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18 de fev. de 2008

O impasse entre a OAB e o STJ

A velha rivalidade corporativa entre magistrados e advogados irrompeu em guerra aberta com a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de recusar todos os nomes indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para a escolha do próximo ministro da Corte, pelo chamado “quinto constitucional”. A vaga foi aberta em dezembro, com a aposentadoria do ministro Antonio Pádua Ribeiro, que era o decano do STJ e corregedor nacional de Justiça.
O fato é inédito na história do STJ, que foi criado em 1989 para assumir as funções do antigo Tribunal Federal de Recursos. Nos Estados, há casos de rejeição de nomes indicados pelas seccionais da OAB, por parte dos Tribunais de Justiça. O mais rumoroso ocorreu há três anos em São Paulo, quando a última instância da Justiça estadual recusou todos os candidatos a desembargador que integravam uma lista sêxtupla enviada pela Ordem, sob a justificativa de que não preenchiam os requisitos de idoneidade moral e de notório saber jurídico exigidos pela Constituição. Os interessados apelaram ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas o julgamento do recurso se arrasta até hoje, por causa de sucessivos pedidos de vista.
No caso específico do STJ, um terço dos candidatos a ministro é selecionado entre magistrados dos Tribunais Regionais Federais, um terço é escolhido entre desembargadores de Tribunais de Justiça e um terço é dividido meio a meio entre integrantes do Ministério Público e advogados. Pelas regras vigentes, a OAB seleciona os candidatos da corporação e envia uma lista sêxtupla ao STJ. A Corte seleciona três, dentre os seis nomes propostos, cabendo ao presidente da República escolher um deles. Para integrar a lista tríplice enviada ao Palácio do Planalto, os nomes selecionados têm de receber metade mais um dos votos dos 33 ministros do STJ.
Os ministros do STJ usaram esse sistema de escolha para manifestar seu desagrado com a lista da OAB. Vários ministros decidiram não votar em nenhum dos nomes que constavam da lista sêxtupla e, assim, nenhum candidato recebeu os 17 votos necessários para integrar a lista tríplice a ser enviada ao presidente Lula. O candidato mais votado teve apenas 9 votos. A Corte não apresentou nenhuma justificativa oficial para essa decisão inédita, limitando-se a informar, em seu site, que cumpriu rigorosamente os procedimentos legais, tendo realizado as três votações exigidas pelo regimento.
Nos meios forenses comenta-se que os ministros do STJ chegaram a cogitar da possibilidade de devolver sumariamente à OAB a lista sêxtupla por ela enviada. Mas acabaram adotando a alternativa menos drástica do voto insuficiente. Os candidatos teriam sido recusados por três razões. Primeira, a idade. Por serem muito jovens, alguns não teriam experiência necessária para integrar um tribunal superior. A segunda razão está relacionada ao perfil dos candidatos e aos critérios pelos quais foram escolhidos. O fato de um advogado ter feito política corporativa no âmbito da OAB não lhe dá credenciais técnicas para integrar os quadros da magistratura. Finalmente, há o caso específico de um candidato recusado por ser filho de um antigo ministro do STF. Comenta-se, em Brasília, que alguns ministros dos tribunais superiores não veriam com bons olhos o ingresso no Judiciário, por meio do “quinto constitucional”, de filhos de colegas na ativa ou mesmo aposentados.
Como era de esperar, o Conselho Federal da OAB emitiu nota de protesto contra a decisão do STJ. Segundo o presidente da entidade, Cezar Britto, como o STJ não explicitou restrições técnicas aos candidatos, a corporação não irá elaborar uma nova lista sêxtupla. Com isso, o impasse está armado. Informalmente, os ministros do STJ afirmam que a Constituição lhes assegura o direito de escolha, permitindo-lhes aprovar ou rejeitar os candidatos pelo “quinto”. Por seu lado, a OAB alega que os tribunais superiores não podem interferir na composição das listas a eles enviadas e que a eventual rejeição de todos os nomes de uma lista tem de ser devidamente justificada por razões técnicas e objetivas.
Se não houver um recuo das duas partes, o caso terá de ser arbitrado pelo STF. E, como o processo é demorado, a vaga dos advogados no STJ não será preenchida tão cedo.
http://txt.estado.com.br/editorias/2008/02/18/edi-1.93.5.20080218.3.1.xml

