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3 de jun. de 2007

Em três dias, 14 soldados americanos morrem no Iraque

Atentado mais sangrento, com quatro mortos, teria acontecido no noroeste de Bagdá
EFE
BAGDÁ - Quatorze soldados americanos morreram nos últimos três dias em diferentes lugares do Iraque, quatro deles num único ataque perpetrado neste domingo, 3, segundo um comunicado militar americano.
O comunicado diz que o atentado mais sangrento envolvendo militares americanos ocorreu neste domingo, no noroeste de Bagdá, quando uma bomba explodiu durante a passagem de uma patrulha que participava de uma batida.
Também neste domingo, outros dois soldados - junto com um intérprete iraquiano - morreram e cinco ficaram feridos em dois ataques não relacionados, em Bagdá e em seus arredores.
No sábado, em outra operação militar no oeste da capital, um outro militar morreu e outros oito ficaram feridos.
Comunicados militares emitidos anteriormente tinham reconhecido a morte de sete soldados em ataques não relacionados, a maior parte deles em Bagdá.

2 de jun. de 2007

Bebê ´roubado´ será enterrado hoje

Policial - Paraná
O corpo de Nicole Eduarda Ponfrecki Guedes, de 1 mês, vai ser enterrado às 10h deste sábado (2), no Cemitério São Gabriel, em Colombo, no Paraná. Nem mesmo a chuva afastou as mais de 100 pessoas, entre amigos e familiares, que acompanharam o velório durante a madrugada. A família mudou o horário do sepultamento, que estava previsto para às 8h30. A medida foi tomada para que parentes de outras cidades cheguem a tempo para a cerimônia.
A mãe de Nicole, Karla Cassiane Ponfrecki, de 19 anos, não compareceu, pois está presa. A Secretaria de Segurança Pública do Paraná informou que ela confessou nesta sexta-feira (1º) ter inventado a história do roubo de sua filha. Segundo a secretaria, ela disse que deixou a criança cair enquanto amamentava. Depois de perceber que a menina estava morta, ela teria ficado com medo da reação da família e abandonado a filha em um terreno.
Karla deve responder por homicídio, ocultação de cadáver e falsa comunicação de crime, segundo a secretaria. Somadas, as penas podem ultrapassar 23 anos de reclusão. O corpo de Nicole foi encontrado na manhã desta sexta-feira em uma valeta, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Segundo a polícia, o bebê não estava enterrado e foi encontrado de bruços, coberto com o cobertor rosa, vestindo touca rosa e uma blusa branca e azul - as mesmas roupas descritas pela mãe no momento do desaparecimento.
Na quarta-feira (30), Karla disse à polícia que a filha tinha sido roubada dos braços dela por um homem, que em seguida fugiu num carro modelo Kadet de cor preta onde estavam outras duas pessoas. Com essas informações, a polícia começou a investigar o caso. Uma das hipóteses levantadas era de que Nicole teria sido levada por uma quadrilha especializada nesse tipo de crime. A polícia chegou a divulgar um retrato falado do suspeito.
O corpo do bebê foi reconhecido pelo pai da criança, Alex Thiago Ribeiro Guedes, de 20 anos. A delegada Daniele de Oliveira Serigheli, titular do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), pediu a prisão preventiva de Karla.
Fonte : Globo Online

Aliados querem livrar Renan com relatório de Tuma

Agencia Estado
Os aliados do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar já definiram a estratégia que consideram ideal para apressar o desfecho da representação do PSOL contra o senador. Eles estão apostando no relatório que o corregedor do Senado, Romeu Tuma (PMDB-SP), vai elaborar, a partir da documentação bancária e fiscal que recebeu do advogado do presidente do Senado. Tuma já adiantou que olhará com boa vontade a defesa do colega. ?Não quero condenar, quero absolver?, afirmou em entrevista anteontem.
Renan é acusado de receber recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagar despesas privadas, sobretudo pensões e auxílios para a filha que teve com a jornalista Mônica Veloso, fora do casamento. A construtora pagaria, por exemplo, aluguel de R$ 4.500 do imóvel em que Mônica morava, tendo como avalista o lobista Cláudio Gontijo, da Mendes Júnior. O presidente do Senado nega que a empresa tenha pago despesas suas, sustenta que sempre foi dele o dinheiro usado para manter a filha, hoje com 3 anos, e que tem propriedades e rendimentos capazes de justificar os pagamentos feitos.
A expectativa do grupo de aliados mais próximo de Renan é de que o caso possa ser encerrado na semana que vem. Isso no caso de a ?peça? apresentada por Tuma ser consistente o suficiente para demonstrar que o presidente do Senado pagava com recursos próprios a pensão alimentícia e o aluguel da casa de Mônica Veloso. ?O relatório do corregedor pode ser uma informação importante que dê aos conselheiros condições de decidir se devem ou não abrir processo disciplinar para investigar o caso?, resume o líder do governo e suplente do PMDB no Conselho de Ética, senador Romero Jucá (RR).
A decisão está nas mãos do presidente do colegiado, senador Sibá Machado (PT-AC), mas ele mesmo se recusa a antecipar qualquer passo sem antes conhecer o relatório de Tuma. O líder do PSOL na Câmara, Chico Alencar (RJ), advertiu ontem que seu partido não aceitará o ?arquivamento sumário? da representação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

