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31 de mar. de 2008

Pai da menina que caiu de prédio teria discutido com pedreiro

Wagner Gomes, O Globo Online

SÃO PAULO - A polícia vai ouvir nesta tarde o depoimento do pedreiro Mizael dos Reis Santos, de 31 anos, funcionário da construtora Terral Atlântica. Ele foi citado durante depoimento dado pelo consultor jurídico Alexandre Nardoni, pai da menina Isabella Nardoni, que morreu após cair do sexto andar de um prédio na zona norte da capital. Alexandre contou à polícia que teve uma discussão com o pedreiro um mês atrás. A princípio chegou a ser divulgado que Alexandre havia discutido com um engenheiro da obra. Mizael disse que trabalha para a empresa que construiu o prédio e que agora trabalha numa obra há cerca de 50 metros do prédio onde a menina caiu na Rua Santa Leocádia, número 138.

O pedreiro Mizael nega a discussão com o consultor jurídico.

- Não houve briga, foi apenas uma conversa. Eu precisava entrar no apartamento dele para arrumar a antena. Alexandre ficou nervoso porque ligaram da portaria umas três ou quatro vezes e ele tinha orientado a mulher dele a não atender ninguém quando ele estivesse fora. Assim que chegou, Alexandre desceu e veio conversar comigo. Ele chamou a mim e à vizinha do apartamento 52 de imbecis. Esse não é um problema para tornar alguém um inimigo. Quando Alexandre fala isso, ele quer fugir do problema - diz o pedreiro.

O pedreiro disse que conversou com Alexandre uma única vez, não conheceu a mulher e seus filhos e nem entrou em seu apartamento. No final de semana seguinte à discussão, a antena acabou sendo consertada por uma pessoa especializada, disse o pedreiro.

Os peritos já estiveram duas vezes no apartamento onde ocorreu a queda. Levaram a tela e utensílios de cozinha que pudessem ter sido usados para cortar a rede de proteção da janela. Um dos investigadores que acompanha o caso, e não quis se identificar, disse que a polícia vê com reservas a versão do pai.

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Rice pede a Israel para deter assentamentos na Cisjordânia

EFE

Amã- A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, pediu hoje que Israel pare os assentamentos na Cisjordânia, e considerou que a expansão destes não está de acordo com as obrigações contraídas por Israel com o Mapa de Caminho.

"Continuamos expressando a posição dos EUA de que as atividades de assentamento devem acabar, que sua expansão deve parar e que certamente estas coisas não estão de acordo com as obrigações derivadas do Mapa de Caminho", disse Rice em entrevista coletiva conjunta com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

Esta é a segunda reunião com Abbas em menos de 24 horas, dentro da intensa atividade diplomática iniciada por Rice junto às autoridades israelenses e palestinas.

Rice acrescentou que as conversas entre israelenses e palestinos sobre os temas centrais "estão se movimentando na direção certa" e reiterou o compromisso dos EUA de "continuar o caminho traçado em Annapolis", com o objetivo de alcançar um acordo de paz para a criação de um Estado palestino antes do final de 2008.

"O melhor que podemos fazer é buscarmos conseguir este acordo", assegurou a chefe da diplomacia americana.

Em relação ao pacote de medidas anunciado durante sua visita ontem a Israel, que prevê o desmantelamento de 50 postos de controle hebreus na Cisjordânia, Rice observou que as medidas não são a solução, mas apenas o começo do que é preciso ser feito.

Abbas, por sua vez, mostrou-se confiante no êxito de um acordo apoiado pelos EUA e explicou que recebeu um convite do presidente americano, George W. Bush, para visitar Washington no final de abril.

"Seguiremos cumprindo nossos compromissos com o Mapa de Caminho e esperamos que a mediação dos EUA garanta que Israel cumpra com suas obrigações, e, sobretudo, que interrompa a criação de assentamentos, particularmente em Jerusalém", apontou.

Além disso, Abbas anunciou que espera realizar uma reunião com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, no dia 7 de abril.

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www.atarde.com.br/mundo/noticia.jsf?id=859906

Rádio diz que Ingrid Betancourt precisa de transfusão de sangue

Política colombiana estaria com malária, leishmaniose e hepatite B. Ela foi seqüestrada em fevereiro de 2002.
Da Efe

AFP
Ingrid Betancourt e Clara Rojas, seqüestradas pelas Farc (Foto: AFP)

Refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a política colombiana Ingrid Betancourt precisa com urgência de uma transfusão de sangue, afirmaram nesta segunda-feira (31) emissoras de rádio locais. Seu estado de saúde é delicado.

Segundo a rádio colombiana "Caracol", Betancourt estaria com malária, leishmaniose e hepatite B, afirmou um correspondente em San José del Guaviare, capital do departamento de Guaviare, na selva, onde acredita-se que os rebeldes a estejam mantendo.