Paquistaneses vão às urnas em clima tenso

Agências internacionaisO Globo Online

Um eleitor vota em uma eleição eleitoral em Karachi, no Paquistão/Reuters

ISLAMABAD e KARACHI - Temores de violência rondam a eleição geral do Paquistão nesta segunda-feira. Cerca de 80 mil tropas dão apoio à polícia nas eleições em que 81 milhões de paquistaneses irão às urnas para escolher os representantes de sua Assembléia Nacional e de seus quatro Parlamentos provinciais. Os cerca de 64.000 colégios eleitorais abriram suas portas às 8h (0h de Brasília), e fecharão às 17h (9h de Brasília), segundo a Comissão Eleitoral, que espera divulgar os primeiros resultados da votação por volta das 23h (15h de Brasília).

Após inúmeras tentativas de adiamento, o pleito ajudará a definir os rumos do país meses após o assassinato de Benazir Bhutto , ex-premier que governou o Paquistão por duas ocasiões, viveu no exílio e foi morta enquanto fazia campanha para seu partido.

Centenas de observadores internacionais monitoram de perto as eleições, mas não tiveram permissão de realizar pesquisas de boca-de-urna. O ministro do Interior do Paquistão, Hamid Nawaz, assegurou no domingo que pelo menos 386.000 policiais e soldados farão a segurança dos eleitores .

A União Européia enviou ao Paquistão a principal equipe de observadores, de 130 membros, que se deslocarão por todo o território, exceto nas regiões consideradas muito sensíveis.

- Não foi uma proibição do governo, mas por razões de segurança optou-se por não ir às áreas mais complicadas - explicou o líder da missão, o alemão Michael Gahler, que dará sua avaliação dois dias depois da votação.

O atentado a Bhutto e outros incidentes violentos desencorajaram políticos e eleitores, e o comparecimento às urnas nesta segunda pode ser baixo, estimam observadores internacionais. No sábado, explosão de um carro-carro-bomba provocou a morte de pelo menos 30 pessoas , entre elas integrantes do Partido Popular do Paquistão (PPP), de oposição e do qual fazem parte o marido e o filho de Benazir Bhutto. Fontes da polícia local informaram que um outro atentado a bomba, planejado para atingir o sul do país no dia da votação, foi desarticulado por forças militares.

Quase 81 milhões de pessoas, cerca de metade da população do país, se registraram para votar. Apesar do aparente interesse despertado entre muitos paquistaneses, poucos são os eleitores que manifestaram a vontade de comparecer às urnas. Estimativas dos principais partidos políticos paquistaneses indicam que apenas 30% do eleitorado cadastrado deve votar no pleito desta segunda-feira. ( Engajamento na campanha não significa presença nas urnas. Clique aqui e entenda

)

No total, 342 assentos da Assembléia Nacional - equivalente à Câmara dos Deputados -serão disputados pelos partidos locais.

Embora os paquistaneses possam escolher entre candidatos de 49 partidos políticos diferentes, três disputam a maioria do voto: a Liga Muçulmana do Paquistão-Q (PML-Q), que apóia o presidente, Pervez Musharraf, e é liderada por Chaudhry Hussein; o Partido Popular do Paquistão (PPP), dirigido pelo viúvo de Benazir Bhutto, Asif Zardari, e a Liga Muçulmana do Paquistão-N do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif.

( Clique aqui e saiba quem é quem nas eleições do Paquistão )

Também concorre o partido religioso Jamiat Ulema-e-Islam (JUI), principal membro da aliança Muttahida Majlis-e-Amal (MMA), que foi a grande surpresa das eleições de 2002 ao se erguer como terceira força parlamentar, atrás do PML-Q e do PPP.

