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18 de mar. de 2008

Avião com deportados causa tumulto no Recife

Aeronave que levava 405 passageiros de maioria espanhola em vôo Madri-Buenos Aires faz pouso de emergência

Angêla Lacerda, de O Estado de S.Paulo

RECIFE - Um problema na turbina de um avião que fazia o percurso Madri-Buenos Aires e levava 405 passageiros fez um pouso de emergência no aeroporto internacional dos Guararapes, em Recife, nesta madrugada. Entre os passageiros do vôo 1135 da Aerolineas Argentinas - a maioria espanhóis, segundo o jornal El Pais -, estavam nove deportados da Espanha por "motivos administrativos": sete argentinos, um paraguaio e um chileno.

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Cerca de 35 deles tentam chegar ao destino pegando vôos de empresas brasileiras. Um argentino acusado de 42 homicídios e escoltado por policiais da argentina é o único que não pode deixar o aeroporto. Ele esta sendo extraditado para seu país.

A diretora da companhia aérea no Brasil, Eliane Pucciariello, disse ao estadao.com.br que, na verdade, o vôo levava 385 passageiros de maioria argentina. A diretora desmentiu também o fato de que o pouso forçado teria sido causado por problemas técnicos. "Venceu o horário da tripulação", disse.

Os passageiros estão sendo acomodados em hotéis e devem embarcar para Buenos Aires por volta das 22 horas. Uma outra aeronave da empresa está sendo aguardada no Recife para levá-los.

Todos os passageiros serão alojados num hotel, assinalou a companhia aérea, depois de permanecerem no aeroporto brasileiro "durante sete horas sem poder sair". Os viajantes também criticaram a incompetência da companhia, que "não deu nenhuma explicação".

Ao El Pais, os passageiros classificaram como "seqüestro" a ação das autoridades brasileiras, que impedem os impede de sair do aeroporto durante a longa espera.

"É intolerável essa atitude das autoridades do Brasil", declarou um dos passageiros presos, destacando que em circunstâncias normais poderiam abandonar o aeroporto somente com o passaporte.

O incidente acontece durante a crise nos aeroportos entre Brasil e Espanha. Nas últimas semanas, as autoridades brasileiras impediu a entrada no País de estrangeiros que não cumprem os requisitos necessários, em represália às deportações de brasileiros na Espanha.

Segundo fontes do Ministério de Assuntos Exteriores e Cooperação da Espanha, o cônsul espanhol em Salvador, Antonio Polidura, já começou a tomar medidas para resolver o impasse desta terça-feira.

(Com Gabriel Pinheiro, do estadao.com.br)

www.estadao.com.br/cidades/not_cid142243,0.htm

Dalai Lama pede fim de violência e ameaça

O Dalai Lama pediu nesta terça-feira o fim dos protestos violentos no Tibete e negou a acusação do primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, que o acusou de incitar a atual onda de violência na região.

"Até o primeiro-ministro me acusou de ter iniciado todas estas coisas", afirmou. "Na verdade, não. Se vier aqui e investigar nossos arquivos, todos os registros de meus discursos, o primeiro-ministro saberá o quanto foi distorcido por autoridades locais."

"Violência é contra a natureza humana", acrescentou. "Nós não deveríamos desenvolver sentimentos anti-chineses. Nós precisamos viver juntos lado a lado."

Durante a entrevista em Dharamsala, na Índia, onde vive exilado, o Dalai Lama sugeriu que os protestos contra a China saíram de controle e ameaçou deixar o posto de chefe do governo tibetano no exílio.

"Se as coisas estão fugindo ao controle, então a opção é renunciar totalmente (como líder político)", afirmou o líder tibetano. "Este movimento está além do nosso controle."

Domínio chinês

A atual onda de violência que tomou conta do Tibete começou no último dia 10, quando começaram os novos protestos de tibetanos contra o domínio chinês.

Segundo as autoridades chinesas, 13 pessoas foram mortas por manifestantes em Lhasa, a capital do Tibete.

No entanto, tibetanos que vivem no exílio dizem que 99 manifestantes foram mortos pelas forças de segurança chinesas durante a repressão aos protestos.

