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24 de abr. de 2007

Com ônibus e Metrô, capital também tem transito lento

Depois da paralisação de segunda, quando o transporte começou a operar com quase duas horas de atraso, capital tem mais uma manhã de trânsito parado Solange Spigliatti SÃO PAULO - Apesar de ônibus e Metrô estarem funcionando normalmente na manhã desta terça-feira, 24, a cidade registrava alto índice de congestionamento às 8 horas, segundo medição da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Eram 101 quilômetros de trânsito lento nas principais ruas e avenidas monitoradas pela empresa, um índice bem maior que a média para o período, que é de 79 quilômetros. Além do excesso de veículos, dois caminhões quebrados contribuíam para o aumento da lentidão na zona sul da cidade. Na Marginal do Pinheiros, um dos veículos estava ocupando a faixa da direita da pista sentido Interlagos, 800 metros após a ponte do Jaguaré, desde as 6h30. Outro caminhão ficou parado desde as 6h30 na faixa da direita na Avenida Washington Luiz, 50 metros após a Rua Ministro Pedro Chaves. Um acidente envolvendo duas motocicletas e um veículo de passeio deixou uma vítima na Avenida Rubem Berta, próximo ao viaduto 11 de Junho. Paralisação Na segunda-feira, 23, motoristas e cobradores de ônibus e funcionários do Metrô começaram a trabalhar cerca de uma hora mais tarde em protesto contra a chamada Emenda 3, em tramitação no Congresso Nacional. Ao invés de saírem às ruas e começaram a operar a partir das 4h30, os funcionários do sistema de transporte público da cidade começaram a trabalhar gradativamente, sendo que alguns terminais de ônibus só iniciaram as operações às 6h45. Com isso, o trânsito ficou complicado na cidade. Dois grupos aderiram ao protesto, mas só um sabia o porquê. Por causa do trabalho de divulgação do seu sindicato, metroviários sabiam o motivo da paralisação, o que não ocorreu com motoristas e cobradores. O Estado conversou com 20 metroviários e 20 motoristas e cobradores. Do primeiro grupo, todos sabiam o que representava a paralisação. Do segundo, só quatro mostraram algum conhecimento do assunto. “Nunca ouvi falar em Emenda 3. Cheguei de manhã e encontrei tudo parado”, admitiu o motorista José Aparecido Barreiro, de 38 anos. O presidente do sindicato da categoria, Isao Hosogi, admitiu falhas na divulgação do ato. “Eles só ficaram sabendo quando chegaram às garagens.” Um dos quatro bem informados era Severino Cabral, de 43 anos. Convicto, respondeu: “A Emenda 3 tira o direito de os fiscais atuarem nas empresas, deixando os trabalhadores desprotegidos.” E provocou: “Que mais você quer saber?” Para o sociólogo especialista em Relações do Trabalho José Pastore, foi justamente esse desconhecimento que provocou a paralisação. “É uma greve política e ilegal, mas foi a estratégia para envolver a população na discussão”, disse. “Quando a população não tem opinião pró ou contra não há influência sobre os parlamentares.” Entenda a Emenda 3 A Emenda 3 é um item incluído por parlamentares na legislação federal que criou a Super-Receita. Pela emenda, auditores fiscais ficariam proibidos de multar empresas prestadoras de serviços, mesmo se julgarem que esses contratos estejam disfarçados de relações empregatícias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou a emenda no dia 16 de março, mas o Congresso pode derrubar o veto e transformá-la em lei. Entidades acham que emenda representa uma agressão aos direitos trabalhistas - já que, em teoria, as empresas não teriam mais que respeitar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) nas contratações.
(Colaboraram Humberto Maia Júnior e Camilla Rigi.)
{Costa}

Hamas anuncia suspensão do cessar-fogo com Israel

Após declaração de quebra de acordo firmado em dezembro, as Brigadas de Ezzedeen Al-Qassam assumiram lançamento de bombas contra o território israelense

Efe Reuters

Membros do Hamas mostram armas durante treinamento

GAZA - As Brigadas de Ezzedeen Al-Qassam, braço armado do grupo islâmico Hamas, anunciou formalmente nesta terça-feira, 24, a suspensão de um cessar-fogo firmado em novembro com Israel. Com a decisão, o grupo, que compõe o governo palestino, voltará a realizar ações contra o Estado judeu na Faixa de Gaza.