Os outros membros da MMA convocaram um boicote da votação desta segunda-feira, da mesma forma que os representantes da minoria baluchi.

http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2008/02/18/paquistaneses

Parentes de vítimas do acidente da TAM fazem passeata em São Paulo

Encontro entre as famílias foi o sexto depois do acidente que matou 199 pessoas.
Passeata quis cobrar mais segurança no transporte aéreo.
Do G1, com informações do Bom Dia São Paulo

Parentes das vítimas do acidente com o vôo da Tam, que caiu em julho do ano passado, fizeram uma passeata nesse domingo (17) na capital. A "Caminhada pela Vida, Verdade e Justiça", como foi chamada pelos organizadores, quis sensibilizar a sociedade e cobrar mais segurança no transporte aéreo.

Esse foi o sexto encontro das famílias depois da tragédia com o Airbus da TAM que matou 199 pessoas em julho passado. A passeata começou na Assembléia Legislativa e foi até o local do acidente, onde houve uma celebração ecumênica, marcada por forte emoção. No lugar onde ficava o antigo prédio da Tam Express, que foi implodido, as famílias deixaram flores e rezaram juntas.

Discussão

Houve bate-boca na manhã deste sábado (16) entre o presidente da TAM, David Barioni Neto, e as famílias das vítimas do acidente com Airbus da companhia ocorrido em julho do ano passado. A discussão ocorreu por volta das 11h, em um hotel da capital.

"Não precisa ficar falando o que a gente já sabe", reclamou um dos familiares. Ao que Barioni respondeu: "Se o senhor preferir falar o que eu gostaria não há problema, eu me retiro. Se o senhor não quer que eu fale o que eu quero, eu posso me retirar".

Duzentos e quinze familiares se reuniram com representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e do Procon. Os parentes das vítimas queriam saber como andam as investigações sobre as causas do acidente e o inquérito policial que apura as responsabilidades pela tragédia.

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL302975-5605,00

Imagens mostram carro que se envolveu em acidente na Castello

Vítima seguia para o interior, mas deu meia volta e dirigiu cerca de 4 km na contramão.
Carro acabou colidindo de frente com uma carreta, na altura do Km 25 da rodovia.
Do G1, com informações da TV Globo

Imagens liberadas pela Via Oeste mostram os instantes que antecederam a colisão de frente entre um carro e uma carreta na altura do km 25 da Rodovia Castello Branco, em Barueri, na Grande São Paulo, por volta das 7h deste domingo (17).

Veja o site do Fantástico

O acidente terminou com a morte do motorista do carro, o bancário Kleber Plens, de 27 anos.

A vítima seguia para o interior de São Paulo, mas deu meia volta e dirigiu por cerca de 4 km na contramão, até colidir com uma carreta, segundo informações da concessionária Via Oeste, que administra a rodovia.

As imagens mostram o esforço de alguns carros para evitar um acidente. No entanto, de acordo com o motorista da carreta, Plens não tentou desviar.

PF ouvirá funcionários que saíram da Petrobras

Agencia Estado
A Polícia Federal pretende colher nesta semana depoimentos de funcionários da Petrobras, da Halliburton (empresa contratada pela estatal e dona dos notebooks furtados com dados sigilosos da companhia brasileira) e da Transmagno, responsável pelo transporte do contêiner em terra. Também há possibilidade de a PF convocar técnicos da Petrobras que atuam na área de exploração na sede da empresa e até mesmo ex-funcionários que tenham deixado a estatal nos últimos meses.
Uma fonte ligada à companhia lembrou que ao menos 40 técnicos da área de exploração saíram da Petrobras nos últimos quatro meses, atraídos pela concorrência em outras companhias petrolíferas nacionais e estrangeiras. ?Eles conheciam os procedimentos de transporte e detalhes da segurança.?
A Petrobras mantém sigilo sobre o assunto e não informou nem sequer se houve mudanças em seu procedimento de segurança de dados após o furto. Fonte ligada à cúpula da PF no Rio afirmou que as investigações devem seguir a linha que acredita em espionagem industrial. Segundo essa fonte, está praticamente descartada a hipótese de ter havido um roubo comum de equipamentos que, por coincidência, teriam dados importantes da empresa.
Comando da PF
A cúpula da Polícia Federal define hoje o nome de um de seus diretores para acompanhar passo a passo as investigações sobre o furto dos dados da Petrobras. O comando das investigações deverá continuar com a delegada Carla Dolinski, da PF de Macaé, responsável pela abertura do inquérito no dia 7.
Mas, segundo uma fonte da PF, além de um diretor da cúpula - do Rio ou de Brasília, ainda não definido - serão enviados agentes para reforçar as investigações. Uma das ações previstas pela polícia é a repetição de todo o trajeto percorrido pelo contêiner violado.
www.atarde.com.br/economia/noticia.jsf?id=840089

