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21 de ago. de 2007

Brasil vence e garante vaga nas oitavas

Seleção goleia a Coréia do Norte e se classifica para a próxima fase do Mundial sub-17

GLOBOESPORTE.COM Jeju, na Coréia do Sul

A seleção não teve trabalho para vencer a segunda partida no Mundial sub-17, nesta terça-feira, e se classificar antecipadamente para as oitavas-de-final da competição. Com um futebol rápido e ofensivo, o Brasil ganhou com facilidade da Coréia do Norte por 6 a 1, em Jeju, na Coréia do Sul, e é o líder do Grupo B com seis pontos. Na primeira partida, a seleção havia goleado a Nova Zelândia por 7 a 0.

No outro jogo do Grupo B, a Inglaterra bateu pela Nova Zelândia por 5 a 0. Com os resultados, o Brasil está em primeiro lugar com seis pontos. A Inglaterra aparece em segundo com quatro pontos. Em terceiro ficou a Coréia do Norte com um e a Nova Zelândia é a lanterna, sem nenhum ponto. Os dois primeiros se classificam automaticamente para a próxima fase. Os quatro melhores terceiros colocados entre os seis grupos também garantem vaga. O próximo desafio do Brasil é contra a Inglaterra nesta sexta-feira, às 5h (horário de Brasília).

Gols nos primeiros minutos

O Brasil construiu a vitória logo nos primeiros minutos. Primeiro com um gol de ombro do lateral-esquerdo Fábio logo aos quatro minutos após o cruzamento para a área. No ataque seguinte, Alex Teixeira entrou livre na área e chutou cruzado para fazer o segundo gol. Aos oito minutos, saiu o terceiro gol brasileiro novamente com Fábio. Parecia um replay. Bola parada, cruzamento para a área e o lateral apareceu livre para completar de cabeça.

O Brasil parecia jogar em ritmo de treino. O quarto saiu com facilidade. Lulinha fez boa jogada pela direita, entrou na área e mandou a bomba. A bola explodiu no travessão e na sobra Maicon completou para o gol.

A vantagem fez a seleção relaxar um pouco. E a Coréia do Norte diminuiu com Il Bom. O meia recebeu na entrada da área e chutou cruzado, rasteiro, sem chance para o goleiro Marcelo.

No segundo tempo, o Brasil voltou novamente em ritmo frenético. Aos três minutos saiu o quinto gol com Giuliano, de cabeça, após boa jogada de Alex Teixeira. Os meninos brasileiros passaram, então, a administrar a partida e tocar mais a bola. Mas a seleção ainda fez mais um gol no final da partida com o atacante Choco, que havia entrado no lugar de Lulinha. Ele fez boa jogada individual e chutou forte da entrada da área.

Mais uma vitória tranqüila para uma seleção que parece ter recuperado a confiança após o fracasso nos Jogos Pan-Americanos, em que foi eliminada na primeira fase ao perder para o Equador em um Maracanã lotado. O Brasil, já classificado para as oitavas-de-final, parte para mais um título. O país é o maior vencedor do Mundial sub-17, com três títulos. Nas últimas seis finais, esteve presente em cinco.

Dunga diz que 'treinar imprensa' é seu martírio na seleção

Bruno Freitas

Enviado especial do UOL Em Montpellier (França)

Durante a Copa América, na sinuosa trajetória da seleção brasileira até o título da competição, o técnico Dunga teve um relacionamento conturbado com a imprensa do país, construído por críticas ao time que atuou na Venezuela, precisas ou não, e através de algumas tensas entrevistas coletivas, no contato direto entre as duas partes.

Particularidades desse relacionamento acabaram sendo muito bem exploradas pela comissão técnica antes da decisão contra a Argentina. A descrição da equipe pelo olhar da imprensa foi usada para motivar os jogadores diante do clima de favoritismo exacerbado dos rivais argentinos na véspera da final.