31 de mai. de 2007

PF desmonta quadrilha de traficantes no interior de SP

Dez pessoas foram presas; bando trazia cocaína da Bolívia e da Colômbia
Brás Henrique
RIBEIRÃO PRETO - A Polícia Federal desencadeou nesta quinta-feira, 31, em Ribeirão Preto e em outras cidades dos Estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, a Operação Guarany, cumprindo mandados de prisões de pessoas envolvidas com o tráfico internacional de drogas.
Segundo o delegado da PF, Rafael Franca, de Porto Alegre, que atuou em Ribeirão na operação, pelo menos dez pessoas teriam sido presas. Em fevereiro, uma carga de 50 quilos de cocaína foi apreendida em Ribeirão Preto e deu origem à investigação. Um advogado, que teria defendido criminosos, também foi detido, pois teria se associado aos bandidos.
França destacou que essa quadrilha, que tinha sua base operacional em Ribeirão Preto, agia com transporte terrestre, movimentando cargas de até 50 quilos de pasta de cocaína em carros e caminhonetes preparados para esconder a droga, que vinha da Bolívia e da Colômbia.
Até 200 quilos de pasta de cocaína mensais eram distribuídos a partir de Ribeirão Preto, que está localizada num ponto estratégico, inclusive para transporte ao Rio de Janeiro. O transporte via terrestre seria o modo mais fácil de evitar prejuízos consideráveis em casos de apreensões, pois se uma apreensão de carga pequena ocorre, outra chega ao seu destino e à distribuição aos usuários.
Com a lei que permite o abate de aviões suspeitos de transportar drogas, os traficantes estariam mudando a forma de agir. Antes, pequenas aeronaves transportavam grandes quantidades e pousavam de forma clandestina em canaviais paulistas.
Em Ribeirão Preto foram detidas pelo menos seis pessoas, que tiveram seus nomes divulgados pela PF: Alexandre Assis Couto, Adriano de Almeida, Cristiano Juliano Dias, Éder José Del Vechio, Clézio Moraes Porte e o advogado Marco Antônio Bredariol. Todos serão indiciados. Alguns dos crimes são tráfico, associação ao narcotráfico e lavagem de dinheiro.
Foram apreendidos cerca de 20 veículos (nove carros e caminhonetes e 14 motos), eletroeletrônicos, cheques, dinheiro e documentos da contabilidade do tráfico. Uma revenda de automóveis está sob investigação, assim como uma lan house. "Essa operação representa a retirada de circulação de um dos braços dessa quadrilha, com certeza é um baque na distribuição de drogas", disse o delegado França.
Cerca de 70 policiais federais participaram da operação, cumprindo mandados de prisões e de buscas e apreensões. As investigações terão seqüência para se descobrir outras ramificações da quadrilha.

