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24 de fev. de 2008

De devedor a credor

Desde que tomou seu primeiro empréstimo no exterior, em 1822, para bancar sua independência de Portugal, o Brasil foi visto como um devedor contumaz e, pior, péssimo pagador devido aos constantes calotes impostos a seus credores. Pois quinta-feira, o Banco Central informou que esse histórico desabonador foi enterrado de vez. O país encerrou janeiro com dinheiro suficiente em caixa para pagar toda a sua dívida externa, de US$ 197,7 bilhões, e ainda ficar com sobras de mais de US$ 4 bilhões, quando somadas as reservas internacionais (US$ 188,2 bilhões, até o dia 20 de fevereiro), os créditos que o Brasil tem a receber mais os depósitos de bancos brasileiros no exterior. Esse fato inédito, segundo o presidente do BC, Henrique Meirelles, ‘‘é resultado direto da implementação, nos últimos anos, de políticas macroeconômicas responsáveis e consistentes, baseadas no tripé responsabilidade fiscal, câmbio flutuante e metas para a inflação’’.
A informação deixou o presidente Lula nas nuvens. ‘‘É mais um trunfo que temos para mostrar o quanto o nosso governo está no caminho correto’’, afirmou a assessores. Até ser eleito presidente da República em 2002, Lula foi um defensor ardoroso do calote da dívida externa. O PT chegou a propor um plebiscito para referendar tal posição. Mas depois de tomar posse, Lula não só manteve o pagamento dos débitos em dia, como foi o principal incentivador do Banco Central na compra de dólares no mercado para reforçar as reservas internacionais. ‘‘Felizmente, prevaleceu o bom senso’’, disse Cristiano Souza, economista do Banco Real ABN Amro.
A expectativa de Lula, agora, é de que as agências de classificação de risco (rating) ‘‘se rendam aos fatos’’ e promovam o Brasil à condição de grau de investimento (investment grade) ao longo deste ano. Esse selo de qualidade não só atrairá mais investimentos estrangeiros, fundamentais para sustentar o processo de crescimento do país, como colocará o Brasil, na expectativa de Lula, em uma situação privilegiada neste momento de crise internacional, onde impera a desconfiança. ‘‘Seremos vistos como um porto seguro para o capital’’, ressaltou o presidente. Mas, para Rafael Guedes, diretor-executivo da Fitch Ratings, uma das três maiores classificadoras de risco do mundo, as chances de o Brasil ser elevado ao grau de investimento nos próximos dois anos são menores do que 50%.
Resistência maior
Na avaliação de Meirelles, o importante é que, ao seguir políticas econômicas consistentes, que permitiram ‘‘o acúmulo de reservas cambiais sem precedentes’’, o país aumentou sua resistência a choques. ‘‘A melhora expressiva nos vários indicadores de sustentabilidade externa do Brasil é um marco expressivo de nossa história. Essa melhora significa que estamos superando gradativamente um longo período caracterizado por vulnerabilidade e crises, causadas, principalmente, pela dificuldade em honrar o passivo externo do país’’, frisou.
Pelos cálculos do BC, a consistência econômica permitiu que, desde 2003, o Brasil registrasse fluxos positivos e crescentes em todas as contas por onde transitam recursos externos. Com isso, o banco pode ampliar as reservas internacionais do país de apenas US$ 16,3 bilhões no primeiro ano de mandato do presidente Lula para US$ 180,3 bilhões em dezembro passado e US$ 188,2 bilhões até anteontem. A maior parte desses recursos veio dos expressivos saldos da balança comercial, que, nos últimos cinco anos, somaram US$ 150,6 bilhões. O BC ressaltou ainda que também os investimentos estrangeiros diretos (IED), voltados para o aumento da produção e a criação de empregos, que atingiram US$ 34,6 bilhões em 2007 — recorde histórico —, a abertura de capital de empresas e as aplicações em bolsa de US$ 24,6 bilhões ajudaram a engrossar o fluxo de capital.
Com tantos recursos disponíveis, o Brasil antecipou em 2005 o pagamento de US$ 20,7 bilhões em empréstimos ao Fundo Monetário Internacional (FMI), pondo fim a uma tumultuada relação. Retirou do mercado todos os títulos vinculados a renegociações de calotes, como os C-Bonds, e pagou, também antecipadamente, as dívidas com o Clube de Paris. ‘‘Foi uma virada significativa na história do país’’, afirmou o economista Carlos Eduardo de Freitas, ex-diretor da Área Externa do BC, que integrou durante anos os grupos de renegociação da dívida brasileira. A seu ver, as críticas de vários economistas, de que o acúmulo de reservas pelo BC já passou do ponto, impondo pesados custos fiscais ao Tesouro Nacional, ficam diminuídas quando se olha o comportamento da economia brasileira em meio à grave crise internacional provocada pelo estouro da bolha imobiliária dos Estados Unidos.
No Rio, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a atual situação veio para ficar e permite ao país ‘‘impor respeito’’ em meio à crise de crédito externo, e esse respeito virá por meio da elevação do Brasil ao grau de investimento. Ele destacou que o cenário atual ‘‘habilita o país a ter um papel de protagonista no cenário internacional’’.
Vicente Nunes Da equipe do Correio
http://diariodenatal.dnonline.com.br/site/materia.php?idsec=5&idmat=168271