Não foram poucos os jogadores campeões da Copa América que, instantes após a conquista, foram aos microfones desabafar contra o 'descrédito' dos meios de comunicação do país. À época, se falou que reportagens brasileiras que apontavam um prognóstico favorável aos argentinos foram usadas para construir a preleção de Dunga antes da final.

Em Montpellier, na França, para o primeiro compromisso da equipe após o título da Copa América, diante da Argélia, o técnico da seleção deu mostras de resquícios de mágoa das ríspidas interações com a imprensa em solo venezuelano.

"Quando estreei contra a Noruega, todo mundo queria ver. Quando estreamos na Copa América, todo mundo queria ver. Agora vamos estrear nas eliminatórias. Já sabem o que esperar. Mas aqui na seleção temos que provar a cada dia", declarou.

"Treinar jogadores é fácil. Mais difícil é treinar a imprensa. Trabalhar com um grupo de jogadores motivados é tranqüilo. Lidar com vocês, que pensam que dois ou três jogadores são mais importantes, é mais difícil", afirmou Dunga, após ser questionado sobre as principais dificuldades de seu primeiro ano na seleção.

Após um ano no comando da seleção, completado no último dia 16 de agosto, data do empate com a Noruega em 2006, Dunga minimiza a expectativa geral sobre seu trabalho nas eliminatórias para o Mundial de 2010, o principal objetivo de sua gestão no cargo.

América Latina tem o melhor ambiente econômico desde 2000, diz FGV

Brasília, Da FolhaNews

O ambiente econômico permanece favorável aos negócios na América Latina, segundo a pesquisa "Sondagem Econômica da América Latina", realizada em parceria com a FGV (Fundação Getulio Vargas) e o instituto de pesquisa alemão Ifo, divulgada nesta terça-feira. O ICE (Índice de Clima Econômico) atingiu 5,9 pontos, em julho de 2007, superando em 0,1 ponto o resultado de abril e atingindo o maior nível desde abril de 2000 (6 pontos).

O ISA (Índice da Situação Atual) avançou de 6,1 para 6,4 pontos, o maior nível da série histórica iniciada em 1990. O IE (Índice de Expectativas) sofreu uma leve queda de 5,5 para 5,4 pontos. Entre julho de 2005 e julho de 2006, o IE esteve em fase ascendente mas, a partir de outubro do ano passado, a tendência declinante passou a sugerir expectativa de piora do desempenho futuro da região.

De acordo com a pesquisa, o primeiro grupo composto por regiões com um ambiente econômico muito favorável (ICE acima de 7,0), em julho de 2007 foi formado por Peru (7,6); Brasil (7,2); Chile (7,2); e Costa Rica (7,1). O ICE do Brasil aumentou em 1,1 ponto na comparação com julho de 2006 e 0,8 ponto em relação a abril de 2007, com um melhora acentuada da situação presente e estabilidade das expectativas.

O Peru foi o único destes países que registrou piora no indicador da situação atual, mas deu sinais de melhora das expectativas. Chile e Costa Rica registraram melhora na situação atual e deterioração das expectativas.

O levantamento também aponta o segundo grupo, composto por países com ICE abaixo de 5,0, com cenários desfavoráveis: Argentina (4,4); e Equador (3,3). A Argentina havia registrado índice de 7,0 pontos tanto em janeiro quanto em abril de 2007. A piora do ICE no país se deveu à queda expressiva do Índice de Expectativas --que recuou de 6,3 para 2,2 pontos entre abril e julho. Racionamento de energia e indefinições políticas, em um ano de eleições, pesaram na reversão das expectativas.

Na região, apenas México e Peru sinalizaram melhora das expectativas em julho. No Brasil, os especialistas mantiveram o grau de otimismo manifestado na pesquisa anterior. Eles afirmam que o peso das economias mexicana e brasileira na composição do índice para a América Latina explica a pequena queda observada no IE da região. O Brasil estava com 6,1 pontos de IE, em janeiro deste ano, depois passou para 6,3, em abril, e se estagnou na mesma pontuação em julho.