O correspondente afirmou que por causa da malária Betancourt "precisa de uma transfusão urgente de sangue, que não pôde ser realizada".

A ex-candidata à Presidência colombiana "não foi levada a nenhum posto de saúde" da região, contra insistentes versões que dizem que ela foi internada em um centro médico no final de fevereiro, e se recusa a tomar medicamentos, acrescentou a fonte, que afirmou que os remédios de que necessita estão disponíveis em Guaviare.

Fuga frustrada

O correspondente também acrescentou que Betancourt recentemente tentou "escapar por um dos rios da região, o que dificultou o tratamento das três doenças".

O enviado especial da "Caracol" a Guaviare atribuiu a versão a "uma fonte de inteira credibilidade que teve contato direto com a guerrilha das Farc, justamente no local onde Ingrid Betancourt é mantida seqüestrada".

6 anos no cativeiro

Betancourt está em poder das Farc desde 23 de fevereiro de 2002, e é uma das 40 reféns que a guerrilha pretende trocar por 500 insurgentes presos em uma negociação de um acordo humanitário com o Governo colombiano.

Apesar de o estado de saúde de Betancourt ser preocupante desde outubro, quando foi divulgado um vídeo no qual ela aparece abatida e muito magra, o temor por sua vida aumentou desde fevereiro, com os testemunhos de ex-companheiros de cativeiro e versões de colonos que acreditam tê-la visto em aldeias de Guaviare.

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30 de mar. de 2008

Após cessar-fogo, Iraque suspende toque de recolher em Bagdá

da Folha Online

O toque de recolher imposto em Bagdá pelo Exército será suspenso na manhã desta segunda-feira, depois do anúncio de cessar-fogo feito em comunicado pela milícia comandada pelo clérigo radical xiita Moqtada al Sadr, informou neste domingo a TV estatal.

"O comando militar em Bagdá decidiu suspender o toque de recolher a partir das 6h (0h de Brasília) desta segunda-feira", informou a rede de TV Al Iraqiya. A medida havia sido imposta na noite da última quinta-feira (27), dois dias depois do início dos confrontos entre tropas do governo e homens do Exército de Mehdi, que mataram 125 apenas em Bagdá.

Neste domingo, Al Sadr anunciou que seus seguidores deixarão as ruas do Iraque, dando fim aos confrontos, que tiveram início na segunda-feira (24) em Basra e se espalharam para outras cidades do sul do Iraque, e também para Bagdá.

"Devido à responsabilidade religiosa, para deter o derramamento de sangue de iraquianos, manter a unidade do Iraque e dar fim à sedição que os invasores querem espalhar entre o povo iraquiano, convocamos o fim das ações armadas em Basra e em outras Províncias", disse Al Sadr em comunicado. "Qualquer homem armado que estiver nas ruas, alvejando instituições do governo iraquiano, não será um de nós [Exército de Mehdi]", diz o texto.

Tropas do governo se confrontaram com partidários de Al Sadr em Basra durante seis dias, deixando ao menos 300 mortos nos no sul do país, que também se espalharam para Bagdá.

Em Basra, 550 quilômetros ao sul de Bagdá, onde a violência teve início, o número de vítimas civis chegou a 125 e o de feridos, a 500, segundo fontes do Ministério do Interior, que não ofereceram dados sobre o número de mortos pertencentes ao Exército.

Os mortos em Bagdá chegaram a 125 e os feridos, a 892, segundo fontes médicas citadas pela agência de notícias independente Aswat al Iraq. O bairro que mais sofreu a violência entre o Exército iraquiano --apoiado pelos EUA-- e os milicianos xiitas partidários de Al Sadr, é o Cidade de Sadr, situado a leste da capital e baluarte do clérigo em Bagdá.

No comunicado, o clérigo radical negou que seus partidários possuam armamentos pesados.

Segundo ele, o governo iraquiano deveria dar fim às prisões em massa de seus seguidores, e conceder anistia aos prisioneiros detidos.

Diálogo

O primeiro-ministro iraquiano rejeitou na sexta-feira (28) o diálogo com a milícia xiita, comparando-a com a Al Qaeda e qualificando o grupo de "criminosos e delinqüentes", postura apoiada pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

Frente à insistência governamental por uma solução armada, o grupo de Al Sadr solicitou reiteradamente o diálogo e a busca de uma solução pacífica do conflito.

A milícia de Al Sadr, segunda força xiita do Iraque, se mantinha inativa desde agosto de 2007, quando seu líder se comprometeu a não fazer uso da violência, o que contribuiu para a melhora da segurança no país.

