4.ª séries (reunidos no Ideb como fase 1), seja entre 5.ª e 8.ª séries (que formam a fase 2). "Muitas das cidades que tiveram notas baixas dispõem de poucos recursos e, pior, não sabem que têm direito de se beneficiar por linhas de incentivo, criadas pelo MEC", resumiu.
As diferenças estampadas no Ideb são grandes. Nas escolas estaduais da capital paulista, alunos de 1.ª a 4.ª séries alcançaram a média de 4,6 numa escala que vai até 10. Estudantes de Torrinha, no interior do Estado, alcançaram a média 6,7. Quando se compara o desempenho de alunos paulistanos da rede estadual entre 5.ª e 8.ª séries com os do interior, o fenômeno repete-se. Estudantes de Limeira (SP) alcançaram média 6,4; enquanto paulistanos, 3,8.
Feito a partir de dados de desempenho do aluno em exames como Prova Brasil e Sistema Nacional de Avaliação Básica (Saeb) e de informações sobre rendimento escolar, como aprovação e tempo médio de permanência, o Ideb será a ferramenta principal para o MEC pôr em prática as ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), lançado ontem (24) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Pacto - Os resultados do Ideb nortearão, por exemplo, o envio de equipes de consultores do MEC para cidades interessadas em firmar com governo federal o pacto da educação: uma espécie de contrato, por meio do qual são estipuladas metas a serem cumpridas pelas prefeituras em determinado período de tempo. Os últimos lugares no ranking serão os primeiros a receber a visita dos consultores. A expectativa é de que, até o fim deste semestre, os consultores iniciem as visitas.
Ao todo, serão 80 profissionais, divididos em grupos de dois, que deverão fazer uma visita de dois dias em cada município. A partir do diagnóstico de campo e dos dados de cada cidade, a equipe fará recomendações e, em conjunto com gestores municipais, deverão estabelecer metas a serem cumpridas ao longo dos anos.
A meta é que alunos da 1.ª a 4.ª séries de todo o Brasil alcancem média 6, até 2021. Será um salto e tanto: hoje, a média brasileira é de 3,8, numa escala que vai até 10. Pelo plano, a média brasileira de estudantes da 5.ª a 8.ª séries terá de saltar dos atuais 3,5 para 5,5. No ensino médio, a expectativa é um pouco menor: sair da média 3,4, alcançada no ano passado, para 5,2.
A diferença de metas é explicada por Fernandes: "Alunos que estão no início da vida escolar respondem com muito mais facilidade às mudanças no padrão de ensino do que os demais", afirmou. "Quanto mais velho o aluno, maior o esforço para reparar deficiências de ensino, acumuladas ao longo dos anos", completou. Os índices divulgados são divididos em fase de estudo e também por gestão das escolas: estaduais, municipais, federais As escolas federais são as que apresentam melhor desempenho. As médias apresentadas pelas escolas supera a meta estabelecida pelo MEC para 2021. Na fase 1, por exemplo, alunos de escolas federais alcançam a média 6,4. Na fase 2, 6,3. Também no ensino médio, as notas estão bem a cima da média total: 5,6, enquanto a média brasileira é de 3,4.
Quando comparados os três níveis de ensino, vê-se que, quanto mais o tempo passa, pior a média dos alunos. Na fase 1, a média brasileira foi de 3,8. Na fase 2, 3,5. No ensino médio, a nota geral foi 3,4. "Um ponto a mais ou a menos representa quatro anos de conhecimento", observa Fernandes.
Nenhuma das capitais teve uma posição de muito destaque. Nas escolas estaduais, Curitiba alcançou média 4,7 entre alunos da fase 1 e média 3,6 na fase 2. De todos os Estados, apenas dez tiveram média igual ou superior ao Ideb geral para a fase 1 na rede pública. Entre eles, Roraima, o único da Região Norte, além de Goiás e Distrito Federal.
{Costa}