Soldados turcos atacam acampamento de grupo armado no Iraque

da Efe, em Istambul (Turquia)

Cerca de 5 mil soldados turcos com o apoio de 60 tanques atacaram no sábado (23) à noite o acampamento do grupo armado PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) em Haftanin, ao norte do Iraque, informou a agência pró-curda Firat.

A emissora de televisão NTV, da Turquia, acrescentou que aviões turcos bombardearam as posições do PKK ao longo da fronteira.

Simpatizantes da organização armada lançaram coquetéis molotov e queimaram dois carros no bairro curdo de Kagithane, em Istambul, mas os ataques não deixaram vítimas.

A base de Haftanin se encontra na zona oeste da divisa turco-iraquiano, perto da passagem fronteiriça de Habur, por onde os veículos pesados do Exército turco começaram a penetrar em território iraquiano durante a noite da última quinta-feira.

Até agora, a maioria dos combates havia sido registrada na zona leste da fronteira, em torno dos acampamentos dos rebeldes curdos em Zap e Hakurk.

O comandante Bahoz Erdal, da HPF (Forças de Defesa Popular), o braço militar do PKK, disse em entrevista à agência Firat que os soldados turcos haviam se concentrado nos primeiros dias da operação em tomar o acampamento de Zap, mas não conseguiram por causa da resistência do grupo.

Além disso, acusou o presidente do Iraque, Jalal Talabani, de ser o artífice da operação contra o PKK no Iraque e de ter "convidado" o Exército turco a chegar até as montanhas Kandil, onde se encontra o quartel-general da organização armada curda.

O PKK afirma já ter matado 23 soldados turcos, dos quais o Exército turco só reconhece sete, que serão enterrados hoje com honras militares na Turquia.

Por sua parte, o Estado-Maior da Turquia afirma ter matado 79 militantes da guerrilha.

Erdal pediu que os curdos se rebelem contra "a ocupação do Curdistão Sul", como o grupo chama a região autônoma do Curdistão iraquiano.

"Os jovens curdos devem dar uma resposta às operações nas grandes cidades. As guerrilhas do Curdistão não são formadas só por 7 ou 10 mil pessoas, mas por centenas de milhares. Em todas as metrópole turcas, os jovens curdos devem realizar ações de protesto", afirmou o comandante do PKK.

www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u375423.shtml

Problema de Hillary é organização

Senadora perde para Obama em total de delegados, voto popular, pesquisas nacionais de opinião e total arrecadado

Linda Feldmann, THE CHRISTIAN SCIENCE MONITOR, WASHINGTON

Quando a poeira assentou, depois da Superterça, Barack Obama e Hillary Clinton estavam engalfinhados numa disputa mortal pela nomeação do Partido Democrata. Desde então, nas duas últimas semanas, o senador Obama disparou, vencendo 11 primárias e caucuses seguidos e empurrando a senadora contra a parede.

