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24 de abr. de 2007

Prodi vai apoiar Ségolène Royal em passeata nesta semana

PARIS (Reuters) - O primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, vai apoiar a candidata socialista francesa à Presidência, Ségolène Royal, em uma grande passeata nesta semana, disse ela nesta terça-feira, trazendo o segundo líder europeu em uma semana para aumentar suas chances no pleito.
A socialista Royal, que está atrás do rival de direita Nicolas Sarkozy nas pesquisas para o segundo turno em 6 de maio, disse que Prodi ofereceu-se para juntar-se a ela no cidade de Lyon na sexta-feira. "É uma contribuição muito importante porque nós talvez tenhamos de reconstruir a Europa sobre novas bases", disse Royal sobre Prodi, que lidera um governo de centro-esquerda na Itália.
Tanto Sarkozy quanto Royal precisam cortejar partidários do candidato centrista que ficou em terceiro lugar no primeiro turno no domingo, Francois Bayrou, se quiserem ganhar a eleição. Prodi louvou Bayrou como um "corajoso europeu" antes do primeiro turno da eleição. Na segunda-feira, ele fez um apelo para Royal forjar uma aliança com o centrista, dizendo: "Isto daria alguma claridade e ordem para a cena política francesa".
Royal reiterou uma oferta a Bayrou na terça-feira para tomar parte em um debate público para ver se eles compartilham visões comuns no núcleo político. Bayrou deve dar uma coletiva na quarta-feira, mas aliados dizem que é improvável que ele apoie algum dos candidatos.
A viagem de Prodi à Lyon acontece apenas uma semana depois de o primeiro-ministro espanhol, José Luís Rodriguez Zapatero, ter elogiado as qualidade de Royal em um evento da campanha na cidade de Toulouse.
{Costa}

Na véspera de encontro com UE, Irã evita fazer concessões

Por Fredrik Dahl
TEERÃ (Reuters) - A insistência iraniana em manter seu programa nuclear praticamente elimina a esperança de avanços nas negociações de quarta-feira com a União Européia.
O encontro será na Turquia, onde o bloco de 27 países pretende convencer Teerã a suspender o enriquecimento de urânio em troca do fim das sanções da ONU ao país.
Mas o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse na segunda-feira à Reuters que a República Islâmica não vai aceitar essa "dupla suspensão."
Na terça-feira, um porta-voz do governo repetiu essa posição. "A questão não vai recuar, e seguimos o caminho legal para o progresso do país", afirmou Gholamhossein Elham.
O Irã afirma ter o direito de produzir combustível para usinas nucleares civis, o que permitiria que o país exportasse mais gás e petróleo. Mas o Ocidente teme que o programa atômico esconda o desenvolvimento de armas nucleares.
A reunião de quarta-feira será a primeira entre UE e Irã desde que a ONU impôs o segundo pacote de sanções ao país, em março.
O chefe da diplomacia européia, Javier Solana, disse na segunda-feira que decidiu fazer essa nova tentativa porque julgou que "a situação amadureceu o suficiente."
O primeiro contato, em setembro, fracassou por causa da recusa iraniana em suspender o enriquecimento.
Reunidos em Luxemburgo, os chanceleres europeus aprovaram uma regulamentação das sanções da ONU contra indivíduos e entidades envolvidos no programa nuclear iraniano, ampliando uma lista de pessoas sem direito a visto e de bens a serem congelados.
Mas o Irã não dá sinais de ceder à pressão, e neste mês anunciou o início do enriquecimento de urânio em escala industrial. A notícia foi recebida com ceticismo por especialistas, mas atraiu condenação internacional.
Grandes potências --EUA, UE, Rússia e China-- haviam oferecido a Teerã um pacote de incentivos econômicos, nucleares e de segurança em troca da suspensão das principais atividades atômicas.
"Oferecemos a eles tudo o que eles dizem querer em termos de acesso a energia nuclear civil, e gostaríamos de vê-los voltar às negociações nessas bases", afirmou a chanceler britânica, Margaret Beckett, que se disse pessimista com a nova rodada de negociações.
A posição atual do Irã é de que seu programa nuclear é um fato consumado que o Ocidente deve aceitar. "A questão da suspensão já esteve em discussão, mas hoje em dia a situação mudou", afirmou o negociador iraniano, Ali Larijani, à agência de notícias Isna.
{Costa}

