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2 de set. de 2007

Sul-coreanos libertados no Afeganistão chegam a Seul

Taleban diz que recebeu 20 milhões de dólares para libertar reféns; governo sul-coreano nega pagamento

Efe

SEUL - Os 19 sul-coreanos que foram libertados pelos talebans entre quarta e quinta-feira chegaram neste domingo, 2. Eles ficaram seis semanas sob poder do Taleban.

O grupo chegou ao aeroporto internacional de Incheon, em Seul, em um vôo das companhias aéreas da Coréia do Sul e participou de uma rápida entrevista coletiva.

"Sinto muito por ter preocupado o povo sul-coreano e o governo. Temos uma grande dívida com a pátria e o povo sul-coreano", disse Yoo Kyong-shik, de 55 anos.

Em um pronunciamento, Yoo agradeceu ao governo pelos esforços para a libertação dos reféns.

Logo após a entrevista coletiva, o grupo foi enviado a um hospital particular nos arredores de Seul, onde se encontrarão com familiares.

Os 19 sul-coreanos faziam parte de um grupo de 23 missionários cristãos seqüestrados no dia 19 de julho quando viajavam em um ônibus pela estrada entre Cabul e Kandahar.

Dois reféns homens foram executados depois de alguns dias, quando o governo afegão se negou a cumprir a exigência do grupo insurgente de libertar presos talebans.

No dia 11 de agosto, duas mulheres doentes foram libertadas após as primeiras negociações diretas entre representantes de Seul e os talebans.

Seul assegurou que as condições da libertação dos 19 seqüestrados foram a retirada este ano de seus 200 militares desdobrados no Afeganistão e a suspensão das atividades missionárias no país.

Segundo a Reuters, a Coréia do Sul pagou ao Taleban mais de 20 milhões de dólares para liberar 19 missionários que eram mantidos reféns. A informação é de um importante líder insurgente, que disse ainda que o dinheiro será usado para comprar armas e organizar ataques suicidas.

O governo de Seul negou o pagamento do resgate, mas críticos disseram que o estabelecimento de negociações com o Taleban marcam um perigoso precedente que pode provocar mais seqüestros.

1 de set. de 2007

Brasil tem seu maior desafio

Seleção precisa vencer a Argentina hoje para garantir vaga em Pequim

Valéria Zukeran

Só o peso da camisa, a força da rivalidade e o talento individual dos jogadores podem salvar o Brasil, hoje, na partida contra a Argentina, pela semifinal do Torneio Pré-Olímpico de Basquete. O vencedor do confronto, que começa às 17 horas (de Brasília), em Las Vegas, estará na final da competição e, mais importante, classificado para a Olimpíada de Pequim. Desde 1996, em Atlanta, o Brasil não disputa uma edição dos Jogos.

A grande chance é hoje. Se fracassar, terá uma última oportunidade no Pré-Olímpico Mundial, em 2008. Mas as dificuldades serão muito maiores e as possibilidades, bem menores.

A situação do Brasil para o duelo desta tarde, no entanto, é delicada. Fora de quadra, o ambiente não é dos melhores. Há uma clara divisão entre jogadores e comissão técnica. O principal pontuador da seleção, o ala-armador Leandrinho, tem feito grandes apresentações, mas anda visivelmente abatido. Adotou o isolamento e o silêncio. Nos últimos quatro jogos, saiu do Thomas & Mack Center sem falar com ninguém. A equipe vem oscilando entre boas e más apresentações e, por causa disso, os conflitos internos são acentuados. Para piorar, o ala Marquinhos sofreu contusão no dedo mínimo da mão direita e teve de ser cortado.

Na Argentina, ao contrário, tudo tranqüilo. Apesar de não contar com vários jogadores importantes, como Manu Ginobili, Andres Nocioni e Fabricio Oberto, a equipe mostrou consistência na maior parte do Pré-Olímpico - exceção apenas do jogo contra o Panamá, que foi decidido na prorrogação. O grupo, liderado por Luis Scola, chegou às semifinais com apenas uma derrota, previsível, para os Estados Unidos, que hoje encaram Porto Rico, às 20 horas, de Brasília, na outra semifinal.

Brasil e Argentina já se enfrentaram no Pré-Olímpico em um jogo bem disputado, no qual os brasileiros lideraram o placar durante três quartos do tempo regulamentar, mas cederam o empate nos segundos finais para os rivais. Na prorrogação, deu Argentina. Mas o contexto do confronto era diferente. Os argentinos já estavam classificados, enquanto o Brasil ainda lutava para garantir sua presença na atual fase da competição. Agora os dois times precisam do resultado.

Para muitos, como o ala-armador Marcelinho Machado, esta é a partida mais importante da carreira. "Provavelmente não terei idade para ir a uma outra Olimpíada que não a de Pequim. Estou na seleção há dez anos e gostaria de encerrar minha passagem pelo time com uma campanha nos Jogos no currículo", ressalta. "É um sonho que eu tenho, é a última chance. Tenho muita fé de que isto vai acontecer", complementa o jogador, lembrando que conseguir a vaga no Pré-Olímpico Mundial, no ano que vem, é quase impossível.