Os enfrentamentos entre o Exército iraquiano e a milícia xiita eclodiram na segunda-feira, coincidindo com o começo de uma operação de segurança em Basra supervisionada no terreno por Al Maliki, batizada com o nome de "Carga de Cavalaria", com o objetivo de "impor na cidade o império da lei".

com Associated Press e Efe

www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u387233.shtml

29 de mar. de 2008

Dilma defende braço direito e descarta demissão de Erenice

Ministra voltou a negar que o 'banco de dados' montado pela Casa Civil seja um 'dossiê' contra FHC

Julio Cesar Lima, de O Estado de S. Paulo - Agencia Estado

Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil

AE

Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil

CURITIBA - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu neste sábado, 29, o seu braço direito no ministério, a assessora Erenice Guerra, no episódio do vazamento de informações sobre o "banco de dados" com os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e descartou a demissão de sua funcionária. Erenice é apontada como a responsável pelo levantamento das informações de FHC.

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Dilma voltou a dizer que o tal "banco de dados", de onde teriam saído as informações divulgadas à imprensa, tem um conceito diferente de dossiê. "Ele (dossiê) é usado para denúncias políticas e isso não cabe em uma democracia, é uma manipulação dos dados para esse tipo de política", afirmou. Dilma aproveitou para defender a secretária Erenice Guerra e descartou a demissão de sua funcionária.

Ministra não acredita que o vazamento seja uma tentativa de minar sua participação no governo e negou que seja candidata à sucessão do presidente Luis Inácio Lula da Silva, em 2010. "Eu já disse várias vezes que eu não sou candidata nem me considero", afirmou. As afirmações foram feitas durante entrevista coletiva na sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep)

Dilma lembrou ainda que Erenice participou do processo de formação do banco de dados, por meio da Norma 230/06. "Foi uma recomendação do Senado e do Tribunal de Contas da União, em junho de 2005, e depois retroagimos às contas de 2004, 2003 e 2002 a pedido do próprio tribunal".

A ministra acredita que em questão de tempo o caso será resolvido. Na última terça-feira, ela abriu sindicância na Casa Civil para apurar o vazamento. "Eu creio que muita gente viu, ou sabe, e logo teremos um acesso a essas informações", afirmou, lembrando que gastos com transporte e hospedagem (foco do vazamento) são gastos absolutamente normais. "A quem interessa isso? Ao governo não interessa".

Sobre a possibilidade de depor à CPI do Cartão Corporativo, Dilma disse que iria, caso a comissão apresentasse sugestões ou melhorias para os controles de gastos. "Se não for isso, eu prefiro passar minhas 13, 14 horas dentro do Planalto tratando do PAC", afirmou.

www.estadao.com.br/nacional/not_nac147945,0.htm

Milícia xiita desafia ultimato para depor armas

Membros da milícia xiita Exército Mehdi, do clérigo antiamericano Muqtada al-Sadr, negaram-se ontem a depor as armas como exigido pelo premiê iraquiano, Nuri al-Maliki. Na sexta, Maliki ultimou que os milicianos depusessem as armas até o dia 8, oferecendo dinheiro para aqueles que se rendessem. O desafio ao ultimato foi anunciado ontem por dois membros graduados do grupo.
"Sadr nos disse para não entregarmos as armas enquanto o Estado não se livrar do ocupante", afirmou à France Press Haidar al-Jabiri, responsável pelo grupo em Nayaf, referindo-se às forças da coalizão liderada pelos EUA no país árabe. À BBC, o principal representante de Sadr em Basra, Hareth al-Ethari, afirmou que as armas só serão entregues a um governo iraquiano que deseje pôr fim à ocupação.
Jatos americanos intensificaram os bombardeios em Basra ontem, lançando duas bombas de precisão em duas supostas fortalezas em que pessoas atiravam contra as forças iraquianas", afirmou o porta-voz do Exército britânico, Tom Holloway. O porta-voz afirmou que ainda não era possível divulgar o número de mortos nos recentes confrontos.
O Exército americano participou pela primeira vez diretamente da ofensiva em Basra na sexta-feira, quando tropas iraquianas encontraram dificuldades para lutar contra a resistência dos milicianos. Os confrontos disseminaram combates retaliatórios em Bagdá e outras cidades xiitas do Iraque.
Maliki viajou a Basra no começo da semana, e disse ontem que não vai deixar a cidade enquanto a segurança não for recuperada.
"Nós vamos continuar lutando contra essas gangues em cada polegada do Iraque. Essa é a nossa decisiva e última batalha", afirmou o primeiro-ministro do país árabe.
Basra é o principal porto e pólo petrolífero do Iraque. A região era controlada por militares britânicos até dezembro, quando a segurança foi transferida para os iraquianos. Por causa da violência, a Unicef, a Cruz Vermelha e outras organizações interromperam a ajuda humanitária na região. Segundo o Ministério da Saúde do Iraque, que é próximo do movimento miliciano,os conflitos em Cidade Sadr e outros bairros de Bagdá já deixaram pelo menos 75 mortos e outros 500 feridos.
www.atarde.com.br/mundo/noticia.jsf?id=859007