O anúncio foi feito pelo porta-voz das Brigadas, Abu Obaida, em comunicado lido a meios de comunicação na Faixa de Gaza.

O Hamas e a maior parte das facções armadas palestinas declararam em 26 de novembro uma trégua unilateral temporária em suas ações contra Israel lançadas a partir de Gaza, e que pretendiam estender também à Cisjordânia.

"O cessar-fogo terminou e Israel é responsável por seu fracasso, e não os palestinos", indicou Obaida no comunicado.

O braço armado do Hamas assumiu também nesta terça-feira a autoria do lançamento de foguetes e bombas da Faixa de Gaza contra o território israelense.

Em comunicado enviado à imprensa, as Brigadas de Ezzedeen Al-Qassam indicaram que o número total de foguetes Qassam disparados contra Israel foi de 20, e o de bombas, 75. Pelo menos dez foguetes Qassam e várias bombas caíram pela manhã sobre o território israelense procedentes do norte da Faixa de Gaza.

Segundo os meios de comunicação israelenses, alguns foguetes caíram em áreas abertas no deserto do Neguev, sem causar maiores danos ou deixar feridos.

Helicópteros da Força Aérea israelense dispararam vários mísseis contra as áreas utilizadas pelos milicianos palestinos para disparar os projéteis.

Fontes do Hamas indicaram que os ataques têm o objetivo de "reduzir a pressão sobre o norte da Faixa de Gaza", que o Exército israelense estuda invadir.

O Hamas exortou seus milicianos a retomar a violência contra Israel em resposta a uma série de operações militares israelenses realizadas na Cisjordânia e em Gaza, que mataram nove palestinos no fim de semana.

Desde que o Hamas chegou ao poder, há mais de um ano, a comunidade internacional mantém - com fissuras recentes - um boicote econômico e político ao governo palestino.

O Ocidente exige que o Hamas reconheça Israel, renuncie à violência e respeite os acordos já firmados com os israelenses.

{Costa}

Meta é imunizar 70% da população idosa contra a gripe

Campo Grande (MS) – No próximo sábado, 28 de abril, data estabelecida pelo Ministério da Saúde como o “Dia D” de Vacinação do Idoso 2007, acontecem em todo o país atividades de mobilização da campanha contra a gripe. A vacina será disponibilizada em postos fixos e volantes em locais de grande concentração populacional. “Será o dia da grande promoção, da convocação nacional para que os idosos tomem a vacina”, reforça o superintendente de Vigilância em Saúde, Eugênio Barros.
O objetivo da campanha nacional, segundo o superintendente, é proteger esse grupo mais suscetível às complicações da gripe. Nos idosos, ocorrem as formas mais graves da doença e suas complicações, como a pneumonia. Cerca de 90% das mortes causadas pela gripe acontecem com pessoas idosas. A recomendação é para que a vacinação seja feita antes da chegada do inverno. “Caso o idoso deixe para mais tarde, ele poderá ser infectado; é necessário se proteger antes”, enfatiza Eugênio Barros.
De acordo com a Coordenadoria de Epidemiologia e Promoção à Saúde, responsável pela organização da campanha no Estado, os municípios elaboraram várias estratégias de mobilização e de atendimento à população-alvo da vacinação como, por exemplo, a divulgação em rádios e jornais de circulação local e o uso de faixas e alto-falantes. A meta é imunizar, no mínimo, 70% da população idosa, o que corresponde a 122.152 pessoas.
Para Mato Grosso do Sul foram distribuídas cerca de 264.500 mil doses de vacinas. No ano passado, foram vacinadas 142.206 pessoas, ou seja, 82,57% do total de 172.218 idosos residentes no Estado. A expectativa é ultrapassar os números alcançados em 2006 e levar a vacina aos atuais 174.503 idosos.Durante a campanha, a vacina contra o vírus influenza – causador da gripe –será disponibilizada nas unidades básicas de saúde, unidades de Saúde da Família e postos volantes, a fim de alcançar populações em locais de difícil acesso, com limitações físicas ou que residem em casas geriátricas e asilos nos 78 municípios. O idoso não pode se esquecer de levar a carteira de vacinação.
Keyla Tormena
{Costa}