20 de ago. de 2007

Lula: o Brasil não está com medo dessa crise

Agencia Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que "o Brasil não está com medo dessa crise. Nós temos a preocupação natural de um país emergente, como qualquer país emergente desse mundo. Agora, é importante saber o seguinte: nós temos US$ 160 bilhões de reservas". A afirmação foi feita hoje durante o programa semanal de Rádio, Café com o Presidente, e se refere à turbulência verificada nos mercados recentemente por conta da crise no setor de crédito imobiliário de alto risco nos Estados Unidos.

Ele disse que é importante que "nós consigamos dizer para a sociedade brasileira que essa é uma crise eminentemente americana. É uma crise do setor imobiliário americano, ou seja, e de alguns fundos que compraram títulos pensando em ganhar muito dinheiro, sabe, de terceira categoria nos Estados Unidos. Então, na hora que os EUA resolverem o seu problema não terá problema no mundo".

Para Lula, o Brasil está tranqüilo em relação à turbulência do mercado financeiro e que "nós temos segurança pra eventual especulação financeira". Ele disse que se deseja é que "as pessoas continuem acreditando que o País atingiu "um índice de maturidade tão grande que a seriedade não é mais uma coisa eventual, um comportamento eventual, é uma coisa definitiva. O Brasil não vai retroceder. Este país é um país sério, é um país governado com seriedade, nós aprendemos a fazer a lição de casa".

O recado final de Lula no seu programa de rádio foi o seguinte: "quando muitos ficavam gritando pela imprensa que nós deveríamos gastar, nós preferimos economizar e hoje nós temos a estabilidade macroeconômica necessária, as reservas necessárias pra gente dizer: a crise que está acontecendo não vai afetar o Brasil".

Estado de Emergência na Jamaica

Árvores derrubadas e casas destruídas são os efeitos visíveis da passagem do furacão Dean

APVentos fortes e chuvas intensas já provocaram o derrube de várias árvores na Jamaica

As autoridades da Jamaica decretaram o Estado de emergência, por 30 dias, devido à passagem do furacão Dean. Árvores derrubadas e casas destruídas são para já os principais efeitos da chuva intensa e dos fortes ventos que atingiram o país. Há também notícia de uma pessoa desaparecida.

SIC

Os ventos fortes sentidos, em especial na costa sul da Jamaica, chegaram aos 230 km por hora.

Os danos materiais deverão ser elevados, mas são ainda difíceis de contabilizar. Árvores derrubadas e casas destruídas são por enquanto os efeitos imediatos da passagem do Dean.

Pelo menos uma pessoa é dada como desaparecida, depois do furacão ter destruído totalmente a habitação onde se encontrava.

O medo de pilhagens levou grande parte da população a manter-se em casa. A maior parte dos refúgios disponibilizados pelas autoridades, em igrejas, escolas e instalações desportivas, ficaram vazios.

O receio de instabilidade após a passagem do furacão levou também o Governo de Kingston a decretar o Estado de Emergência.

Dean pode subir à categoria 5

O furacão Dean está actualmente na categoria 4, mas depois da passagem pela Jamaica, receia-se que possa ascender à categoria 5. O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos prevê que nas próximas horas o furacão atinja o México e as ilhas Caimão.

A passagem do Dean pelas Caraíbas já provocou a morte de pelo menos seis pessoas.

Escala de Furacões

No início dos anos 70, o engenheiro Herbert Saffir e o então director do Centro Nacional de Furacões nos Estados Unidos, Robert Simpson, construíram uma escala onde classificaram furacões com ventos ininterruptos de 118km/h ou mais. A Tabela Saffir-Simpson utiliza uma escala de 1 até 5 e enumera os potenciais danos, de acordo com a pressão barométrica, a velocidade dos ventos e a elevação do nível do mar. A escala é apenas utilizada para descrever furacões que se formam no Oceano Atlântico e a Norte do Oceano Pacífico.

