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5 de set. de 2007

Ministro japonês admite falhas em contas eleitorais

NOVO ESCÂNDALO

O novo ministro japonês do Meio Ambiente admitiu falhas em antigas prestações de contas eleitorais, num novo golpe para o primeiro-ministro Shinzo Abe, que enfrenta uma onda de escândalos no seu gabinete

Quatro ministros já deixaram o governo desde que Abe assumiu o cargo, em Setembro. A maioria caiu por irregularidades em prestações de contas eleitorais. Um dos políticos suicidou-se.

O ministro e o vice-ministro da Agricultura renunciaram na segunda-feira, pouco mais de uma semana depois de uma reforma do gabinete promovida por Abe para tentar recuperar a sua popularidade, depois da humilhante derrota da sua coligação nas eleições do Senado, em Julho.

O novo caso envolve o ministro do Meio Ambiente, Ichiro Kamoshita, e sua equipa política devido a discrepâncias de 8 milhões de ienes (69 mil dólares) em registos de empréstimos do então parlamentar, na década de 1990.

«Houve erros e omissões nos registos, e quero pedir desculpa ao público pelos erros feitos por este grupo político», disse Kamoshita aos jornalistas.

Sobre uma possível renúncia, ele respondeu: «Quero dar o melhor de mim para explicar de uma forma que seja aceitável ao público».

Disse ainda que era um novato na política na época em que se deram as irregularidades.

Abe confirmou que houve um erro na prestação de contas, mas disse que não pretende demitir Kamoshita, segundo a agência Kyodo. Abe, 52 anos, já foi duramente criticado por supostamente proteger os ministros envolvidos em escândalos.

O primeiro-ministro recuperou ligeiramente sua popularidade depois de reformular o gabinete, mas a onda de escândalos provavelmente terá um preço, talvez reflectido depois nos mercados financeiros.

Operadores do mercado de acções dizem que a eventual renúncia de mais um ministro pode afastar investidores estrangeiros do mercado japonês.

Reuters/SOL

Darfur: Representantes de deslocados invadem edifício da ONU

Um grupo de representantes não oficiais de deslocados da região sudanesa de Darfur entrou hoje na sede da ONU na região, quando nela se encontrava o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

Num comunicado publicado em Cartum pelo porta-voz do secretário-geral, indica-se que o incidente ocorreu minutos antes de uma prevista reunião entre Ban e três representantes acreditados dos deslocados, na sede da ONU em Al-Facher, capital de Darfur.

Segundo a nota, o grupo de sudaneses permaneceu vários minutos no edifício da ONU, até que os guardas os expulsaram.

Posteriormente, Ban foi transferido para um outro local, por razões de segurança, para encetar as conversações previstas.

Fontes oficiais explicaram horas antes que um grupo de várias dezenas de pessoas protestara porque os interlocutores escolhidos por Ban não incluíam qualquer representante dos grupo rebeldes de Darfur opostos aos acordos de paz e que continuam em armas.

A nota adianta que o incidente não alterará o programa previsto e que o secretário-geral da ONU manterá a sua agenda.

Ban chegou hoje de manhã a Darfur, para tentar acelerar o fim do conflito, que grassa nesta província do oeste do Sudão há mais de quatro anos.

«Durante demasiado tempo a comunidade internacional assistiu sem nada fazer (a este drama), como uma testemunha impotente. Isso está em vias de mudar», declarou terça-feira na universidade de Juba, sul do Sudão.

Em Al-Facher, Ban reuniu-se com o governador da região e deverá deslocar-se ainda ao local onde ficará instalado o futuro quartel-general UNAMID, a força híbrida ONU-União Africana que terá por missão pacificar esta região.

O conflito de Darfur fez 200.000 mortos e mais de dois milhões de deslocados, segundo a ONU. Cartum contesta estes números, afirmando que o número de mortos não ultrapassa os 9.000.

«No que respeita ao processo de negociação política, aproximamo-nos de um acordo quanto a um local e uma data», afirmou Ban, no avião que o transportava de Juba para Al-Facher.

«Espero poder finalizar (este acordo) muito em breve. Vou intensificar verdadeiramente o processo de negociações», acrescentou Ban, acompanhado pelo seu enviado especial encarregado do âmbito político do processo de Darfur, Jan Eliasson.

Eliasson esforça-se por fazer regressar à mesa das negociações os numerosos grupos rebeldes que não assinaram o acordo de paz de Abuja, em Maio de 2006, que fixa nomeadamente as etapas para um regresso à normalidade com disposições muito precisas sobre o desarmamento.