Tropas federais fazem cerco nas entradas do Rio de Janeiro

Operação faz parte da ajuda federal para a segurança no Estado do Rio
Bruno Lousada
Fabio Motta/AE
Policiais fazem patrulha em estradas que dão acesso à capital fluminense
RIO - A Polícia Rodoviária Federal (PRF) inicia na manhã desta terça-feira, 24, um cerco aos principais acessos federais da cidade do Rio de Janeiro. Cem agentes da PRF vão ter apoio de 28 carros e dois helicópteros na chamada operação Centurião, que tem como intenção combater a entrada de drogas, armas e munições na cidade, e faz parte da ajuda do governo federal na segurança do Estado.
O envio dos policiais ao Rio foi anunciado na semana passada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, em reunião com o governo Sérgio Cabral, e faz parte do esforço do governo federal de ajudar no combate à criminalidade na região metropolitana fluminense.
Os 100 agentes fazem parte da Divisão de Combate ao Crime (DCC), sediada em Brasília, e dos Núcleos de Operações Especiais (NOE) de 11 Estados e vão ficar em trechos das rodovias Presidente Dutra, Washington Luís e Niterói-Marinha.
O patrulhamento intensivo será feito 24 horas, com os policiais se revezando em três turnos, até os Jogos Pan-Americanos, que começam dia 13 de julho. Os policiais federais que começam a atuar nesta terça vão ajudar na capacitação técnica dos agentes que vão fazer a segurança durante o Pan.
Segundo informações da PRF, policiais de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul foram chamados para a operação, já que têm experiência no combate ao crime em fronteiras. Na segunda-feira, 23, os policiais fizeram treinamento para esta operação e, segundo informações da PRF, 15 mil cartuchos 762, um tipo de munição, e quatro granadas que seguiriam para o Rio foram apreendidos no Paraná.
Pedido
O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), formalizou o pedido de envio das tropas federais ao Estado no dia 11 de abril. Cabral entregou um documento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que as Forças Armadas atuassem nas ruas da capital do Estado. O anúncio foi feito depois que o governador deixou o velório do policial militar Guaraci Oliveira da Costa, de 28 anos, morto na manhã de domingo.
Antes da entrega do pedido, o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que era contra a presença das Forças nas ruas, já que elas não são treinadas para combater a violência. A decisão fica nas mãos do presidente Lula, que já afirmou que deve atender o pedido de Cabral. “Se o Cabral pedir, com o maior carinho vamos trabalhar para atendê-lo”, disse Lula.
Em outra ocasião, o ministro da Defesa, Waldir Pires, apontou que apesar de ser possível atender ao pedido do governador do Rio, tinha certas resistências ao envio. "As Forças Armadas são essencialmente para garantir a soberania nacional", declarou o ministro.
Resposta
O pedido de Cabral foi analisado em uma reunião na segunda-feira, 16, quando o governador se reuniu com os ministros Tarso Genro, Waldir Pires, comandantes das Forças Armadas e auxiliares da Secretaria de Segurança do Estado.
Apesar de ter pedido a presença da Aeronáutica, do Exército e da Marinha, foi anunciado que Cabral teria que se contentar com 400 policiais da Força Nacional de Segurança e com 200 a 300 membros da PRF - o que sinaliza que mais agentes devem chegar ao Estado.
Na ocasião, Tarso anunciou que, em 45 dias o efetivo da FNS no Rio chegaria a 6 mil policiais, numa nova antecipação da sua vinda para o Estado, prevista para os Jogos Pan-Americanos, e que já sofrera uma primeira antecipação no início de 2007.
Atualmente, já há 435 integrantes da Força no Estado, com resultados modestos no combate à criminalidade. De acordo com Cabral, os novos 400 policiais anunciados teriam sua chegada antecipada em mais de 30 dias em relação ao cronograma original.
{Costa}

