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28 de out. de 2007

Cartum declara trégua durante as negociações de paz

Cartum - O governo sudanês declarou, sábado, cessar-fogo imediato em Darfur, durante a abertura de negociações de paz que visam encerrar quatro anos e meio de violência na região.

«Comprometemo-nos a respeitar este cessar-fogo unilateral», adiantou Nafie, adjunto do presidente sudanês, na abertura das conversações de paz que estão a decorrer em Syrte na Líbia.

As negociações decorrem na cidade libanesa de Syrte e ficam marcadas pela ausência de alguns grupos rebeldes importantes, o que coloca em causa quaisquer conclusões que resultem da reunião.

Na véspera da abertura das negociações, mediado pela União Africana e pelas Nações Unidas, dois grandes grupos insurgentes disseram que não participariam. A decisão foi comunicada depois de outro chefe rebelde, Abdel Wahed Mohamed el-Nur, fundador de um terceiro grupo, o Exército de Libertação do Sudão (SLA, em inglês), afirmar que não viajaria à Líbia para as conversações.

A ausência destes grupos rebeldes coloca em causa quaisquer conclusões que saiam da reunião.

secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, convocou, de Nova York, os rebeldes a comparecerem «Como demonstração de seu interesse genuíno em acabar com o sofrimento das pessoas em Darfur e em chegar à paz».

Do Site:

http://jornaldigital.com/noticias.php?noticia=15027

Parcelamento fez consumo explodir

Carlos Santos/DN A comerciária Andriana Silva disse que conseguiu um melhor planejamento financeiro com os

O aquecimento provocado pela baixa renda é percebido principalmente no Nordeste, onde esse público é responsável por 52% do volume faturado pela indústria na região. Em estados como Bahia, Pernambuco e Ceará o número representa 60% ou mais. No Rio Grande do Norte é menos, 48% (veja infográfico com outros dados). O percentual engloba potiguares como a comerciária Adriana Silva, citada no início da matéria. Aos 35 anos de idade, casada e mãe de três filhos, ela enxerga nos cartões que possui a chance de comprar o que antes talvez não pudesse e que certamente pesaria bem mais no bolso se tivesse de pagar à vista. Ganha por mês R$ 600 numa loja que vende produtos alimentícios. O marido, cerca de R$ 650 trabalhando como segurança.

A comerciaria diz já ter comprado de tudo com os cartões, entre eles, pelo menos quatro de lojas e supermercados. As aquisições mais recentes foram uma estante e uma televisão 21 polegadas. No pacote também entram material escolar, outros eletrodomésticos, alimentação, roupas e sapatos. Mas o produto mais caro, foi um relógio de R$ 800, “dividido em 12 vezes sem juros e exatamente do jeito que o marido queria”. A taxa mais baixa ou inexistente encabeça a lista de vantagens que aponta para a forma de pagamento. Mas cita mais, entremeando a fala com sorrisos.

“Não preciso andar com dinheiro em espécie na bolsa, assim o risco de prejuízo com assalto, por exemplo, é menor. Também tenho a possibilidade de planejar melhor meus gastos no mês, comprando com a certeza de que não vou fugir do meu orçamento. Quem inventou o cartão devia ganhar um prêmio”. Ao analisar o perfil de consumo dos dois grupos - alta e baixa renda - a pesquisa divulgada pelo Itaú, parte de uma maior chamada “Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento”, elaborada mensalmente pela Itaucard, mostra que a participação da baixa renda nas compras em supermercados, padarias e farmácias chega a ser o dobro do apresentado pela alta renda.

Em compras parceladas, a diferença também é significativa, chegando a ser 4,5 vezes maior que as compras à vista, com tíquetes médios de R$ 182 e R$ 40, respectivamente. Na alta renda a diferença entre as compras parceladas e à vista é de 3,8 vezes, com tíquetes médios de R$ 339 e R$ 90, respectivamente.

O parcelamento ocorre, em geral, na aquisição de produtos como eletrônicos, materiais de construção e móveis, setores em que o público de baixa renda responde por 51% do faturamento, contra 22% de participação da população com renda superior à R$ 2.500. Para Adriana, quando a compra for acima de R$ 100 a saída geralmente é o cartão. “Isso se não tiver acréscimo. Faço de tudo para fugir dos juros”, acrescenta ainda.

Do Site:

http://diariodenatal.dnonline.com.br/site/materia.php?idsec=5&idmat=164387

27 de out. de 2007

Ministério prepara mudanças na fiscalização do leite

Medidas devem começar a valer daqui a 15 dias.Fiscais deverão ser treinados pela polícia.