Agora Obama supera a ex-primeira-dama em quase todos os parâmetros: total de delegados, voto popular, pesquisas nacionais de opinião e total arrecadado. O que aconteceu? Da parte de Hillary, seus problemas representam um fracasso de planejamento e organização.

Sua campanha agiu sobre o pressuposto de que ela teria a nomeação garantida com as 22 disputas de 5 de fevereiro e gastou de acordo com isso. A falta de um plano B a deixou correndo atrás de dinheiro e de organização, tardiamente, após a Superterça.

O fato de isso estar acontecendo com os Clintons - até então a equipe mais hábil da política democrata - deixou o meio político estupefato. “Se toda uma estratégia de campanha está baseada na crença de que uma data particular é decisiva e, se diante de evidências em contrário, descobre-se que é difícil abandonar esse pressuposto, então é possível ser muito experiente e ainda ser apanhado de calças curtas”, diz William Galston, um ex-consultor do presidente Clinton que trabalha na campanha de Hillary.

Para Galston, Obama, ao contrário, reuniu um time que parece ter um bom conjunto. Ele imaginou e executou habilmente um plano de jogo. “As pessoas vão escrever sobre essa campanha durante muito tempo como um manual de como tirar vantagem das circunstâncias e de como reforçar seus pontos fortes e atenuar suas fraquezas”, disse Galston.

O contraste na organização das duas campanhas levanta uma questão inevitável. Será que elas indicam como cada candidato funcionaria como presidente? Para Hillary, cujo marido diz que ela precisa ganhar tanto no Texas como em Ohio para continuar na briga, a questão é crucial. Como ela pode convencer os eleitores de que está pronta para liderar a nação desde o primeiro dia se sua campanha fracassou? Ao mesmo tempo, a habilidade de Obama para montar uma equipe, prever e planejar uma campanha longa, pode não dizer ao público muito sobre como ele funcionaria como presidente. Afinal, a história americana está cheia de presidências falidas.

Em última instância, o bom planejamento é que leva um candidato mais longe. No caso de Obama, dizem os analistas, a habilidade para explorar o estado de espírito nacional e articular uma mensagem atraente foi fundamental para o seu sucesso até agora.

“Essa eleição vai ser parecida com a de 1980, quando o ânimo estava baixo e havia um mal-estar no país”, diz Stephen Wayne, cientista político da Universidade de Georgetown, em Washington. “Ronald Reagan ofereceu esperança. É exatamente o que Obama está oferecendo.”

No entanto, ninguém está considerando Hillary carta fora do baralho. Existe a possibilidade de que, à medida que Obama se aproxime da vitória, um escrutínio mais intenso da imprensa produza histórias que prejudiquem sua candidatura. Contudo, Hillary não pode contar com isso.

O plano de salvação de sua campanha começa com sua vitória nos três Estados mais ricos em delegados que ainda não votaram: Texas, Ohio e Pensilvânia (cuja primária será em 22 de abril). Numa videoconferência realizada na quarta-feira com repórteres, Harold Ickes, o destacado consultor da campanha de Clinton, afirmou que se ela vencer nos três Estados dificilmente um dos candidatos terá o número de delegados suficiente para assegurar a nomeação. Nesse caso, de acordo com ele, Hillary garantiria a candidatura do partido obtendo apoio dos superdelegados na convenção.

Apesar de Hillary estar hoje na frente em número de superdelegados, não há nenhuma garantia de que eles se alinhem com ela, especialmente se os eleitores em seus Estados tiverem votado em Obama.

Na corrida pelo levantamento de fundos, Hillary também está em apuros. Seus números de janeiro são ridículos diante dos de Obama. Ele reportou ter arrecadado quase US$ 37 milhões, cerca de US$ 5 milhões a mais do que dezembro, e diz ter gastado US$ 31 milhões. Hillary levantou cerca de U$$ 15 milhões - menos da metade do que arrecadou seu adversário - e emprestou a si mesma outros US$ 5 milhões, tendo gastado US$ 29 milhões, o que significa que sua campanha está se endividando.