Em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira, o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao fez os primeiros comentários desde o início da onda de violência.

Além de acusar o Dalai Lama de incitação à violência, Jiabao também afirmou que a alegação do líder espiritual tibetano de que autoridades chinesas cometeram um "genocídio cultural" no Tibete "não passa de mentira".

Protestos

Os protestos começaram como uma reação à notícia de que monges budistas teriam sido presos depois de realizar uma passeata para marcar os 49 anos de um levante tibetano contra o domínio chinês.

As manifestações tibetanas dos últimos dias já são consideradas os maiores e mais violentos protestos do tipo dos últimos 20 anos.

O Dalai Lama - que ganhou o prêmio Nobel da Paz em 1989 por sua oposição ao uso de violência na busca pela autonomia do Tibete - já apelou várias vezes pelo diálogo com a China.

Na segunda-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse estar preocupado com a violência no Tibete e pediu que a China seja tolerante com os manifestantes.

Os protestos entraram em sua segunda semana e se espalharam para províncias próximas da região do Himalaia, como Gansu, Qinghai e Sichuan.

Em Lhasa, é grande o número de policiais nas ruas. Na segunda-feira, venceu um prazo do governo chinês para que os manifestantes se entregassem à polícia ou ficassem sujeitos a punições, mas ainda não há informações de uma ação dos militares.

De acordo com Daniel Griffiths, correspondente da BBC que está no oeste da China, longos comboios de veículos militares se dirigiram para o Tibete pelas montanhas. Há informações não confirmadas de que soldados estão isolando cidades na região.

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17 de mar. de 2008

Cobertura completa: a revolta no Tibete

Do G1, em São Paulo
Foto: Arte: G1
Arte: G1
Mapa mostra o Tibete e a China (Foto: Arte: G1)

A notícia da prisão de monges budistas que realizavam passeata para lembrar um levante tibetano deu início a uma série de protestos contra o domínio chinês na região, e a vários confrontos entre manifestantes e a polícia. A China buscar admite que pelo menos dez pessoas morreram nos choques, mas o Tibete fala em mais de 80 mortos.

Entenda os protestos no Tibete

VC no G1: já foi ao Tibete? Envie fotos ao G1

A população da região autônoma do Tibete reivindica sua independência do governo chinês, que alega questões históricas para manter o comando do local. A economia também motiva a disputa, já que o Tibete alega uma crescente migração de chineses para a região.

Os protestos atuais tiveram início em 10 de março, quando monges que celebravam 49 anos de um levante contra o domínio chinês.

Os manifestantes aproveitam a visibilidade internacional da china, por conta da proximidade dos Jogos Olímpicos de Pequim para potencializar os protestos em todo o mundo.

No Nepal, centenas de pessoas criticaram a realização das Olimpíadas na China, um país que eles dizem não respeitar os direitos humanos. Houve confronto com policiais e prisões. Na Índia, a ação foi pacífica.


Por conta dos confrontos violentos em Lhasa, capital histórica da província, o Exército chinês fechou as fronteiras do Tibete.

O líder Dalai Lama pediu que o governo chinês pare de usar a força e comece a dialogar. Ele protestou contra a censura à imprensa no país, que é pesada até mesmo contra redes de TV internacionais. Nem BBC e CNN escapam.


Os confrontos entre chineses e tibetanos já deixaram ao menos dez mortos, segundo dados do governo.

A TV estatal chinesa divulgou algumas das imagens dos protestos contra o governo de Pequim. Assista ao lado.

O governo tibetano no exílio pediu que ONU envie um representante para investigar a violação dos direitos humanos em Lhasa.


Depois do registro de mortos nos confrontos entre manifestantes pela independência tibetana e a polícia chinesa, o Dalai Lama acusou a China de cometer genocídio cultural no Tibete.

A China reconhece apenas dez mortos nos protestos de sábado contra o domínio de Pequim no Tibete, mas o líder Dalai Lama afirma que este número pode passar de 80.