Grupo islâmico assume atentado que matou nove americanos

O ataque a uma base militar dos EUA na província de Diyala, em Bagdá, foi o mais sangrento contra tropas americanas em terra em mais de um ano no Iraque Agência Estado e Associated Press BAGDÁ - O Estado Islâmico do Iraque, um agrupamento de movimentos insurgentes sunitas que inclui a Al-Qaeda no Iraque, assumiu responsabilidade pelo atentado suicida com carro-bomba que, segundo o Pentágono, matou ontem nove soldados dos Estados Unidos e deixou outros 20 feridos. O ataque, em uma base militar dos EUA na província de Diyala, a nordeste de Bagdá, foi o mais sangrento contra tropas americanas em terra em mais de um ano no Iraque. "Deus todo-poderoso guiou os soldados do Estado Islâmico do Iraque até novos métodos de explosão", anunciou o grupo num site da internet. Ele garantiu que 30 americanos morreram na explosão. Foi o mais mortífero ataque contra tropas dos EUA desde 1º de dezembro de 2005, quando a explosão de uma bomba na beira de uma estrada matou 10 fuzileiros navais e feriu outros 11 que realizavam uma patrulha a pé nas proximidades de Faluja. Doze soldados americanos morreram na queda de um helicóptero Black Hawk em Diyala em 3 de agosto de 2005. Em 21 de dezembro de 2004, numa base americana perto de Mossul, um homem-bomba se explodiu dentro do refeitório, matando 22 pessoas, entre elas 14 soldados dos EUA e três americanos funcionários de companhias de segurança privada. O atentado de segunda-feira foi o segundo em pouco mais de um mês contra uma base dos EUA ao norte de Bagdá. Em 19 de fevereiro, militantes explodiram um carro-bomba e depois mantiveram um tiroteio de mais de uma hora com soldados em uma base em Tarmiya, 50 km ao norte de Bagdá. Dois soldados americanos foram mortos e 17 ficaram feridos. {Costa}

23 de abr. de 2007

Metrô e ônibus voltam a circular em São Paulo

Agencia Estado
O transporte coletivo em São Paulo voltou a funcionar por volta das 6h30 de hoje, após mais de uma hora de paralisação dos ônibus e metrô. De acordo com a São Paulo Transporte (SPTrans), os ônibus começaram a circular por volta das 6 horas e todos os 28 terminais da cidade já operam. Apesar disso, as calçadas do Terminal Santo Amaro, na zona sul da cidade, ainda estavam cheias de passageiros, à espera das saídas dos ônibus.
Na zona leste, o número de ônibus que circulavam pela Radial Leste ainda era pequeno. O metrô da capital paulista, que deveria ter começado as operações às 4h30, também voltou a circular por volta das 6h15, depois de cerca de 1h30 de paralisação. A circulação estava normal por volta das 7h30, sem tumultos nas plataformas e com o intervalo entre os trens normalizado, segundo informações do metrô.
Por conta da paralisação anunciada desde a semana passada, muitas pessoas resolveram sair de casa usando o próprio veículo, o que ocasionou no maior índice de congestionamento na cidade. Às 7 horas foram registrados 28 quilômetros de lentidão, superior à média do horário, que é de 17 km. A morosidade já tinha aumentado às 7h30, quando a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) mediu 80 quilômetros de ruas e avenidas congestionadas, índice bem maior que a média para o período, que é de 46 km.
Protesto
A greve é um protesto contra a Emenda 3, que foi vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e estabelece que apenas a Justiça do Trabalho - e não um fiscal da Receita - poderia contestar um contrato firmado entre duas pessoas jurídicas para a prestação de serviços. Com informações da TV Globo.
{Costa}