Lula Ferreira, confiante, diz que as derrotas para Porto Rico, Estados Unidos e Argentina não foram totalmente negativas para o time. "Tivemos alguns tropeços, mas acabamos amadurecendo com eles. É com as dificuldades que você cresce, e o time creseu nas dificuldades", afirma o treinador.

Ex-aliado diz que levava dinheiro em malas para Renan Calheiros

Folha de S. Paulo/DP

Uma nova denúncia de um suposto esquema de lavagem e desvio de dinheiro público envolvendo integrantes do PMDB pode complicar ainda mais a situação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O advogado Bruno de Miranda Lins, que foi casado com Flávia Garcia, assessora parlamentar de Renan, acusa em denúncia à Polícia Civil o pai da ex-mulher, o empresário Luiz Carlos Garcia Coelho, de atuar para vários políticos do PMDB.

Em entrevista à revista "Época", Bruno disse que Coelho teria montado um esquema de arrecadação de dinheiro para Renan em ministérios controlados pelo PMDB, como a Previdência e a Saúde. Não especificou, porém, desde quando o esquema estaria em funcionamento. Afirmou que ele próprio foi buscar pessoalmente em pelo menos seis ocasiões o dinheiro da suposta propina. Numa delas, no BMG, teria pego R$ 3 milhões.

De fato, Coelho tem amplo trânsito e proximidade com muitos caciques peemedebistas, incluindo Renan e o senador Romero Jucá (PMDB-RR). Em 2004, por exemplo, o presidente do Senado vendeu por R$ 600 mil uma casa no Lago Sul, bairro de classe alta de Brasília, para a Grupo de Assessoria Ltda., da qual Coelho é dono.

O empresário costuma freqüentar o gabinete de Jucá. A assessoria confirmou que Coelho visitava o senador, mas disse que ele não vai mais ao gabinete desde a rápida passagem de Jucá pelo Ministério da Previdência, em 2005, do qual se afastou após denúncia publicada pela Folha de que teria obtido R$ 750 mil em financiamentos do Banco da Amazônia de forma fraudulenta. À polícia Bruno também disse que o deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), quando esteve na chefia do INSS, atuou para beneficiar o BMG na concessão de crédito consignado.

Prestado em setembro de 2006 ao delegado da Polícia Civil do DF João Kleiber Esper, o depoimento de Bruno é cercado de brigas, processos e ameaças por conta de sua separação. O documento ficou parado na gaveta de Esper por sete meses. Depois de percorrer mais algumas repartições na polícia do DF, o depoimento só foi enviado à PF há cerca de um mês.

Segundo a "Época", a corregedoria da polícia abriu sindicância para apurar por que o delegado demorou tanto para passar adiante um assunto que não era de sua competência. Investiga também se o depoimento teria sido usado em uma tentativa de chantagem contra o empresário Luiz Carlos Coelho e o senador Renan. De acordo com a "Época", a polícia investiga a informação de que o delegado Esper e um amigo, o empresário Orlando Rodrigues da Cunha Filho, presidente da Hípica de Brasília, foram a um escritório de advocacia para tentar a extorsão. "Estive lá com o Orlando, sim. Até falamos sobre o depoimento, mas não pedi dinheiro", disse o delegado à revista.

Procurado pela Folha, Renan não ligou de volta. A assessoria de Jucá informou que ele foi operado ontem e não poderia se manifestar. As assessorias de Bezerra e do BMG negaram ter havido benefício indevido ao banco para operar com crédito consignado.

31 de ago. de 2007

Lula Ferreira mostra otimismo para semifinal contra Argentina

Vencedor do duelo deste sábado em Las Vegas garantirá vaga para os Jogos Olímpicos de Pequim

Efe

LAS VEGAS, Estados Unidos - As semifinais do pré-olímpico masculino de basquete terão, como se previa, com Estados Unidos, Argentina, Brasil e Porto Rico lutando pelas duas vagas nos Jogos de Pequim.

O treinador brasileiro, Lula Ferreira, mostrou confiança num bom resultado da equipe, que terminou em terceiro lugar na fase de classificação e vai disputar com a Argentina uma das vagas para a Olimpíada - o jogo é neste sábado, às 17 horas.

Lucy Nicholson/Reuters Lula espera que o time tenha uma postura diferente contra os argentinos

"Fizemos um bom jogo contra o Uruguai, conseguimos a vitória e melhoramos como equipe para o duelo com a Argentina", comentou Lula Ferreira.

"Nesta semifinal devemos entrar em quadra mostrando que aprendemos a lição de todos os erros cometidos, para desenvolver o verdadeiro potencial que temos como equipe", acrescentou.

O técnico admitiu que a equipe mostrou uma certa inconsistência no torneio. Mas nos dois últimos jogos, contra Argentina e Uruguai, esteve muito melhor, avaliou.

"Tivemos nas nossas mãos a vitória sobre a Argentina e espero que tenhamos aprendido a lição do que aconteceu no fim", lembrou.