Em Agosto, oito grupos rebeldes de Darfur reunidos em Arusha, na Tanzânia, chegaram a acordo quanto a uma plataforma de reivindicações comuns, na perspectiva de negociações com Cartum, mas um influente dirigente rebelde, Abdulwahid Nour, boicotou a reunião. Ban exortou-o a sair do seu isolamento.

Segundo uma fonte da ONU, as conversações entre rebeldes e o governo poderão realizar-se em Outubro, na Tanzânia.

O estacionamento completo da UNAMID, que, com 26.000 homens será a mais importante missão de manutenção da paz no mundo, só é esperado para meados de 2008.

Ban indicou que, num encontro com o presidente sudanês Omar El-Béshir, segunda-feira, em Cartum, este lhe prometeu que «facilitará» o estacionamento da força nos planos «administrativo e logístico».

Sublinhando que «não há tempo a perder» e que «a cooperação do governo é essencial», disse que «apreciava o compromisso de Béshir em cooperar plenamente».

Béshir garantiu, por outro lado, a Ban que permitiria que um chefe rebelde de Darfur, tido como um possível mediador no quadro das conversações de paz, deixasse o Sudão para receber cuidados médicos.

Suleimane Jamus, confinado há mais de um ano num hospital, «continua no Sudão, mas esperamos fazê-lo sair ainda hoje», indicou um responsável da ONU que acompanha Ban.

Para além da manutenção da paz com a UNAMID e das negociações políticas, Ban quer agir no plano do desenvolvimento.

Deseja que a comunidade internacional contribua com uma ajuda financeira substancial para Darfur em domínios essenciais como as vias de comunicações, a saúde e, sobretudo, a água, bem raro nesta região desértica e uma das causas profundas do conflito.

Ban deverá regressar ao fim da tarde a Cartum, onde manterá quinta-feira encontros políticos, antes de prosseguir a sua digressão ao Chade e à Líbia.

Diário Digital / Lusa

Avião B-52 sobrevoa os EUA armado com mísseis nucleares

WASHINGTON (AFP) — Um bombardeiro B-52 sobrevoou por engano os Estados Unidos carregado com mísseis nucleares, informou uma fonte militar americana, que não quis ser identificada.

O presidente George W. Bush recebeu a informação a respeito depois que as autoridades militares descobriram as ogivas nucleares na aeronave, na base da Força Aérea de Barksdale, no estado de Louisiana.

Seis mísseis de cruzeiro que estavam no avião contavam com ogivas nucleares, declarou a fonte. O B-52 havia decolado da base aérea de Minot, em Dakota do Norte. O incidente foi noticiado por informativos militares, que indicaram que os mísseis de cruzeiro podem ter ogivas nucleares de cinco a 150 quilotones.

A fonte indicou que a descoberta foi anunciada ao chefe do Estado-maior or Conjunto, general Peter Pace, e a seus superiores, incluindo Bush.

4 de set. de 2007

Comandante taliban envolvido no sequestro de sul-coreanos terá sido abatido

Um comandante da guerrilha taliban que se suspeita estar envolvido no sequestro de 23 missionários sul-coreanos estará entre os rebeldes mortos na noite passada em confrontos no sul do Afeganistão, anunciou a polícia local.

Reuters

Os 21 reféns sobreviventes foram libertados após negociações directas entre diplomatas sul-coreanos e os taliban

"Matámos 16 combatentes inimigos, entre eles o 'mullah' Mateen, um comandante taliban que, juntamente com o 'mullah' Abdullah Jan, foi uma dos responsáveis pelo sequestro dos sul-coreanos", afirmou Ali Ahmadzai, chefe da polícia da província de Ghazni, no sul do Afeganistão, acrescentando que a sua identidade já foi confirmada.

Os combates decorreram na última noite no distrito de Qarabagh, precisamente onde o grupo de sul-coreanos foi sequestrado, a 19 de Julho. A libertação dos 21 sobreviventes — dois homens foram mortos nas primeiras semanas do rapto — aconteceu apenas na semana passada, depois da Coreia do Sul ter enviado ao Afeganistão diplomatas para negociarem directamente com os taliban.

Confrontado com esta informação, um porta-voz do contingente norte-americano limitou-se adiantar que foram mortos "vários" rebeldes durante os combates. "Os combatentes visados na operação desta madrugada em Ghazni estavam envolvidos em actividades contra as nossas forces. Não sabemos ainda se estariam ou não implicados no sequestro", afirmou.

Os confrontos da noite passada são os mais recentes de uma série de combates no sul do Afeganistão, uma zona onde os apoiantes do antigo regime gozam de ampla liberdade de movimentos. As forças da NATO e dos EUA presentes na região garantem ter abatido centenas de rebeldes, mas os taliban admitem apenas um pequeno número de baixas.