O Ministério da Agricultura, junto com a Polícia Federal e o Ministério Público, está preparando mudanças no processo de fiscalização da produção do leite. O sistema é considerado ineficaz. A reformulação vai acabar com o fiscal fixo nas empresas. Ele será substituído por uma equipe com três ou quatro profissionais que vão ser treinados pela polícia.

As medidas do Ministério da Agricultura só devem começar a valer daqui a 15 dias, mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pela fiscalização do produto do transporte às prateleiras dos supermercados, diz que desde já o consumidor não precisa se preocupar.

Veja o site do Jornal Nacional

“O leite em que foi detectado uma não conformidade já está fora do mercado e portanto a população pode ficar tranqüila com relação ao produto que está a sua disposição nos super mercados”, esclarece o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo.

FraudeA descoberta da fraude em cooperativas de Minas Gerais pôs em dúvida a eficácia do sistema de fiscalização dos governos federal, estaduais e municipais. Para ser comercializado, o leite precisa ter um selo concedido às empresas que passaram por inspeção. São apenas 212 fiscais para 1700 laticínios em todo o país. Os grandes produtores têm fiscais fixos que trabalham dentro das empresas. O modelo é antigo, de 1950, e vem sendo criticado.

O coordenador da Câmara de Leite da Organização das Cooperativas Brasileiras, Vicente Nogueira, explica que o fato de o fiscal permanecer muito tempo na fábrica pode dificultar a sua avaliação da produção. “O fiscal permanecendo muito tempo na fábrica talvez perca aquela visão de auditor. É comum quando uma fábrica vai ser auditada pra exportação muitas não conformidades serem encontradas e o fiscal que estava na fábrica não ter visto antes”.

Prisões

Dos 27 detidos na operação Ouro Branco, da Polícia Federal contra adulteração do leite em Minas Gerais, apenas seis continuam presos. Na madrugada deste sábado (26), foi solto o engenheiro químico Pedro Renato Borges, suspeito de ter criado a fórmula à base de soda cáustica e água oxigenada misturada ao leite.

Do Site:

http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL160869-5598,00-MINISTERIO+PREPARA+MUDANCAS+NA+FISCALIZACAO+DO+LEITE.html

Vale estuda ter frota própria de navios

Empresa de transporte marítimo ajudaria a reduzir custo de frete

Alessandra Saraiva

Com a falta de navios e a disparada nos preços do frete, a Vale do Rio Doce já estuda criar uma empresa de transporte marítimo para minimizar os problemas de logística enfrentados hoje por seus clientes. O diretor executivo de Finanças da mineradora, Fábio Barbosa, não revela o modelo que vem sendo desenvolvido, mas adianta que a subsidiária seria dedicada ao transporte de produtos entre o Brasil e a China.

A mineradora ainda não decidiu se vai entrar no negócio sozinha ou em parceira. Entre os potenciais interessados estariam siderúrgicas estrangeiras que compram minério da Vale. As siderúrgicas chinesas absorvem atualmente cerca de 400 milhões de toneladas de minério de ferro e pelotas, sendo que cerca de 100 milhões são vendidos pela companhia brasileira. ''''Nossos clientes que são expostos ao mercado ''''spot'''' (à vista) têm lidado com custos crescentes de fretes'''', revelou.

A questão geográfica amplia os gargalos logísticos no transporte marítimo. Como a maior parte das vendas é para a Ásia, a viagem leva em média 45 dias entre o embarque do minério no Brasil e a chegada no porto chinês. Isso ocupa os navios por mais tempo, o que reduz ainda mais a oferta de embarcações disponíveis para contratação.

''''Há uma forte expansão na produção de navios, todos os estaleiros no mundo estão ocupados'''', afirmou Barbosa.

A Vale financia a construção de cinco grandes navios graneleiros para a comercialização de seus produtos. Além disso, ainda tem em carteira três embarcações herdadas da antiga Docenave. O diretor não vê um arrefecimento na procura por navios nos próximos anos por conta do aquecimento na demanda mundial por minério de ferro. A expectativa é de que o mercado transoceânico movimente cerca de 750 milhões de toneladas por ano.

Ao comentar sobre o aquecimento do mercado asiático, o diretor não descartou a possibilidade de que a empresa, em breve, atinja a marca de embarque de 100 milhões de toneladas de minério de ferro e pelotas para a China.

Nos primeiros nove meses do ano as vendas desses produtos para a China atingiram 70 milhões de toneladas, um crescimento de 22,7% ante igual período do ano passado.

Em 2006, a Vale fechou o ano com embarque de 75,7 milhões de toneladas para aquele país. ''''Estamos caminhando para atingir um embarque de 100 milhões para a China'''', disse, acrescentando que essa marca ''''pode acontecer mais cedo do que se imagina''''.