Obama está levantando cerca de US$ 1 milhão por dia e tem uma carteira de doadores de cerca de 1 milhão de pessoas. Os números de Hillary para fevereiro ainda não estão disponíveis, mas sua campanha diz que ela está levantando o que precisa para continuar competitiva.

Mesmo assim, em política, o dinheiro acompanha o vencedor. Sendo assim, a derrota da senadora por 58% a 41% em Wisconsin, na terça-feira, não foi um grande fator de promoção.

http://txt.estado.com.br/editorias/2008/02/24/int-1.93.9.20080224.14.1.xml

23 de fev. de 2008

Anvisa libera anticoncepcional Contracep

MÁRCIO PINHO da Folha de S.Paulo

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) revogou a interdição de todos os lotes do anticoncepcional injetável Contracep, que não puderam ser comercializados desde novembro de 2007 até ontem, quando nova resolução foi publicada no "Diário Oficial".

À época, laudos do Instituto Adolfo Lutz de SP mostraram que três lotes do produto tinham problemas -uma quantidade de hormônios menor que a esperada, por exemplo. Isso colocou em xeque a eficácia do remédio, o que fez a Anvisa suspender as vendas por 30 dias. A suspensão foi renovada em dezembro por tempo indeterminado.

Houve relatos de pelo menos três mulheres que disseram ter engravidado usando o remédio.

Segundo a Anvisa, a liberação do Contracep se deu após a fabricante EMS Sigma Pharma mostrar exames atestando a segurança do anticoncepcional.

Em nota, a EMS disse que "desde o início do processo tinha certeza da qualidade e segurança do Contracep e realizou testes em cinco laboratórios autorizados pela Anvisa, cujos laudos comprovaram a qualidade do medicamento."

Anvisa e EMS não tinham se entendido até ontem, contudo, em relação a que lotes dos medicamentos poderão ser comercializados. A assessoria de imprensa da Anvisa informou que, por um acordo com a EMS, os lotes de 2007 não poderiam voltar às farmácias, e que apenas os novos, deste ano, poderiam ser vendidos. Uma nova resolução deverá ser publicada com essa informação.

Já a assessoria da EMS disse que o laboratório entendeu, pelo texto da resolução, que lotes antigos poderão ser vendidos.

A Secretaria da Saúde de SP, Estado onde houve a primeira interdição, disse receber com "estranheza" a liberação e que conversará com a agência sobre o tema na segunda-feira.

Após os laudos do Adolfo Lutz, técnicos do CVS (Centro de Vigilância Sanitária) de SP e da Anvisa inspecionaram a fábrica da EMS em Hortolândia (SP) e detectaram alteração na fórmula do Contracep e problemas em diversas fases de fabricação. A Anvisa nega ter recebido esse resultado da inspeção.

www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u375251.shtml

Cristiano Ronaldo dá show, e United vence

Atacante marca duas vezes contra o Newcastle e assume artilharia isolada do Inglês
GLOBOESPORTE.COM Newcastle, Inglaterra

A torcida do Newcastle deve estar ‘entalada’ com Cristiano Ronaldo. Há pouco mais de um mês, o atacante tinha anotado o seu primeiro hat trick (três gols em uma partida) na goleada de 6 a 0 do Manchester United sobre os Magpies. Neste sábado, em duelo válido pela 27ª rodada do Campeonato Inglês, o português deu mais um show – só não marcou três gols porque foi substituído logo após anotar o segundo - e garantiu a vitória dos Red Devils por 5 a 1 no estádio St. James Park.

Com o resultado, o Manchester chegou aos 61 pontos, se mantendo na 2ª posição e está agora a três pontos do líder Arsenal.

O jogo

Mesmo jogando fora de casa, o Manchester United impôs seu ritmo desde o começo da partida. O Newcastle, por sua vez, tentava criar alguma coisa com o Owen e Smith, mas acabava esbarrando no mau dia de sua dupla de ataque.

