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24 de fevereiro de 2008

Soldados turcos atacam acampamento de grupo armado no Iraque

da Efe, em Istambul (Turquia)

Cerca de 5 mil soldados turcos com o apoio de 60 tanques atacaram no sábado (23) à noite o acampamento do grupo armado PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) em Haftanin, ao norte do Iraque, informou a agência pró-curda Firat.

A emissora de televisão NTV, da Turquia, acrescentou que aviões turcos bombardearam as posições do PKK ao longo da fronteira.

Simpatizantes da organização armada lançaram coquetéis molotov e queimaram dois carros no bairro curdo de Kagithane, em Istambul, mas os ataques não deixaram vítimas.

A base de Haftanin se encontra na zona oeste da divisa turco-iraquiano, perto da passagem fronteiriça de Habur, por onde os veículos pesados do Exército turco começaram a penetrar em território iraquiano durante a noite da última quinta-feira.

Até agora, a maioria dos combates havia sido registrada na zona leste da fronteira, em torno dos acampamentos dos rebeldes curdos em Zap e Hakurk.

O comandante Bahoz Erdal, da HPF (Forças de Defesa Popular), o braço militar do PKK, disse em entrevista à agência Firat que os soldados turcos haviam se concentrado nos primeiros dias da operação em tomar o acampamento de Zap, mas não conseguiram por causa da resistência do grupo.

Além disso, acusou o presidente do Iraque, Jalal Talabani, de ser o artífice da operação contra o PKK no Iraque e de ter "convidado" o Exército turco a chegar até as montanhas Kandil, onde se encontra o quartel-general da organização armada curda.

O PKK afirma já ter matado 23 soldados turcos, dos quais o Exército turco só reconhece sete, que serão enterrados hoje com honras militares na Turquia.

Por sua parte, o Estado-Maior da Turquia afirma ter matado 79 militantes da guerrilha.

Erdal pediu que os curdos se rebelem contra "a ocupação do Curdistão Sul", como o grupo chama a região autônoma do Curdistão iraquiano.

"Os jovens curdos devem dar uma resposta às operações nas grandes cidades. As guerrilhas do Curdistão não são formadas só por 7 ou 10 mil pessoas, mas por centenas de milhares. Em todas as metrópole turcas, os jovens curdos devem realizar ações de protesto", afirmou o comandante do PKK.

www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u375423.shtml

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