Segundo ele, ''''nada indica que o crescimento chinês vai desacelerar'''', disse, comentando ainda que a China já conta com reservas internacionais de US$ 1,6 trilhão, aproximadamente. Na avaliação do executivo, os próximos resultados chineses de PIB e produção industrial garantirão uma demanda aquecida para a compra de minério.

NÍQUEL

A queda do preço do níquel no mercado internacional não atrapalha os planos da Vale para uma das novas estrelas do seu portfólio. Na avaliação de Fábio Barbosa, a demanda dos países emergentes vai garantir o preço do metal.

Ele destacou que o níquel divide com o minério a maior parte da receita da empresa, e essa diversificação ajuda a equilibrar o resultado financeiro da companhia.

''''No segundo trimestre tivemos problemas com embarque de minério e o níquel foi muito bem, e no terceiro trimestre o minério foi muito bem... essa diversificação ajuda a lidar com as flutuações de curto prazo'''', explicou.

COM REUTERS

NÚMEROS

400 milhões de toneladas de minério de ferro e pelotas é a demanda anual das siderúrgicas chinesas

100 milhões de toneladas devem ser fornecidas à China este ano

70 milhões de toneladas de minério foram vendidas pela Vale à China de janeiro a setembro, 22,7%a mais que no mesmo período do ano passado

26 de out. de 2007

Olmert e Abbas voltam a se encontrar nesta sexta-feira

Reunião entre Olmert e Abbas termina com avanços

JERUSALÉM (AFP) — O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, e o presidente palestino, Mahmud Abbas, mostraram-se dispostos a elaborar um documento conjunto "significativo" para uma solução para o conflito da região antes da reunião internacional do final de 2007 em Annapolis, perto de Washington.

Os dois se encontraram novamente nesta sexta-feira durante duas horas e meia para tentar fazer avançar as negociações.

O presidente palestino e Olmert encarregaram suas equipes de negociadores de elaborar um documento conjunto para ser apresentado na reunião internacional desejada pelos Estados Unidos.

Este documento, que servirá de base às conversações sobre um tratado de paz, deve abordar questões importantes do conflito: as fronteiras do futuro Estado palestino, o destino dos refugiados, as colônias judaicas e Jerusalém.

Segundo o porta-voz de Olmert, Miri Eisin, o encontro, o segundo desde o início do mês, aconteceu na residência oficial de Olmert em Jerusalém, num clima desfavorável, devido à decisão de Israel de endurecer as sanções contra a população civil na Faixa de Gaza.

Uma equipe israelense e outra palestina de negociadores havia se reunido na quarta-feira para tentar acertar um documento conjunto visando à conferência de paz no Oriente Médio patrocinada pelos Estados Unidos.

Segundo a imprensa local, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, aprovou ontem um pacote de sanções contra a Faixa de Gaza, com cortes no forneciento de energia elétrica e combustível, além de restrições à movimentação de palestinos. A medida seria uma represália a ataques com foguetes.

Justiça anula processo contra viúva e filhos de Pinochet

Colaboração para a Folha Online

A família do ditador Augusto Pinochet teve uma vitória na Justiça chilena nesta sexta-feira. A Corte de Apelações de Santiago anulou os processos por suposto desvio de dinheiro público contra a viúva e quatro filhos do ditador, morto em dezembro passado.

Os processos foram apresentados em 4 de outubro pelo juiz Carlos Cerda, que investiga a origem da fortuna de Pinochet estimada em mais de US$ 20 milhões e mantida em contas no exterior, principalmente no Banco Riggs.

AP Jacqueline Pinochet (e) e Lucia pinochet (d), filhas do ex-ditador, em carro da polícia

Na ocasião, o juiz ordenou a detenção da família, que passou dois dias na cadeia, à exceção da viúva, Lucía Hiriart, que se sentiu mal e cumpriu prisão preventiva em um hospital militar.

O tribunal acolheu recurso a favor de Hiriart e dos filhos Marco Antonio, Lucía, Verónica e Jacqueline. O primogênito, Augusto Pinochet Hiriart, não havia recorrido e segue processado. Vários colaboradores do regime também escaparam.

O principal fundamento para a anulação é que o juiz, ao ouvir os acusados, não perguntou especificamente sobre o dinheiro.

Pinochet foi líder da junta militar que derrubou o presidente socialista Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973. Ele morreu aos 92 anos sem responder por seus crimes.

Até 1990, Pinochet esteve à frente do regime que prendeu mais de 130 mil pessoas, muitas mortas, outras, torturadas --como a atual presidente do Chile, Michelle Bachelet, 56.