Lula diz que sempre foi contra a reeleição

Lula afirmou que deixará partidos resolverem a questão.Aproximação com a oposição é sinal de um país civilizado, disse.
Do G1, em São Paulo
Em seu programa semanal de rádio “Café com o presidente” desta segunda-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que sempre foi contra a reeleição e não pretende participar das discussões sobre o assunto.
"A tese da reeleição está ligada à reforma político-partidária. É preciso que os partidos políticos assumam a responsabilidade de fazer a reforma política no Brasil. E dentro da reforma vai entrar a questão da reeleição", explicou Lula. "Todo mundo sabe o que eu pensava em 2006, eu sempre fui contra a reeleição. Acontece que tem o instituto da reeleição e eu sou um presidente reeleito, portanto, eu não posso agora dar palpite", disse.
Ele avisa que não pretende se envolver na discussão. "Não me peçam opinião que eu não vou dar. Esse é um problema dos partidos políticos, é um problema do Congresso. Eu quero que os partidos resolvam isso, que os candidatos em 2010 resolvam.
"Lula também falou sobre sua aproximação com a oposição, principalmente sobre seu encontro com Tasso Jereissati e Antonio Carlos Magalhães. "Eu converso com eles sabendo que são da oposição, sabendo o que pensam e qual a definição do partido deles. Eu não tenho que pensar em eleição em 2010, tenho de pensar em cuidar deste país como se fosse meu filho. Nós precisamos fazer o Brasil dar um salto de qualidade, melhorar as coisas para o povo. E esse compromisso quero compartilhar com eles", afirmou.
"O Brasil está com sua democracia consolidada, com as instituições funcionando bem. Os partidos precisam funcionar cada vez melhor. É preciso que todos trabalhem para reconquistar a credibilidade política nas instituições, sobretudo nos partidos políticos", disse, depois de afirmar que as coisas estão bem na área econômica, que inflação foi controlada e que o Brasil vai crescer de forma robusta nos próximos anos. Para Lula, após fazer os acordos com a base aliada para montar o governo, é preciso falar com a oposição. "Nós precisamos dar exemplos de uma pátria civilizada, em que o presidente não pode apenas ficar governando com os seus sem lembrar que é importante ouvir quem pensa diferente", justificou. "Quando o presidente não tem mais em seu horizonte a disputa presidencial fica mais fácil governar. Eu não tenho mais o que disputar em 2010, tenho que deixar o Brasil infinitamente melhor do que o Brasil que eu recebi. Isso me dá liberdade para conversar com todos os setores da sociedade. E vou conversar muito mais daqui para a frente", afirmou. Ele diz que não havia porque não conversar com o Tasso Jereissati, com quem sempre teve uma boa relação que ficou "truncada" no primeiro mandato. "Coube a mim, presidente da República, chamar o Tasso para uma conversa."
O presidente afirmou que problemas de ordem administrativa não podem influenciar os interesses do povo brasileiro, por isso, conversou com governadores que eram da oposição. "Na hora de discutir a questão administrativa, não existe situação e oposição. Há o interesse de milhões de brasileiros que precisamos cuidar conjuntamente. Todos os projetos são de interesse de 190 milhões de brasileiros."
{Costa}

Quando começa a vida?

