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19 de abr. de 2007

Iraque: Bagdad terá reservas petrolíferas duas vezes maiores

As reservas de petróleo do Iraque podem ser duas vezes maiores do que as estimativas actuais e a produção do país poderá duplicar em cinco anos, segundo um dos estudos mais completos realizados desde 2003, hoje publicado pelo Financial Times.
Segundo o diário britânico, o relatório realizado pelo gabinete IHS nota que a exploração depende do melhoramento da segurança no país, alvo de confrontos quotidianos desde a invasão norte-americana e da queda de Saddam Hussein em 2003.
«A situação da segurança é evidentemente muito má, mas se olharmos para a oportunidade oferecida pelos sub solos, não existe equivalente noutro lado», explicou Ron Mobed, responsável pelo departamento de energia da IHS, citado pelo Financial Times.
Duplicar as reservas de ouro negro no Iraque permitirá um aumento de 100 mil milhões de barris contra os 116 mil milhões actuais, o que fará do país a segunda reserva mundial de petróleo depois da Arábia Saudita, refere o diário.
Segundo o estudo da IHS, o Iraque poderá igualmente duplicar em cinco anos a sua taxa actual de produção para atingir os quatro milhões de barris por dia, caso exista um aumento dos investimentos estrangeiros no país.
O relatório baseia-se em dados recolhidos antes e depois do início da guerra em 2003.
Diário Digital / Lusa
{Costa}

Taxa Selic cai para 12,50%, e bancos reduzem margens

São Paulo
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa básica de juros (Selic) em 0,25%, passando-a de 12,75% para 12,50% ao ano. Trata-se da menor Selic da série histórica.Segundo comunicado do BC, a decisão do corte de 0,25% teve quatro votos à favor. Os outros três votos votaram por um corte maior, 0,5%. Mais uma vez os representantes da indústria e do comércio criticaram a lentidão do ritmo de cortes.
“A expectativa da inflação está menor do que há alguns meses, o risco-Brasil atingiu recordes de baixa sucessivos e o câmbio valorizado. Os fatos provam que há espaço maior para queda. No entanto, ela não ocorre e frustra o setor produtivo”, afirma o presidente da Fecomércio-SP, Abram Szajman.
De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), “a permanência de um horizonte de juros elevados, em um ambiente de grande previsibilidade e baixo risco, estimula as operações de arbitragem que sustentam uma valorização excessiva da moeda brasileira”.
Bancos de varejo
Logo após a divulgação do corte da Selic, Bradesco e Banco do Brasil anunciaram reduções em suas taxas de juros. Ambos os bancos afirmaram em comunicado que as reduções valem para todas as operações. Dentre elas estão: cheque especial, crédito pessoal, consignado e empresas .
As novas taxas valem a partir de hoje em todas as agências do Bradesco e BB. Vale ressaltar que nenhuma das taxas foi reduzida em mais de 0,1 ponto percentual.
{Costa}