Corpo de Yeltsin será velado em catedral de Moscou

Da BBC Brasil
O corpo do ex-presidente russo Boris Yeltsin será velado nesta terça-feira na Catedral de Cristo o Salvador, reconstruída durante seu governo e um símbolo da era pós-comunista.
A catedral havia sido destruída em 1931 sob o comunismo, mas foi reerguida nos anos 90. Yeltsin, que tinha um histórico de problemas no coração, morreu de insuficiência cardíaca, aos 76 anos, em um hospital da capital russa na segunda-feira.
De acordo com a agência de notícias russa Tass, o atual presidente russo Vladimir Putin fez um tributo ao ex-presidente, dizendo que sob a liderança de Yeltsin a Rússia entrou em “uma total nova era”.
Putin disse também que seu antecessor deixou como herança um Estado em que “o poder pertence verdadeiramente ao povo”.
Luto
Correspondentes dizem que as pessoas já estão se reunindo ao redor da catedral onde o corpo de Yeltsin será velado. A população poderá visitar o corpo antes do funeral de quarta-feira, que foi declarado um dia oficial de luto.
Três bispos da Igreja Ortodoxa Russa irão coordenar o serviço religioso, no primeiro funeral cristão de um líder do país desde 1917, quando aconteceu a Revolução Russa.
O enterro será transmitido ao vivo pela televisão. Yeltsin será então enterrado no cemitério Novodevichye - onde também estão enterrados outros russos importantes - ao invés de ser colocado nas paredes do Kremilin, onde os líderes soviéticos eram normalmente enterrados.
Privatizações e Chechênia
Foi durante o governo de Yeltsin que a Rússia viveu um processo de privatizações que fez surgir uma poderosa oligarquia no país.
Algumas das principais estatais soviéticas foram vendidas para investidores russos, hoje bilionários. Até hoje, a forma como ocorreram as privatizações gera críticas de analistas, dentro e fora do país.
O ex-presidente também é lembrado por ter lançado, em 1994, a primeira ofensiva militar na Chechênia, a república separatista do Cáucaso. A ofensiva terminou sem vitória russa e com centenas de mortos.
Yeltsin admitiu que as mortes na Chechênia eram o maior peso na consciência que ele tinha que enfrentar, mas salientou que ele não tinha alternativa a não ser agir contra os ativistas chechenos.
“Eu não posso me eximir da culpa pela Chechênia, pela dor de numerosas mães e pais”, disse Yeltsin em uma entrevista a um canal de TV russo em 2000. “Eu tomei a decisão, de forma que sou eu o responsável.”
Liberdade e bebida
Por outro lado, de acordo com o analista de assuntos relativos à Rússia da BBC Steven Eke, sob a liderança de Yeltsin o país viveu o período de maior liberdade política de sua história.
Os meios de comunicação, especialmente a televisão, podiam criticar as autoridades, até mesmo o presidente, de uma forma que as próprias autoridades não consideravam possível, disse Eke.
Outra característica de Yeltsin era seu carisma e comportamento por vezes excêntrico. Durante sua campanha pela reeleição em 1996, ele chegou a dançar rock em um palco – uma cena transmitida à exaustão pelas TVs de todo o mundo.
Yeltsin também não escondia o fato de gostar de beber e o hábito pode ter colaborado para piorar sua saúde.
{Costa}

PF apura vazamento de informações da Operação Têmis

Agencia Estado
A Polícia Federal abriu inquérito ontem para investigar o vazamento de informações privilegiadas da Operação Têmis - missão integrada da Polícia Federal e Procuradoria da República que rastreia os passos de uma organização envolvida em suposto esquema de venda de sentenças em favor de bingos e empresas devedoras do Fisco.
A PF quer identificar quem alertou alguns dos principais alvos da Têmis, que na sexta-feira deflagrou uma ofensiva em 80 endereços de advogados, empresários e servidores públicos, inclusive juízes federais e desembargadores do Tribunal Regional Federal (TRF). A PF descobriu que, dias antes, o empresário Sidney Ribeiro, investigado por suposta operação de empresas fantasmas, trocou todos os discos rígidos dos computadores do seu escritório por peças novas. Quando a PF chegou, não havia mais registros de nenhuma informação relevante à investigação. Os federais vasculharam escritórios e casas dos investigados, mas em muitos alvos encontraram documentos de pouca importância. Três policiais civis estão na mira da Têmis. Eles teriam recebido a informação de um funcionário da Telefônica.
O desembargador Roberto Haddad também teria tentado ludibriar a PF. Colecionador de carros antigos, ele mandou retirar da garagem do prédio onde mora no Itaim-Bibi, zona sul de São Paulo, dez carros da frota, apenas um dia antes da operação. A manobra foi flagrada por câmeras de circuito interno do edifício. Haddad não teria assinado nenhuma decisão favorável aos interesses da suposta quadrilha, mas sim servido de intermediador entre o advogado Luís Roberto Pardo e outros desembargadores.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
{Costa}