Por Fábio de Castro
Em iniciativa inédita, 34 especialistas - como Mayana Zatz (USP) - participaram de audiência para dar subsídios científicos à decisão dos ministros (foto: STF)
Agência FAPESP – As células-tronco embrionárias humanas devem ser utilizadas em pesquisas científicas? A importância, dúvidas e a complexidade da questão são tão grandes que, pela primeira vez, o Supremo Tribunal Federal (STF) realizou uma audiência pública sobre um assunto em julgamento na casa.
Na audiência, realizada em Brasília na última sexta-feira (20/4), 34 cientistas apresentaram posições favoráveis e contrárias ao uso das células-tronco. O objetivo era fornecer subsídios científicos para os 11 ministros que compõem o STF.
Em março de 2005, as pesquisas com células-tronco embrionárias humanas foram aprovadas no Brasil, no âmbito da Lei de Biossegurança. Em maio do mesmo ano, no entanto, o então procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, entrou no STF com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o artigo a respeito das pesquisas, sob a alegação de que estudos do gênero “ferem o direito de embriões”.
O pedido de Fonteles foi acatado no fim de 2006 pelo ministro do STF Carlos Ayres Britto, que foi relator do caso. Para decidir a questão, os ministros precisarão, segundo Britto, discutir quando a vida humana começa.
O relator convocou então a audiência, para a qual convidou 18 cientistas. Outros 11 foram chamados pela Procuradoria Geral da República. Quatro foram convidados pela presidência da República e um pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Para Ayres Britto, do ponto de vista técnico não existe na Constituição um conceito claro de quando começa a vida. O subsídio oferecido pela comunidade científica, segundo ele, permitiria aos ministros do STF formular “um conceito operacional de vida”.
Para alguns dos cientistas presentes na audiência, a vida começa na fecundação. Outros alegaram que ela surge apenas no terceiro ou quarto dia, quando ocorre a nidação – processo em que a célula migra para o útero materno. Um terceiro grupo defendeu que o embrião só pode ser considerado vivo quando acontece a formação do sistema nervoso e que questões éticas que envolvem o tema impediram, até agora, o avanço de pesquisas na área.
A geneticista Mayana Zatz, do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP), destacou a importância de que a legislação permita as pesquisas com células-tronco embrionárias humanas, que, segundo ela, são hoje as únicas com potencial para recuperar certas doenças neurológicas incuráveis.
Para Mayana, a possibilidade de serem desenvolvidas pesquisas com tais células definirá, no futuro, a existência ou não de tratamento para inúmeras doenças degenerativas que atingem a população. Segundo ela, a célula-tronco embrionária só se tornaria um feto por meio da intervenção humana, já que, para isso, ela tem de ser inserida no útero.
“O que é eticamente mais correto: preservar um embrião congelado, mesmo sabendo que a probabilidade de ele gerar um ser humano é praticamente zero, ou doá-lo para pesquisas que poderão resultar em futuros tratamentos?”, questionou.
De acordo com a cientista, 7 mil doenças genéticas degenerativas atingem mais de 5 milhões de crianças nascidas de pais normais no Brasil. “Toda célula é vida, um coração a ser transplantado é vivo, mas não é um ser humano. Estamos defendendo que, da mesma maneira que um indivíduo em morte cerebral doa órgãos, um embrião congelado possa doar suas células”, disse.
Muita discussão, pouca conclusão
Patrícia Pranke, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e diretora-presidente do Instituto de Pesquisa com Célula-Tronco, falou na audiência no STF que só a partir do quarto dia o embrião (blastocisto) pode ser implantado no útero, o único ambiente em que poderá se desenvolver. Segundo ela, os embriões ou são implantados no útero ou são congelados. “O próprio congelamento diminui a possibilidade de o embrião se desenvolver depois. Por que não doá-los para pequisa?”, disse.
Para Lúcia Braga, da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, a pergunta correta a ser feita é: qual destino será dado aos embriões que não chegam a ser implantados no útero? “Podemos ficar aqui dias discutindo quando a vida começa, sem chegar a uma conclusão”, afirmou.
Já para a professora-adjunta do Departamento de Biologia Celular da Universidade de Brasília (UnB) Lenise Martins, a vida humana começa na fecundação. Segundo ela, todo ser vivo tem fases diferentes durante o seu ciclo de vida.
Como exemplo, ela utilizou o desenvolvimento da lagarta e da borboleta, que são um mesmo animal em fases diferentes de um mesmo ciclo de vida. “O indivíduo não precisa começar a manifestar sua sabedoria para ser considerado humano. O embrião humano já é da espécie Homo sapiens mesmo que não possa ainda aprender”, afirmou.
O médico Marcelo Vacari Mazzenoti, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especializado em crianças com má-formação, também defendeu que a vida humana começa na fecundação e afirmou que a utilização de células-tronco embrionárias humanas não é necessária para a medicina atual.
“Podemos utilizar células-tronco adultas em diversas situações, como [no estudo de tratamentos contra] doença de Chagas, doenças auto-imunes, acidentes vasculares cerebrais, lesões de medula espinhal e doenças genéticas, dentre outras. Já com relação à utilização de células tronco embrionárias, não há fato objetivo e concreto que confirme a sua utilidade”, defendeu.
Mazzenoti mencionou que há 72 aplicações clínicas descritas com o uso de células-tronco adultas e nenhuma aplicação descrita de células-tronco embrionárias humanas. “Não é preciso interromper a vida para trabalhar com células-tronco.”
A professora da Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ) Cláudia Maria de Castro Batista defendeu a autonomia do embrião humano. Para ela, a vida humana é um processo contínuo, coordenado e progressivo que começa a partir da fecundação do óvulo pelo espermatozóide.
“Uma vez que o óvulo é fecundado, forma-se a primeira célula do Homo sapiens e todo um programa de fertilização é disparado. O direito à vida e à integridade física desde o primeiro momento da existência é o princípio de igualdade que deve ser respeitado”, afirmou.
Lílian Piñero Eça, do Instituto de Pesquisas com Células-Tronco (IPCTron), fez uma exposição sobre o diálogo entre o embrião humano e sua mãe. A cientista defendeu que duas a três horas depois da fecundação, após o encontro do espermatozóide com o óvulo, o embrião já se comunica com a mãe.
“Pelo menos cem neurotransmissores são emitidos pelo embrião para os 75 trilhões de células existentes no corpo da gestante, que começa a sofrer mudanças hormonais”, disse. Segundo a pesquisadora, essa é a forma de o embrião “falar” para o corpo da mãe se preparar para a gravidez.
O coordenador da Divisão de Medicina Óssea da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, Júlio César Voltarelli, questionou o que considera o principal argumento por parte dos que são contra o uso das células de embriões: que não seriam necessárias uma vez que benefícios clínicos poderiam ser conseguidos com as células adultas.
Para Voltarelli, a utilização somente de células-tronco adultas não é suficiente para tratar várias doenças auto-imunes em estágio precoce. Além disso, no caso da esclerose lateral amiotrófica, por exemplo, 95% dos pacientes morrem até os 4 anos de idade. “Só a utilização de células-adultas não é suficiente nesses casos. Precisamos utilizar células-tronco embrionárias”, disse.
{Costa}