Governo decide até maio se segue adiante com complexo do Madeira

A primeira usina do complexo do Madeira estava prevista para entrar em operação em janeiro de 2011, e a segunda para janeiro de 2012
Da Redação
Brasília - O governo tem até maio para definir se levará adiante o projeto de construção do complexo hidrelétrico do Rio Madeira ou se investirá em empreendimentos térmicos a carvão ou nucleares para garantir o abastecimento de energia.
"Certamente não será eólica, certamente não será solar", disse hoje o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, ao comentar que a solução para garantir o abastecimento de energia com uma eventual ausência do projeto do Madeira (cerca de 6 mil MW) não virá dessas fontes alternativas de energia.
"Pode ser nuclear, ou qualquer outra térmica", disse, diante da dificuldade do governo diante do impasse envolvendo o licenciamento prévio ambiental dos projetos, a cargo do Ibama.
"Se até maio nós não tivermos isso [uma solução para o impasse em relação ao licenciamento prévio das usinas do Madeira], certamente nós estaremos discutindo uma fonte térmica para substituir a melhor fonte que nós temos, que é a hidráulica, que entendemos do ponto de vista econômico, ambiental, e que garante a segurança energética no país.
"A primeira usina do complexo do Madeira estava prevista para entrar em operação em janeiro de 2011, e a segunda para janeiro de 2012, de acordo com o Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica, divulgado em março do ano passado.
Recentemente, o ministro apontou as usinas a carvão (que é poluente) e nuclear (com a qual o Ministério do Meio Ambiente não concorda) como alternativas mais competitivas do ponto de vista econômico, depois das hidrelétricas.
"Madeira é um bom projeto. [A hidráulica] É a melhor fonte do ponto de vista econômico, combinado com a questão ambiental", disse o ministro, ao comentar que o esforço do governo neste momento é de "trocar a questão do não pode, e encontrar a forma de como nós vamos poder enfrentar esse desafio e realizar o projeto do Madeira".
Rondeau disse ainda que não vê como a possível divisão do Ibama possa ajudar no projeto do complexo hidrelétrico. "Não vejo como. O que pode ser feito é isso: enfrentarmos a questão e encontrarmos uma resposta para os questionamentos que estão sendo feitos no tempo em que possa fazer a licitação o mais rápido possível", completou.
No entendimento do Ministério de Minas e Energia, que encaminhou ao Ibama estudos financiados com recursos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), o projeto é viável do ponto de vista ambiental.
"Todos os requisitos, mesmo os do ponto de vista ambientais, foram atendidos nos estudos", disse Rondeau, referindo-se não só aos estudos enviados pelo Ministério quanto aqueles elaborados pelo consórcio envolvido no projeto, formado pelas empresas Furnas e Odebrecht.
As informações são da Folha Online.
{Costa}