Entretanto, os taliban já anunciaram que pretendem capturar cidadãos de outros países que participam na Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF, comandado pela NATO), a fim de os forçar a retirar as suas tropas do país.

Episódios de violência deixam 19 mortos no Afeganistão

Agencia Estado

Forças afegãs de segurança anunciaram hoje que mataram um suposto comandante militar do Taleban que estaria por trás do seqüestro de 23 religiosos sul-coreanos em julho. Segundo Kazim Allayar, vice-governador de Ghazni, um comandante identificado como mulá Mateen estava entre os pelo menos 16 militantes mortos em choques ocorridos entre ontem e hoje na província, situada na região central do Afeganistão.

Ainda de acordo com Allayar, Mateen teria desempenhado um papel de destaque no seqüestro dos 23 sul-coreanos - dos quais 21 foram libertados e dois, executados -, tendo inclusive participado do estágio inicial das negociações para a libertação dos reféns. Allayar disse que o mulá Abdullah Jan, outro líder taleban procurado sob suspeita de participação no seqüestro, ainda está á solta.

Mas Qari Yousef Ahmadi, que identifica-se como porta-voz do Taleban em contatos com a imprensa, alegou que sete combatentes comuns perderam a vida nos episódios mencionados por Allayar e que não havia nenhum comandante do grupo entre os mortos. Ainda de acordo com Ahmadi, o Taleban não possui nenhum comandante militar chamado mulá Mateen. Ele disse inclusive desconhecer a quem o governo estaria se referindo.

Enquanto isso, três policiais afegãos morreram em ações suicidas entre ontem e hoje. Os ataques contra policiais ocorreram hoje em Kunduz, onde dois morreram, e ontem em Paktika, onde um oficial perdeu a vida.

Atualmente, a violência no Afeganistão encontra-se no pior nível desde que forças estrangeiras lideradas pelos Estados Unidos invadiram o país no fim de 2001 em resposta aos ataques de 11 de setembro daquele ano. Mais de 4.200 pessoas já perderam a vida em incidentes relacionados à insurgência desde o início de 2007, segundo dados fornecidos por fontes locais e ocidentais compilados pela Associated Press.

Acusação já tem estratégia contra foro privilegiado

Enquanto o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) não emitir uma decisão final sobre a permanência ou não do promotor Thales Ferri Schoedl no cargo, ele continuará tendo direito ao foro privilegiado. Embora os processos corram em esferas distintas, o resultado da ação administrativa influi diretamente sobre a penal. Se o promotor for confirmado na carreira, poderá ser julgado pelos 25 desembargadores do Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo. Caso contrário, vai a júri popular, como qualquer cidadão.

Os procuradores que acusam Schoedl no processo criminal temem agora que o julgamento no TJ seja marcado para antes da decisão final do CNMP. Para impedir que isso ocorra, já têm em mãos duas justificativas que, se acatadas, levariam ao adiamento de uma audiência. Uma delas é o recurso entregue ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre as qualificadoras do crime. Na denúncia (acusação formal) entregue à Justiça, a acusação sustentava que o assassinato do estudante Diego Mendes Modanez havia sido ''''agravado'''' pela impossibilidade de defesa da vítima e por ter sido cometido por motivo fútil. A tese, porém, foi rejeitada pelos desembargadores.

Outra possibilidade para se requisitar o adiamento do julgamento é o depoimento de uma testemunha do caso, marcado para outubro. ''''Nós defendemos que ele seja excluído da carreira e seja julgado como todo e qualquer cidadão pelo Tribunal de Júri'''', disse o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Rodrigo César Rebello Pinho. O CNMP não tem prazo para proferir sua sentença sobre o caso do promotor. A previsão, porém, é de que o julgamento ocorra em, no máximo, seis meses. No TJ, o processo criminal está na fase de considerações finais da defesa e da acusação.

INDIFERENÇA

Procuradores do Órgão Especial do MP paulista, que na semana passada votaram pela permanência de Schoedl no cargo, reagiram ontem com indiferença ao serem informados sobre a decisão do CNMP. ''''Não tenho nada contra'''', disse o procurador Reneé Pereira de Carvalho. ''''Fiz a minha parte, o conselho faz a dele. É para isso que ele existe.'''' Já o procurador Pedro Franco de Campos, outro que votou pela efetivação do promotor na instituição, preferiu não se pronunciar.

O Estado apurou que muitos procuradores do Órgão Especial se sentiram incomodados com a divulgação pública de seus nomes pela imprensa. Em conversas reservadas, alguns teriam até mesmo manifestado arrependimento em relação aos posicionamentos durante o julgamento.