17 de fev. de 2008

Polícia Federal não enviou reforço no caso de furto na Petrobras

SERGIO TORRES

da Folha de S.Paulo, em Macaé (RJ)

A Superintendência da Polícia Federal do Rio arquivou o ofício em que a presidente do inquérito que apura o roubo de material de informática com dados secretos da Petrobras, Carla de Melo Dolinski, pedia reforço material e de pessoal para as investigações.

O ofício foi encaminhado pela delegada, diretora interina da Delegacia da PF em Macaé, à Drex (Delegacia Regional Executiva), cujo titular, delegado Marcos Fernandes, responde, na hierarquia, apenas ao superintendente Jacinto Caetano.

Assim que abriu o inquérito, no último dia 7, a delegada constatou que, com a carência de recursos e funcionários da Delegacia da PF em Macaé, seria difícil avançar nas investigações de um caso complexo, com suspeita de que tenha havido espionagem industrial.

O ofício em que ela pedia reforço chegou à sede da PF no Rio no último dia 8, um depois da abertura de inquérito. Não foi dado atenção ao documento. Por ordem de Fernandes, o ofício foi arquivado, embora a Petrobras já tivesse alertado a PF sobre a presença de dados estratégicos e sigilosos nos equipamentos furtados.

O roubo do material, em um contêiner que percorreu o trajeto entre a bacia de Santos e Macaé, foi registrado na superintendência da PF no dia 1º, na sede do Rio. Como era véspera de Carnaval, ficou decidido que a abertura de inquérito poderia esperar um pouco. Ela aconteceu no dia 7, em Macaé.

Com o vazamento das informações sobre o furto na Petrobras, na última quinta (dia 14), o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, procurou saber o que estava sendo feito e o estágio das investigações.

No dia seguinte, de manhã, ele conversou por telefone com o superintendente Caetano, de quem ouviu que as apurações estavam em uma espécie de estaca zero, mesmo após duas semanas do registro do roubo.

Corrêa exigiu providências de Caetano, que entrou em contato com a delegada. Ouviu dela que tinha dificuldades em investigar o caso por causa da falta de pessoal e de recursos. Falou que pedira reforço à Drex, mas sem obter resposta.

O superintendente procurou saber na Drex o que havia ocorrido. Descobriu que Fernandes, seu homem de confiança, havia vetado o pedido da presidente do inquérito. Ao comunicar esse fato ao diretor-geral, ouviu dele queixas a respeito da suposta inépcia da Drex e da superintendência no caso.

O diretor-geral da PF também determinou a Caetano que proibisse a delegada de dar entrevistas, o que ela fizera na véspera. E determinou a formação de um grupo de trabalho de apoio aos investigadores em Macaé. A ordem passou a ser dar agilidade ao inquérito.

Em entrevista à Folha na quinta, a delegada chegou a falar sobre a falta de pessoal, mas preferiu não se aprofundar quando questionada. "A gente tem carência de pessoal", limitou-se a responder Dolinski.

A Folha tentou ontem, sem sucesso, falar de novo com a delegada. Tentou também contato com o superintendente da PF no Rio e o delegado da Drex, mas nenhum foi localizado.

www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u373140.shtml