Tempestade Tropical

Ventos (km/h): 63 - 117 Nível do mar (m): 0 - 0,9

Categoria 1

Ventos (km/h): 119 - 153 Nível do mar (m): 1,2 – 1,6 Pressão barométrica (pa): Menor que 980 Danos potenciais: Não provoca quaisquer danos nas estruturas dos edifícios. A principal consequência regista-se ao nível das regiões costeiras, com possibilidade de pequenas inundações. Pode provocar queda de árvores.

Categoria 2

Ventos (km/h): 154 - 177 Nível do mar (m): 1,7 – 2,5 Pressão barométrica (pa): 965–979 Danos potenciais: Danos verificam-se em janelas, portas e telhados de casas. Podem ser arrancadas árvores com a força dos ventos. As culturas ficam muito danificadas. Embarcações ancoradas junto à costa podem ser afectadas. Possibilidade inundações em zonas costeiras.

Categoria 3

Ventos (km/h): 178 - 209 Nível do mar (m): 2,6 – 3,8 Pressão barométrica (pa): 945–964 Danos potenciais: Provoca danos estruturais em pequenas casas e edifícios. Destrói construções feitas de madeira. Inundações perto da costa destroem pequenas estruturas e danificam construções maiores, inundação de terrenos. Neste caso, o Centro Nacional de Furacões de Miami já recomenda a retirada das pessoas do local onde o furacão possa passar.

Categoria 4

Ventos (km/h): 210 - 249 Nível do mar (m): 3,9 – 5,5 Pressão barométrica (pa): 920–944 Danos potenciais: Provoca grandes danos em áreas habitadas. Casas e prédios podem ser derrubados pelos ventos. Chuvas torrenciais provocam alagamentos em enormes áreas, grandes inundações. Necessidade de retirar em larga escala todos aqueles que residem nas regiões por onde o furacão passe.

Categoria 5

Ventos (km/h): Mais que 249 Nível do mar (m): Mais que 5,5 Pressão barométrica (pa): Menor que 920 Danos potenciais: Fenómeno considerado "raro" pelos meteorologistas, pode destruir tudo que estiver no seu caminho. Áreas costeiras podem ser invadidas até dez quilómetros. Colapso das estruturas. É obrigatória a retirada de todas as pessoas que morem perto da costa.

Delegação da AIEA chega a Teerã para terceira rodada de negociações

Teerã, 20 ago (EFE).- Uma delegação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) iniciou hoje uma visita ao Irã para realizar uma terceira rodada de negociações com as autoridades deste país, em uma tentativa de encontrar uma saída para a disputa envolvendo o plano nuclear iraniano.

Segundo a televisão estatal, a delegação chegou nesta madrugada a Teerã, onde permanecerá dois dias e se reunirá com representantes do Organismo de Energia Atômica iraniano e do Conselho Supremo da Segurança Nacional (CSSN), presidido pelo principal negociador iraniano no caso nuclear, Ali Larijani.

A parte iraniana estará presidida por Javad Vaeedi, o assessor de Larijani, enquanto a delegação da AIEA é encabeçada pelo subdiretor desta organização internacional, Olli Heinonen.

As negociações começaram no dia 11 de julho em Teerã em uma tentativa de alcançar, durante 60 dias, um "plano marco" sobre a solução das "questões pendentes" no caso nuclear.

Uma segunda rodada aconteceu em Viena do dia 24 desse mês, quando as duas partes anunciaram um acordo que permitiu a visita - seis dias depois - de uma equipe da AIEA à usina de água pesada de Arak, no centro do Irã.

Com suas negociações com a AIEA, o Irã tenta conseguir que seu caso nuclear seja tratado por esta organização e não pelo Conselho de Segurança da ONU, para evitar o endurecimento das sanções contra o país por sua recusa em suspender o programa de enriquecimento de urânio.

A AIEA investiga há cinco anos o programa atômico da República Islâmica e até agora não pôde descartar com toda certeza se os esforços nucleares desse país são militares.

O Conselho de Segurança da ONU já adotou duas resoluções com regimes de sanções diplomáticas e comerciais para obrigar o Irã a abandonar o enriquecimento de urânio, um material de duplo uso, civil e militar.

EFE fá-msh mh