Cristiano Ronaldo estava apagado na partida. Mas aos 26, em bela jogada individual pela ponta esquerda, cruzou na medida para Rooney abrir o placar.

Aos 45 minutos da etapa inicial, o volante Carrick deu ótimo passe e o ‘gajo’ ampliou o placar com um belo toque de chapa.

No segundo tempo, Cristiano Ronaldo voltou a infernizar a defesa dos Magpies. Aos 10, o atacante se livrou do zagueiro Taylor com um drible de corpo, cortou o goleiro Harper e só não entrou com bola e tudo porque não quis. 3 a 0 para os Red Devils e 21 gols para Cristiano Ronaldo na Premier League. O português, que foi substituído aos 21 minutos por Saha – Ferguson queria poupá-lo -, é o artilheiro isolado do torneio.

Aos 33, Faye descontou para o time da casa. Mas Rooney, após pegar um rebote da defesa, transformou a vitória em goleada com um belo chute de fora da área aos 35. Saha, aos 46 minutos, ainda fez mais um para o Manchester.

http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Futebol/ Campeonatos/0,,MUL311240-4843,00.html

22 de fev. de 2008

Bombeiros resgatam 14º corpo de vítima de naufrágio no AM

Barco com 110 pessoas afundou na madrugada desta quinta-feira. Resgate deve durar até o fim de semana, segundo Capitania Fluvial da Amazônia.
Do G1, em São Paulo, com informações da TV Amazonas

Catorze corpos de vítimas do naufrágio do barco Almirante Monteiro foram resgatados no Rio Amazonas, segundo informações do coronel Antonio Dias dos Santos, comandante do Corpo de Bombeiros do Amazonas.

O último corpo, de uma criança, foi localizado na manhã desta sexta-feira (22) depois de o trabalho de resgate ter sido retomado pela Capitania Fluvial da Amazônia e pelo Corpo de Bombeiros do Amazonas. As lanchas voltaram ao local do acidente às 8h (horário de Brasília).

A embarcação afundou na madrugada desta quinta-feira (21), em Itacoatiara (AM), com cerca de 110 pessoas, após bater em uma balsa. Noventa e duas pessoas foram resgatadas com vida.

O trabalho de busca foi suspenso no fim da tarde, por questão de segurança, e deve seguir até o fim de semana, segundo a Capitania Fluvial.

Entre os mortos estão pelo menos cinco crianças, de acordo com informações dos bombeiros. Os corpos das vítimas foram levados para Novo Remanso, de onde serão transportadas em uma lancha da Polícia Militar até o Instituto de Medicina Legal (IML) de Manaus.

Investigação

A Capitania dos Portos de Manaus conseguiu encontrar o comandante da embarcação naufragada. Ele teria dito que o barco saiu de Alenquer (PA) com 70 passageiros e 12 tripulantes. Ao longo do percurso, houve embarques e desembarques. A estimativa é de que, no momento do acidente, cerca de 110 pessoas estavam no Almirante Monteiro.

De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros do Amazonas, as primeiras vítimas foram resgatadas por uma embarcação que passava pelo local no momento do acidente. "Por sorte, um barco da Polícia Civil estava por perto e conseguiu retirar da água a maior parte das vítimas. Acredito que se não fosse isso, uma catástrofe teria acontecido aqui."

Um inquérito administrativo será instaurado para apurar o acidente, sob a coordenação da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, que terá o prazo inicial de 90 dias para ser concluído, podendo ser prorrogado por até um ano.

Colisão

O barco Almirante Monteiro afundou após bater em uma balsa. A Marinha informou, em nota, que o naufrágio ocorreu perto da Foz do Paraná da Eva, próximo à margem esquerda do Rio Amazonas. As vítimas resgatadas estão em vários pontos do rio. A forte correnteza no local deve dificultar o transporte das pessoas para o destino final.

A embarcação tinha capacidade para 165 pessoas.

http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL309999 -5598,00-BOMBEIROS+RESGATAM+CORPO+ DE+VITIMA+DE+NAUFRAGIO+NO+AM.html