As manifestações na China ganharam apoio de ativistas do mundo inteiro, que passaram a protestar contra a violência na região.


Por conta da reação internacional, o governo chinês passou a tentar evitar novos conflitos no Tibete até Olímpiadas.

Em Pequim, estudantes começara a segunda semana de protestos com uma manifestação pacífica em uma universidade.

Depois de uma semana, chegou ao fim o prazo dado pela China para que dissidentes envolvidos em processos na capital do Tibete se entregassem às autoridades.

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL353879-5602,00- COBERTURA+COMPLETA+A+REVOLTA+NO+TIBETE.html

Menina de 12 anos está presa no MS há cinco dias

Colaboração para a Folha Online

Uma menina de 12 anos está presa na delegacia de Sidrolândia (interior do Mato Grosso do Sul) há cinco dias por desacato à autoridade. Ela foi presa na última terça-feira (11) depois que sua família denunciou à Polícia Civil da cidade sua fuga com um rapaz de 18 anos.

Informada sobre a denúncia da família, a menina se apresentou à delegacia e, durante uma discussão, teria dado um soco no delegado. Ela foi presa logo depois da agressão, informou a polícia.

A jovem está presa em uma cela separada, onde recebe alimentação e visitas esporádicas da família. De acordo com a polícia, a família ainda não tem advogado e não há previsão de libertação da jovem.

Segundo a polícia, ela teria fugido com o rapaz por ser impedida pela família de namorá-lo. O rapaz está foragido.

www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u382540.shtml

16 de mar. de 2008

EUA não libera testemunha-chave do escândalo Spitzer

'Delatora', a prostituta Andréia Schwartz não estava no vôo que trouxe 10 deportados de volta ao Brasil

Maria Rehder, do Jornal da Tarde

Acordo permitiu a extradição de Andréia

Reprodução

Acordo permitiu a extradição de Andréia

SÃO PAULO - A prostituta Andréia Schwartz não estava no vôo 951, que veio de Nova York e trouxe dez deportados ao Brasil, segundo o delegado da Polícia Federal, Fabio Muniz. Testemunha-chave no escândalo sexual que levou o ex-governador de Nova York Eliot Spitzer a renunciar na quarta-feira, a volta de Schwartz ao País estava prevista para este sábado, após um acordo de extradição com a Promotoria dos Estados Unidos pela colaboração que permitiu o desmantelamento da rede de prostituição com que Spitzer foi vinculado, disseram familiares da prostituta ao estadao.com.br.

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Andréia Schwartz, presa desde 2006 nos Estados Unidos por exploração da prostituição, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, fez um acordo com o FBI para passar informações em troca de uma pena mais branda.

Segundo o jornal New York Post, Andréia teria relatado o método usado por Spitzer para remunerar o clube, afirmando que ele faria depósitos na conta de uma empresa fantasma, a QAT Consultoria, ligada à Emperors. A Promotoria americana ainda investiga os movimentos ilegais na conta do governador e a possibilidade dele ter usado verba de sua campanha e até mesmo pública para financiar os encontros - prática considerada crime, pois implica em usar esse tipo de recursos para fins pessoais.

O jornal afirma ainda que Andréia trabalhou para a Emperors antes de abrir a sua própria agência de encontros. Segundo o processo, ela teria sido presa quando afirmou a um policial à paisana com gravador e microcâmera que liderava a rede de prostituição desde 2001. Ela também foi acusada de tentar comprar um andar inteiro do Hotel Plaza, na 5.ª avenida, com dinheiro da máfia italiana.

www.estadao.com.br/internacional/not_int141162,0.htm

Governo tibetano no exílio estima 80 mortes em confrontos

O governo do Tibete no exílio estima que pelo menos 80 pessoas morreram nos protestos contra o domínio chinês na região autônoma na sexta-feira e no sábado.

As autoridades tibetanas beaseadas na Índia afirmam que o número foi confirmado "por diversas fontes", mas o governo da região autônoma, que tem o apoio de Pequim, reconhece dez mortos.