O treinador argentino, Sergio Hernández, observou que a vitória de quarta-feira sobre o Brasil já não vale mais nada. "É preciso começar do zero. Devemos descansar, recuperar forças e nos concentrar no que será para nós o jogo mais importante do torneio", disse.

Hernández disse estar muito "satisfeito" com a maneira como a sua equipe enfrentou os Estados Unidos, porque serviu de preparação para o clássico deste sábado, contra o Brasil.

"Jogamos contra os melhores do torneio e estivemos bem. Isso significa que podemos atuar ainda melhor na semifinal", comentou Hernández.

Terror no fórum de Ariquemes

Homem faz reféns funcionários da segunda Vara Criminal

Até o fechamento desta edição seis funcionários permaneciam como reféns de um homem na 2ª Vara Criminal de Ariquemes. Uma comissão de gerenciamento de crise foi instalada para negociar.

Armado com uma pistola, o representante comercial João Carlos Patrian, fez seis pessoas refém em Ariquemes. O seqüestrador invadiu o fórum por volta das 9h30, de quinta-feira, e rendeu quatro servidores e dois estagiários que trabalham na 2ª Vara Criminal, onde os manteve sob a mira de sua arma. Depois de coordenar a desocupação do prédio a Policia Militar isolou a área.

Informações dão conta de que o seqüestro dos servidores do judiciário é um protesto contra a decisão judicial proferida pelo juiz Leonardo Matos e Souza, da Comarca de Buritis.

Fontes ouvidas pela reportagem do Estadão informaram que o seqüestrador tem 8 processos em tramitação na área cível. O mais recente refere-se à penhora de um veículo - decisão judicial proferida em 22 de agosto.

Em sua defesa no processo de penhora Patrian alegou que não poderia ter seu carro penhorado porque era seu instrumento de trabalho. O juiz não acatou a alegação do réu sob o argumento de que o próprio Patrian teria indicado o referido bem como garantia.

Este talvez tenha sido o estopim para desencadear a reação contra os servidores do judiciário de Ariquemes.

É possível que este processo seja referente a partilha de bens em decorrência da separação de sua ex-esposa, identificada como sendo Célia Maria Regina.

O acusado de seqüestro não se conforma de ter perdido seu carro em decorrência de decisão judicial.

Premeditação

A análise do comportamento do seqüestrador, feita por autoridades que integram o comitê de negociação, demonstra que a invasão e o seqüestro dos funcionários foram premeditados por João Carlos Patrian.

Antes de invadir o fórum, o seqüestrador estacionou seu carro - um Fiesta, cor preta, placa HCS-7865 de Cuiabá e colocou fogo em uma vela e deixou acesa dentro do carro, ao lado tinha uma garrafa de dois litros de gasolina. Uma hora depois de ter feito refém os servidores o fogo se alastrou pelo interior do veículo Fiesta e o Corpo de Bombeiro teve que agir e conseguiu controlar as chamas.

Pelos objetos abandonados no interior do veículo é possível afirmar que João Carlos Patrian trabalhava na área de vendas de botinas de couro. Vários pares de botina, bem como talão de pedido de mercadoria e cartão de visitas foram encontrados pelas autoridades dentro do veículo que foi estacionado perto do fórum.

Negociação conduzida por comitê

Um comitê de gerenciamento de crise formado por promotores, juizes, representantes da OAB, delegados e oficiais da PM foi constituído para conduzir as negociações com o seqüestrador. As autoridades disseram não ter elementos para confirmar o nome do seqüestrador.

Por volta do meio dia o juiz diretor do Fórum, Rinaldo Forti Silva falou com a imprensa sobre os primeiros resultados das negociações. Segundo o magistrado, as reivindicações do seqüestrador ainda eram desconexas e que preliminarmente era possível constatar que o individuo estava bastante perturbado. O seqüestrador exigia a presença do juiz de Buritis, dos advogados e do promotor que atuou no processo que resultou na penhora de seu carro. No final da tarde chegou ao fórum seu advogado, Ernandes Viana para colaborar com as negociações.

Na avaliação do juiz as negociações estão evoluindo de forma positiva. Negociações estão sendo mantidas no sentido de garantir a integridade física dos reféns. A idéia inicial é vencê-lo pelo cansaço. Por volta das 13h o ar condicionado da sala onde Patrian mantém os reféns foi desligado. Em resposta ele disparou dois tiros contra o ar condicionado e o serviço de refrigeração do local teve que ser imediatamente restabelecido.

Governo reajusta Bolsa Família em 18,25%

Um reajuste de 18,25% nos valores pagos pelo governo no Bolsa-Família foi anunciado ontem pelo ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias. O aumento que entra em vigor em 2008 eleva o benefício mínimo do programa de R$ 15 para R$ 18, e o máximo, de R$ 95 para R$ 102.

Ananias informou que, no próximo dia 5 de setembro, com o lançamento do Programa da Juventude, haverá mudança de critério em relação à faixa etária para os filhos das famílias atendidas pelo Bolsa Família. Em vez de conceder o benefício aos filhos, três em cada família, de até 15 anos, a partir de 2008, serão atendidos em cada família três filhos com idade até 17 anos.