Resultados de Pesquisa

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26 de jul. de 2007

Paquistão realiza teste de novo míssil

Da AFP

O Paquistão realizou nesta quinta-feira um teste bem sucedido de seu novo míssil de cruzeiro nuclear anti-radar que, segundo informou o Exército em um comunicado, serve para "consolidar a capacidade estratégica do Paquistão e fortalecer a segurança nacional”.

O míssil, denominado Babur (Hatf VII), já havia sido testado em março de 2005, mas sofreu modificações até a versão atual. Agora, tem um alcance de 700 km, o suficiente para atingir Nova Délhi (Índia). Um comunicado afirma que o presidente Pervez Musharraf e o primeiro-ministro Shaukat Aziz parabenizaram os cientistas e engenheiros pelo êxito.

O Hatf VII pode ser disparado de submarinos militares ou aviões de combate F-16 e F-17 e tem capacidade para levar ogivas nucleares ou convencionais.

Acordo - Em fevereiro de 2007, o Paquistão assinou um histórico contrato com a Índia para acabar com o perigo de possíveis acidentes provocados por armas atômicas. Ambos os países realizam habitualmente testes de mísseis desde que começaram sua particular corrida armamentista nuclear, em maio de 1998.

Embora exista um acordo segundo o qual tanto o governo indiano como o paquistanês devem informar mutuamente sobre testes de mísseis balísticos, o Paquistão não disse que comunicou antecipadamente Nova Délhi sobre o teste do míssil Babur.

Em 2004, os dois países asiáticos colocaram em andamento um lento processo de paz para acabar com seis décadas de hostilidade e resolver sua disputa sobre o território da Caxemira, a causa das três guerras indo-paquistaneses.

25 de jul. de 2007

Consumidor troca avião por carro, diz FGV

Pesquisa reflete parcialmente impacto do acidente da TAM, na semana passada. Nas férias, maioria dos entrevistados prefere viajar de automóvel.

Do G1, com informações da Agência Estado

A crise no setor aéreo brasileiro provocou uma redução no número de consumidores que pretendem viajar de avião nas suas férias, segundo levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A pesquisa, feita em conjunto com a pesquisa mensal sobre o otimismo do consumidor, ainda não reflete totalmente o impacto do acidente com o vôo 3054 da TAM na última terça-feira (17), já que as entrevistas foram feitas entre os dias 2 e 20 deste mês.

Segundo o levantamento, 25% dos 2.000 entrevistados planejam viajar de férias nos próximos seis meses. Desse total, 37,8% planejam usar o avião como meio de transporte. Na pesquisa de junho, eram 41,7%. Ao mesmo tempo, passou de 35,5% para 39,5% a parcela dos entrevistados interessados em viajar de automóvel durante as férias.

Em relação ao cenário do ano passado, a diferença é maior. Em julho de 2006, 42,9% planejavam usar o avião como meio de transporte nas férias, e 29,3% desejam usar o automóvel como meio de transporte.

O coordenador da pesquisa, Aloísio Campelo, disse que mais de 90% das informações da pesquisa já tinham sido coletadas quando houve o acidente. "Mesmo assim, o consumidor já estava manifestando interesse de viajar menos de avião", disse.

Destino

Para ele, a crise no setor aéreo também afetou a decisão do consumidor quanto ao destino de sua viagem de férias. Em julho do ano passado, 71,6% planejavam viajar pelo Brasil; esse porcentual subiu para 81,9% em julho deste ano. Em uma viagem pelo país é possível utilizar transporte terrestre, diferente do que ocorre na maioria das viagens internacionais, que precisam ser feitas de avião.

"A crise favoreceu o turismo interno, em detrimento do turismo externo. Com o câmbio (desvalorização do real ante o dólar) como está, muita gente poderia estar interessada em viajar para fora", disse.

Para agosto, o economista espera resultados muito ruins para as respostas do consumidor sobre viagem de férias. Isso porque a pesquisa do mês que vem refletirá todo o impacto do acidente no humor do consumidor.

Rússia adia finalização de usina nuclear do Irã para 2008

Por Guy Faulconbridge

MOSCOU (Reuters) - A Rússia não tem como finalizar a primeira central de energia nuclear do Irã antes do segundo semestre de 2008, um ano além do programado, disse à agência de notícias RIA nesta quarta-feira um empreiteiro que está ajudando a construir a instalação.

As relações da Rússia com Teerã esfriaram este ano depois de uma disputa sobre atrasos em pagamentos da obra de Bushehr, no sudoeste do país.

A finalização de Bushehr deve provocar uma dura reação dos Estados Unidos, que temem um fortalecimento do programa nuclear do Irã com a entrega de combustível nuclear russo.

A empresa Atomstroiexport, estatal russa que está construindo a usina, disse que a falta de pagamentos do Irã prejudica a confiança no projeto de Bushehr.

"Hoje podemos dizer com certeza que a inauguração da usina nuclear de Bushehr neste outono (no hemisfério norte) não é realista", afirmou Ivan Istomin, chefe da empresa Energoprogress, que trabalhara para a Atomstroiexport.

"Uma data realista para o início do funcionamento do reator...é o outono de 2008", disse ele, de acordo com a RIA.