"As informações vêm de parentes e de fontes do nosso departamento de segurança. Elas (informações) foram confirmadas várias vezes", disse Tenzin Takla, uma fonte próxima ao Dalai Lama, líder espiritual dos tibetanos.

Ainda segundo Takla, entre os 80 mortos estariam 26 pessoas mortas no sábado perto da prisão de Dratchi, em Lhasa.

Outros corpos foram encontrados perto do templo budista de Ramoche, de uma mesquita e de uma catedral.

As restrições impostas pela China à entrada de jornalistas estrangeiros no Tibete torna a apuração do que está acontecendo no local extremamente difícil.

Genocídio cultural

Neste domingo, o líder espiritual do Tibete, Dalai Lama, pediu uma investigação internacional sobre o que caracterizou como genocídio cultural cometido pelas autoridades chinesas na região autônoma.

Em uma entrevista à BBC, o lama - palavra tibetana que designa o mestre ou líder espiritual - disse ter sentido "o mesmo espírito de 1959", quando o último grande levante tibetano contra a ocupação chinesa acabou obrigando-o a se exilar no exterior.

"(A situação) se tornou muito, muito tensa. O lado tibetano está determinado. O lado chinês está igualmente determinado. Isso significa: mortes e mais sofrimento", declarou ele.

"O governo chinês não está vendo a realidade. Eles acham que só porque têm armas têm o controle. Sim, podem controlar. Mas não podem controlar a mente humana. Quanto mais repressão, mais ocupação militar e mais repressão militar, mais ressentimento."

As declarações foram feitas em Dharamsala, no norte da Índia, onde o guru vive desde 1959. Mais tarde, ele falou a um grupo de jornalistas e pediu uma investigação para "descobrir o que está acontecendo" na região do Tibete.

"Por favor, investiguem por sua conta, ou se possível com alguma organização internacional, primeiro, qual é a situação no Tibete, e quais são os prejuízos", pediu ele aos repórteres.

"Que o governo chinês admita ou não, este é o problema. O problema é que uma nação com um patrimônio cultural antigo está enfrentando sérios perigos."

Amigos e inimigos

Neste domingo, a capital do Tibete, Lhasa, amanheceu tranqüila, com soldados chineses patrulhando as ruas da cidade e do centro velho.

Uma emissora de TV de Hong Kong afirmou que cerca de 200 veículos militares, cada um carregando 60 soldados armados, estão na cidade.

A BBC apurou que tropas da província vizinha de Chengdu tiveram as férias canceladas e estão aquarteladas.

"Diferencie entre inimigos e amigos, mantenha a ordem", diz uma mensagem emitida em altos-falantes públicos na cidade.

Jovens radicais

O governo deu aos manifestantes um prazo até a meia-noite da segunda-feira para se renderem.

As autoridades tibetanas prometeram poupar aqueles que se arrependerem - e responder "com força" aos que insistirem no que qualificam de "atos criminosos".

Mas o Dalai Lama disse não poder garantir que os manifestantes voltem atrás, mesmo que ele faça apelos pelo fim da violência.

"Não sei (se os manifestantes estão dispostos a se render)", disse ele à BBC. Segundo o lama, as gerações mais jovens, tanto no Tibete quanto no exílio, estão mais ressentidas e menos tolerantes em relação à China que gerações anteriores.

Na sexta-feira, os manifestantes perseguiram chineses que vivem na cidade, acenderam fogueiras para incendiar seus pertences, realizaram saques e queimaram lojas.

De outro lado, a polícia teria utilizado bombas de gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes que desafiaram o toque de recolher imposto pelo governo chinês.

"Não estamos querendo independência ou secessão", disse o Dalai Lama. "Estou totalmente comprometido com a estabilidade, unidade. Isto é essencial. Mas a estabilidade e a unidade devem vir do coração."

O líder espiritual tibetano enfatizou que ainda apóia a realização das Olimpíadas em Pequim, em agosto.

Em sua opinião, é a oportunidade para os chineses demonstrarem alinhamento aos princípios da democracia e da liberdade de expressão.

http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2008/03/16/governo _tibetano_no_exilio_estima_80_mortes_em _confrontos-426257990.asp