Pais de atirador queriam vida melhor nos EUA, diz avô

SEUL (Reuters) - A família do homem que fez o massacre na universidade Virginia Tech deixou a Coréia do Sul há 15 anos com pouco dinheiro e grandes sonhos de uma vida melhor nos Estados Unidos, disse o avô do rapaz a dois jornais.
"Eles foram para os EUA dizendo que queriam criar os filhos como se deve, mas não acho que isso tenha acontecido", disse o avô, que pediu para ser chamado de senhor Kim, em entrevista publicada nesta quinta-
Imagem da TV NBC enviada por Cho Seung-Hui, o atirador que matou 32 pessoas e se suicidou na universidade Virginia Tech, que foi ao ar dia 18 de abril. A família de Cho deixou a Coréia do Sul há 15 anos com pouco dinheiro e grandes sonhos de uma vida melhor nos Estados Unidos.
Photo by Reuters (Handout)
feira pelo diário Hankyoreh.
Cho Seung-Hui, 23, nascido na Coréia do Sul, foi identificado na terça-feira como o atirador que matou 32 estudantes e professores em Virginia Tech.
Kim, 81, que mora na província de Kyonggi, nos arredores de Seul, disse que mantém pouco contato com a filha, a mãe de Cho, desde que a família foi para os EUA.
Os pais de Cho tinham uma loja de livros usados em Seul antes de partirem para os EUA. "Eles compraram a pequena loja com o dinheiro que meu genro fez na Arábia Saudita antes do casamento", disse Kim.
Mas a imigração não foi fácil. "Eles subiram no avião sem muito dinheiro."
Kim disse que parentes do genro convidaram a família a ir para os EUA, onde aparentemente trabalhavam com uma lavanderia. "Eles achavam que poderiam educar os filhos bem."
A irmã de Kim disse que se lembra de Seung-Hui como uma criança quieta.
"Ele era um menino bonito, mas não falava. Eu tentava conversar com ele, mas ele não respondia", disse Kim Yang-soon, 84, à Reuters Television.
Nas ocasiões em que o avô Kim falou com a filha, ele ficava animado ao ouvir histórias sobre os netos. A neta graduou-se na Universidade Princeton.
Kim disse que está sentindo dor e angústia por causa do tiroteio.
"Seung-Hui provocava problemas aos pais quando era jovem porque não falava, mas era bem comportado. Não sei como posso compensar a responsabilidade pela criação de filhos de maneira incorreta", disse Kim ao jornal Dong-A Ilbor.
"Não sei como ele pôde fazer isso, já que seus pais foram para um país longe e trabalharam duro."
(Por Jessica Kim)
{Costa}

Taleban ataca afegãos para espalhar medo, diz Anistia

Um confronto entre americanos e grupo terrorista deixou 27 insurgentes mortos
Associated Press e Reuters
CABUL - Insurgentes do Taleban estão deliberadamente atacando civis afegãos para espalhar medo e exercer controle sobre a população, disse na quinta-feira o grupo de direitos humanos Anistia Internacional.
Enquanto isso, confrontos entre tropas do Taleban e dos Estados Unidos deixaram pelo menos 27 insurgentes e dois soldados americanos mortos no Afeganistão.
No segundo relatório de um grupo internacional de direitos humanos nesta semana acusando o Taleban de crimes de guerra por atacar civis, a Anistia convocou todos os lados no conflito do Afeganistão para garantir que os civis sejam tratados de maneira humana.
"É o Taleban que tem uma política deliberada de ter civis como alvos -- eles estão matando professores, seqüestrando trabalhadores de ajuda e queimando escolas e prédios", disse em comunicado Claudio Cordone, diretor do grupo para pesquisa.
Mais de 4 mil pessoas morreram em conflitos no ano passado, quando o Taleban intensificou sua insurgência para expulsar tropas estrangeiras. Autoridades afegãs dizem que cerca de um quarto dos mortos eram civis.
A Anistia Internacional diz que pelo menos 756 civis foram mortos no ano passado por bombas, a maioria em estradas ou detonadas por suicidas, segundo dados da Otan e da Organização das Nações Unidas.
"Ao usar ataques indiscriminados como explosões suicidas em locais públicos e deliberadamente tendo como alvo trabalhadores civis, o Taleban está cometendo crimes de guerra", disse Cordone.
"O fato de esses ataques serem difundidos e realizados como parte da política do Taleban faz deles também crimes contra a humanidade".
Em um relatório na segunda-feira o Human Rights Watch acusou o Taliban de cometer crimes de guerra.
Um porta-voz do Taleban rejeitou esse relatório afirmando ser desinformação infundada e propaganda do Ocidente.
Segundo o porta-voz, Zabullah Mujahid, o Taliban ataca apenas membros do Exército afegão e estrangeiros e os que os ajudam. Ele afirmou que os soldados estrangeiros, e não o Taleban, são os culpados pelas mortes de civis.
Confronto
Com o objetivo de tentar conter o crescimento do Taleban no Afeganistão, tropas americanas realizaram uma patrulha nesta quinta no país e após serem abordados mataram 24 rebeldes. Em um outro local, por meio de uma emboscada, outros 3 insurgentes foram mortos.
A batalha durou cerca de sete horas e dois soldados americanos também acabaram mortos. Depois de serem abordados, os americanos pediram ajuda de aviões do Exército, que conseguiram conter o ataque insurgente e estabilizaram a situação. O EUA auxiliam no Afeganistão tropas da ONU.
{Costa}