Postos de saúde já vacinam idosos

Com a expectativa de vacinar mais de 192 mil idosos no estado, a secretaria municipal e estadual de saúde iniciaram ontem a campanha de vacinação contra gripe para idosos acima de 60 anos. A campanha vai até o dia 04 de maio e tem como ponto alto o dia ‘D’ de combate a gripe, no próximo sábado, 28/04, quando uma solenidade no Centro de Referência de Atenção ao Idoso (Creai), na zona leste da capital, abrirá oficialmente a campanha nacional de vacinação.
Para este ano foram disponibilizadas 330 mil doses da vacina para o estado, dessas, 70 mil só para Natal. Um efetivo de pouco mais de 1,5 mil, pessoas estão envolvidas na campanha que terá 15 dias de duração. Apesar de sofrer resistência de uma pequena parte da população, os números das campanhas anteriores são positivas. No ano passado 85% da população idosa do estado foi vacinada, garantiu a coordenadora de promoção da saúde do estado Lavínea Uchôa. ‘‘Todos os anos superamos a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde que é de vacinar 70% da população idosa do estado. No ano passado vacinamos 85% e para este, acredito que superaremos os números do ano passado’’, declarou ela.
Todos os postos de saúde do município e do estado já estão disponibilizado as vacinas para a população. A procura ainda está pequena, mas já têm idosos nos postos se vacinado. Ontem pela manhã o casal Elisa Alves da silva e Francisco Antônio da Silva foram ao Centro de Saúde de Nova Descoberta para se vacinar. Com 83 e 85 anos respectivamente, eles vão anualmente ao posto para tomar a dose da vacina contra gripe. ‘‘Todo ano nós estamos aqui. A vacina é muito boa. Eu não sei nem sei dizer quando foi a última vez que eu gripei’’, comentou a dona de casa.
A chefe de enfermagem do Centro de Saúde de Nova Descoberta Solange dos Santos Evangelista, destacou que a vacina não impede que as pessoas tenham gripe, na verdade ela evita que a doença se agrave e o idoso venha a ter complicações respiratórias.‘‘A imunidade dos idosos é mais baixa, sendo assim, é comum as gripes virarem pneumonias e infecções respiratórias. Com a vacina a probabilidade do caso se agravar é bem menor, explicou a enfermeira.
Para receber a dose da vacina basta comparecer a um dos postos de saúde do município ou do estado com o cartão de vacina. Este ano além da contra gripe, os postos estão disponibilizando a antitetânica. Os idosos que não tiverem condições de se dirigirem a um posto podem solicitar que o agente de saúde vá a sua casa, informou Lavínia, da secretaria estadual de saúde.
{Costa}

Servidores de Paulista entram em greve

Os cerca de três mil servidores públicos de Paulista cruzam os braços a partir de hoje. Os alunos das mais de 60 escolas municipais e os usuários da rede municipal de saúde, incluindo os 40 postos do Programa de Saúde da Família estão sendo atingidos pela greve dos servidores municipais, anunciada nesta tarde de ontem pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Paulista (Sinsempa). Os trabalhadores prometem realizar nesta quinta-feira manifestações em frente ao prédio da prefeitura.
A categoria reivindica a implantação do Plano de Carreiras e Vencimentos já no mês de maio e critica o reajuste de 0,5% prometido pela atual gestão, em negociação realizada ainda neste mês. A paralisação é por tempo indeterminado.
O Executivo promete para daqui há quatro meses a implantação do plano de carreiras. Segundo informações da prefeitura, o projeto já está sendo elaborado por uma empresa contratada em licitação. Já o reajuste de 0,5% teria sido determinado para não comprometer a Lei de Responsabilidade Fiscal e o orçamento municipal.
Durante uma discussão realizada na semana passada, foi prometido um abono de R$ 18 para os 1556 funcionários que seriam beneficiados pelo plano de carreiras.
Da Redação do PERNAMBUCO.COM
{Costa}

Antiga Varig poderá receber indemnização milionária

Negócios
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu rejeitar, por sete votos contra um, os recursos movidos pela União e pelo Ministério Público Federal, mantendo a decisão que prevê uma indemnização de mais de 3.000 mil milhões de reais - valores referentes a 1992 - à Varig, avança o jornal Folha de São Paulo.
A indemnização - cerca de 1,08 mil milhões de euros ao câmbio actual - reporta-se ao congelamento das tarifas aéreas durante o governo José Sarney.
À decisão da 1ª Secção do STJ cabe recurso, mas o montante em causa poderá servir para sanear as contas do Aerus (fundo de pensão dos funcionários da Varig), que por falta de caixa, corre o risco de suspender o pagamento de benefícios aos cerca de 7.000 aposentados da companhia, nota o artigo.
A decisão anunciada na quarta-feira, prossegue a mesma fonte, mantém o entendimento do relator do recurso especial, o ministro Francisco Falcão, que afirmou não ser possível discutir argumentos novos trazidos pelo MPF e pela União e que não foram examinados nas instâncias inferiores.
{Costa}