Mohammad Saeedi, vice-chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, e Javad Vaeedi, segundo no escalão dos negociadores nucleares do país, estão em Moscou nesta quarta-feira para debater o tema, disse à Reuters uma autoridade nuclear iraniana.

(Com reportagem de Parisa Hafezi em Teerã e Mark Heinrich em Viena)

Afeganistão: Oito reféns sul-coreanos libertados, um morto

Seis mulheres e dois homens sul-coreanos foram libertados pelos talibãs e levados hoje para a principal base norte-americana na província de Ghazni, noticiou a agência sul-coreana Yonhap.

A libertação dos reféns sul-coreanos ocorre no mesmo dia em que a polícia afegã descobriu o corpo crivado de balas de um refém sul-coreano no centro do Afeganistão.

Vinte e três reféns sul-coreanos, incluindo 18 mulheres, todos voluntários da Igreja evangélica de Saemmul, foram sequestrados quinta-feira quando viajavam de autocarro na província de Ghazni, na auto-estrada Cabul-Kandahar.

Trata-se do mais importante grupo de estrangeiros raptados no Afeganistão desde a queda do regime fundamentalista dos talibãs no final de 2001.

Os talibãs detêm ainda um engenheiro alemão e quatro dos seus colegas afegãos, raptados a 18 de Julho na província de Wardak (100 quilómetros a sul de Cabul) e também neste caso exigem uma troca de prisioneiros.

Diário Digital / Lusa

Circuncisão reduz em 60% a transmissão do HIV

Estudo comprova

O especialista Robert Bailey afirmou na terça-feira, durante a IV Conferência Internacional sobre Patogenias e Tratamento do Vírus da Imunodeficiência Adquirida (VIH), que a circuncisão nos homens reduz a transmissão do vírus em cerca de 60%.

O professor de Epidemiologia da Universidade de Illinois, Estados Unidos, Robert Bailey, realizou investigações sobre a circuncisão em países como o Uganda, Quénia, Malaui ou Zâmbia, assegurando que as suas conclusões estão comprovadas por 45 estudos feitos sob provas clínicas e por vários estudos biológicos.

Embora em África a prática da circuncisão atinja os 67% nos homens, noutros países do continente existe uma forte oposição a essa prática, baseada em motivos culturais e religiosos. Bailey esclarece, “há que passar da investigação à prática. É necessário que a circuncisão possa ser praticada de forma segura, higiénica e eticamente não discriminatória, e persuadir os lideres dos países a incentivá-la”.

De acordo com Bailey, mesmo havendo um possível receio das mulheres face à reacção dos homens na prática da circuncisão, numerosos estudos comprovam que elas são as primeiras a ligar a circuncisão à higiene. Assim sendo, tanto as mulheres como as mães poderão decidir se a circuncisão se efectuará nos seus filhos, de preferência após o nascimento.

A IV Conferência Internacional sobre Patogenias e Tratamento do VIH é organizada pela Associação Internacional da Sida (IAS) e a Sociedade da Ásia-Austral para a medicina do HIV, este evento é considerado como o mais importante do mundo neste matéria.

Ministros árabes chegam a Israel para negociar plano de paz

Enviados do Egito e da Jordânia abriram nesta quarta-feira negociações em Israel sobre um plano de paz proposto pela Liga Árabe que prevê a devolução de terras ocupadas em troca do reconhecimento. Os enviados afirmaram esperar criar as condições que levarão à formação do Estado Palestino.

A visita ocorre pouco depois da estréia do ex-premiê britânico Tony Blair como representante do Quarteto (Estados Unidos, Rússia, ONU e União Européia) para o Oriente Médio. Ontem, Blair se reuniu com autoridades israelenses e palestinas e disse ver "possibilidades para a paz".

A visita dos enviados árabes, que passarão apenas um dia em Jerusalém e Tel Aviv, é a primeira de representantes da liga para promover seu plano de paz. "Estados estendendo a mão pela paz em nome da região inteira, e esperamos ser capazes de criar as condições necessárias para retomar negociações frutíferas e produtivas entre Israel, os palestinos e os Estados árabes", afirmou o ministro das Relações Exteriores da Jordânia, Abdelelah al Khatib, ao presidente israelense, Shimon Peres.

"É hora de ter paz", respondeu Peres. O chanceler egípcio, Ahmed Aboul Ghei, e Al Khatib também se encontrarão com o premiê de Israel, Ehud Olmert, e com a ministra das Relações Exteriores israelense, Tzipi Livni.

A iniciativa árabe oferece a Israel relações normais com todos os Estados árabes em troca de uma retirada completa dos territórios ocupados na Guerra dos Seis Dias, em 1967, da criação de um Estado Palestino e de uma solução "justa" para a questão dos refugiados palestinos.

Israel tentou classificar a chegada dos enviados como um marco na normalização das relações com a Liga Árabe, mas os ministros minimizaram o gesto. A Jordânia e o Egito já têm relações diplomáticas com Israel, e apesar dos apelos israelenses e americanos para expandir o número de participantes árabes nas negociações de hoje, Estados como a Arábia Saudita se recusaram a ir.

Fonte: Folha Online