Após dia violento, nova série de ataques mata 21 no Iraque

Os iraquianos reclamaram do plano de segurança organizado por tropas dos EUA
Associated Press, Reuters e Efe
BAGDÁ - Um dia após atentados deixarem 183 mortos no Iraque, uma nova série de ataques em diversas regiões do país matou pelo menos 21 e outros 31 ficaram feridos nesta quinta-feira, 18. Ao mesmo tempo, iraquianos começaram a reclamar do plano de segurança americano.
Segundo fontes da polícia, quatro guarda-costas do vice-ministro do Interior, Ahmed Mohammed Khalaf, morreram numa emboscada armada em Shurqat, 85 quilômetros ao norte de Tikrit, capital da província.
O filho do vice-ministro também morreu no tiroteio, acrescentaram as fontes.
Também em Shurqat foram achados os corpos de duas pessoas com tiros na cabeça.
Na cidade xiita de Dujail, 60 quilômetros ao norte de Bagdá e na mesma província, outras duas pessoas morreram num atentado. Não há mais detalhes.
Em outro local, no bairro de Jadriya, a agência "Aswat al-Iraq", indicou que um ataque suicida causou a explosão de um caminhão cheio de algum líquido ou gás inflamável, que incendiou várias lojas da área.
Aparentemente, o suicida queria atentar contra uma patrulha policial na região, mas a informação não foi confirmada, como também não ficou claro se a explosão do caminhão foi provocada ou acidental.
Pelo menos 11 pessoas morreram nas últimas horas no Iraque numa nova série de ataques, principalmente na província de Salah ad-Din, no norte do país, informaram fontes policiais.
Além disso, um carro militar americano foi destruído ao passar por cima de uma bomba perto de Duluiya, 90 quilômetros ao norte de Bagdá, segundo fontes policiais. Até o momento não há informações sobre vítimas do ataque. Helicópteros americanos foram vistos sobrevoando a região imediatamente após a explosão.
Em Zafaraniya, 40 quilômetros ao sul de Bagdá, três pessoas, entre elas uma mulher e uma criança, morreram atingidas por tiros de morteiro numa área residencial. A região fica entre Bagdá e as áreas xiitas do sul do país. A sua população é uma mistura de xiitas e sunitas.
Reclamação
Cansados da guerra, os iraquianos manifestaram nesta quinta-feira sua insatisfação com o plano de segurança de Bagdá, um dia depois que quase 200 pessoas terem morrido em ataques.
Supostos militantes sunitas da Al-Qaeda detonaram uma série de bombas nas regiões xiitas de Bagdá na quarta-feira. Foi o pior dia de violência na cidade desde que o plano para impedir que o Iraque entre em guerra civil foi lançado, em fevereiro.
Enquanto isso, as famílias das vítimas destes ataques pedem que o hospital libere os corpos dos mortos.
O porta-voz militar dos EUA, o major-general William Caldwell, disse que as indicações iniciais apontam para ação da Al-Qaeda e que os ataques foram programados para acontecer com pouca diferença de tempo.
"Eles estão tentando destruir a confiança do povo, já que sentem que a segurança está melhorando", disse Caldwell.
"O governo fala sobre plano de segurança, mas dezenas de pessoas estão morrendo todos os dias. Ninguém está nos protegendo", disse Sabah Haider, 42, parado em frente a uma dezena de microônibus incinerados em Sadriya, cenário do pior ataque, que matou 140 pessoas.
Rahim Ali, também em Sadriya, disse: "Os americanos dizem que estão aqui para proteger o povo iraquiano, mas não estão fazendo nada."
Ainda havia fumaça nos destroços e sandálias e vidro estavam espalhados pelo chão. Muitos moradores criticam o governo xiita do primeiro-ministro Nuri al-Maliki por não protegê-los.
Maliki disse na quarta-feira que os iraquianos vão assumir o controle de toda a segurança do país, no lugar das forças estrangeiras, até o final deste ano.
O plano de segurança de Bagdá, que pede o envio de mais 30.000 soldados americanos e milhares de iraquianos, diminuiu o número de assassinatos sectários atribuídos a milícias xiitas.
Mas até agora não conseguiu conter os carros-bomba atribuídos à Al-Qaeda, o que provoca temores de represálias por parte da milícia Exército Mehdi, do clérigo xiita antiamericano Moqtada al-Sadr.
O secretário da Defesa dos EUA, Robert Gates, disse em Tel Aviv na quarta-feira que o objetivo dos ataques é destruir a reconciliação nacional e manifestou temores de que os xiitas percam a paciência com o governo de Maliki e com as forças norte-americanas.
"Só podemos esperar que os xiitas tenham confiança que seu governo e a coalizão irão atrás das pessoas que realizaram este horror", disse Gates.
No final da quarta-feira, Maliki ordenou a prisão do comandante do Exército iraquiano responsável pela segurança de Sadriya por não ter conseguido proteger a área.
{Costa}