Estudantes da USP reúnem-se com representantes do governo

Do lado de fora, o clima ainda é tenso. A Polícia Militar formou um cordão de isolamento e impediu a passagem de cerca de 6 mil estudantes
Andrea Portella
Marcio Fernandes/AE
6 mil estudantes, trabalhadores e professores da USP estavam no cruzamento da Avenida Francisco Morato com a Avenida Morumbi, principal acesso ao Palácio dos Bandeirantes
SÃO PAULO - Começou por volta das 17h30 um encontro entre uma comissão de 13 estudantes da Universidade de São Paulo (USP), o assessor do governador Gustavo Ungaro e o secretário-adjunto, Humberto Rodrigues da Silva. A reunião acontece no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo.
Do lado de fora, o clima ainda é tenso. A Polícia Militar formou um cordão de isolamento e impediu a passagem de cerca de 6 mil estudantes, trabalhadores e professores da USP, que estavam no cruzamento da Avenida Francisco Morato com a Avenida Morumbi, principal acesso ao Palácio dos Bandeirantes. De acordo com estimativas da PM, haveria de 3.000 a 5.000 manifestantes na passeata.
"O Palácio dos Bandeirantes, por lei, é uma área de segurança pública. Nós não podemos permitir manifestação naquele local, principalmente a quebra da ordem", disse o coronel da PM Alaor José Gasparetto, ouvido pela agência Reuters. O coronel não quis divulgar o número de homens envolvidos na operação, mas afirmou que era "bastante elevado" e que o Palácio dos Bandeirantes está isolado.
A idéia de receber a comissão de estudantes foi do próprio governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que queria impedir que a manifestação chegasse às portas da sede do governo paulista. Mais cedo, um manifestante tentou furar o bloqueio policial, foi preso e, na tentativa de conter outros manifestantes, PMs avançaram com gás de pimenta.
Decretos
A manifestação ocorre no mesmo dia em que o governador editou uma medida eliminando, segundo o próprio governo, "os equívocos de interpretação" dos decretos que deflagraram a invasão da reitoria da USP por estudantes, no dia 3 de maio.
O documento foi publicado nesta quinta-feira no Diário Oficial do Estado de São Paulo, a pedido dos reitores da Unicamp, USP, Unesp e da direção da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapesp).
Um dos principais motivos do movimento dos estudantes da USP são cinco decretos assinados pelo governador que, para parte da comunidade acadêmica, ferem a autonomia universitária. Também fazem parte das reivindicações dos estudantes: contratação de mais professores, aumento do repasse para a educação, construção de moradia estudantil e reajuste.
Adesões
Na quarta-feira, 30, um grupo de estudantes saiu da reitoria e passou o dia fazendo um "arrastão" por várias unidades do campus, convocando mais adesões. Eles pretendem angariar o maior número possível de alunos para que, durante a manifestação desta quinta a reitoria não fique esvaziada. Há, entre eles, o temor de que a Polícia Militar aproveite o período para cumprir a reintegração de posse, ordenada há mais de duas semanas pela Justiça em ação movida pela reitora Suely Vilela.
Negociações
Nesta quinta, a ocupação chega a seu 29º dia sem negociações e resultados palpáveis. Na última segunda, cerca de 500 estudantes participaram de uma reunião com o secretário estadual de Justiça, Luiz Antonio Guimarães Marrey, com a reitora da universidade, representantes do Ministério Público, do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana e funcionários e professores da USP, além de estudantes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp).
A PM tem uma ordem do poder judiciário para reintegração de posse, mas continua o impasse entre o comando do Policiamento de Choque, na pessoa do coronel Joviano Conceição Lima, e o governo do Estado. A Polícia Militar já havia informado em dias anteriores que, num possível cumprimento da decisão judicial, caso haja resistência, os policiais poderão entrar no local e prender os alunos.
A USP tem cerca de 80 mil alunos e 5 mil professores. A greve e a continuação da ocupação foi votada em assembléia com cerca de 2 mil alunos e 200 professores. Além disso, os funcionários também aderiram e estão, em parte, ocupando também a reitoria.
Não existe um balanço de quantos funcionários e professores estão paralisados nas universidades estaduais. Na USP, dos 15 mil funcionários, 75% aderiram à greve, segundo o sindicato. Na Unicamp, são cerca de 20% dos 7, 3 mil trabalhadores.
Com Leonencio Nossa, Ricardo Valota, Gilberto Amendola e Reuters

29 de mai. de 2007

Rússia testa novo míssil intercontinental

País diz que arma está de acordo com tratado que prevê redução de arsenal nuclear
Agência Estado e Associated Press]
MOSCOU - O Exército russo promoveu nesta terça-feira, 29, o teste de um novo míssil balístico intercontinental capaz de transportar múltiplas ogivas independentes, informou a Força de Mísseis Estratégicos da Rússia por meio de um comunicado.
O míssil RS-24 foi disparado a partir de um lançador móvel instalado na base de Plesetsk, no noroeste da Rússia. A ogiva testada atingiu seu alvo na Península de Kamchatka, no extremo leste do país, a mais de 5.500 quilômetros de distância da base de lançamento, segundo uma declaração do comando responsável pelo exercício.
O novo míssil é visto como um eventual substituto das séries RS-18 e RS-20, que são a espinha dorsal da Força de Mísseis Estratégicos da Rússia. Esses mísseis são conhecidos no Ocidente como SS-19 Stiletto e SS-18 Satã.
O comunicado militar esclarece que o RS-24 está de acordo com os termos do START-I e do Tratado de Moscou, que prevê a redução do arsenal atômico de Rússia e Estados Unidos para entre 1.700 e 2.000 ogivas nucleares. A Força de Mísseis Estratégicos da Rússia não revelou quantas ogivas o RS-24 é capaz de transportar simultaneamente.
O analista militar Alexander Golts manifestou-se surpreso com o anúncio desta terça. "Parece ser um novo míssil. Pode ser um engodo ou algo que foi desenvolvido sob sigilo total", comentou.