18 de abr. de 2007

Oposição entrega pedido de abertura de CPI no Senado

BRASÍLIA
Mesa Diretora irá analisar requerimento, assinado por 34 senadores - sete a mais do que o necessário -, para então decidir sobre a instalação ou não da comissão
A oposição protocolou no Senado, na tarde desta quinta-feira, o requerimento de abertura de CPI destinada a apurar as causas e responsabilidades pela crise no setor de controle de tráfego aéreo no País.
O líder do DEM (ex-PFL) no Senado, José Agripino, entregou à Mesa Diretora da Casa o documento com 34 assinaturas - o mínimo necessário é de 27.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), leu o requerimento ao plenário. Agora, a Mesa irá analisar o requerimento e, caso conclua que está de acordo com as regras regimentais, irá marcar uma reunião de líderes para decidir o calendário da CPI, de acordo com Renan.
Dos partidos da base aliada ao governo, quatro senadores considerados independentes assinaram o pedido: Mão Santa, Pedro Simon e Jarbas Vasconcellos, todos do PMDB, e Cristovam Buarque (PDT). Outro senador peemedebista que assinou o documento foi o governista Geraldo Mesquita. Outros dois senadores do PDT considerados independentes, Osmar Dias e Jefferson Péres, prometeram a Agripino que assinarão o requerimento no início da próxima semana, para reforçar o pedido de CPI.
O senador do PT Eduardo Suplicy, que em 2004 assinou o pedido de criação da CPI do Mensalão, foi convidado por Agripino a assinar também o da CPI do Apagão Aéreo, mas se recusou.
Racha na oposição
A CPI do Apagão Aéreo dividiu a oposição. Enquanto o DEM defende a criação de uma comissão de inquérito sobre o assunto no Senado, os tucanos acusam os democratas de tentar "roubar" a CPI, que nasceu pelo PSDB na Câmara.
O argumento do Democratas é que, na Câmara, o governo tem maioria ampla, ao contrário do Senado, e poderia controlar as investigações.
O líder tucano na Câmara, Antonio Carlos Pannunzio, disse não achar "lógico" instalar uma CPI no Senado sobre o mesmo tema, mas não desistiu de pedir aos senadores que não assinem o pedido de CPI.
Os dois partidos também divergem na tática de pressionar pela CPI. O Democratas está obstruindo as votações do plenário até que o STF decida sobre a instalação ou não da CPI. Os tucanos têm entendimento diferente e não obstruem os trabalhos.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara considerou a comissão inconstitucional por não conter fato determinado. Líderes dos partidos de oposição ao governo entraram no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão.
O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, entregou na quarta ao STF parecer favorável a instalação da CPI na Câmara. O recurso será julgado no dia 25 pelo plenário do Supremo.
Agência Estado
{Costa}